Metal Gear Solid Portable Ops (Sony Playstation Portable)

MGS Portable OPsDe volta ao Snake e companhia para uma análise ao Portable Ops, um jogo da saga Metal Gear que inclui diversas novas componentes na jogabilidade, como recrutar outros soldados para as forças de Snake (Big Boss), podendo os mesmos ter diversas tarefas diferentes. Ainda assim a jogabilidade é a tradicional dos Metal Gear Solid, deixando de lado o que foi introduzido nos Metal Gear Acid também para a mesma plataforma. A minha cópia veio-me parar às mãos através de uma compra na Amazon UK, não me tendo custado mais de 10€. Está completa e em estado razoável, o manual já viu melhores dias.

Metal Gear Solid Portable OPs - PSP
Jogo completo com caixa, manual e demais papelada

O jogo passa-se na América do Sul, no ano de 1970. A guerra fria continuava no seu pleno, com as tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética ainda em alta, com os acontecimentos de Metal Gear Solid 3 ainda não estarem totalmente resolvidos. Snake acorda sozinho numa cela, sem se recordar como lá foi parar, sendo depois torturado por um antigo elemento da sua antiga unidade FOX, uma força de operações especiais que trabalhava para a CIA. Pouco depois Snake encontra um jovem Roy Campbell, personagem que será importante noutros jogos da série, estando também aprisionado. Roy diz que estão numa base militar secreta da União Soviética, em plena América do Sul. A unidade de forças especiais em que Roy fazia parte foi tomada de assalto pelos FOX e ele foi o único sobrevivente. Eventualmente, Snake e Roy Campbell conseguem então fugir da sua prisão e decidem investigar qual a tramóia que está por detrás disto. Como é habitual, a história acaba por se complicar mais, envolvendo ao barulho várias conspirações e a tecnologia Metal Gear acaba por ficar por detrás de tudo.

Os controlos acabam por ser essencialmente os mesmos dos jogos principais, apesar de a PSP possuir menos botões que a consola caseira. De qualquer das formas, o jogo herda o sistema de câmaras do Metal Gear Solid 3 Subsistence, existindo um controlo 3D da câmara, já não é obrigatório mudar constantemente para a perspectiva de primeira pessoa para conseguirmos ver melhor o que nos rodeia. O jogo incita como sempre a uma abordagem mais stealth, estando o Snake munido de um radar algo estranho mas que vai alertando a presença dos inimigos. Se formos vistos, a sequência habitual das fases “Alert-Evasion-Caution” mantém-se, com os inimigos a serem mais minuciosos nessas alturas. Infelizmente, com a falta de um analógico, e do outro ser algo impreciso, acaba por complicar um pouco quando queremos mirar na perspectiva de primeira pessoa.

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Ecrã que aparece entre missões, onde podemos gerir o nosso “batalhão” e escolher quais os locais que queremos infiltrar

De resto, este Portable Ops tem uma série de novos conceitos. Snake pode agora capturar os inimigos que vai enfrentando, sendo que os mesmos vão acabar por ser “convertidos” a lutar ao nosso lado. Com isto, é possível construir esquadrões de 4 pessoas que podem ser jogadas nas várias missões que vamos fazendo, e podemos alternar entre os 4 elementos a qualquer altura do jogo. O jogo está então dividido em várias missões, que são acessíveis através de um “hub” que mostra o mapa da base e as várias posições já conhecidas, podendo visitar essas localidades sempre que quisermos. Os prisioneiros que capturamos podem também ser alocados para várias outras tarefas, sejam tarefas de espionagem, onde os podemos mandar para as localizações já conhecidas, recebendo periodicamente informações do que se vai passando por lá. Outros podem ser alocados para equipas técnicas ou médicas, que vão construindo munições ou items que nos podem ser úteis, como visores térmicos ou medkits que nos restaurem a saúde. Para além do mais é possível recrutar algumas personagens especiais, sejam antigos bosses, ou personagens de outros jogos, através de vários pré-requisitos. Não cheguei a experimentar, mas o jogo tem uma componente multiplayer que, para além de ser possível trocar soldados entre si, podemos lutar contra outros jogadores, de uma forma algo semelhante ao modo online do Metal Gear Solid 2 Substance.

