Viewtiful Joe: Red Hot Rumble (Nintendo Gamecube)

Viewtiful Joe Red Hot RumbleDepois do originalíssimo Viewtiful Joe e uma sequela competente mas que não trouxe nada de muito novo, toda a gente estaria à espera do terceiro jogo que segundo Hideki Kamiya seria o final da trilogia. Mas a Capcom não pensou da mesma forma e o que nos saiu na rifa foi este Red Hot Rumble que pode ser descrito como uma espécie de “party brawler“, se calhar um pouco como um Power Stone ou um Super Smash Bros. em 2D. E este jogo já há muito que estava na minha colecção de Gamecube, já nem me recordo ao certo quando e onde o comprei, mas suspeito que terá sido no antigo miau.pt e por um preço não muito caro.

Viewtiful Joe - Red Hot Rumble - Nintendo Gamecube
Jogo com caixa, manual e papelada diversa

A história é “simples”. Aqui o Captain Blue, o velhote, quer fazer um novo filme mas está indeciso qual será a personagem a levar o papel principal. Então decide fazer um concurso, colocando todos os interessados à porrada entre si, por entre vários “sets” de diferentes cenários. As personagens que entram nesse concurso variam, podendo ser heróis e vilões dos primeiros jogos ou mesmo outras personagens que até então só teriam aparecido no anime que se chegou a fazer do Viewtiful Joe.

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Os objectivos por vezes são algo estúpidos. No bom sentido!

Ora e indo para o modo “campanha”, o jogo está dividido em vários níveis, que por sua vez estão divididos em vários sub-níveis e um boss final, que por sua vez também estão divididos em umas 3 missões cada (excepto o boss final). Nessas missões vamos tendo sempre um objectivo para cumprir, como “matar o maior número de inimigos”, “coleccionar o maior número de itens xpto, geralmente diamantes”, “estar o mais tempo possível com uma bandeira”, entre outros. Ora inicialmente as coisas começam entre nós e mais um outro jogador controlado pelo CPU, mais uma série de inimigos comuns a atrapalhar. A ideia consiste em terminar cada subnível ganhando o máximo de missões possíveis, mas ao mesmo tempo também temos de ter em atenção que estamos a competir contra outros heróis que não nos vão fazer a vida fácil. Mas para além disso também convém apanhar todas as moedinhas com o símbolo V que conseguirmos, ao ir distribuindo pancada no geral. Essas moedinhas são o que nos dão a pontuação e por vezes, mesmo que tenhamos cumprido todos os objectivos de cada missão, acabamos por não passar de nível só porque alguém tinha mais moedas que nós. E por cada vez que morrermos, perdemos muitas dessas moedas que amealhamos, ficando os nossos oponentes com elas.

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Por vezes, mesmo que cumpramos todos os objectivos não é sinónimo que ganhemos.

Para além disso temos também os habituais poderes especiais. Ao contrário dos jogos principais da série, não temos uma barra de energia própria para os usar, aqui basta apanhá-los como itens e utilizá-los, só isso. Temos os habituais Slow, que nos deixam quase que invencíveis, ao abrandar tudo menos a nós, ou o Mach Speed que é o inverso mas acaba por ter o mesmo efeito práctico e o Zoom, que nos transforma em gigantes, mas acaba por não ser um powerup tão poderoso como os outros dois, até porque acabamos por ser alvos fáceis. De novo, e não estou a falar do Replay de Viewtiful Joe 2, temos os Sound Effects, que acabam por ser ataques de longo alcance, atirando balões de efeitos de som como “WHAM!” ou “CLANK” e dão algum dano. E ainda temos alguns mini-jogos durante essas missões, coisas pequenas como button mashing, quick time events, ou uma partida de ténis muito peculiar. Quem perder, perde um monte de moedas para o adversário.

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O Zoom agora torna-nos gigantes, em vez de ampliar tudo.

