Highway Blossoms (PC)

Continuando pelas rapidinhas, vamos hoje visitar mais uma visual novel que tinha aqui na minha conta steam já há algum tempo e entretanto me tinha esquecido. Às vezes gosto de jogar estas VNs, em dias em que o cansaço aperta e a preguiça também, pois sejamos sinceros, isto requer o mínimo de esforço. O meu exemplar veio de um indie bundle qualquer, comprado algures no ano passado se bem me recordo, tendo custado muito pouco.

Esta é uma VN que decorre nos estados unidos, colocando como protagonistas principais as jovens Amber e Marine. Amber, cujo avô faleceu recentemente e ainda está em processo de luto, estava a viajar numa autocaravana desde o Colorado até ao estado da California, para ir a um grande festival de música. No entanto, no estado de New Mexico, no meio do deserto, encontra a Marine com o seu velho carro avariado e decide dar-lhe boleia. Pelo meio começa uma aventura em busca de um tesouro perdido, que as leva a visitar vários parques nacionais Norte Americanos e claro, sendo esta uma VN com romance à mistura, entretanto as duas raparigas começam uma relação amorosa.

A nível de jogabilidade é uma visual novel muito simples, tanto que nem temos decisões para tomar que afectem de alguma forma a história, é só ler. Temos no entanto uma série de opções já típicas em jogos deste género, como controlar a velocidade em que o texto é escrito, a possibilidade de avançar texto ou colocá-lo em modo automático. Curiosamente há também um hard mode para desbloquear – esperem aí, um hard mode numa visual novel tão linear como esta? Basicamente é um modo mais realista, onde os eventos decorrem “em tempo real”, ou seja quando as personagens vão dormir temos de esperar literalmente uma série de horas que as coisas aconteçam. Creio que o mesmo acontece durante as viagens entre estados. Sinceramente não vejo propósito nenhum nisso.

Sinceramente até que nem desgostei da narrativa, os temas abordados como os parques naturais norte-americanos e a cultura musical por detrás de Amber foram interessantes

A nível audiovisual, as personagens estão bem desenhadas, assim como os backgrounds que possuem muito detalhe e cores bem vívidas. As músicas, que acabam também por ter um grande peso na narrativa, são também bastante agradáveis. Na sua maioria são melodias calmas com guitarras acústicas que acabam por se encaixar bem no jogo. Em relação ao voice acting, bom este é todo em inglês, algo que me surpreendeu inicialmente pela negativa, pois estava à espera de japonês. Mas depois lá me apercebi que o jogo foi produzido por um pequeno estúdio indie norte-americano, e como a história se passa toda nos Estados Unidos e com personagens americanas, faz todo o sentido que as vozes também sejam em inglês. O voice acting tem alguns pormenores bons, como a voz de megafone que ouvimos quando nos aproximamos do primeiro monumento nacional que visitamos. No entanto, por vezes as raparigas começam com aquelas vozes irritantes de adolescente que me tiram um pouco do sério… mas no geral acho que não está mau de todo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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