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As cutscenes apresentam este visual

Visualmente o jogo apresenta uns visuais 3D, que apesar de competentes, já vi melhor na PSP. Apesar de o jogo decorrer na Colômbia, desta vez não temos toda aquela componente de sobrevivência que foi introduzida em Snake Eater, e os próprios cenários, apesar de estarem inseridos num meio montanhoso, passam-se todos em estruturas militares pelo que não há uma grande variedade dos visuais. As cutscenes desta vez  são mostradas num formato mais “comic book“, sendo apresentadas como uma sequência de desenhos, da autoria de Ashley Wood, que já tinha participado na comic digital da PSP “Metal Gear Solid: Digital Graphic Novel”. Nessas cutscenes, o jogo utiliza um voice acting em que vários actores já emprestaram as suas vozes para os jogos da série, mas infelizmente são poucos os diálogos que fazem uso deste recurso, pela baixa capacidade de armazenamento dos discos UMD face aos DVDs da PS2.

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Ecrã de jogo da vertente multiplayer

Para além deste Portable Ops, a Konami lançou uma expansão chamada Portable Ops+, focando-se mais na componente multiplayer, e numa catrafada de missões para se jogar sozinho, herdando todas as mecânicas deste jogo, e incluindo alguns outros personagens especiais secretos que possam posteriormente vir a ser recrutados. Esse jogo também faz parte da minha colecção, mas como não tem qualquer componente com história, não irei perder muito tempo com o mesmo e poderão ler um ligeiro artigo sobre o jogo muito em breve.

PUSHSTART #30

A edição deste mês da revista online de videojogos PUSHSTART já se encontra disponível para download. Desta vez, a temática da revista anda à volta dos vários jogos que a indústria portuguesa já produziu, desde o clássico Paradise Café do ZX Spectrum, passando por Portugal 1111 ou a jogos recentes para o mercado dos smartphones.

A revista pode ser descarregada aqui.

Jamestown (PC)

Há uns posts atrás referi que quando era mais novo, nunca fui grande jogador de shooters de “navinhas espaciais”. E de facto durante muito tempo nunca mais voltei a pegar a sério num jogo do género, até este Jamestown ter vindo parar à minha conta no Steam quando comprei o Humble Indie Bundle VI. Assim sendo, lá resolvi dar mais uma oportunidade a mim mesmo e lá tive de suar bastante nalguns momentos “bullet hell” que ia enfrentando.

JamestownBoxArtJamestown, para além de ser inspirado no nome de uma localidade qualquer na Virginia, E.U.A., tem uma história igualmente curiosa, passada em pleno século XVII, altura em que os E.U.A. eram apenas uma colónia Inglesa. Até aqui tudo bem, agora transportem essa colónia para Marte, onde aliens se aliam a Espanha na guerra contra Inglaterra e suas colónias. O jogo torna-se então numa mistura de visuais e estilos tanto “Pirata das Caraíbas”, como outros retirados da ficção científica, como os vários Aliens e naves espaciais que nos vão atacando. A história em si vai sendo contada em vários pequenos interlúdios que separam os seus 5 níveis.

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Pânico? Não… vai tudo correr bem.

Com apenas 5 níveis, Jamestown seria um jogo bastante curto, a menos que a dificuldade fosse algo absolutamente insano. Na verdade temos disponíveis vários níveis de dificuldade, mas assumindo que começamos no “Normal”, apenas poderemos jogar os 3 primeiros níveis. Para desbloquear o seguinte, teremos de rejogar todos os níveis anteriores no grau de dificuldade imediatamente a seguir, com a mesma coisa a repetir-se com o grau de dificuldade acima. Existe no entanto mais conteúdo que ainda dá mais vida ao jogo. Ao longo dos níveis, com os inimigos que vamos destruindo, vamos obtendo algum dinheiro virtual, que pode ser usado posteriormente quer para comprar outras naves com diferentes habilidades, quer outros modos de jogo ou conjuntos de “Challenges“. Um dos modos de jogo que podemos desbloquear dessa forma é o Gauntlet, onde podemos jogar o jogo completo de uma só vez, já na maneira normal apenas jogamos um nível de cada vez, com 3 vidas e 2 continues para cada nível, sendo que depois voltamos ao “hub“. Os outros são os desafios que já referi, níveis bastante curtos mas com tarefas específicas como “sobreviver x segundos”, por exemplo. São secções por norma bastante exigentes e eu não perdi muito tempo com isso.

