Sherlock Holmes: Nemesis (PC)

Voltando às rapidinhas no PC, hoje trago-vos um breve artigo sobre mais um jogo de aventura da saga Sherlock Holmes, produzida pela Frogwares. Nemesis, também conhecido como Sherlock Holmes vs Arsene Lupin, é um jogo que protagoniza o famoso detective britânico contra uma outra famosa personagem da  literatura, o “nobre” ladrão francês Arsene Lupin. O meu exemplar digital entrou na minha conta do steam há uns anos atrás, através de um bundle que me ficou barato certamente.

A narrativa decorre algum tempo após a aventura anterior, onde os feitos de Arsene Lupin no seu país de origem começam a ganhar alguma notoriedade na imprensa internacional. A certa altura Sherlock Holmes recebe uma carta do próprio Lupin, cujo ameaça roubar 5 dos tesouros mais valiosos do Reino Unido, só mesmo para deixar a reputação do país na lama. Ao longo do jogo vamos então andar sempre atrás de Lupin e analisar as pistas que nos vai deixando. Em primeiro lugar temos de adivinhar qual será o seu próximo alvo, depois teremos de ir para o local em questão e fazer os possíveis para evitar que Lupin tenha sucesso nos seus assaltos, o que claro, só acontece no final. Infelizmente não gostei muito do progresso do jogo desta vez, isto porque vamos mesmo ter de fazer imenso backtracking e explorar áreas bastante grandes, muitas vezes à procura de uma agulha num palheiro… Por exemplo, teremos de explorar a fundo locais como a Galeria Nacional, a Torre de Londres ou o Museu Britânico, onde teremos imensos puzzles para resolver de forma a progredir no jogo. Ao menos sempre dá para aumentar a nossa cultura geral, pois iremos interagir com dezenas de pinturas, artefactos da antiguidade e armas medievais. O segmento do jogo que mais gostei foi o do palácio de Buckingham, não só por alguns momentos de bom humor, mas também pelos puzzles serem mais interessantes e não tão maçudos.

Algumas das tarefas que temos de fazer para progredir são bastante aborrecidas, mas ao menos podemos apreciar uma série de museus virtuais.

Na sua essência, este jogo possui umas mecânicas de jogo muito semelhantes ao seu antecessor e, tendo em conta que esta é a versão remastered, aqui também temos a hipótese de alternar entre a perspectiva na primeira pessoa, totalmente livre de movimentos, ou a perspectiva na terceira pessoa, com uma jogabilidade mais próxima dos point and click clássicos. Teremos também de fazer trabalho de detective ao questionar pessoas e alguma análise forense, como investigar pegadas ou outros rastos deixados por Lupin, como já tem vindo a ser habitual nesta série. Como referi acima, os cenários são grandes e têm de ser examinados ao pormenor, o que nos vai tomar muito do nosso tempo. Felizmente, tal como no jogo anterior, vamos tendo a opção de “fast travel” para viajar rapidamente entre diferentes zonas de Londres e, caso já tenhamos explorado os locais como os museus ou torre de londres, também poderemos usar o mapa dessas localizações específicas para viajar instantaneamente entre algumas posições chave.

Temos de pensar muito bem nos enigmas que Arsene Lupin nos deixa, pois vão ajudar nalguns puzzles não muito intuitivos

No que diz respeito aos audiovisuais, o jogo parece utilizar o mesmo motor gráfico do seu predecessor, ou seja, temos gráficos renderizados em 3D e um controlo de câmara e movimento totais, se jogado na perspectiva da primeira pessoa. Os gráficos em si parecem-me mais detalhados, já não temos tantas texturas demasiado simples como no Awakened. Aqui também regressou uma banda sonora que assenta em música clássica, ao contrário do jogo anterior que possuia um ambiente muito mais “atmosférico”. O voice acting é igual aos antecessores, são as mesmas pessoas a dar as vozes de Sherlock e Watson que por sua vez são muito melhores que as dos restantes NPCs.

Portanto, apesar deste “Nemesis” ser um jogo um pouco mais “chato” devido aos seus puzzles ambíguos e que nos obrigam a fazer muito backtracking numa àrea de jogo já por si extensa, não deixa de ser mais uma aventura interessante e que desta vez introduzem um conceito novo, pois não andamos aqui a investigar nenhum homicício, mas sim atrás de um ladrão que está a jogar um jogo de gato e rato connosco. Creio que vou gostar mais do próximo jogo, onde defrontaremos o Jack the Ripper.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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