E apesar de isto no papel até soar interessante, em acção as coisas acabam por perder um pouco de piada, principalmente quando entrarmos em missões com 3 ou 4 jogadores. Fica tudo tão caótico e confuso no ecrã que muitas vezes acabamos por perder-nos sem saber quem é quem. E à boa moda de Viewtiful Joe, as coisas vão escalando de dificuldade com o tempo. Ainda assim, não deixei de passar alguns bons momentos e algumas arenas estão de facto muito interessantes, como aquela que é passada numa nave espacial e temos de controlar os canhões para atacar naves inimigas, ao dar porrada numa série de interruptores que os façam disparar. Depois temos também o modo multiplayer, que acaba por não ser muito diferente da vertente história e também nos dá a possibilidade de jogar com até mais 3 pessoas. Existe também muito conteúdo desbloqueável, como versões mais complicadas dos stages normais, um boss rush mode, e outros mini-jogos. Conseguimos também desbloquear muitas mais personagens e seus fatos alternativos, bem como outros vídeos e cutscenes, especialmente do anime que sinceramente nunca me despertou muito a atenção.

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Por vezes somos arrastados para minijogos como este em que temos de carregar na tecla certa o mais rápido possível

Graficamente este é um jogo mais limpinho e bonitinho. Não que os anteriores fossem feios, simplesmente eram bem mais escuros no geral. Aqui parecem-me mesmo ter ido buscar mais inspirações ao anime que aos jogos anteriores, tudo é bem mais colorido, e as arenas estão repletas de detalhes. O voice acting é competente, mas preferia ouvir as vozes originais em japonês para ser sincero. As músicas são mais na onda do rock, o que me agrada bastante, mas no meio de tanto caos e confusão, não vamos ter grande tempo para as apreciar.

No fim de contas, se gostaram dos 2 Viewtiful Joe anteriores, não consigo garantir que vão gostar deste. Acho que é um jogo com boas ideias e se a Capcom já tinha feito um bom trabalho com os seus Power Stone, um “party brawler” com as personagens malucas de Viewtiful Joe seria uma óptima ideia em papel. Infelizmente a execução já não foi a melhor na minha opinião, mas ainda assim não deixa de ser um jogo competente. A versão PSP parece-me que traz ainda mais algum conteúdo extra e a possibilidade de multiplayer por rede, mas sinceramente não me estou a ver a jogar aquilo num ecrã de portátil.

Little Inferno (PC)

O artigo de hoje será mais uma rapidinha a um jogo indie, pois o tempo tem sido algo escasso. Little Inferno é o que poderiamos chamar de “Lareira Simulator on steroids“, pois na verdade a única coisa que fazemos em 99% do jogo é meter as mais variadíssimas coisas numa lareira e ver como ardem. Um bom jogo para piromaníacos, portanto. Tal como muitos outros jogos indie que disponho na minha conta steam, este foi também comprado num dos vários humble bundles que já sairam, por uma bagatela.

Little Inferno - PCO que diferencia este jogo é que é o mais casual possível. Não há pontuações, vidas, tempos, nada disso. Jogamos o quanto quisermos, mas no entanto vamo-nos apercebendo da história que decorre à nossa volta e chega a um ponto em que se o quisermos, podemos mesmo por um fim à história do jogo, bastando para isso colocar na lareira uma série de objectos muito característicos a arder em conjunto. Basicamente, está um frio de rachar nas ruas, e as pessoas são aconselhadas a ficarem dentro de casa no quentinho. E para providenciar o quentinho, um dos produtos mais populares são as lareiras Little Inferno, supostamente indicadas para as crianças brincarem com elas, ao deitando fogo numa grande diversidade de objectos.

Little Inferno (1)
Temos ao todo 7 catálogos para desbloquear e muitos items para queimar.

