Galaxy Force II (Sega Mega Drive)

Principalmente a partir da segunda metade da década de 80, a maior parte dos jogos arcade da Sega usavam a tecnologia “super scaler”, cujo hardware permitia manipular sprites, principalmente o controlo da sua ampliação e/ou rotação de uma maneira muito fluída. Isto resultou em excelentes jogos de corrida como Out Run, Hang-On ou Power Drift, e em jogos de acção como Space Harrier, After Burner ou Galaxy Force. Este Galaxy Force II não foge à regra e, tal como o After Burner II não é uma verdadeira sequela do original, mas sim um upgrade, com mais 2 níveis extra e algumas mudanças na jogabilidade. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular no passado mês de Abril.

Jogo com caixa e manual, na sua versão norte americana.

O primeiro Galaxy Force teve uma conversão (muito modesta) para a Sega Master System, que já analisei aqui, pelo que também recomendo a sua leitura. O que é que difere aqui, para além das melhorias técnicas que irei referir mais à frente: desta vez temos 5 níveis iniciais, todos passados em diferentes planetas, mas a ordem pela qual os jogamos é completamente indiferente. Já o último nível apenas pode ser jogado quando terminarmos os primeiros cinco. Depois a jogabilidade é simples, onde podemos aumentar ou diminuir a velocidade da nossa nave e disparar lasers ou mísseis inteligentes, capazes de fazer lock on nas naves inimigas. Esta é a arma a utilizar e ao longo do jogo vamos receber upgrades que nos permitem fazer lock até um máximo de 6 inimigos em simultâneo.

Nesta versão temos a liberdade de escolher oa ordem pela qual jogamos os primeiros 5 níveis.

Depois temos o tradeoff entre velocidade e “combustível”. Ao longo do jogo temos um contador de energia que vai estando constantemente a decrescer, independentemente da velocidade a que viajamos. Ora eventualmente passamos alguns checkpoints que nos restabelecem os níveis de energia, mas é no final de cada nível, ao atribuir a pontuação por cada inimigo abatido, onde vamos buscar mais energia para a nossa nave. Teremos então de alternar entre navegar rápido de forma a chegar rapidamente ao final, gastando o mínimo de combustível, mas também a preocupação em destruir o maior número de inimigos, o que é difícil se viajarmos muito rápido. Os níveis de energia também diminuem sempre que somos atingidos por inimigos, ou embatemos nalguma parede.

Isto porque cada nível está dividido em zonas abertas, muito parecidas a jogos como Space Harrier ou After Burner, mas também vamos ter de atravessar algumas fortalezas e os seus túneis, podendo ter mais do que um túnel para explorar em cada nível. Infelizmente o efeito 3D destes túneis deixa muito a desejar (na Mega Drive), pelo que por vezes acabamos por embater nas suas paredes por não conseguirmos discernir bem qual a nossa posição num plano tridimensional.

Apesar de ainda estar longe da qualidade do original de arcade, esta versão ainda tem os seus momentos

De resto a nível gráfico, para além dos túneis não estarem grande coisa como já mencionado, esta versão acaba por ser naturalmente muito superior à Master System, embora ainda esteja longe da maestria da versão arcade. Vamos tendo vários inimigos para destruir, alguns bem detalhados e é muito porreiro estarmos a viajar por um mundo vulcânico e ver serpentes de fogo a atravessarem o ecrã, ou tornados de areia no deserto. Pequenos detalhes que resultaram bem aqui, embora naturalmente na versão arcade o efeito “uau” seja muito superior. A música é também um ponto forte no jogo, com as melodias a terem um misto de jazz e música electrónica que até me agradou bastante.

A sensação de profundidade nestes segmentos de túneis não é tão boa e na minha opinião é o que mais mancha o jogo.

Portanto, este acaba por ser um bom jogo de acção, mas ainda está longe de ser uma adaptação perfeita da versão arcade. A versão que saiu na Sega Saturn (apenas no Japão) anos mais tarde acaba por ser muito superior, mas o jogo também levou um belo tratamento em 3D para a Nintendo Store da 3DS, cuja versão já li excelentes críticas.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

Uma resposta a Galaxy Force II (Sega Mega Drive)

  1. helinux diz:

    joguei muito a versão arcades da vida!!!! zerei esse clássico!!!! bons tempos!!!!

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