Home (PC)

HomeMais um artigo blitzkrieg de um jogo indie igualmente curtinho. Home é produto de uma só pessoa – Benjamin Rivers, e foi lançado como sendo um jogo aventura de terror com um aspecto visual pixel-art. Infelizmente de terror tem muito pouco, e é um jogo curtíssimo que se termina em pouco mais de uma hora. Tem a vantagem de o jogador ir construindo a sua própria história, aumentando o replay value, mas já lá vamos. Este jogo entrou-me na colecção por altura das Steam Autumn Sales em Novembro, onde o comprei a menos de 1€.

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Apesar da personagem andar sempre munida de uma lanterna, isto é pouco explorado na jogabilidade

A história começa com o cliché do protagonista acordar num local estranho sem quaisquer memórias do que lhe tenha acontecido. Logo no início encontramos um cadáver numa casa desconhecida, o herói, sem se lembrar como lá foi parar, apenas tem no pensamento regressar para junto da sua esposa, Rachel em sua casa. Ao procurar escapar da tal casa, vai descobrindo vários outros cadáveres e pistas para o que se sucedeu, em diversos locais espalhados pela cidade onde o jogo decorre. A jogabilidade é bastante simples, com controlos de movimentação básicos e um botão de interacção com objectos. Os objectos que podem ser interagidos ganham um contorno brilhante sempre que o jogador se cruza com os mesmos. E é nesta interacção de objectos que vamos construindo a nossa história. Sempre que o herói encontra algo, é sempre feita a pergunta ao jogador “Eu fiquei com este objecto?”, “eu peguei nesta arma?”, “eu escapei por aqui?”. Todo este conjunto de acções acaba por ter um papel importante para desenrolar a história e “desvendar” o mistério. Coloquei o desvendar entre aspas pela simples razão que no meu caso nada ficou desvendado. NADA. Fiquei sozinho numa cidade repleta de cadáveres e uma conclusão final assumida pelo protagonista com base nas escolhas que fiz. Embora apenas tenha jogado uma vez, pelo que me deu a entender todos os finais seriam em “aberto”, podendo ser comentados pela comunidade no próprio site do jogo.

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Os “monólogos” surgem nestas caixas de texto

De qualquer das maneiras o jogo não me convenceu a jogar uma nova partida. É realmente bastante curto e simples, com um simples puzzle de válvulas e os outros que consistem em procurar chaves para abrir certas portas. Apesar de encontrarmos algumas armas, não lhes damos qualquer uso prático, o foco no jogo é inteiramente na exploração. E para um jogo que supostamente é de terror, não houve literalmente nada que me tenha deixado algo tenso. Poderá existir um ou outro barulho do meio ambiente que levante um pelito na nuca pelo susto, mas não passa disso. Falando no audiovisual, para quem gosta de pixel art é um jogo interessante, mas com o mesmo conceito, Lone Survivor está muito superior em todos os aspectos.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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