Novamente para uma rapidinha, voltando aos cartuchos amarelos para a Game Boy. Para além da série Donkey Kong Country na Super Nintendo, a Rare continuou com as aventuras dos macacos também na Game Boy original, com o lançamento da série Donkey Kong Land, que ia acompanhando de certa forma o lançamento dos jogos principais na SNES. Apesar de possuirem as mesmas mecânicas de jogo e temáticas nos níveis, geralmente são jogos com um level design bem diferente, embora o caso de hoje seja um pouco excepção. Tanto este cartucho como o do terceiro jogo vieram da Cash Converters de Alfragide há uns anos atrás, creio que por 3€ cada.
Apenas cartucho
A história segue os acontecimentos do Donkey Kong Country 2 como seria de esperar. Isto significa que temos de jogar com Diddy e Dixie Kong e salvar Donkey Kong das garras do pirata Kaptain K.Rool. Mas ao contrário do primeiro jogo, as diferenças com o seu primo de 16bit aqui acabam por ser menores, pois os níveis apesar de serem uma espécie de um remix com uma novo layout, usam na sua maioria uma os mesmos nomes e temáticas do original da Super Nintendo. A jogabilidade continua próxima à SNES, com a possibilidade de alternar livremente entre Diddy e Dixie Kong. Ao contrário do primeiro Donkey Kong Land/Country onde tínhamos uma dinâmica de ter um Donkey Kong forte mas mais lento que Diddy Kong, que por sua vez era mais fraco apesar da sua agilidade. Aqui Diddy e Dixie são ambos ágeis e possuem a mesma força, mas os longos cabelos loiros de Dixie permitem-na usá-los como hélices e assim sobrevoar alguns precipícios. Alternar entre ambos os macacos é algo que teremos de fazer várias vezes e até podemos chamar alguns animais amigos para atravessar alguns segmentos de níveis. Esses animais possuem diferentes habilidades que podem ser necessárias para completar alguns níveis, como é o caso da aranha que permite criar plataformas no meio do ar ou da cobra capaz de saltar bastante alto. Outras mecânicas de jogo como a de carregar barris e de saltar entre eles, ou entrar em pequenos níveis de bónus que nos permitem ganhar novas vidas estão também aqui presentes.
A informação mostrada no ecrã contuinua reduzida, com o ícone do número de bananas ou letras KONG a desaparecer poucos segundos depois. Por outro lado o número de vidas dá-se pelo amontoar de corações sempre visíveis em baixo. Aí é que dava jeito meter o resto
No que diz respeito à parte técnica, este jogo possui sprites mais pequenas e backgrounds menos detalhados que o seu antecessor. Como mais uma vez tentam usar sprites e cenários prérenderizados, o facto das sprites serem mais pequenas e os níveis com menos detalheO que sinceramente neste caso até que foi algo muito benvindo pois dessa forma achei que os gráficos ficaram mais nítidos e a câmara com mais visibilidade, embora por vezes ainda tenhamos de saltar para o desconhecido o que pode perfeitamente resultar em abismos sem fundo que abundam neste jogo. As músicas continuam excelentes, mas há umas quantas originais da SNES que ficaram de fora, o que torna a experiência por vezes bastante repetitiva ao ouvirmos a mesma música seguida ao longo de vários níveis.
Jogando-o numa Super Gameboy ou numa Gameboy Color teremos algumas cores que melhoram o contraste gráfico.
Se gostam dos Donkey Kong Country, então a série Donkey Kong Land é algo que recomendo espreitar, sem dúvida. O primeiro Donkey Kong Land mostra-se bem mais difernente do Country 1 do que este, mas a nível de jogabilidade, controlos, ou mesmo grafismo, o Land 2 acaba por ser uma grande melhoria.
Ora cá vamos nós para o primeiro vídeo de 2017 e como o tempo infelizmente é algo que não abunda para estes lados, a originalidade acaba também por tirar férias pelo que este vídeo é mais um de compras!
Apesar de não ter sido um vídeo tão longo quanto o anterior, ainda assim o mês de Dezembro foi recheado o suficiente para me obrigar a fazer mais um vídeo longo qb.
Espero que gostem e provavelmente o próximo já será um crónicas cúbicas!
Para além do vídeo, como é habitual aproveito para actualizar alguns artigos de jogos que já tenha escrito e que tenha acabado por orientar alguma versão mais completa de algum jogo que já tenha escrito um artigo. Ou se for simplesmente a versão física, se for sobre algum que tenho em formato digital.
