Metal Gear Solid 2: Substance (Sony Playstation 2)

MGS2 Substance PS2O Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty era, juntamente com outros como Final Fantasy X, um dos jogos mais aguardados pelos entusiastas da Sony, tendo muitos comprado a sua PS2 por esse motivo. E com razão, não fosse o Metal Gear Solid original da PS1 ter sido um jogo tão inovador e bem construído. Inicialmente exclusivo para a PS2, ao fim de um ano acabou por ter sido relançado novamente para a mesma plataforma, juntamente da Xbox e do PC, sob o codnome Substance, sendo a versão que trago cá. Substance incluiu diverso novo conteúdo, como as “já habituais” VR Missions, mas quanto a isso já falo. A minha cópia foi comprada no Natal de 2011 na Mediamarkt do Parque Nascente, no Porto. Este jogo pertence àquela reedição algo recente que foi feita para a PS2, juntamente do MGS 3: Snake Eater. Custou-me sensivelmente 10€.

Metal Gear Solid 2 Substance - PS2
Jogo completo com caixa, manual e papelada. Mais uma vez o artwork é óptimo

Update: Para além do MGS2 Substance acima fotografado, comprei também a edição normal do Metal Gear Solid 2 Sons of Liberty, devido ao extra de incluir um DVD com o making of. Veio da Feira da Ladra em Lisboa, a um preço tão reduzido que foi quase dado.

Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus
Sons of Liberty com caixa, manuais, papelada e DVD bónus

Metal Gear Solid 2 apresenta 2 capítulos diferentes. O primeiro, intitulado “Tanker”, coloca-nos no papel de Solid Snake quando o mesmo se infiltra num navio cargueiro norte-americano, aquando da sua passagem por Nova Iorque. Snake, agora fora da Foxhound, junta-se a Otacon numa organização não governamental anti-Metal Gear, as poderosas armas nucleares que deixaram de ser secretas e passaram a ser produzidas em massa por todas as grandes potências económicas mundiais. Snake encontra-se então a bordo de um navio ocupado por U.S. Marines, com a suspeita de carregar um protótipo de um novo modelo de Metal Gear. A missão de Snake seria apenas infiltrar-se e tirar algumas fotos ao Metal Gear de forma a incriminar o governo Norte-Americano, mas as coisas correm mal e uma outra força liderada por Revolver Otacon toma o navio de assalto, destruindo-o e levando o Metal Gear Ray consigo. Após este curto capítulo, a narrativa avança 2 anos na história, onde Solid Snake se encontra declarado morto, pelo que desta vez tomamos o papel de um novo recruta sob o comando do já conhecido Coronel Roy Campbell. Raiden, como ficou assim conhecido, tem a missão de se infiltrar na Big Shell, uma plataforma marítima perto de Manhattan. Foi tomada por um grupo terrorista e têm com eles uma série de reféns, incluindo o presidente dos E.U.A.. Mais uma vez iremos descobrir uma conspiração que dá mais voltas que o porco no espeto, de tal forma que quando chegamos ao fim do jogo ainda ficamos sem perceber muito bem o que para ali aconteceu. Como sempre a tecnologia dos Metal Gear é um elemento central na história, e teremos mais uma vez diversos vilões com habilidades sobre-humanas com que nos preocupar. Um deles já é bem conhecido, o Revolver Ocelot que a meu ver continua a ser a personagem mais interessante de toda a série.

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Desta vez os bosses sobre-humanos pertencem a um novo grupo de mercenários, o Dead Cell

A versão Substance inclui diversos extras. Para além dos já conhecidos Boss Survival e Casting Theater que haviam sido incluidos nalgumas versões do Sons of Liberty, este Substance apresenta centenas de VR Missions e outras missões alternativas, cujas podem ser jogadas quer com Snake ou Raiden, estando divididas em diversas categorias. Existem missões cujo objectivo consiste em ir do ponto A ao ponto B sem ser apanhado, outras em que devemos eliminar todos os adversários, outras em que teremos de neutralizar algumas bombas, etc. Como tenho muita coisa para jogar ainda, não perdi muito tempo nestes modos alternativos. Alternativo é o que poderemos também chamar às Snake Tales, um conjunto de side missions baseadas na história do jogo, mas não pertencendo de todo ao canon da série. O mais inesperado na minha opinião foi a inclusão de um mini-jogo de Skateboarding, mesmo à lá Tony Hawk. Infelizmente esta reedição do Substance não inclui o documentário do Making of Metal Gear Solid 2, o que é pena.

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Revolver Ocelot está de volta!