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É possível jogar cooperativamente com até 4 jogadores locais – podemos utilizar o teclado, rato e comandos para controlar as naves

De resto o jogo é um shooter vertical, onde podemos destruir tudo o que mexa e não somos nós. Cada nave possui um disparo standard e um especial que por norma é mais poderoso. Estes modos de disparo é o que vai variando entre os 4 modelos de naves que podemos desbloquear, para além da sua agilidade. De resto, basta um tiro inimigo acertar no centro da nave para se perder uma vida. À medida em que vamos destruindo os inimigos, eles largam algumas quantidades de ouro que podemos (e devemos) apanhar sempre que possível. Para além de resultar em mais pontos, vamos preenchendo uma barrinha de energia. Quando a mesma estiver cheia, podemos desbloquear uma habilidade que é comum a todas as naves, o Vaunt. Quando activamos o Vaunt, gera-se um escudo À volta da nave que vai diminuindo de diâmetro com o tempo. Todas as balas que entram em contacto com o escudo desaparecem e convertem-se em pontos, sendo uma habilidade excelente para guardar em alturas mais apertadas. Contudo o escudo desaparece rapidamente, pelo que não podemos contar com esse bónus durante muito tempo. Para compensar, mesmo depois do escudo já se ter extinguido, ainda continuamos no modo Vaunt enquanto a tal barrinha de energia não se esvaziar completamente. Neste modo, os nossos disparos são mais poderosos que o habitual, os pontos que conseguimos fazer são multiplicados e podemos manter a barra de energia cheia ao continuar a coleccionar o ouro que conseguimos obter dos inimigos.

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No final de cada nível temos sempre um boss, mesmo como manda a lei

No que diz respeito ao audiovisual, o jogo é todo um tributo aos clássicos shooters das Arcades em plenos anos 90. Desde as referências a credits e insert coin, passando pelos próprios gráficos 2D que parecem vindos directamente de uma placa arcade da Taito. Os inimigos são variados e bem definidos, cada tipo com os seus diferentes padrões de movimento que terão de ser forçosamente fixados se quisermos ousar jogar Jamestown na dificuldade máxima. Quando falei que o jogo fazia de certa forma lembrar os filmes “Pirata das Caraíbas” da Disney, não me estava apenas a referir às referências do século XVII, a banda sonora do jogo é bastante épica e fez-me lembrar por várias vezes as bandas sonoras desses filmes.

Jamestown é um bom jogo para quem gostar do género, com uma dificuldade escalável, e diverso conteúdo extra bastante desafiador para quem tiver paciência para memorizar padrões e reflexos rápidos a acompanhar os vários momentos “bullet hell” que se terá pela frente.

Crayon Physics Deluxe (PC)

De volta aos jogos indie, com um artigo algo curto acerca de um jogo em que também não perdi muito tempo. Crayon Physics Deluxe, autoria de Petri Purho, é mais um puzzle game criativo, onde o único objectivo ao longo dos níveis é levar uma bola do ponto A ao B, já a maneira em como o fazemos fica inteiramente ao nosso critério. O jogo veio-me parar à minha conta do Steam através do pack Humble Indie Bundle 3, que me foi oferecido por alguém.

Crayon_Physics_DeluxeCrayon Physics Deluxe é um jogo simples, porém muito bem conseguido para quem gosta deste tipo de experiências, ou quiser jogar algo de forma mais casual visto que o jogo também está disponível tanto para dispositivos Android como iOS. O conceito do jogo é bastante nostálgico, remetendo-nos de imediato para a nossa infância em que passávamos horas a fio a desenhar e a imaginar os bonecos ganharem vida. No meu caso nem tanto, que eu desde pequeno gostava era de montar naves espaciais com os meus Lego, mas prossigamos. O jogo está dividido em cerca de 70 níveis, onde em cada um dispomos de uma folha de papel com alguns objectos ou superfícies já desenhados, uma bola e uma estrela, que serve de meta a atingir. Depois podemos desenhar tudo o que nos vier à cabeça para que a bola siga um caminho até à estrela, podendo interagir com outros objectos já existentes no cenário como foguetões, por exemplo. Tudo o que nós desenhamos é afectado pela gravidade, pelo que podemos criar desde simples traços que sirvam de ponte, como “bonecos” mais complexos que façam de contrapeso para catapultar a bola, sistemas de roldanas, entre outras artimanhas. Existem então múltiplas maneiras de se completar cada nível, com o jogador a ser recompensado se o conseguir fazer de uma maneira mais “elegante”.

