Medal of Honor Rising Sun (Nintendo GameCube)

coverNo seguimento do post anterior, vou agora escrever um pouco sobre o segundo jogo da série Medal of Honor que tenha saído para uma consola de mesa da Nintendo. Curiosamente, foi o primeiro jogo da série que joguei (fora do PC). Foi comprado há uma data de anos no miau.pt, talvez em 2004. Não faço ideia de quanto me custou, mas não deve ter sido muito dinheiro. Está completo, mas a caixa não está em muito bom estado, é a minha sina dos Medal of Honor…

Medal of Honor Rising Sun GCN

Caixa, manual e discos

Na altura em que este Medal of Honor saiu, a moda de fazerem shooters baseados na Segunda Grande Guerra estava a pegar, com a série Call of Duty a dar os seus primeiros passos um mês antes. A Electronic Arts decidiu então enveredar por um caminho um pouco diferente e depois de uma série de jogos nos vários campos de batalha do Velho Continente, tendo desviado então as atenções para as batalhas no Oceano Pacífico. Desde o fatídico ataque a Pearl Harbor, passando por locais como Singapura e Tailândia, sempre na pele do soldado Joseph Griffin. De facto, o jogo começa de uma maneira bastante tensa tal como o Frontline (Desembarque da Normandia), com Joseph a descansar em Pearl Harbor quando se dá o ataque surpresa por parte das forças armadas Japonesas. O jogo segue então um caminho linear repleto de acção até que Joseph se apodera de uma anti-aérea para combater os aviões nipónicos. Bela introdução! Pena que as coisas esmoreçam a partir daí.

À semelhança de Medal of Honor: Frontline lançado num ano antes, as missões consistem em chegar do ponto A ao ponto B, explodir com qualquer coisa, ou tirar a tosse a algum oficial inimigo. As missões não são muito difíceis de cumprir, visto que a linearidade dos mapas levam-nos de encontro aos objectivos. O que muda então do Frontline para o Rising Sun? Em vez de estarmos numa Europa, atravessando cidades e aldeias em ruínas, uma grande parte das missões são passadas na selva, em clima de guerrilha. De facto, mesmo a nível de jogabilidade, neste jogo o stealth é bastante encorajado (sendo até obrigatório numa ou noutra missão). De resto preparem-se para ser constantemente surpreendidos por tropas inimigas a surgirem do meio do mato. Infelizmente a variedade de cenários não é muito grande, o que pode tornar o jogo um pouco enfadonho nalgumas missões.

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Banzai para ti também.

O motor gráfico é practicamente o mesmo usado em Medal of Honor Frontline, ou seja, os gráficos não são nada de especial, com texturas pouco definidas, mas também se aceitam. Peca é pela pouca variedade de cenários em si, parece que estamos sempre no mesmo sítio. O som continua excelente, com a Electronic Arts a fazer bom uso da sua tecnologia THX e o suporte a Dolby Surround. O sons das diferentes armas continuam bem conseguidos. A nível de jogabilidade, o esquema de controlo mantém-se o mesmo, o que era comum nas consolas da época: Analógico esquerdo para mover a personagem, analógico direito para mover a câmara, botões de cabeceira para disparar e fazer zoom, botões frontais para o resto (mudar de arma, saltar, agachar, reload, etc). Já tinha dito no post anterior que não sou um grande fã deste esquema, mas não podem ser todos Metroid Prime…

Uma outra razão de queixa deste jogo (esta mais geral) é a fraca inteligência artificial dos inimigos e/ou companheiros de batalha. Ou vão contra paredes e ficam lá presos, ou eu ando todo silencioso e vem logo um monte deles atrás de mim não sei como, ou então ficam parados à espera de levarem com uma bala na testa. Ah, e gastar 3 tiros de uma rifle bem dados para abater um soldado raso é abusar um bocadinho… :p

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Tão burrinhos que eles são...

A nível de multiplayer, este jogo apresenta algumas novidades, nomeadamente um modo cooperativo para 2 jogadores, bem como o já conhecido deathmatch/team deathmatch, mas desta vez em mapas dedicados (se bem me lembro). Infelizmente esta versão perde neste quesito para a PS2 e Xbox que tinham uma componente online. Não percebo como é que as empresas não apostaram nisto, a Nintendo desde o dia 1 da Gamecube que também vendia modems e adaptadores de banda larga para a consola. A Sony na altura ainda não tinha PSN e mesmo assim foram surgindo vários jogos online para a mesma, tanto de estúdios da própria Sony como de third parties como é este o caso. Na GameCube apenas há 2 Phantasy Star Online e um outro RPG que nunca saiu do Japão (Homeland) a usar esta tecnologia. Lamentável.

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No meio de tanta vegetação ainda vão aparecendo algumas zonas urbanas

De resto, Medal of Honor Rising Sun, apesar de não ser um jogo memorável, não deixa de ser uma experiência agradável. Para além do jogo somos presenteados com vários pequenos filmes da época, narrados decentemente, é um bom extra, principalmente se tivermos em conta que à semelhança do Frontline, estas missões foram baseadas em missões reais. Apesar de hoje em dia ninguém jogar online este jogo, ainda recomendaria a versão Xbox pelos melhores gráficos (ligeiramente) ou a versão PS2 pelo modo online.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em GameCube, Nintendo. ligação permanente.

5 respostas a Medal of Honor Rising Sun (Nintendo GameCube)

  1. Por acaso só joguei a parte inicial na PS2 e não lhe achei tanta piada. Depois enveredei pelos CoD e só voltei a tocar num Medal of Honor quando saiu este novo passado na era moderna.

  2. cyberquake diz:

    Realmente jogar contra japoneses não lhe dá grande piada. E o jogo tem um aspecto de ter sido feito à pressa que não lhe abona muito.

  3. Pingback: Call of Duty World at War Final Fronts (Sony Playstation 2) | GreenHillsZone

  4. gabriel diz:

    eu não comsigo passa da faze que agente tem que seguir o tanque de guerra eu acho que temos que des truir o tamque rivao ne

    • cyberquake diz:

      Obrigado pelo comentário! Eu já joguei este jogo há muitos anos, já não me lembro que nível estás a falar ao certo, mas procura alguma bazooka que possas usar para destruir o tanque, senão deverá ser com explosivos (aproxima-te da traseira do tanque e vê se podes colocar algum explosivo), ou colocar granadas debaixo do tanque. Tens de tentar pois já não me lembro. Se perceberes inglês vai ao http://www.gamefaqs.com que encontras lá guias do jogo.

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