Ora o jogo começa connosco a receber algumas cartas e papelada que explicam o conceito do mesmo. Depois é só arrastar esses papéis para a fogueira e chegar lume. Para acender os objectos basta clicar com o rato e arrastá-lo se assim o desejarmos. Podemos também manipular os objectos na fogueira à vontade, bastando clicar neles com o rato e arrastá-los para onde pretendamos. Quando os objectos ardem recebemos moedas, que poderemos depois utilizar para comprar objectos em vários catálogos diferentes que vamos desbloqueando. As coisas para queimar são imensas, como brinquedos de peluche, televisões, caixas de cereais, ou até pequenos planetas com o seu próprio campo gravítico! Todos os objectos têm reacções diferentes ao arder e podemos também desbloquear uma série de combos ao colocar determinados objectos a arder em simultâneo. Por exemplo, uma “Time Bomb Combo” não é nada mais que um relógio antigo e uma pequena ogiva nuclear combinados. Mas tudo com as respectivas normas de segurança! Eventualmente vamos continuando a receber cartas de outras pessoas que vão prosseguindo com a “história”, como uma menina que acabamos por nos aperceber que é nossa vizinha e está a ficar cada vez mais piromaníaca, ou a dona da empresa que constrói as lareiras Little Inferno que nos vai mandando uns bitaites também. No geral todo o jogo é passado assim, e tendo em conta que ganhamos um pouco mais de dinheiro a queimar as coisas do que o gasto, ao fim de algum tempo e paciência lá vamos conseguir os upgrades todos à nossa mailbox (para conseguir comprar mais items ao mesmo tempo), e descobrir todas as combinações especiais. Mas reafirmo, isto não é necessário para se chegar ao fim.

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Utilizando os items certos, até fogo pixelizado conseguimos

Tal como referi algures lá em cima, é o jogo mais casual possível, pois para além de não ser possível perder (mesmo quando não temos dinheiro lá aparecem uns insectos que podemos matar e que nos dão mais uns trocos), podemos sair e recomeçar de onde estávamos a qualquer altura. E o que o jogo não tem em desafio, ganha pelo seu estilo e humor negro. Não é qualquer jogo que inspira o piromaníaco que há dentro de nós, nem que nos deixa queimar coisas completamente do arco da velha. Mais um exemplo: um autocarro escolar de brincar, quando vai ao lume, ouvem-se gritos de crianças assustadas! Também se encontram referências a outros jogos (muitos deles indie como Super Meat Boy ou World of Goo). Os visuais no geral são bastante cartoonescos e a banda sonora também se adequa bem ao jogo.

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Vamo-nos apercebendo da história do jogo à medida que vamos recebendo e lendo estas cartas.

Little Inferno é um jogo algo difícil de recomendar pelo seu pouco ou nenhum desafio. Ainda assim não deixa de ser bastante original e se o virem nalguma steam sale ou num bundle a preço convidativo, então sim, recomendo que o experimentem.

Wipeout Fusion (Sony Playstation 2)

Wipeout FusionO desaparecimento algo recente da Psygnosis deixou muita tristeza, pois eram um dos meus estúdios europeus de eleição. E se por um lado o catálogo da Psygnosis ter sido bem mais abrangente antes da sua compra por parte da Sony, também não me posso queixar eles terem-se focado practicamente exclusivamente à série Wipeout depois dessa compra estar bem consolidada, pois são excelentes jogos e este Fusion não é uma excepção. O Wipeout Fusion foi um jogo que já mandei vir do ebay há uns aninhos, não me recordo ao certo quanto custou, sei que foi bem barato e está completo e em bom estado.

Wipeout Fusion - Sony Playstation 2
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Tal como muitos outros jogos da série, existe uma história qualquer a correr em background neste jogo, colocando as várias equipas e pilotos em acesas rivalidades. Podemos ter uma ideia desses conflitos ao ler o manual, mas sejamos honestos, ninguém joga Wipeout pela sua história. Tudo o que precisamos de saber é que iremos correr em corridas futuristas a alta velocidade, com naves antigravidade e por circuitos repletos de obstáculos, curvas apertadas, loopings, saltos e por aí fora. Inicialmente podemos temos apenas à nossa disposição poucos pilotos, naves, circuitos e modos de jogo para experimentar. Tudo o resto vai ter de ser desbloqueado à moda antiga, a dar durinho em todos os modos de jogo para ir desbloqueando o restante conteúdo. Mas vou já dar uma ideia do que nos espera neste Fusion.