De resto a jogabilidade deste jogo manteve todas as mecânicas e manobras do Metal Gear Solid da PS1, introduzindo uma série de novas manobras, como o facto de se poder esconder em cacifos e objectos similares, a perspectiva em primeira pessoa que oferecia uma precisão muito maior para atingir os guardas nos seus pontos fracos, poder-se agora andar “pendurado” em algumas superfícies, entre outros. A inteligência artificial dos inimigos também foi melhorada, sendo que os mesmos agora trabalham mais em equipa quando descobrem o jogador, comunicando constantemente entre si através dos seus rádios. Isto é interessante se bem que complica um pouco a vida para o jogador. Ao neutralizar um inimigo, o melhor é não perder muito tempo nessa sala mesmo, pois algum tempo depois alguém os tenta contactar pelo rádio e, não obtendo resposta, enviam uma patrulha de investigação, o que irá posteriormente alertar todos os outros guardas na área. O esquema do radar permanece idêntico, mostrando os campos de visão dos guardas e câmaras numa respectiva sala. Quando o jogador é descoberto, o radar muda para o modo de alerta e após o jogador se conseguir esconder, muda para o modo Evasion, onde os guardas continuam bastante atentos à procura do jogador. Nesse tempo o radar encontra-se inactivo. O que há de novo aqui é o facto o jogador ser obrigado a descarregar os mapas para a sua zona em diversos terminais espalhados pela base marítima. Dessa forma iremos jogar “às cegas” em vários pontos do jogo. Voltando à inteligência artificial, a mesma foi melhorada de forma a que agora fica também atenta à sombra do jogador, ou as suas pegadas que deixa após sair dum piso molhado. Felizmente os guardas não são assim tão inteligentes que se deixam enganar muitas vezes por alguém escondido debaixo de uma caixa de cartão.

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Raiden a armar-se em skater…

No que diz respeito à apresentação do jogo, antes de o mesmo ter saído, era facilmente dos jogos mais visualmente impressionantes que faziam parte do catálogo da PS2. Ambientes bem detalhados, com diversos efeitos gráficos notáveis, como gotas da chuva no chão, efeitos de partículas em explosões, ou mesmo pelas animações das personagens. Obviamente que com o passar do tempo a PS2 conseguiu apresentar jogos visualmente muito superiores, como o Black ou a própria sequela Metal Gear Solid 3 Snake Eater. Ainda assim, tendo em conta que é um jogo lançado originalmente em 2001,  apresenta um visual muito cuidado e bem conseguido. Só tenho pena realmente pela trama do jogo que inicialmente me pareceu bem interessante, mas na recta final a coisa já dava tanta volta e reviravolta que ficou algo difícil de discernir o que era verdade do que não o era. Para quem gosta de cutscenes a série Metal Gear (Solid) é um prato cheio e este jogo não é excepção. Na recta final deverão ter sido sem problemas umas 2 horas de cutscenes separadas por duas lutas de bosses. Quando a história é boa e os personagens são carismáticos (o que é o caso neste aspecto), até que gosto de cutscenes bem apresentadas como foi o caso. Mas quando são assim tão longas, Kojima e companhia deveria ter tido o cuidado de incluir mais alguns segmentos com gameplay pelo meio. Outro ponto que os fãs não gostaram muito foi da inclusão de Raiden. Snake, apesar de estar envolvido ao longo de practicamente todo o jogo, apenas é jogável no pequeno capítulo introdutório. O problema é que Raiden, pelo menos neste jogo, é apresentado como uma personagem bastante insegura e a narrativa está repleta de diálogos emo entre Raiden e a sua namorada Rosemary. Isto tirou de facto alguma piada ao jogo, mas a verdade é que Raiden veio para ficar, Metal Gear Revengeance que o diga.

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Raiden, definitivamente o Jar-Jar Binks deste jogo.

Para quem for fã da série, apesar de em teoria não ser um jogo tão empolgante como o primeiro, este Metal Gear não deixa de ser uma boa aventura. A versão original “Sons of Liberty” para a PS2 ficou completamente obsoleta na minha opinião, pelo que hoje em dia sempre recomendo esta versão Substance que se encontra muito facilmente nas grandes superfícies comerciais, ou mesmo a sua conversão em HD para a PS3/X360 que para além deste Substance traz também a versão Subsistence de Metal Gear Solid 3 e uma conversão para consolas domésticas do Peace Walker, originalmente lançado para a PSP. Tendo em conta que a versão PS3 dessa colectânea hoje em dia se encontra mais barata do que comprar os 3 jogos novos separadamente, eu diria que seria mesmo a melhor opção de compra.

Metal Gear Solid: The Twin Snakes (Nintendo Gamecube)

MGS The Twin SnakesO Metal Gear Solid original é na minha opinião um dos jogos mais importantes em toda a biblioteca da primeira Playstation. A sua história complexa, recheada de personagens carismáticas, traições e enormes conspirações, aliadas a uma jogabilidade stealth, forçando o jogador a estar atento às movimentações dos inimigos e pensar antes de se expor, tornaram Metal Gear Solid num verdadeiro colosso dos videojogos. O Metal Gear Solid 2 (que finalmente estou a jogar), aliado ao Final Fantasy X foi um dos grandes nomes que promoveram a Playstation 2 nos seus primeiros tempos, obliterando por completo a concorrência. Com o MGS2 a acabar por sair também para a Xbox, a Nintendo, que precisava urgentemente de jogos sonantes de third parties, conseguiu um acordo com a Konami que, com a supervisão de Hideo Kojima, delegou para a Silicon Knights (produtores do excelente Eternal Darkness) que desenvolvesse este remake do Metal Gear Solid em exclusivo para o cubo da Nintendo.