Este mês passado um colega de trabalho ofereceu-me uma série de caixas e manuais de NES e SNES que descobriu no sótão. Muitos deles são de jogos que não possuo na colecção, enquanto que outros sempre deram para completar jogos que já cá tinha. O Super Mario Bros 2 e o terceiro foram casos desses, assim como o Teenage Mutant Hero Turtoes, cujos artigos já foram actualizados. Os restantes que ficaram mais “completos” referem-se a jogos que ainda não trouxe cá.
Depois actualizei ainda o artigo do Super Monaco G.P. II pois recentemente comprei um bundle de 8 jogos de Mega Drive em caixa na feira da Vandoma no Porto. O jogo “patrocinado” pelo Ayrton Senna foi um deles.
Voltando à Game Gear, o artigo que cá trago hoje é mais uma rapidinha, apesar de ser sobre um dos melhores jogos da plataforma, na minha modesta opinião. Shinobi II continua com a mesma tradição de confusão de nomes entre regiões e entre jogos completamente diferentes entre si. O “verdadeiro” Shinobi II seria o Shadow Dancer de Arcade/Master System, mas não vamos entrar nessa discussão. Este jogo é uma sequela directa do Shinobi da Game Gear, partilhando assim muitas das suas mecânicas de jogo, daí este artigo ser uma rapidinha. O meu exemplar foi oferecido por um ex-colega de trabalho há coisa de um ano atrás, juntamente com toda a sua colecção de jogos Game Gear. Edit: Recentemente comprei a um amigo um exemplar completo por 10€
Jogo completo com caixa e manual
A história leva-nos uma vez mais a controlar o ninja vermelho que tem de salvar outros 4 ninjas coloridos, bem como encontrar 4 cristais que dão acesso à area final. A ordem pela qual escolhemos os 4 níveis continua a ser opcional e podemos rejogá-los a qualquer momento, algo que até é necessário se quisermos avançar para o ultimo nível ou completar o jogo a 100%, pois os cristais ou outros power ups importantes como aqueles que nos extendem a barra de vida, geralmente estão bem escondidos, sendo necessário utilizar as habilidades de alguns ninjas específicos para os encontrar. As habilidades inatas e diferentes armas que cada ninja possui mantêm-se idênticas ao primeiro Shinobi da Game Gear, já os Ninjutsus é que me parecem haver algumas diferenças face ao primeiro jogo, mas continuam variados e com diferentes utilizações. De resto a jogabilidade continua excelente. A obrigatoriedade de rejogar os níveis de forma a encontrar os cristais escondidos aumenta a longevidade do jogo e assim que desbloquearmos o último nível, tal como na sua prequela teremos de o percorrer e defrontar os bosses anteriores novamente, bem como estar constantemente a alternar de ninja em ninja e usar os seus ninjutsus, de forma a conseguir atravessar os obstáculos que nos apareçam à frente. Mas ao contrário do primeiro jogo, nem sempre o fundo da sala é da mesma cor do ninja que temos de usar.
Graficamente é um jogo muito bem detalhado para a Game Gear
De resto, a nível gráfico e de som, é mais um jogo excelente. Os cenários estão ainda mais bem detalhados e o mesmo pode ser dito dos bosses. As músicas são bastante agradáveis e cativantes, e tudo isto juntando à excelente jogabilidade, dificuldade mais balanceada e maior longevidade do jogo, tornam-no, na minha opinião, num dos melhores jogos de acção para uma portátil de 8bit.
Forbidden Siren foram 2 jogos muito interessantes na Playstation 2 que mereciam mais reconhecimento do que aquele que tiveram. Com as suas raízes em folclore e filmes de terror asiáticos, em conjunto com a sua jogabilidade única, são 2 excelentes survival horror com uma óptima atmosfera. Com o lançamento da Playstation 3, a equipa por detrás dos dois primeiros jogos decide recontar a história por detrás do primeiro Forbidden Siren, num remake com várias novidades. O meu exemplar sinceramente não me recordo de quando e onde o comprei, mas certamente não foi caro.