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Infelizmente os menus não seguem o mesmo design genial do jogo anterior

O modo arcade deveria dispensar quaisquer apresentações nesta altura do campeonato. Aqui basta escolher a equipa, piloto, nave, circuito e a nossa preocupação seguinte é só chegar em primeiro lugar e ganhar a respectiva medalha de ouro. O AG League é o modo de jogo principal e o que nos irá tirar mais horas de sono. Aqui competimos em várias “ligas” de número de circuito variável. A ideia é tentar chegar sempre nas primeiras opções e ir ganhando dinheiro para o gastar em upgrades na nossa nave. Ocasionalmente seremos desafiados para uma corrida de desafio por um determinado piloto de outra equipa e se o vencermos, teremos acesso a essa equipa e às suas naves, geralmente mais poderosas. O Challenge Mode consiste também numa série de desafios diferentes a cumprir para cada equipa. Esses desafios podem ser corridas um a um, de eliminação, time trials, entre outros. Ser bem sucedido nestes desafios acaba por nos ir desbloqueando algumas armas bastante poderosas, mas exclusivas à equipa em questão.

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Há também uma maior variedade de naves a escolher e armas paa usar

O Zone Mode é uma das novidades deste Wipeout Fusion e consiste numa espécie de survival como nos jogos de luta 2D. Somos deixados a conduzir num determinado circuito, mas com os escudos em baixo. A ideia é sobreviver o máximo de tempo possível sem sofrer muito dano. Temos ainda o Time Trial que dispensa quaisquer apresentações, consistindo em tentar obter o melhor tempo possível nos circuitos à escolha. Por fim temos ainda o Multiplayer, que nos dá versões para 2 jogadores dos modos Arcade, AG League e Custom League, onde podemos escolher quais os circuitos que lhe fazem parte. Como podem ver, variedade e conteúdo para desbloquear é coisa que não falta. A fórmula Wipeout parece-me igual a si mesma, com as suas corridas frenéticas e nós a ter de ter uma atenção redrobada com os air brakes para as curvas apertadas e tirar o melhor partido das armas que nos vão saindo na rifa. Infelizmente a inteligência artificial dos oponentes é desta vez muito mais impiedosa e irá usar sem qualquer remorso armas bastante poderosas que nos fazem parar durante alguns longos segundos, o que irá causar muita frustração. Mas é uma questão de preserverança! Uma das coisas que sinceramente não me recordo se já existia no Wip3out era o facto de podermos inverter a câmara para mostrar quem nos vem a perseguir. Claro que temos de usar isto por meras fracções de segundo, pois o risco de embater em alguma parede ou mesmo sair fora da pista é sempre considerável.

Wipeout Fusion (3)
Graficamente é um jogo bonitinho para a época.

Graficamente é um jogo bem bonitinho, tendo em conta o ano de 2002 e ser para uma Playstation 2. Os circuitos vão ser bastante variados entre si, apresentando as já habituais pistas urbanas, industriais, ou em zonas mais naturais como áreas mais desertas e repletas de areia, outras aquáticas, ou mesmo zonas de construção com os circutos inacabados. Outra coisa que gostei foram os efeitos de partículas, como as areias a serem sopradas pelos motores, ou a chuva que pode cair de vez em quando. Ainda assim, por vezes o jogo é rápido demais para conseguir apreciar isto e estar com atenção ao que estamos a fazer, mas faz parte do género. No que diz respeito à banda sonora, a mesma é o que estamos habituados. Para quem gostar de música techno, isto é um prato cheio! E mesmo para quem não é o maior apreciador do género, como é o meu caso, acabaram por me agradar bastante e sem dúvida assentam perfeitamente no estilo.

No fim de contas, este Wipeout Fusion é mais um óptimo jogo de corridas futuristas. Acho que a única razão de queixa mais forte que tenho é devido ao facto da inteligência artificial ser muito mais implacável e usar todas essas armas poderosas contra nós sem nenhuma piedade. Fora isso, é mais um excelente jogo para quem gosta do género. Tenho pena que não tenha tido o mesmo reconhecimento que os 3 primeiros da era 32bit, pois os Wipeout que lhe seguiram já foram pensados de raíz para a PSP, com os resultados a serem um pouco diferentes. Mas isso será falado mais tarde.

Costume Quest (PC)

Confesso que o trabalho de Tim Schaffer na Double Fine me tem vindo a passar algo ao lado. O Brutal Legend é um jogo que eu tenho a certeza que vou gostar, quanto mais não seja pela sua temática e o Psychonauts acabou por se revelar uma excelente surpresa, sendo um óptimo jogo de plataformas em 3D, com um sentido de humor muito peculiar e personagens bastante cartoonescas. Infelizmente ambos os jogos não tiveram grande sucesso comercial, pelo que os jogos seguintes da Double Fine terem sido jogos mais pequenos e em formato digital. Este Costume Quest é um dos primeiros jogos a serem lançado neste formato pela Double Fine e tal como muitos outros entrou na minha conta steam após ter sido comprado por uma bagatela num dos humble bundles.