Metal Gear Solid the Twin Snakes - Nintendo Gamecube
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Os eventos deste jogo decorrem 6 anos após os eventos do Metal Gear 2 (não confundir com Metal Gear Solid 2), onde Solid Snake mais uma vez se teria reformado. Acontece que numa base militar remota lá para os lados do Alasca (Shadow Moses) terá sido tomada de assalto pelo grupo FOXHOUND, o mesmo grupo militar em que outrora Solid Snake fez parte, tendo os mesmos se apoderado de um Metal Gear, um “mecha” gigante com poderio militar nuclear. Mais uma vez, o dever chama Solid Snake, que se deve infiltrar na base e eliminar a ameaça, para além de resgatar alguns reféns importantes. Ao longo da aventura, Snake vai mais uma vez descobrir uma grande conspiração que envolve o conflito em Shadow Moses e a tecnologia militar dos Metal Gear. Para além disso vamos também conhecer diversas personagens que marcaram toda a série, desde os nossos aliados Otacon, Mei Ling, Mery Silverburgh, até aos vários bosses que vamos encontrando, que para além de habilidades fora do normal, possuem um carisma fora-de-série. Estou obviamente a referir-me a personagens como Revolver Ocelot, Psycho Mantis, Sniper Wolf ou o Liquid Snake, como não poderia deixar de ser.

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A Briefing room foi uma óptima maneira de nos colocarem ao corrente da situação

Este Twin Snakes mantém toda a base de Shadow Moses intacta, os mesmos inimigos e obstáculos, porém aumentou a inteligência artificial dos mesmos e para compensar, as inovações do gameplay introduzidas por MGS2 foram também aqui implementadas, tais como a perspectiva de primeira pessoa, ou a possibilidade de Snake se pendurar em varandas e passadiços. Todos aqueles truques para Snake se evadir dos seus adversários estão aqui presentes, seja esconder-se dentro de caixas (como se um guarda na vida real não achasse isso suspeito…), fazer barulhos intencionais para atrair guardas a um determinado local, a possibilidade de matar ou apenas neutralizar os guardas, com a preocupação de arrastar os seus corpos fora do campo de visão de outros guardas ou câmaras, entre outras técnicas. Para seu auxilio, Snake dispõe de um radar que indica a presença dos outros guardas e câmaras de vigilância, bem como os seus campos de visão respectivos. Estando fora dos seus campos de visão, Snake deverá passar despercebido. Fazendo barulhos podem alertar os guardas, e caso Snake seja descoberto, o jogo passa para um modo de Alerta, com o radar a desligar-se e reforços dos guardas a chegarem perto de Snake, forçando-o a esconder-se novamente. Após Snake se esconder durante algum tempo, o jogo entra no modo Evasion, onde os guardas ainda estão atentos à procura do Snake, sendo que ao fim de algum tempo o jogo entra novamente no modo Infiltration com a segurança a retomar o seu ponto normal.

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As conversas com o CODEC são constantes, embora por vezes chateiem um pouco.

Snake vai contando também com um extenso catálogo de items e armas, desde a arma tranquilizante M9, passando por várias armas de fogo como a Socom, Famas ou diversos tipos de granadas de explosivos. No inventário de Solid Snake também poderemos encontrar para além de items regenerativos como as Rations ou Bandages, uma câmara fotográfica, binóculos normais e de infravermelhos, entre outros, como a infame caixa em que Snake consegue passar despercebido, ou os vários cartões de segurança que lhe darão acesso a várias secções da base militar. Também muito importante para a jogabilidade são as clássicas transmissões que Snake consegue fazer com várias personalidades através do seu Codec, seja para fazer save game, ou obter conselhos acerca da sua missão, a base de Shadow Moses, os seus adversários, entre outros. Grande parte dos diálogos e das revelações bombásticas são feitas através destas comunicações no Codec, sendo um elemento clássico em toda a série. Este Twin Snakes não inclui as VR Missions que sairam na sua versão “Integral”, mas herdou a colecção de Dog Tags do MGS2, para além de existir um modo extra consistindo apenas em lutas contra os bosses.

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De vez em quando encontramos alguns tributos à Big N espalhados pela base.