Jogo com caixa e manual
A história possui vários elementos familiares a quem já jogou o primeiro Forbidden Siren. A aldeia de Hanuda marca novamente a sua presença, onde um sinistro ritual foi abruptamente interrompido e várias personagens vêm-se presas num pesadelo de todo o tamanho, cujas histórias vamos presenciando ao longo de vários capítulos. A grande diferença está no elenco que foi completamente mudado, embora seja fácil de traçar alguns paralelismos entre personagens de ambos os jogos, o original, e a reimaginação. Mas o maior problema deste jogo a meu ver está precisamente nessa mudança do elenco. É que decidiram incluir várias personagens norte-americanas: um jovem chamado Howard Writght, curioso pelo sobrenatural e que já vive no Japão há algum tempo; e o elenco de um programa de televisão norte-americano sobre o oculto, que descobre os mitos sobre a aldeia de Hanuda e decide investigá-la. É que todos os jogos desta série são intimamente japoneses, que vão beber muito às suas tradições e folclores, e esta inclusão de yankees acaba por borrar bastante a pintura por se desenquadrarem por completo.
Podemos alternar temporáriamente poara uma perspectiva de primeira pessoa, que dá bastante jeito para usar armas de fogo
Por outro lado existem uma série de mudanças na jogabilidade e fluxo de jogo que acabaram por me agradar bastante. O jogo foi lançado originalmente na PS Store como uma obra episódica, onde cada episódio possuía vários capítulos e poderia ser comprado separadamente. Isto obrigou a que o progresso no jogo fosse bastante linear, ao contrário dos jogos da PS2 onde a partir de uma certa altura poderíamos desbloquear e/ou optar por caminhos paralelos ou alternativos, o que resultava numa timeline bastante complexa e que nos obrigava a estar com a máxima atenção e obter pistas adicionais para percebermos o que realmente se estava a passar. Mas apesar da progressão do jogo ser mais linear, não quer dizer que não existam na mesma capítulos paralelos, alternativos, ou que se cruzam entre si, e uma vez mais, coleccionar pistas que podem ser vistas nos arquivos acaba por ser uma mais valia para apanhar mais detalhes que nos possam ter escapado.
Neste jogo o sightjack divide o ecrã com 2 perspectivas de visão, e deixa-nos mover livremente enquanto usarmos a habilidade
As outras novidades estão principalmente no sightjack. O sightjack é uma habilidade psíquica que todas as personagens têm, e consiste em poder ver o mundo pelos olhos de outra personagem, ou shibito. E isto é sem dúvida o elemento de jogabilidade mais importante na série, pois os shibito são zombies imortais que apenas podem ser deixados inconscientes durante algum tempo, voltando a ressuscitar e tornarem-se numa ameaça. Isto obriga-nos a ter uma abordagem bem mais furtiva, pois muitas vezes ou não temos arma nenhuma, ou possuímos uma arma branca que pode ser uma frigideira, faca de cozinha, ou utensílios de agricultura, que não são propriamente as armas mais eficientes. Mesmo quando temos armas de fogo, não deixamos de estar vulneráveis. Então usar o sightjack para descobrir a posição dos shibito, ver o que eles estão a fazer, e principalmente perceber se estamos expostos ou não, acaba por ser muito importante mesmo. Até porque cada capítulo possui vários objectivos para cumprir (desde escapar de uma determinada zona ou tarefas procurar como chaves ou ligar a electricidade) e muitas vezes conseguimos descobrir pistas ao observar o que os shibito fazem. A melhoria face aos jogos da PS2 está no jogo dividir o ecrã ao meio sempre que usamos o sightjack, com a parte esquerda a mostrar a nossa personagem, e a direita o sightjack. Isto permite-nos também que nos consigamos mover enquanto usamos o sightjack, algo que não acontecia nos jogos anteriores.
Ao longo de cada capítulo jogável, vamos ter vários objectivos e subobjectivos para cumprir
No que diz respeito à apresentação audiovisual possuo também opiniões divergentes. Por um lado a parte sonora está excelente, se nos conseguirmos abstrair do facto de as personagens norte-americanas estarem ali a destoar. O voice acting é bastante competente, as músicas quando existem costumam ser bastante macabras e todos os ruídos que vamos ouvindo contribuem bastante para uma atmosfera bastante tensa. Acho que já não posso ouvir sirenes! No que diz respeito aos gráficos, não acho que seja dos melhores jogos da PS3 nesse aspecto. É óbvio que há uma grande melhoria face aos jogos da PS2 no que diz respeito ao detalhe dos cenários e das personagens (e mesmo os originais da PS2 já eram muito bons nesse campo), mas na qualidade dos gráficos em si é que por vezes deixa a desejar. Principalmente nos níveis que são jogados durante a noite, onde tudo leva com um estranho filtro gráfico que quase parece um pseudo-cell shading que fica ali muito estranho.
