Return to Castle Wolfenstein (Sony Playstation 2)

rtcw ps2Return to Castle Wolfenstein é um reboot do “avô” dos FPS (Wolfenstein 3D). Foi lançado em 2001 para o PC, tendo sido convertido para Xbox e PS2 em 2003. A versão PS2 tem o subnome “Operation Resurrection” enquanto que a versão Xbox é “Tides of War”. A minha cópia foi comprada na loja portuense TVGames ainda neste ano, tendo pago uns 3/4€ pelo jogo. Está em óptimas condições.

Return to Castle Wolfenstein Operation Resurrection

Jogo completo com caixa, papelada e manual

Return to the Castle Wolfenstein no PC, apesar de ter um modo single-player competente, foi bem mais famoso pela sua vertente multiplayer, que consistia num modo de jogo guiado por objectivos, e membros de equipa divididos por classes, aspectos que vieram a ser aproveitados posteriormente por muitos FPS modernos. A versão Xbox mantém esta vertente multiplayer, graças à boa qualidade da infraestrutura Xbox Live. Já a Raster Productions, estúdio que tratou da conversão PS2, fizeram um péssimo trabalho em muitos campos. O mais importante foi a não inclusão de qualquer modo multiplayer. Assim sendo, vamos lá focar-nos na vertente singleplayer.

Pelo menos desde Wolfenstein 3D que os jogos da série envolvem o regime Nazi e o seu interesse pelo Oculto. O jogo coloca-nos na pele do agente secreto B.J. Blazkowicz, que enquanto se encontrava no Norte de África a combater as forças de Rommel, recebe uma missão secreta numa qualquer cidadela do Egipto, para investigar umas escavações que estão a ser feitas pelos Nazis. À medida que o jogo vai avançando vamos visitando várias localizações, desde o próprio Castle Wolfenstein, a sua vila, fábricas em ruína, laboratórios secretos na Noruega, etc. Vamos também descobrir que os Nazis planeiam ressuscitar um antigo cavaleiro demoníaco que foi selado uns séculos antes por um herói misterioso. Ao ressuscitá-lo, os Nazis planeiam ter um exército demoníaco ao seu dispor, bem como um outro de criaturas geneticamente (e tecnologicamente) modificadas. Assim sendo Blazkowicz não só tem de enfrentar soldados comuns, bem como vários tipos de zombies e criaturas sombrias fruto de experiências Nazis. O jogo original no PC começa logo no Castle Wolfenstein, com Blazkowicz feito prisioneiro. As conversões para consolas adicionam um episódio novo, logo no início, o tal passado no Egipto, que acaba por explicar como Blazcowitz foi lá parar.

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Sniper rifle - um mimo

O jogo é composto por vários capítulos, cada um separado por cinemáticas que fazem uma espécie de briefing do que é para fazer em seguida. Por sua vez cada capítulo é dividido por uma série de missões, com vários objectivos a serem cumpridos. Objectivos esses que podem passar por procurar documentação secreta, assassinar oficiais importantes, auxiliar membros da resistência, prevenir lançamento de mísseis, etc. Algumas missões também exigem bastante stealth, se formos descobertos é logo game over. Felizmente existem algumas armas silenciosas, desde revólveres, metralhadoras e até sniper rifles. Aliás, armamento é coisa que não falta neste jogo e felizmente podemos carregar tudo ao mesmo tempo. Facas, revólveres, vários tipos de metralhadora, rifles, panzerfausts, granadas, lança-chamas, e as jóias da coroa do exército Nazi – Tesla Gun (arma eléctrica) e Venom (metralhadora pesada).

Mas isto está tudo presente na versão PC (excepto os níveis novos), a equipa que converteu este jogo para a PS2 fez um trabalho mauzinho. A começar pela não inclusão de um modo multiplayer, nem em split screen. Em seguida porque a própria conversão ficou cheia de falhas. Uma coisa que achei mesmo muito má foi a inteligência artificial dos inimigos. Se eles nos ouvirem a fazer barulho, ficam logo alerta e rapidamente nos encontram. No entanto se formos silenciosos, aconteceu-me várias vezes estar a poucos metros dos inimigos e eles impávidos e serenos. Se estiverem 2 soldados a conversar e com um tiro de sniper matarmos um, o outro se não nos vir nem sequer estranha o facto do seu colega ter levado um balázio. Enfim, exemplos de má IA é o que não falta.

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Detestei este gajo - é mesmo melhor dar uso da sniper rifle á distância.

Outro aspecto onde a Raster Productions deixou algo a desejar foi o quesito gráfico. As texturas estão bem mais pobres que a versão PC e Xbox, e o mesmo pode ser dito sobre os modelos dos objectos e os efeitos de iluminação. Mas nada que não nos habituemos ao fim de algum tempo de jogo. A nível de som aí a experiência já está mais bem conseguida. À semelhança de Medal of Honor, em momentos de mais tensão o jogo coloca uma música mais orquestral a condizer com o momento. O voice-acting está competente, mesmo as falas entre os soldados no próprio jogo. Os alemães falam inglês com sotaque alemão, mas preferia mesmo que falassem a sua própria língua e o jogo tivesse legendas. De facto, nenhuma das falas do jogo tem legendas, o que é uma pena, visto haver uma discrepância grande entre os volumes de jogo e das cut-scenes (estas últimas estão bem mais baixas). Para colmatar estas falhas incluiram uma novidade. Return to Castle Wolfenstein possui (à semelhança dos jogos clássicos), zonas secretas espalhadas nos mapas, com munições ou tesouros. Cada zona secreta que se encontra equivale a um ponto na pontuação final do nível. Esses pontos poderão ser trocados por vários bónus, seja uma maior capacidade de armazenamento de munições, mais health points, mais armadura, items restaurativos, etc.

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Yep, zombies da idade média, este jogo tem-nos. Pena que não sejam minimamente assustadores.

Para finalizar, só posso recomendar este jogo a quem não conseguir arranjar a versão PC ou até a versão Xbox. A versão PS2 tem várias falhas, sendo a mais grave a não inclusão da componente multiplayer. Ainda assim, a vertente “história” é competente o suficiente para proporcionar uma experiência minimamente agradável, e tanto esta conversão como a de Xbox têm alguns níveis extra. Fica ao vosso critério.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a Return to Castle Wolfenstein (Sony Playstation 2)

  1. Joguei a versão PC há uns anitos e não achei grande piada, no geral. Isto para não referir a dificuldade exagerada lá mais para a frente, com inimigos duros que nem tanques e um boss final irritante. Ainda assim deu para passar o tempo. 🙂

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