O jogo tem óptimos visuais para uma Gamecube, apresentando uma Shadow Moses bem mais detalhada. Mas os gráficos melhorados não foram a única mudança no visual deste Twin Snakes, as cut-scenes foram também mudadas pela própria Konami, o que desagradou a vários fãs. Eu como nunca joguei o Metal Gear Solid original em detrimento deste, não tenho com que me queixar, pois gostei do resultado final. As vozes foram inteiramente regravadas, mantendo no geral os actores que fizeram as vozes originalmente no primeiro jogo, excepto a voz do “Ninja”, que ficou a cargo de outra pessoa. Mais uma vez foi uma decisão que não agradou a toda a gente, mas que a mim nada me diz. De qualquer das formas, creio que o carisma das personagens se manteve intacto e isso é que realmente interessa, visto ter sido o que mais gostei neste jogo. O artwork disponível na caixa e manual também é bastante bom. Acho que para quem for um fã da série, não deve deixar passar de lado este remake, que é bastante interessante de se jogar e pemanece com uma apresentação fantástica. Entretanto ando a divertir-me com o Metal Gear Solid 2 Substance, pelo que provavelmente será o próximo artigo desta série.

Sonic Heroes (Nintendo Gamecube)

Sonic Heroes GamecubeJá há algum tempo que não trazia nada da mascote da SEGA a estas bandas, mas o que trago cá hoje também não é lá grande coisa. Que eu gosto da Sega não é nenhum segredo, mas foi bastante triste ver o declínio que vários dos seus estúdios sofreram, após passar por um período incrivelmente criativo por alturas da Dreamcast. A Sonic Team na minha opinião foi a que mais sofreu, com os jogos da sua mascote a decair de qualidade a olhos vistos (e outros platformers como Billy Hatcher). Após o lançamento da conversão do Sonic Adventure 2 para a Gamecube com o novo codnome Battle, e apesar de o mesmo ter tido algum sucesso, a Sega decidiu não restringir os jogos da sua mascote apenas às consolas da Nintendo e o primeiro resultado dessa decisão tornou-se neste Sonic Heroes. A minha cópia foi comprada no ebay UK, algures por volta de 2010, tendo sido uma verdadeira pechincha, não me tendo custado mais de 5€.

Sonic Heroes - GCN
Jogo completo com caixa e manual

Este jogo diferencia-se dos demais por apresentar uma estrutura baseada em equipas. Não controlamos apenas uma personagem, mas 3 em simultâneo, cada uma com habilidades respectivas. Basicamente existe uma personagem veloz, uma outra capaz de voar, e a terceira com mais poderio ofensivo, sendo a mais utilizada nos ataques para os inimigos. Existem então 4 equipas distintas, totalizando 12 personagens jogáveis. Sonic actua em conjunto com os companheiros de longa data Tails e Knuckles, a morcego Rouge faz “par” com Shadow e o robot E-123 Omega. A irritante Amy conta com os igualmente irritantes Cream the Rabbit e Big the Cat e por fim a adição mais interessante, a Team Chaotix, composta por Vector, Espio e Charmy Bee, personagens de um jogo algo obscuro para a mais infame add-on da Mega Drive, a 32x, sendo o respectivo jogo o Knuckles Chaotix. Todas estas equipas começam a sua aventura com objectivos diferentes, mas no fim de contas acaba por ser mais uma aventura para derrotar Eggman que se prepara para fazer novamente das suas. Na verdade não é bem assim, mas deixo o spoiler para quem quiser jogar.

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As 4 equipas com que podemos jogar

Para se obter o verdadeiro final da história, é necessário jogar com as 4 equipas no total, e adquirir as 7 Chaos Emeralds nos níveis de bónus, como manda a tradição. Apesar de cada equipa ter as mesmas habilidades básicas, cada elemento tem alguma coisa de diferente a oferecer na sua jogabilidade, e os próprios níveis são em si algo diferentes mediante a equipa seleccionada. A aventura de Sonic e sua equipa corresponde a uma dificuldade “normal”, com a equipa de Shadow a oferecer níveis mais difíceis e a equipa de Amy com a vida mais facilitada, encurtando significativamente os níveis que atravessam. Enquanto nestas 3 equipas, o objectivo em todos os níveis consiste em chegar do ponto A ao ponto B, a equipa Chaotix apresenta um conceito de jogo ligeiramente diferente, baseado em missões. Aqui teremos de encontrar x número de um determinado objecto, derrotar uma série de inimigos/ destruir objectos, ou mesmo algumas missões mais “stealth” onde temos de passar despercebidos dos inimigos, forçando o jogador a explorar os níveis mais afincadamente. Isto é o panorama geral das coisas em Sonic Heroes, onde a ideia até é interessante, mas a execução nem por isso.