Costume Quest - PC

E então em que consiste este Costume Quest? É um pequeno e fofinho RPG centrado no Halloween e na aventura de um grupo de crianças. As personagens principais são os irmãos gémeos Raymon e a menina Wren, novos no bairro de Autumn Haven. De forma a fazer novos amigos, os pais pedem-lhes que vão saiam para a rua e aproveitem o halloween, batendo às portas de todos os vizinhos e pedir doces ou travessuras e fazer novos amigos entretanto. Mas o que seria inicialmente uma noite pacífica, depressa se torna num pesadelo, com um dos irmãos a ser raptado por um estranho monstro devido ao seu disfarce se assimilar a um doce. Depois vamos vendo que de facto existem vários desses monstros, tanto nas casas como nas ruas, todos eles com a missão de roubarem o máximo de doces possível. O porquê vamos descobrindo ao longo do jogo, para já a preocupação é mesmo salvar o nosso irmão e chegar a casa antes da hora de ir deitar.

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As expressões faciais das personagens fazem-me lembrar o Wind Waker

Costume Quest é um jogo infantil sim, mas num bom sentido. Tudo aqui é simplificado, tanto nas batalhas, como na exploração, quests e customizações, mas não deixa de ser um jogo bastante original. Visto “de fora”, os disfarces das crianças são bem “fofinhos” e pequeninos, mas ao transitar para dentro das batalhas em si, então esses disfarces aparecem com um look bem mais “cool” e gigantesco, mesmo como uma criança se imaginaria ao vestir uma coisa daquelas. Por exemplo, o fato de robot que nos é dado no início para a personagem principal, visto de fora parece algo feito de cartão e às 3 pancadas, mas nas batalhas quase que parece que estamos a controlar um imponente Megazord. Ao longo do mesmo vamos encontrando mais amigos (para uma party de no máximo 3 personagens), sendo que cada um deles tem também um disfarce inicial. Mas iremos encontrar muitos outros disfarces que podemos alternar livremente entre todas as personagens, cada qual com suas respectivas características em batalhas.

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Dentro das batalhas, os mesms disfarces das personagens ganham proporções épicas

Nas batalhas podemos atacar ou fugir. Mas também temos um ataque especial que depende de uma barrinha de energia que se vai enchendo com o passar de cada turno. E são esses golpes especiais que de facto diferem uns disfarces de outros. Esses especiais tanto podem ser ataques bastante fortes ou de grupo, como magias de suporte como curar, aumentar defesa ou ataque dos inimigos, por exemplo. Mas fora das batalhas cada disfarce tem também uma habilidade própria, como os patins do robot que nos permitem mover rapidamente e saltar em rampas, ou o escudo do disfarce de cavaleiro que nos protegem contra certas coisas de nos cairem em cima, a lanterna do fato de astronauta que ilumina sítios escuros e que de outra forma não poderiam ser atravessados, entre muitos outros. A party partilha os mesmos pontos de experiência, logo sobem todos de nível ao mesmo tempo e a única forma de realmente customizarmos cada um, é através dos patches que podemos cozer nos disfarces. Apenas podemos equipar um, mas existem patches para todos os tipos de estratégia. Uns que nos aumentam os pontos de vida, outros a defesa ou ataque, outros que nos regeneram alguma vida no final do turno e por aí fora.

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Este minijogo acompanha-nos ao longo de toda a aventura e consiste em comer um certo número de maçãs (saudáveis) num curto intervalo de tempo