Em certas alturas, Siren Blood Curse possui gráficos com uns filtros estranhos
De resto, e mais uma vez mando a alfinetada às personagens norte-americanas que não deveriam existir (ou pelo menos terem tanta importância) num jogo tipicamente japonês, acho este Siren Blood Curse mais um excelente survival horror, com uma jogabilidade bastante desafiante e melhorada face aos originais da PS2. Mais uma vez (pelo menos algo semelhante tinha acontecido no primeiro Forbidden Siren), a Sony criou alguns websites falsos supostamente criados ou frequentados por personagens do jogo, dando ainda mais algum background às personagens. Neste Blood Curse criaram o blog pessoal de Howard Wright. E também como no Forbidden Siren 2, podemos desbloquear minijogos, sendo estes uma espécie de homenagem às portáteis LCD como a Nintendo Gaming Watch, o que também é algo curioso. Como se isso não chegasse, nós europeus fomos duplamente sortudos, pois por um lado o jogo não saiu em formato físico nos Estados Unidos e a nossa versão PAL inclui ainda um making off que pode ser visto no leitor de vídeo da PS3.
Durante a década de 80, os videojogos seguiam muito as tendências daquilo que se fazia no cinema, daí termos jogos como Commando, Contra, Golden Axe, entre vários outros. E nessa década uma das franchises mais famosas do cinema era nem mais nem menos que Ghostbusters. E se por um lado os videojogos da série nunca foram assim tão bons, outras empresas tentaram pegar no conceito e aplicá-lo elas próprias. Foi o que aconteceu com a Sega e o Laser Ghost de arcade, onde controlavamos precisamente caçadores de fantasmas, disparando umas armas especiais para livrar uma cidade de todos os seus fantasmas e outras criaturas sobrenaturais que iam surgindo. A versão Master System acabou por ser uma conversão muito diferente, e o meu exemplar veio da cash converters do Porto, algures durante o mês de Novembro. Custou-me 15€.
Jogo com caixa e manual
O original de arcade era um light gun shooter visualmente impressionante, com gráficos 2D muitíssimo bem detalhados e acção non-stop. Foi lançado originalmente para o sistema System 18, uma arquitectura já muito à frente da Mega Drive, pelo que uma eventual conversão para a Master System sempre deixaria muito a desejar. Então a Sega decidiu fazer um jogo algo diferente. Aqui temos como objectivo proteger uma jovem rapariga que foi raptada pelos fantasmas da Ghost City, devendo-a escoltar ao longo de todo o jogo, derrotando também os inimigos que vão surgindo no ecrã. Sendo assim, esperem por um jogo algo similar a um Operation Wolf, com o ecrã apenas a fazer scroll para a esquerda ou direita, e lá teremos de defrontar todas as criaturas que vão aparecendo no ecrã, evitando a todo o custo que a pobre rapariga morra no processo.
Mesmo a própria história se mostra diferente da versão arcade
Pelo meio podemos destruir também alguns objectos que podem guardar alguns itens que bem preciosos podem ser, especialmente se jogarem esta aventura com o comando e não com a Light Phaser. Isto porque por vezes há alguns inimigos que aparecem em grande número e são suficientemente rápidos para causar alguns estragos, como os morcegos, por exemplo. Assim, os power ups que encontramos como corações que vão restabelecendo alguma mda vida perdida pela rapariga, ou as munições especiais que causam dano a todos os inimigos no ecrã em simultâneo. Esse último power up pode ser também especialmente útil nos bosses que defrontamos sempre no final de cada nível.
Laser Ghost para a Master System é uma adaptação incomum, pois foge ao jogo original de forma a se adaptar ao hardware mais limitado da Master System. E mesmo assim o resultado não é mau de todo.
No que diz respeito aos audiovisuais, esta adaptação para a Master System até que ficou bem conseguida, excepto nas músicas que sinceramente não as achei nada de especial. A nível gráfico os níveis vão sendo variados, com casas assombradas, florestas, cidades em ruína e afins. As sprites também vão sendo grandinhas e bem detalhadas. A apresentação no geral pareceu-me muito boa, pois antes de cada nível temos uma breve introdução àquilo que nos irá esperar.
Posto isto, apesar de não ser tão bom ou excitante quanto o Laser Ghost de Arcade, temos de ser realistas ao assumir que a Master System nunca conseguiria causar o mesmo impacto que o jogo original. Portanto, acho que a Sega até esteve bem ao converter este jogo para a Master System, transformando-o numa aventura completamente diferente. É um dos mais interessantes jogos de light gun da Master System e é também um exclusivo europeu.