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Charmy cresceu desde o Knuckles Chaotix

Ora nós controlamos apenas uma personagem de cada vez, com as outras duas a seguirem-nos automaticamente. Mediante os obstáculos que nos vão aparecendo teremos de alternar entre as personagens e utilizar as suas habilidades para progredir, seja a velocidade de Sonic e semelhantes, o poderio de Knuckles para destruir parte dos cenários, ou mesmo a habilidade de voar para alcançar locais que de outra forma seria impossível. Como todos os jogos do Sonic, a acção é bastante rápida, sendo que por vezes este ciclo de alternar entre as personagens atrapalha um pouco. Mas todos os bons jogos têm a sua quota parte de desafio, não me oponho a isso, o problema é o resto. É difícil controlar as personagens, principalmente a direcção dos seus ataques. Muitas vezes, o homing attack de Sonic, que deveria ser intuitivo, falha completamente o alvo, com Sonic (ou outra personagem semelhante) a circular o alvo ininterruptamente, o que depois pode levar a que o jogador seja projectado para um precipício. Ora isto dos precipícios é algo que me irrita solenemente nestes jogos do Sonic modernos, principalmente nestes jogos em 3D com problemas de controlo. Muitas vezes, principalmente em níveis mais avançados, estamos a avançar a todo o gás a deslizar em rails, saltar plataformas apertadas e obstáculos do género no meio do nada, e é demasiado fácil as coisas correrem mal, perdermos o controlo da personagem e lá se vai mais uma vida. Nos níveis mais avançados e se estivermos a jogar com a equipa de Shadow, isto é uma constante é para mim é muito frustrante. A câmara muitas vezes também atrapalha, algo que não é novo nestes jogos de plataformas 3D da Sonic Team.

Para além do modo história, dispomos também várias missões que podem ser jogadas pelas várias equipas, sejam chegar ao fim de um nível num determinado intervalo de tempo, coleccionar alguns objectos, etc. Terminando os níveis e completando estas missões vamos obtendo emblemas, que posteriormente vão desbloqueando algum conteúdo bónus, nomeadamente vários modos de jogo para a vertente multiplayer. Inicialmente apenas dispomos de um modo de corrida simples, sendo que a cada 20 emblemas que vamos coleccionando vamos desbloquear mais 7 modos de jogo no multiplayer, seja um Team Battle algo parecido ao que se jogava no Sonic Adventure 2 Battle, uma vertente multiplayer dos níveis bónus, sendo os restantes também modos de corrida. De qualquer das formas, não é algo que me tenha fascinado.

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No início e no final de cada “story arc”, temos direito a algumas cutscenes em CG

Visualmente falando, Sonic Heroes é um jogo repleto de cores vibrantes, e níveis com um design interessante (tirando os abismos sem fundo constantes). Tendo em conta que este jogo foi desenvolvido utilizando a ferramenta Renderware para um fácil desenvolvimento multiplataforma, mas que a versão Gamecube foi a versão principal, eu diria que num nível técnico é a versão da consola da Nintendo que leva a melhor. A versão PS2 pelo que joguei apresenta diversos problemas de quedas de framerate. O voice acting é completamente pré-adolescente, repleto de frases patetas e vozes extremamente irritantes, nomeadamente as de Tails e de toda a Team Rose. Por outro lado cheguei a esboçar alguns sorrisos com algumas tiradas da Team Chaotix. Ao menos a banda sonora continua muito boa, como tem sido habitual desde o primeiro Sonic Adventure, com as habituais colaborações hard-rock de Jun Senoue e os seus Crush 40.

Posto isto, Sonic Heroes é um jogo que recomendo apenas a quem for realmente fã dos jogos da mascote, e para quem tiver paciência e preserverança para aguentar a jogabilidade “glitchy” e os infindáveis abismos.

Killzone 2 (Sony Playstation 3)

Killzone 2E aproveito para escrever mais um artigo da PS3 enquanto tenho disponibilidade para tal, e o jogo que trago cá hoje ao tasco é nada mais nada menos que Killzone 2, a sequela do “Halo-killer” que a Sony introduziu para a PS2 há uns anos atrás. Este Killzone 2 foi um jogo que alimentou várias polémicas e fez correr muita tinta por essa imprensa e internet fora, devido à sua apresentação inicial na E3 de 2005. Nessa altura a Sony apresentou uma cutscene em CG de excelente qualidade, fazendo inicialmente passar que a demo estaria a correr em tempo real num devkit da PS3. Pouco tempo depois a Sony desmentiu o facto e assumiu que a demo era toda ela em CG, mas com um nível gráfico que seria o que a Guerilla Games estaria a trabalhar para o atingir. Ainda assim, desde essa E3 de 2005 foram preciso quase mais 4 anos para que o jogo tivesse saído para o mercado e digo desde já que apesar do nível gráfico ser algo inferior ao apresentado inicialmente, agradaram-me bastante ainda assim. A minha cópia foi adquirida algures neste mês numa GAME do Porto, tendo custado algo perto dos 10€.

Killzone 2 - Playstation 3
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre 2 anos após os eventos do primeiro jogo, onde a guerra entre as forças da ISA e os Helghast continua bem acesa. Neste jogo as forças ISA conseguem montar uma mega operação de invasão do planeta Helghan, bem sobre a cidade capital de forma a tentar capturar o ditador Scolar Visari para tentar colocar um fim à guerra. Claro que o enorme poderio militar dos Helghast não deixa que as coisas se tornem uma brincadeira de crianças, com o seu infame coronel Radec a dar bastante luta. E fica assim o mote lançado para mais uma épica campanha de batalhas militares futuristas, onde o jogador toma o papel do Sargento Tomas Sevchenko no esquadrão Alpha, liderado pelo já conhecido Rico do primeiro jogo. Outras personagens do primeiro Killzone como o Jan Templar também aparecem na história, mas infelizmente ao contrário do primeiro jogo apenas poderemos controlar uma personagem ao longo de toda a campanha, o que é pena, pois no Killzone original as diferentes personagens tinham habilidades próprias que davam uma certa dinâmica ao jogo que me agradava.

