Hector: Badge of Carnage (PC)

Continuando pelas aventuras gráficas point and click, hoje trago cá um interessante jogo publicado pela Telltale Games, mas produzido por um pequeno estúdio britânico, os Straandlooper. Esta é uma aventura policial que acabou por me agradar bastante, visto que está repleta de humor negro, situações bizarras e muito, muito calão. Tal como quase todo o meu espólio da Telltale na minha conta do Steam, este jogo veio cá parar através de um humble bundle qualquer, tendo-me custado muito pouco.

A narrativa leva-nos à pequena cidade inglesa de Clappers Wreake, capital britânica do crime, onde algures num edifício abandonado está um bandido barricado com reféns. A força de intervenção T.W.A.T. é chamada, mas o bandido já matou uma série de negociadores da polícia. A última esperança da polícia recai no inspector Hector, um polícia corrupto, rude e com mais vícios que sei lá o quê. E de facto começamos a acção começa precisamente na esquadra de polícia, onde Hector tinha adormecido numa cela, e com uma ressaca monstruosa. Para chegar à cena do crime ainda temos várias peripécias, e sendo este um jogo publicado pela Telltale, o mesmo está dividido em vários episódios. Neste primeiro episódio, intitulado de “We negotiate with terrorists“, começamos por tentar sair da esquadra e chegar ao local do crime, onde acabamos por conseguir negociar com o terrorista que nos faz uma série de demandas para poder libertar os reféns. O que o terrorista pede é simples: a cidade está uma miséria e o terrorista põe as culpas na polícia, que por ser corrupta deixou as coisas chegar a esse estado. O que nos é pedido consiste em reparar a torre do relógio da cidade, fazer uma grande doação monetária à sociedade de preservação da cidade e fechar a sex-shop local devido à sua imoralidade. Após muitas reviravoltas lá acabamos por ter de descobrir o paradeiro pelo terrorista, pelo que iremos também explorar muitos outros cenários, incluindo um restaurante de luxo mas com comida de origem e qualidade duvidosa, um clube de strip numa igreja, um salão de beleza e de venda de armas de calibre militar, entre outras localizações bizarras.

Ao longo da aventura iremos visitar muitos locais de origem questionável

Para além de Hector, ocasionalmente poderemos jogar também com o seu companheiro Lambert, que é precisamente o contrário de Hector, sendo extremamente ingénuo e boa pessoa. As mecânicas de jogo são as típicas de um jogo de aventura point and click, onde teremos de falar com muitos NPCs, interagir com objectos e afins. Jogando com Lambert muitas vezes desbloqueia diferentes árvores de diálogo que poderão ser necessárias para avançar na história. Isso ou ambos estão em localizações diferentes e teremos mesmo de ir jogando com um ou outro, como quando ambos terminam numa fossa séptica e têm de escapar de lá. De resto, o jogo vai tendo uma série de personagens carismáticas, para além da já falada dupla Hector e Lambert. Temos várias senhoras da noite (cada uma pior que a outra), velhinhas paranóicas, sex-addicts, adolescentes estúpidos, e muitas outras personagens não lá muito amigáveis, mas com todo o humor negro deste jogo, acabam por encaixar que nem uma luva.

Por vezes podemos e devemos alternar para jogar com o nosso parceiro, que nos abre diferentes diálogos com as personagens

As músicas de fundo vão sendo agradáveis, mas não passam disso, já o voice acting possui uma qualidade algo “desnivelada”. Por um lado agrada-me bastante o sotaque britânico e todo o seu calão associado, por outro nota-se que este é um projecto indie, pois nota-se que algumas vozes são “reaproveitadas” dos mesmos actores, resultando bem numas personagens (como o próprio Hector ou o seu chefe Meeks), mas noutras personagens (felizmente mais secundárias), o resultado final não é o melhor. Graficamente é um jogo competente, com algumas boas animações e cenários bem detalhados!

Portanto, este Hector Badge of Carnage, acaba por ser um jogo de aventura bem agradável, com uma história mais adulta e repleta de humor negro e situações caricatas. Poderia ser um pouco melhor no voice acting de algumas personagens, mas não é nada que incomode muito, e talvez até seja propositado!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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