Hammerfight (PC)

Continuando com os jogos indie para PC, desta vez trago cá um artigo de um jogo com uma jogabilidade bastante interessante, o Hammerfight. Produzido por Konstantin Koshutin, é um pequeno jogo contudo com um factor de replayability alto pois oferece vários cenários alternativos em que a história se desenrola, bem como poderemos desbloquear outros modos de jogo à parte do principal. Este foi também um jogo que já fez parte dos já famosos Humble Indie Bundle, neste caso a terceira edição, que me foi oferecida.

HammerfightEm Hammerfight somos transportados para um estranho mundo meio steampunk, onde os guerreiros utilizam um estranho veículo voador equipado com uma ou mais armas gigantes, desde espadas, martelos, morning stars, ou até mesmo armas de fogo. E como atacam? Ao contrário dos mechas que vemos por aí, o combate de Hammerfight anda literalmente à volta da força centrípeta, momentos e inércia. Traduzindo por miúdos, temos mesmo de andar a girar com o rato  de forma a movimentar a nossa personagem circularmente e com ela giramos também as armas que estão equipadas. Ao ganhar “balanço” suficiente, movimentamos o rato também para ir de encontro com os inimigos, onde temos de ter cuidado de não ir contra os mesmos, mas sim acertar-lhes em cheio com as armas. Inicialmente esta jogabilidade é mesmo bastante estranha, e aconselho a fazer uma calibração manual do rato, não utilizando a calibração automática do jogo. Com uma sensitividade baixa, conseguimos controlar melhor a personagem e depois com alguma prática já andamos a espalhar a destruição o que é bastante satisfatório. Isto porque os cenários também são minimamente destrutíveis, e podemos arremessar os inimigos contra paredes e tectos, para além de correrem o risco de ainda levarem com detritos em cima. Claro que isso também se pode virar contra nós, e irá acontecer muitas vezes.

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A história vai sendo contada por várias destas cutscenes

Antes de continuar a falar na jogabilidade, fala-se um pouco mais da história do jogo. Hammerfight decorre então nesse mundo algo steampunk, mas com várias influências do médio oriente. A nossa personagem provém da tribo Gaiar, um povo com tradições guerreiras, vindas de séculos a lutar contra largas criaturas. Por alguma razão, o Imperador lá do sítio a certa altura ordena que os Gaiars sejam massacrados e o nosso jogador acaba por ser o único sobrevivente, que acaba por ser feito prisioneiro e escravo, sendo obrigado a lutar em arenas como se um gladiador se tratasse. Após ser reconhecido por um ricaço lá do sítio, esse decide-o comprar, libertando-o da escravatura, e levando o jogador a procurar vingança do Imperador pelos seus crimes. E mais não digo, até porque o jogador tem a liberdade de optar por diferentes decisões que levam a ramificações completamente diferentes da história.

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O ponteiro no canto inferior esquerdo é o medidor de dano do nosso veículo. Quando estiver no vermelho estamos em maus lençóis. O que está à volta do ponteiro é o inventário equipado no momento, com armas e items

Continuando então com as mecânicas de jogo, a partir de um certo momento, com o dinheiro que vamos arrancando aos nossos adversários, podemos comprar outras armas ou items (para além de ser possível roubar as armas dos inimigos, ou mesmo perder as nossas, se não tivermos cuidado). Existem imensos tipos de armas, cada uma com as suas características, peso, slots, etc. Acaba mesmo por ser diferente jogar com um martelo e uma espada, ou um mace e uma arma de fogo. Os slots servem para inserir algumas gems que conferem diferentes habilidades extra, como regenerar vida com cada golpe bem assente num adversário. À medida em que vamos jogando, alguns modos de jogo extra vão sendo desbloqueados, onde podemos ir amealhando algum dinheiro extra que pode depois ser gasto a comprar novas armas ou items. O modo Hall é onde podemos comprar novos items/armas e praticar os seus movimentos. No Arena vamos enfrentando várias waves de inimigos, cuja dificuldade vai aumentando à medida em que vamos avançando nos níveis. O modo Hammerball é uma espécie de Pong, onde temos de atirar umas pedras para uma baliza adversária e por fim temos o Grim, onde lutamos contra vários bichos e é um óptimo modo de jogo para amealhar dinheiro e gems.

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Bora a uma partida de Hammerball?

Visualmente é um jogo bastante interessante, a temática steampunk agrada-me, embora as influências do médio oriente já nem tanto. Ainda assim acho bem conseguido. Embora seja jogado numa baixa resolução e em janela, os visuais conseguem ser bastante competentes. Mas a física é realmente o ponto forte deste jogo. É visualmente delicioso ver todos os detritos a espalharem-se pelo ar, em conjunto com todos os efeitos gráficos de explosões e afins. As músicas por si só também são bastante épicas e adequam-se à atmosfera que o jogo pretende mostrar.

Ainda assim, não pode ser um jogo que eu recomende sem quaisquer dúvidas. As suas mecânicas são mesmo muito peculiares e o mais certo é que se estranhem nas primeiras tentativas. O que eu recomendaria é experimentar o demo, sem esquecer de calibrar o rato para uma baixa sensitividade para ser mais fácil manobrar a personagem.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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