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Desta vez é tempo de visitar o planeta Helghan desolado pela guerra.

Fora isso a jogabilidade mantém-se quase idêntica, com algumas novidades. A saúde é inteiramente auto-regenerativa, não existe qualquer barra de energia que indique a vida que a personagem tem no momento, apenas temos a noção de quando a visão estiver bastante turva e manchada de sangue é sinal para procurar um abrigo. Infelizmente quando montamos turrets deixamos de ter essa percepção, morri algumas vezes a pensar que não estava a ser atingido. O conceito de procurar abrigo é algo que tem sido utilizado frequentemente nos shooters modernos, mas a sua implementação neste jogo deixou algo a desejar. Por vezes queria apenas estar agachado atrás de um pilar ou numa esquina e o jogo coloca-nos automaticamente na posição de cover, que por vezes ficamos bem mais a descoberto do que o que pretendíamos originalmente e acaba também por atrapalhar um pouco naquelas batalhas mais apertadas e que exigem reflexos rápidos. Outra coisa que mantiveram neste Killzone foi o facto de se utilizar o L3, botão que também é utilizado para o movimento, como botão de sprint. Já me alertaram que é política habitual em vários FPS na PS3, mas eu como evito jogar FPS em consolas, apenas quando se trata de algum exclusivo ou um port com algo mais, não estou habituado a estas coisas. Infelizmente para mim é um mecanismo terrível e muitas vezes queria utilizar o sprint em tiroteios mais frenéticos sem qualquer sucesso, acabando por morrer e retomar a acção num checkpoint qualquer. Felizmente melhoraram imenso a mira telescópica nas sniper rifles face ao primeiro jogo, mas ainda assim não achei perfeita, com apenas 2 presets de zoom. Outra coisa que não gostei nos controlos foi a maneira como implementaram os mecanismos de trocar de arma de fogo e a faquinha. Muitas vezes quis utilizar a faca e acabei por disparar um rocket à queima-roupa, ou vice-versa. No final lá me habituei, mas acho que poderiam ter pensado melhor estas coisas.

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Conduzir um exoskeleton foi bastante divertido.

O armamento é vasto, com muitas armas do jogo original a marcarem o seu regresso. Ainda assim, acho que limitarem o jogador em carregar apenas uma arma de fogo principal mais um revólver tenha sido algo limitativo, embora o revólver tenha munição infinita, para compensar. Outras coisinhas foram incluídas, como a capacidade de se poder conduzir alguns veículos, ou a utilização do giroscópio do Sixaxis para algumas acções, seja activar válvulas ou colocar explosivos para detonação, onde teríamos de utilizar alguns movimentos. A campanha single player não é muito longa, mas porém é épica quanto baste, repleta de tiroteios a larga escala, bem como assaltos a edifícios cheios de corredores apertados, ideais para dar umas facadas ou uns tiros de shotgun. Infelizmente, tal como referi anteriormente, o facto de se utilizar apenas uma personagem ao longo de todo o jogo foi um downgrade face ao original, até pela questão do carisma das personagens, mas já referirei algo mais sobre isso lá à frente. Para além da campanha single player, Killzone 2 apresenta um robusto modo multiplayer que ainda se encontra activo para se dar uns tiros com amigos ou ilustres desconhecidos. Infelizmente, visto que tenho um backlog colossal, não me posso dar ao luxo de perder muito tempo em modos multiplayer, mas pelo que vi pareceu-me algo bastante completo, onde implementaram sistemas de clãs, rankings e diferentes classes que podemos jogar, cada uma com características respectivas. Os modos de jogo baseiam-se em variantes dos já conhecidos Deathmatch, Capture the Flag, Conquest onde temos de controlar alguns locais chave nos mapas, entre outros que incluem proteger/assassinar uma personagem chave, ou defender/destruir alguns alvos espalhados pelos mapas.