O jogo não é nada difícil, até porque se perdemos uma batalha a podemos tentar novamente sem qualquer penalização e no final a nossa saúde é sempre regenerada. Ainda assim, dada toda a simplicidade poderemos vir a ter algumas dificuldades uma vez ou outra, mas é uma questão de escolhermos os targets certos, por exemplo, matar primeiro os inimigos com a capacidade de se curarem a eles mesmos ou aos seus companheiros. Mas há algo ainda mais a ter em conta, e isso foi para mim o que menos gostei. Apesar de todas esta simplicidade nas batalhas, cada golpe que queiramos fazer (excepto os especiais) tem alguns QTEs envolvidos. Carregar repetidamente numa série de teclas, carregar numa tecla específica, por vezes num específico e curto intervalo de tempo. Os mesmos QTEs podem ser feitos para defender dos golpes inimigos. Eu como nunca fui grande fã destas mecânicas de jogo, não me agradaram. De resto temos também várias sidequests para ir jogando, se bem que muitas delas acabam por ser obrigatórias para progredir no jogo. Com um bocadinho de paciência, consegue-se explorar facilmente todos os territórios e completar todas as sidequests.

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Grubins on Ice é um DLC gratuito com uma nova história, novos disfarces e outras pequenas novidades

Graficamente é um jogo bastante colorido e com um estilo artístico muito peculiar e cartoonesco, como Psychonauts o foi, mas com um design diferente. Os diálogos são todos mostrados como balões de banda desenhada, e se para alguns é necessário carregar na tecla espaço para avançar, noutros (em especial nas cutscenes) temos mesmo de esperar algum tempo para os mesmos avançarem. Seria bom manter o espaço para se poder avançar mais rapidamente. As músicas são bastante alegres e festivas, cumprem bem o seu papel. Infelizmente, e apesar de ser um jogo bastante simples, a sua performance não é a melhor e tive um ou outro slowdown, ao contrário do que eu estaria à espera.

Costume Quest é um jogo bastante interessante e original. Apesar da sua simplicidade para qualquer fã de RPGs, não deixa de ser um título muito interessante a se experimentar. Existe um DLC gratuito que nos coloca numa outra aventura no mundo dos monstros e que facilmente nos dá mais um par de horas de diversão, e não é à toa que a Double Fine lançou recentemente uma sequela deste mesmo jogo.

Viewtiful Joe 2 (Nintendo Gamecube)

Viewtiful Joe 2Já há muito que não escrevia nada sobre o Viewtiful Joe, apesar de já ter o Red Hot Rumble há bastante tempo em fila de espera. O VJ2 era um jogo que já estava na minha wishlist de Gamecube há bastante tempo, mas nunca o tinha encontrado a um preço razoável, a menos que o quisesse comprar para a PS2. Mas um dia lá recebi um voucher de 10£ para gastar no ebay e quando fiz uma pesquisa por alguns jogos relativamente comuns mas que teimavam em ter um preço algo exagerado, lá me deparei com este Viewtiful Joe 2 americano, completo e em óptimo estado, por cerca de 8 libras mais portes, que na verdade acabou por ser metade disso devido ao voucher utilizado.

Viewtiful Joe 2 - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manuais e papelada. Versão norte-americana.

Ora o primeiro Viewtiful Joe foi um produto de uma onda criativa que aparentemente abandonou a Capcom destes últimos anos. Um dos Capcom Five, o Viewtiful Joe, a par de jogos como o Killer 7, P.N. 03, Dead Phoenix (cancelado) e Resident Evil 4 seriam uma série de jogos novos e exclusivos para a Gamecube, uma parceria muito interessante entre a Capcom e a Nintendo que, como todos sabemos, acabou por não dar em nada pois de todos esses jogos apenas o P.N. 03 se manteve exclusivo. Mas de qualquer das formas todos eles eram jogos super interessantes e o Viewtiful Joe era sem dúvida um dos que chamava mais a atenção, pelos seu conceito original e jogabilidade bem desafiante.

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Desta vez Sylvia não é nenhuma dama em perigo e até põe Joe no lugar se se portar mal.

E este é uma sequela directa do primeiro jogo, sendo passado mais uma vez na Movieland e ao longo de vários “filmes” que nos vão contando a história. A Terra foi invadida por uma raça extraterrestre e desta vez não é Sylvia a ser raptada, mas sim Blue, seu pai. Então Joe mais uma vez transforma-se no super-herói de capa cor-de-rosa Viewtiful Joe e parte à aventura, ao distribuir pancada por todos os lados e atravessar cenários que nos fazem lembrar bastante alguns filmes bem conhecidos. A história ao longo do jogo acaba por se tornar bastante cheesy, mas isso é propositado pois tal como o primeiro jogo este é uma sátira a muitos filmes de acção e outros programas do género dos Power Rangers.

