Penumbra: Black Plague Gold Edition (PC)

De volta para um outro artigo da série Penumbra, este que engloba o Black Plague e a sua expansão Requiem, nesta Black Plague Gold Edition. Apesar de serem dois jogos que são sequelas directas do Overture, a jogabilidade já é algo diferente face ao anterior, apresentando mais similaridades com o Amnesia: The Dark Descent que a Frictional Games viria a lançar depois. Mas já lá vamos. Tal como o Penumbra Overture, este jogo foi comprado na Steam, numa das suas boas promoções. Já não me recordo quanto ficou o jogo, mas foi certamente baratíssimo.

Penumbra Black PlagueO Black Plague começa onde o Penumbra Overture termina, com Philip cada vez mais embrenhado nos subterrâneos algures na Gronelândia. Tal como eu suspeitava no jogo anterior, é neste jogo que descobrimos mais acerca da sociedade secreta que se encontrava a investigar o sítio, bem como a sua ligação aos acontecimentos sobrenaturais que têm passado. Com Philip, vamos então explorar as instalações dessa mesma sociedade secreta, e cedo descobrimos que algo não está bem. Em vez de cães zombies e animais gigantes, existem outros inimigos em Black Plague com os quais temos de nos preocupar: os restantes seres humanos mutados pelo vírus que por lá andava a circular. É também neste jogo que ficamos a conhecer o paradeiro de Howard, o pai de Philip que o lançou nesta aventura. Já a expansão Requiem também prossegue a história terminada em Black Plague, que prefiro não “spoilar“. Contudo são 2 jogos com propósitos diferentes, tal como passo a explicar em seguida.

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Lasers e explosivos. Uma combinação de matar.

Black Plague herda imensos conceitos desde o Overture. O jogador pode interagir de diversas formas com os objectos e meio ambiente, com alguns puzzles ocasionais pela frente como tão é hábito nos survival horrors. Existem imensos locais escuros, em que se ficarmos quietos durante alguns segundos, o nosso corpo habitua-se à escuridão e ganhamos uma espécie de visão nocturna. Por outro lado podemos também utilizar o glowstick ou lanterna, esta última consome pilhas que podemos ir encontrando ao longo do jogo. Também existem flares que podemos utilizar. De resto a grande diferença deste Overture para o Black Plague é o facto de estarmos completamente indefesos, tal como em Amnesia: The Dark Descent. E em certos locais vamos defrontar alguns humanos infectados, pelo que teremos de utilizar uma abordagem mais furtiva e aproveitar a escuridão. Ainda assim, nalgumas alturas o “combate” é inevitável, pelo que temos de pensar rápido e utilizar o que está à nossa volta para aprisionar ou mesmo matar a criatura de alguma forma. Estes foram alguns dos bons momentos que presenciei neste Black Plague e que no Amnesia não foi possível de o fazer.

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Em ambos os Penumbras, poderemos em certos pontos interagir com vários computadores

Já o Requiem tem uma abordagem inteiramente diferente à coisa. Pensem numa espécie de Portal mais macabro e sem artimanhas com portais e é mais ou menos o Penumbra: Requiem. Começamos o jogo com uma espécie de sinopse do final do Black Plague, sendo depois transportados para um templo ancestral em ruínas, num site de escavações arqueológicas. E aqui começa verdadeiramente o jogo, onde temos de resolver vários puzzles de forma a obter as chaves que acendam o portal para o nível seguinte. Com o decorrer do jogo, os cenários vão sendo alterados para outras localizações familiares do jogo anterior, bem como os puzzles que vão ficando cada vez mais complexos. Infelizmente não existe é qualquer combate neste jogo ou um clima de terror maior, apenas os longos puzzles e a história que brinca com a nossa sanidade mental.

Visualmente é um jogo ligeiramente mais variado, contudo a maioria dos cenários que teremos pela frente são mais industrializados, onde inclusivamente teremos de interagir com computadores. Ainda assim há algumas percurssões pelo exterior e neve, bem como estranhos monumentos. O mesmo é válido para o Requiem. O Black Plague, tal como referi acima é um jogo que se aproxima mais do Amnesia, ao deixar o jogador completamente indefeso e obrigar a uma jogabilade mais cautelosa. Só que lá está, apesar de ter um clima de tensão maior que o Overture, ainda está algo longe do Amnesia. Os encontros com os infectados não são assim tão frequentes e há várias secções do jogo em que podemos estar um pouco mais à vontade. O mesmo não acontece com o Amnesia, quem já o jogou sabe-o bem. Ainda assim tem uma atmosfera bastante tensa, com vários ruídos a surgirem do nada e a narração insana que nos vai acompanhando. Já o Requiem perde practicamente todo o clima de terror que os outros 2 jogos implantaram. De outra forma, pisca também o olho à GlaDOS do Portal, com algumas frases cínicas lá para o final.

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Os cenários permanecem inóspitos e hostis, no Requiem não é muito diferente.

Bottomline is, a evolução que Penumbra levou do Overture ao Black Plague é muito interessante, implementando pela primeira vez diversos conceitos que mais tarde vieram a ser aplicados de forma exímia no Amnesia. É um jogo mais desesperante que o Penumbra Overture face ao estarmos completamente indefesos, mas achei os cenários do Overture um pouco mais hostis. O Penumbra Requiem dá continuidade à história da série, mas apresenta um conceito diferente, de terror tem muito pouco. No entanto, para quem gostou de resolver os puzzles que apareceram nos outros Penumbra e mais tarde no Amnesia, este Requiem é um prato cheio.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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