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Gostei bastante dos cenários frios e austeros, condizem perfeitamente com a personalidade dos Helghast

Passando para a parte do audiovisual, bom, apesar de o jogo não estar ao nível das CGs que foram apresentadas na E3 de 2005, acho que mesmo assim possui gráficos bastante bons, repletos de óptimos efeitos de luz e cenários bastante detalhados e convincentes. Não me apercebi de quebras de framerate nem nada do género, mas também convém relembrar que tenho jogado tudo o que é de PS3 em SD (é um crime, eu sei). A parte audio da coisa, bom acho que está excelente. A banda sonora é épica tal como se quer de um jogo deste porte e o voice acting está convincente. Ainda assim, achei que as personagens do nosso esquadrão não tinham um carisma muito forte. A rivalidade de Rico/Hakha, ou as boquinhas entre Templar e Luger no primeiro Killzone resultaram muito melhor do que os diálogos algo genéricos entre os membros do esquadrão ao longo do jogo. Não consegui deixar de associar alguma colagem às personagens de Gears of War também… Por outro lado os vilões continuam a ser bastante imponentes. Estou-me a referir obviamente ao papel que Radec e Visari tiveram ao longo da campanha. O design dos Helghast continua excelente e apesar de achar que os seus visores iluminados sejam uma ideia estúpida num clima de guerra por serem uns autênticos chamarizes, a verdade é que lhes dá uma certa pinta.

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Embora este não seja propriamente o caso, achei que algumas armas ocupavam demasiado espaço no ecrã.

Não tenho muito mais a dizer, acho que Killzone 2 é um jogo bastante sólido, tendo melhorado bastante a nível técnico face ao anterior (também não era difícil melhorar aquele bugfest), embora eu tenha achado que os controlos não fossem os melhores. A campanha é bastante épica e deixa o jogador com vontade de avançar sempre mais, mas preferi a abordagem que foi dada no primeiro jogo, ao podermos alternar a personagem a controlar, bem como o carisma que aquele esquadrão original tinha. Ainda assim, para quem gosta de FPS repletos de “tiros, bombas e socos nas trombas”, Killzone 2 é sem dúvida um jogo a ter em qualquer biblioteca de PS3.

Phantasy Star Portable 2 (Sony Playstation Portable)

Phantasy Star Portable 2Que Phantasy Star é das minhas séries preferidas de RPGs já não deve ser segredo nenhum por aqui. Os Phantasy Star Universe apresentaram algumas boas ideias, mas tiveram uma execução não tão boa, e o Phantasy Star Portable conseguiu de certa forma adaptar bem o conceito da série para uma portátil, mas era algo curto e faltou-lhe o multiplayer online. Agora nesta sequela a Sonic Team conseguiu redimir-se, apresentando um jogo bem mais completo e com várias modificações interessantes à jogabilidade que irei referir. A minha cópia foi comprada algures no ano passado na Amazon UK. Está completa e em óptimo estado, não me terá custado mais de 12€.

Phantasy Star Portable 2 - PSP
Jogo completo com caixa e manual

A história decorre uns anos após os acontecimentos dos Phantasy Star Universe e Portable anteriores, com a ameaça SEED completamente erradicada. Desta vez, em vez de a nossa personagem pertencer aos GUARDIANs, uma força militar neutra ao serviço do sistema solar de Gurhal, pertence aos Little Wing, um pequeno grupo privado de mercenários a bordo de uma nave espacial gigante de nome Clad 6. Por esta altura os recursos naturais dos planetas de Gurhal estavam a escassear, pelo que a comunidade científica começou a desenvolver estudos nas tecnologias dos “sub-spaces“, que lhes permitiriam viajar rapidamente pelo espaço e colonizar outros planetas (onde será que já vi este filme?). Ao longo da aventura vamos conhecer várias novas personagens, entre as quais algumas dos jogos anteriores, sendo que a personagem principal é a jovem Emilia Percival, uma rapariga loira com uma personalidade muito irritante (sempre choramingas), mas que está no centro do conflito que se avizinha. Dentro da mente de Emilia vive Mika, o espírito de uma Ancient da antiga civilização de Gurhal, que havia sido dizimada pelos SEED milhares de anos antes. Acontece que esses Ancients tinham colocado as suas consciências em hibernação durante todo este tempo, estando agora a acordar e planeiam usar os corpos dos novos habitantes de Gurhal para regressarem. Mika é uma ancient que não concorda com este plano e quer ajudar o grupo a travá-lo.

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Emilia e Yut, dois dos primeiros companheiros que vamos conhecendo

Bom, para quem estiver habituado aos Phantasy Star Universe e Portable, várias coisas mudaram. A criação da personagem baseada em raças mantém-se idêntica, mas houve mudanças no sistema de classes. Desta vez existem menos classes que no jogo anterior, mas as mesmas são bem mais versáteis. Ao longo do jogo e das missões que vamos cumprindo, para além da experiência que a nossa personagem vai adquirindo, as classes também ganham pontos de experiência. Até aqui tudo igual, mas desta vez podemos utilizar esses pontos de experiência para evoluir a nossa aptidão para usar os vários tipos de armas e suas classes. As classes dividem-se em C-B-A-S, sendo então possível utilizar um Hunter, classe tipicamente criada para combates melee, e evolui-lo de tal forma que consiga utilizar armas mágicas que outrora apenas a classe Force o poderia, mesmo as armas de nível S, se assim o desejarmos. A variedade de armas é também maior, sendo que cada tipo de armas tem as suas propriedades que permitem variar o estilo de combate para qualquer tipo de situação.

