Bioshock 2 (PC)

Bioshock 2 PCO Bioshock original foi um dos FPS da corrente “geração”  que mais me agradou, pela sua história, estética e uma jogabilidade que oferecia imensas possibilidades. Quando um jogo como o Bioshock tem sucesso, uma sequela é practicamente inevitável. E foi o que realmente aconteceu uns 3 anos depois. Mas embora este jogo no geral mantenha a qualidade do original, a verdade é que poucas inovações foram feitas, e ao revisitar o mundo de Rapture parece que estamos a jogar uma espécie de Expansion Pack do jogo anterior. A minha cópia foi comprada algures em 2012 na Mediamarkt do Parque Nascente no Porto, tendo custado uns 10€.

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Jogo completo com caixa e manual

O início do jogo começa com uma cutscene onde encarnamos num Big Daddy a ser confrontado por uma tal Dra. Lamb, que utiliza um plasmid para nos controlar a mente, separando-nos da nossa Little Sister Eleanor e forçando-nos a cometer suicídio com um tiro de revólver na cabeça. Uns momentos depois damos por nós a ser ressuscitados numa Vita-Chamber, 8 anos após o acontecimento anterior, numa Rapture em ruínas. Durante esse tempo e após a derrota de Andrew Ryan no jogo anterior, a Dra. Sofia Lamb tomou posse da cidade, continuando as experiências no campo dos plasmids, onde acabou por criar as Big Sisters, umas versões bem mais agressivas e ágeis das Little Sisters que eventualmente cresceram. A nossa personagem, Subject Delta vê-se então forçado pela ligação que possui com Eleanor a procurá-la, explorando o que resta de Rapture entretanto, desvendando o que foi acontecendo ao longo do tempo em que esteve “morto”. Devo dizer que o final do jogo é bastante troll, mas não me vou alongar nisso.

As diferentes possibilidades de gameplay do Bioshock original também estão cá presentes, embora com algumas novidades. Que me tenha apercebido, todos os plasmids e tonics do jogo original estão cá presentes, embora em Bioshock 2 tenham criado vários novos. A diferença entre os plasmids e os tonics é que os primeiros conferem habilidades activas, como ataques de fogo, gelo, eléctricos, entre muitos outros que permitem maneiras completamente diferentes de abordar os combates, como hipnotizar inimigos uns contra os outros, colocar decoys para serem atacados, entre muitos outros. Os tonics já por si conferem habilidades passivas que não necessitam de ser activadas, como dar mais dano, carregar mais medkits, entre outros. Em Bioshock 2 a variedade de Tonics também é maior. Em relação ao armamento, como controlamos um Big Daddy usamos as armas próprias desta “espécie”, como a rivet gun ou a clássica broca de perforar, entre várias outras que iremos encontrar ao longo do jogo, como shotguns, metralhadoras ou spear guns. Ao longo do jogo iremos encontrar diversas vending machines. Estas máquinas podem servir para comprar munições, alimentos ou items restaurativos no geral. Existem também outras máquinas mais específicas, sejam para comprar plasmids e/ou tonics ou realizar upgrades a armas.

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Apesar de os níveis serem suficientemente largos que permitam uma maior exploração, o progresso entre as áreas é inteiramente linear

A interacção com estas máquinas e outros equipamentos mecânicos no geral como câmaras de vigilância ou turrets traz à baila um outro conceito interessante dos Bioshock, o hacking. Tal como no jogo anterior é possível utilizar as nossas skills de hacker para obter items mais baratos (em máquinas de vending), ou de tomar controlo de turrets ou câmaras de vigilância para que as mesmas ataquem os nossos inimigos. No jogo anterior, este processo era um pouco aborrecido, pois os puzzles eram demasiado complicados por vezes. Desta vez as coisas ficaram bem mais simplificadas com puzzles onde apenas temos de ter cuidado com o timing em que apertamos o botão referido. Para além disso, uma das armas que encontramos serve precisamente para auxiliar o hacking, possuindo dardos que permitam fazer o hack à distância, o que é óptimo para surpreender alguns inimigos. Para além disso, existem ainda algumas munições especiais que fazem o hacking automaticamente. Outro aspecto interessante neste Bioshock 2 é a envolvência com as Little Sisters. Tal como no jogo anterior, elas estão sempre acompanhadas de um Big Daddy, que temos de derrotar. Após o derrotarmos, podemos tomar controlo da Little Sister e procurar cadáveres para que a pequerrucha possa extrair o ADAM dos mesmos. Este ADAM é o que permite posteriormente adquirir mais plasmids e tonics nas máquinas de vending especializadas. Existem várias Little Sisters por nível, sendo que cada uma pode extrair ADAM de 2 cadáveres. Quando estamos nesse processo, começam a chegar imensas waves de splicers a tentar matar a Little Sister que temos de a proteger a todo o custo. Quando cada Little Sister que adoptamos cumpre a sua obrigação, temos a hipótese de a salvar, tornando-a novamente “humana”, ou matá-la para adquirir uma dose maior de ADAM. A escolha que fazemos tem influência no final que obteremos.

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As novas Big Sisters são extremamente ágeis e com ataques poderosos.

Graficamente o jogo não me cativou muito, pelo menos não tanto como o original. Apesar de muitas das localidades de Rapture estarem em ruína, os visuais mantiveram-se muito familiares. Depois a conversão para PC deste jogo não ficou muito boa. Para além dos bugs que existem devido ao serviço Games for Windows Live ser a trapalhice que é, algumas placas gráficas mesmo que sejam recentes têm problemas com a versão Direct X 10 do jogo, forçando o mesmo a correr no DX9, com gráficos um pouco inferiores. Mas ainda assim não deixa de ser uma experiência divertida. Existe também um modo multiplayer, cujo decorre na noite em que Rapture passa a ficar completamente descontrolada. Infelizmente os servidores estavam desertos pelo que não o experimentei. Pelo que li no manual, para além de modos de jogo baseados em deathmatch e capture the flag (neste caso capture the sister) e last man standing, existem mais uns 3 modos de jogo: Turf War é uma variante do modo conquest de outros jogos como Battlefield, onde diferentes equipas têm de controlar diversos pontos espalhados pelos mapas. Por fim restam os ADAM Grab e Team ADAM Grab, onde o objectivo é alguém segurar ao colo uma Little Sister pelo máximo de tempo possível. Diversos elementos da jogabilidade do modo single player estão aqui também presentes, como o uso de plasmids, tornar-se num Big Daddy, hacking de máquinas e utilização de máquinas de vending.

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Os Big Daddies são inofensivos até serem provocados

Bioshock 2 é um bom jogo para quem gostou da aventura anterior. Jogar com um Big Daddy é uma experiência interessante, e os confrontos com as Big Sisters são por norma bastante exigentes. O uso de diferentes Plasmids e Tonics permite encarar cada combate de uma forma diferente, mas ainda assim tudo me pareceu bastante familiar. É bom que o próximo Bioshock vá mudar completamente de ares, é tempo de deixar Rapture afogar-se.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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