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Crayon Physics, não há muito a dizer.

Visualmente o jogo é bastante simples, com tudo o que é desenhado a assemelhar-se a traços de lápis de cor, daí o nome de Crayon. Existem alguns efeitos sonoros, sendo essencialmente barulhos dos objectos/superfícies a chocarem entre si. As músicas são bastante calmas, encaixando perfeitamente no ambiente que o jogo tenta alcançar. O jogo tem também o nome de “Deluxe”, pois é uma versão melhorada do projecto inicial, contando com um editor de níveis onde os jogadores podem partilhar as suas criações com todos os outros.

Crayon Physics Deluxe é um joguinho interessante para quem gosta do género puzzle game, sendo bastante simples de compreender, estando acessível a toda a gente. É dessa forma também um jogo mais casual, que certamente resultará muito melhor se jogado em dispositivos com touchscreen. Como já afirmei acima, o jogo está disponível também para plataformas Android e iOS, podendo ser uma boa sugestão para se ir jogando de vez em quando em viagens ou outros momentos mortos.

Project Zero II: Crimson Butterfly (Sony Playstation 2)

Project Zero IIE cá está mais um artigo sobre os Project Zero, uma série survival horror produzida pela Tecmo. Nesta primeira sequela, que é possivelmente o jogo mais aclamado pelos fãs e crítica, eu diria que melhoraram em vários aspectos e regrediram noutros. Mas já lá vamos. Entretanto eu gostaria de me lembrar ao certo como este jogo veio parar à minha colecção, a versão PS2 é a que habitualmente é mais difícil de se encontrar a um bom preço. Visto que saiu recentemente um remake deste jogo para a Nintendo Wii, é possível que a versão PS2 esteja um pouco mais acessível nos dias de hoje. De qualquer das formas, creio que a minha cópia foi adquirida através de um site nacional de classificados ou leilões, e não terá sido muito cara, certamente.

Project Zero II - Sony Playstation 2
Jogo com caixa e manual

O Project Zero original abordava a temática de rituais estranhos e sinistros de forma a prevenir que as portas do Inferno se abrissem, e neste jogo a premissa é idêntica. Desta vez, não vagueamos por uma mansão tradicional japonesa em ruínas, mas sim por uma inteira aldeia fantasma, perdida no meio da floresta. A aldeia estava amaldiçoada devido a um ritual feito no passado não ter corrido da melhor forma. Desta vez os rituais utilizariam gémeos, envolvendo mais uma vez sacrifícios humanos. Para não destoar, as personagens principais são duas pequenas gémeas que se perderam na floresta e se depararam com a aldeia fantasma, tendo ficado aprisionadas na sua maldição. Controlamos a menina Mio, que tenta proteger a sua frágil irmã Mayu e achar uma maneira de se escapar da aldeia. E mais não digo, joguem por vocês mesmo.

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A mecânica da Camera Obscura mudou um pouco, os combates são mais exigentes