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Mais uma vez podemos usar as habilidades especiais de Slow, Mach Speed, Zoom e não só.

Devo dizer que não há assim grandes novidades neste jogo, a não ser o facto de Sylvia ser uma personagem jogável e podemos alternar livremente entre ambos com um único botão. Sylvia é melhor para ataques de longo alcance, visto usar os seus revólveres ao invés dos punhos. Uma das coisas que tornou o Viewtiful Joe original num jogo de sucesso foram as habilidades especiais. Para além da nossa barra de vida (medida em corações), temos logo abaixo uma barra de energia diferente, os VFX. Ora é com esta barra de energia que conseguimos usar algumas dessas habilidades especiais, como os Slow, Mach Speed e Zoom, herdados do primeiro jogo. O primeiro faz com que a acção decorra em câmara lenta, permitindo-nos dar golpes mais poderosos nos nossos inimigos. Mach Speed é precisamente o inverso, tornando tudo frenético mas também nos permite executar uma série de combos bem grandinhos. Esta habilidade é exclusiva de Joe. Zoom, tal como o nome indica, amplia a imagem mostrando o nosso herói em grande plano, permitindo-nos desencadear alguns golpes mais elaborados. Deve ser utilizada em conjunto com o Slow para melhores resultados! A nova habilidade é o Replay, desta vez exclusiva de Sylvia. Como o nome indica, esta habilidade faz o replay de golpes que tenhamos dado nalgum inimigo, repetindo-os umas 2 ou 3 vezes. No entanto a mesma também se pode virar contra nós, pois o dano sofrido também é repetido o mesmo número de vezes.

Viewtiful Joe 2 (3)
Nem sempre basta derrotar todos os inimigos no ecrã para progredir no jogo. Também temos alguns pequenos puzzles para resolver.

O jogo esta divido em vários níveis, onde a nossa prestação vai sendo recompensada entre cada secção com combates/puzzles, bem como receberemos uma avaliação geral no final de cada nível. Quantos mais pontos recebermos melhor, pois os poderemos gastar numa espécie de loja que só costuma ser acessível nestas situações. Aqui podemos trocar pelos pontos angariados, diversos novos golpes e habilidades, tanto para Joe ou Sylvia, ou mesmo upgrades de saúde ou da barra de energia VFX. Infelizmente ao chegar ao final do jogo não recebemos o mesmo género de desbloqueáveis como se recebia no primeiro Viewtiful Joe. Desbloqueamos novos e cada vez mais difíceis graus de dificuldade, bem como várias Chambers, que são pequenos segmentos jogáveis onde temos algumas missões específicas e podemos também por em práctica as nossas habilidades.

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Os visuais continuam bem bonitinhos, mas sempre com uma atmosfera algo “noir” que me agrada bastante

No campo do audiovisual não houve grandes mudanças. O que chama logo à atenção em Viewtiful Joe são mesmo os seus gráficos bonitinhos num cel shading que por vezes me fazem lembrar certas bandas desenhada americanas da década de 80. Tal como referi acima, os diálogos continuam bastante cheesy, mas isso é mesmo algo propositado, pois em qualquer clone de power rangers e afins também o eram. As músicas também mantêm a mesma linha de J-Rock e J-Pop e se por um lado não posso dizer que sejam muito memoráveis, por outro também não me desagradaram de todo.

Viewtiful Joe 2 é mais um bom jogo da Capcom e, tal como o primeiro é um jogo divertido de se jogar, mas também bastante exigente por vezes, exigindo-nos alguma disciplina. Talvez por isso não tenham sido jogos que venderam muito, pois mesmo com a Capcom a quebrar o acordo que tinha com a Nintendo e lançando estes jogos na PS2, não se gerou interesse suficiente para se fazer o planeado terceiro jogo da saga principal, o que é pena. Por outro lado, também sinto que as novidades trazidas neste jogo poderiam ser melhores, como um modo para 2 jogadores cooperativo, mais personagens desbloqueáveis, e alguns vilões mais carismáticos, que aqui ficaram uns furitos abaixo. Ainda assim como já referi por várias vezes não deixa de ser um óptimo jogo.