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O “bicho” no centro do ecrã é o nanoblast de uma personagem qualquer

Algo que não referi nos jogos anteriores é o facto de a raças Beast e Casts poderem utilizar uns poderes ou armas especiais chamados Nanoblasts ou SUV-Weapons. Desta vez as outras raças também têm os seus poderes especiais que mais uma vez podem ser customizados. Estes poderes estão disponíveis sempre que se encher uma barrinha de energia própria ao longo dos combates. Falando nos combates, também aqui houve algumas mudanças. Existe um sistema de combos mais complexo que sinceramente não lhe dei muita atenção, o mecanismo de mudar de armas, utilizar items em tempo real também se encontra idêntico, sendo que desta vez também é possível trocar de armadura manuseando a palete de acções. Mas as grandes novidades no combate na minha opinião foi a inclusão de uma manobra de evasão e a utilização de escudos para defender alguns ataques inimigos. Bastante útil por sinal, melhoraram imenso o combate e a falta de um analógico extra para controlar a personagem. Algo que também mudou foram as missões. Anteriormente divididas apenas entre Story Missions (necessárias para progredir no jogo) e Free Missions (pequenas missões livres que podem ser realizadas quantas vezes se quiser), desta vez temos também as Tactical Missions – autênticas sidequests com histórias próprias e as Trade Missions, que apenas servem para trocar alguns items angariados nas missões por armas/equipamento raro. Para além do mais existem também uma série de Challenges propostos por alguns NPCs, consistindo em completar algumas missões num determinado intervalo de tempo, matar x monstros, etc. Existem dezenas de missões, cada uma podendo ser jogada em 4 graus de dificuldade e outras dezenas de challenges, portanto conteúdo neste jogo é coisa que não falta.

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Alguns inimigos são chatinhos com os seus ataques elementais

Outra grande novidade, algo que deveria ser até obrigatório mas que no primeiro jogo da PSP não o foi, é a jogatina online. Infelizmente a minha PSP está a ter alguns problemas com o Wi-Fi e não consegui experimentar o multiplayer online, sinceramente nem sei se os servidores ainda estão a funcionar, provavelmente não. De qualquer das formas foi uma adição muito importante, principalmente tendo em conta que não existia qualquer subscrição paga para usufruir do serviço, algo que não acontecia com os Phantasy Star das consolas de mesa/PC. É possível também jogar em multiplayer local com mais 3 amigos, mas mais uma vez não conheço ninguém que tenha o jogo sequer, mais uma funcionalidade desperdiçada.

A apresentação do jogo na minha opinião está muito bem conseguida. O artwork é algo diferente dos jogos anteriores, estando agora bem mais trabalhado. Embora eu tenha preferido a história dos jogos anteriores por ser bem mais épica, a verdade é que só neste jogo as personagens conseguiram ganhar mais carisma, sendo mais agradável por esse motivo. Infelizmente a Emilia, personagem principal, é uma menina chorona com complexos de inferioridade, em certos pontos a história irritou-me um pouco. Infelizmente também neste jogo existe muito menos voice acting. No Portable anterior, todos os diálogos principais tinham voice acting, aqui isto apenas acontece durante as CGs, que têm uma qualidade muito boa, por acaso. Outras coisas que mudaram na apresentação foi todo o interface com a “comunidade” de NPCs e o hub. Embora existam missões nos três planetas de Gurhal – Parum, Moatoob e Neudaiz, deixou de ser possível de visitar as cidades. Desta vez existe apenas um pequeno hub na nave Clad 6, onde é possível visitar poucas lojas e mais alguns outros locais. Embora o hub seja mais pequeno, tudo o que interessa acabou por ficar mais concentrado, o que me agradou.

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Alguns dos bosses são bastante imponentes, e muitos regressam desde os jogos anteriores, inclusivamente os do PSO

Haveria muito mais a dizer sobre este jogo mas o post já vai algo longo. Acho que a Sonic Team fez um excelente trabalho neste novo capítulo da já longa saga interestelar. Embora não seja perfeita – ainda existem alguns problemas com os controlos – conseguiram corrigir muitos dos problemas que o pessoal se queixava dos jogos anteriores, e acrescentaram imenso conteúdo, tornando este PSP2 bem mais próximo dos MMORPGs que vemos nos dias de hoje. Para quem gosta deste tipo de jogos, terá muito que jogar pois para além de um número considerável de missões e tarefas para fazer, existem várias outras coisinhas interessantes, como bosses e áreas secretas que surgem de forma aleatória na jogatina, um sistema interno de achievements, é possível catalogar as criaturas e armas encontradas, decorar “o nosso quarto” com centenas de adereços, entre outros. A Sega lançou em 2011 uma expansão deste jogo com o sobnome “Infinity”, que introduziu diversas coisas novas, incluindo uma continuação da história, e mais uma raça – os Dumans – seres humanos infectados pela SEED. Infelizmente, e como muitos bons RPGs tardios da PSP, ficou-se apenas pelo Japão, o que é pena, pois eu compraria essa versão com gosto.