Warhawk (Sony Playstation 3)

Vamos para mais uma rapidinha, agora para a Playstation 3 e sobre um jogo unicamente multiplayer, algo que sinceramente nunca foi muito do meu interesse. Na verdade eu comprei este Warhawk já há uns anos atrás numa loja no Porto pois estava novo, vinha com um headset bluetooth, e só me custou 5€. Quando li recentemente que a Sony ia fechar os servidores deste jogo neste mês, deixando-o practicamente inutilizável (parece que não mas já se passaram quase 12 anos) lá me decidi experimentá-lo antes que nunca mais tivesse a oportunidade.

Jogo com caixas, manual e headset bluetooth

Este foi o jogo que a Sony usou para mostrar o SixAxis e as suas capacidades de controlos por movimentos (uma primeira resposta da Sony ao WiiMote), pois podemos usar o comando para controlar os veículos, sejam eles jipes, tanques, ou claro, o grande factor diferencial do jogo, aviões. Mas eu como gosto de jogar à vontade e não ter de estar costantemente atento em que posição tenho o comando, prefiro jogar de forma mais tradicional, algo que até é a opção por defeito do jogo. De resto este é essencialmente um shooter na terceira pessoa com uma temática militar, onde podemos participar numa série de modos de jogo, seja online, seja por rede LAN ou splitscreen até 4 jogadores. Bem, mas este multiplayer em split screen não é completamente o que estariam à espera, pois temos de estar online, ou criar um servidor LAN. Pelos vistos para qualquer partida de Warhawk temos sempre de criar um servidor que autorize outros jogadores a entrar, seja online, seja por LAN. E não há bots! Daí ter dito acima que o jogo ficará practicamente inutilizável a partir do final do mês.

À medida que vamos ganhando ranks no jogo, podemos customizar a aparência da nossa personagem e avião.

Mas vamos para os modos de jogo em si. Aqui dispomos de várias variantes do deathmatch, seja todos contra todos ou vermelhos contra azuis. Os mapas tanto podem ser pequenos, não dando espaço para veículos, como temos mapas bem maiores e inclusivamente o modo dogfight, onde combatemos apenas com aviões. O modo Hero é uma variante do DM onde um dos jogadores é um herói e só as mortes causadas pelo herói e ao herói contam como pontos para ambas as equipas. O tradicional capture the flag também marca aqui a sua presença, bem como uma variante chamada Cores, onde cada equipa tem de coleccionar o máximo número de núcleos atómicos e levá-los para a sua base. Por fim temos o Zones, onde cada equipa luta para conquistar e manter várias posições em cada mapa.

De resto, este é um jogo muliplayer ainda algo primitivo tendo em conta o que temos hoje. É verdade que temos vários ranks que podemos subir e medalhas para vencer mediante a nossa performance nos diferentes modos de jogo, veículos e armas que vamos usando. A jogabilidade não achei das melhores, principalmente quando estamos a jogar em pé, ou seja, sem conduzir nenhum veículo. O foco do jogo está mesmo nos aviões, que podem ser controlados de diferentes formas: temos o hover mode, onde o avião está estacionário, comportando-se como um drone e o flight mode, que é onde temos mais flexibilidade, algo que precisamos mesmo de dominar para evitar os mísseis inimigos. É também com os aviões onde temos mais power ups e diferentes armas, como diferentes tipos de mísseis teleguiados (incluindo um tipo de míssil cuja trajectória pode ser directamente controlada por nós). Agora, na minha experiência, no pouco tempo que joguei, ainda não conseguia controlar os aviões decentemente, mas ainda joguei umas partidas online e vi outros jogadores a controlá-los de forma graciosa, portanto deve ser mesmo falta de jeito da minha parte.

Os combates aéreos sempre foram um dos selling points do jogo.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente não acho que tenha sido um jogo que envelheceu lá muito bem. É um jogo com texturas simples e cenários não muito detalhados. Não me pareceu estar assim tão longe de um jogo de Xbox, mas de certa forma compreende-se, pois é um jogo unicamente multiplayer e que foi lançado ainda muito no início de vida da Playstation 3. No fim de contas, não foi um jogo que me tenha cativado muito, mas por outro lado, antes de ser completamente descontinuado pela Sony, penso que poderiam ter feito pelo menos uma de duas coisas: oferecerem as expansões umas semanas antes do fim do jogo, já que o vão cortar e vão, ou lançar um patch qualquer que permitisse multiplayer local, com split screen, mas sem a necessidade de andar a criar servidores.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PS3, Sony com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.