Mais uma vez, o foco da jogabilidade consiste em exorcizar os espíritos através de uma máquina fotográfica de nome “Camera Obscura”. Só que introduziram várias coisas novas desde o jogo anterior. Aqui o jogo dá muito mais foco nos combates dos espíritos, é muito mais habitual lutarmos contra vários espíritos em simultâneo, quando isso era algo raro no jogo anterior, bem como as “munições” (que são apenas vários tipos de filme fotográfico) serem mais frequentes. Os espíritos têm também padrões de ataque mais complexos e variados, sendo mais difícil manter o foco com a câmara, bem como existe agora inclusivamente um sistema de combos que acaba por dar mais pontos na forma de spirit points. Estes Spirit Points, em conjunto com as Spirit Orbs que vamos encontrando ao longo do jogo, servem para realizar updates à câmara, desde updates básicos que podemos realizar desde sempre, passando para outros mais específicos que iremos desbloquear ao longo do jogo, ou então receber como recompensa ao terminar o jogo nos seus variados graus de dificuldade. Estes updates específicos à câmara conferem-lhe habilidades especiais que dão imenso jeito para derrotar alguns inimigos, como abrandar ou mesmo os paralisar. Mais uma vez a presença de espíritos é alertada pela mudança de cor do filamento da máquina fotográfica, que muda para a cor castanha quando estamos na presença de um espírito maligno, ou para a cor azul, quando se trata apenas de uma aparição temporária, ou um espírito fixo , preso a um determinado local. Convém fotografar estas aparições temporárias, pois acabam por dar alguns spirit points. O mesmo é válido para os espíritos fixos, embora muitas vezes isso acabe por ser mesmo obrigatório para se avançar no jogo. Tal como muitos outros survival horrors, vamos constantemente andar a vaguear pela aquela aldeia à procura de chaves que abram outras portas e outras pistas ou puzzles para resolver alguns mistérios.

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Olá carinha laroca

O jogo tem imenso conteúdo desbloqueável. Ao terminar o jogo pela primeira vez, e à semelhança do que aconteceu no primeiro jogo, desbloqueamos entre outras coisas, um novo modo de jogo chamado “Battle Mode” . Aqui temos 25 diferentes missões em que temos de por à prova as nossas habilidades para alguns combates mais exigentes. Para além disso, vão sendo desbloqueados novos graus de dificuldade bem novos finais à medida em que se vai terminando o jogo nesses diferentes graus. Outras coisas como diverso artwork e as cutscenes dos diferentes finais também poderão ser vistas. Para além disso existem também diversos trajes alternativos para ambas as irmãs, desta vez em muito maior número. Só nesta versão são 8, com o port da Xbox a receber mais um, e logo um em que deixa as 2 raparigas de 15 anos de bikini… vindo dos rebarbados da Tecmo não se poderia esperar outra coisa.

Graficamente o jogo é superior ao primeiro, com os cenários a apresentarem mais detalhe, bem como as cutscenes terem melhor qualidade. Mas no entanto achei o primeiro mais assustador. Em primeiro lugar, acho-o um jogo literalmente mais escuro e sombrio, estando também repleto de pequenos sustos de aparições frequentes, principalmente na primeira metade do jogo, bem como existirem alguns espíritos que na minha opinião eram mais assustadores. Um gajo com uma máscara de demónio tradicional japonesa e uma espada de samurai pronto para nos cortar aos pedaços manda muito mais pinta! Ainda assim, para quem tenha gostado de filmes como “The Ring” ou cinema de terror asiático no geral, é capaz de ter aqui um prato cheio de coisas boas, pois meninas sinistras de cabelo comprido e vestidos tingidos de sangue é coisa que não falta. Um aspecto que melhoraram bastante neste jogo foi o voice acting, que no caso dos fantasmas é muito mais convincente com os seus susurros, que as vozes pseudo fantasmagóricas do passado. No entanto achei que o jogo deu um passo atrás no que diz respeito ao som ambiente. No jogo anterior, aquilo era um ruído constante, dissonante e doentio capaz de nos fazer saltar pela janela fora. Se calhar por isso mesmo é que desta vez decidiram colocar uma ambiência mais contida, apesar de ser na mesma tensa q.b..

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As CGs estão melhor trabalhadas neste jogo.

Project Zero 2 é provavelmente o jogo mais aclamado da série, talvez por isso que tenha sido alvo de um remake recentemente para a Nintendo Wii. No entanto, como já referi atrás, considero um jogo melhor nalguns aspectos, como uma jogabilidade mais completa e desafiante, mas porém não o achei tão sinistro como o primeiro. Ainda assim é um bom survival horror que recomendo a quem gosta do género. A versão Xbox, para além de um novo grau de dificuldade e novos trajes, inclui a possibilidade de se jogar o jogo inteiramente na primeira pessoa. Já o remake para a Wii parece que para além de regravarem os diálogos, melhorarem os gráficos, incluíram novas áreas para explorar, novos finais, controlos de movimento e um novo modo de jogo que pode ser jogado com 2 jogadores. Poderá ser uma boa alternativa a esta versão de PS2 que tem sido um pouco mais chata de se encontrar.