Call of Duty: Black Ops Cold War (Sony Playstation 5)

Antes de partir para o meu próximo jogo longo, quis jogar alguns mais curtos pelo meio e um dos escolhidos foi precisamente este Call of Duty de 2020. É já o quinto jogo da subsérie Black Ops e como tem sido habitual aqui, foi mais um jogo desenvolvido pela Treyarch (e com o apoio da Raven), apesar deles terem entrado mais tarde no ciclo de desenvolvimento tendo substituído a Sledgehammer. No entanto, e felizmente ao contrário do Black Ops 4, voltaram a incluir um modo campanha no jogo e ainda bem que o fizeram caso contrário teria ignorado este jogo por completo tal como fiz com o BO4. O meu exemplar foi comprado em Outubro na loja Mr. Zombie por 12€.

Jogo com caixa e folheto publicitário ao Call of Duty Warzone, um free to play que inclusivamente pode ser lançado através do menu inicial deste Cold War.

Mas antes de continuar, permitam-me um pequeno desabafo pois vou precisamente começar pelo processo de instalação do jogo. Ao inserir o Blu-ray na drive o jogo começa a ser transferido para o disco, quer ao copiar ficheiros, quer ao descarregar updates. Até aqui tudo bem, mas eventualmente o jogo questiona-me o que é que quero jogar primeiro, para dar prioridade na instalação: Multiplayer, Zombies ou o Dead Ops Arcade. Mas onde é que está a campanha pergunto eu? Ao ver melhor as opções, o multiplayer tinha também uma descrição de base package, pelo que decidi lá começar por instalar esse na esperança que a campanha estivesse lá incluída. Depois de esperar imenso tempo, o sistema lá me tinha avisado que tinha descarregado/copiado o suficiente para iniciar o jogo. Ora e no menu inicial temos 3 opções: campanha, multiplayer e zombies. Onde é que está o tal dead ops? Bom, penso nisso depois e vamos para a campanha. Ops, afinal é preciso instalar. E como se não bastasse, não é um só download, mas sim três. Toca a deixar a Playstation em standby mais uns tempos e ir fazer outra coisa. Entretanto, o jogo também me pedia sempre que o iniciava para fazer login na minha conta Activision, com a desculpa de poder desbloquear algumas recompensas e ter suporte a cross saving caso quisesse continuar o jogo noutra plataforma. Inicialmente nem queria criar conta, mas por um lado estava curioso pelas tais recompensas e também não queria passar por todo o processo de ignorar o login de cada vez que iniciasse o jogo. As recompensas foram packs de texturas de qualidade superior… para os modos multiplayer e zombies.

Ocasionalmente poderemos escolher as respostas que queremos dar em certos momentos e isso poderá ter algumas consequências.

De resto, quando finalmente terminei a campanha o jogo não perdeu tempo em me perguntar se eu não queria desinstalar a mesma para poupar espaço em disco. Estamos a falar de um jogo que ocupa 277GB. A campanha ocupa 56., ou seja, pouco mais de 20% do jogo inteiro. Eu entendo que a grande parte das pessoas que jogam os Call of Duty é pelas suas vertentes multiplayer, mas esses modos de jogo irão constantemente receber updates. Saber que comprei um disco que me obriga a descarregar o modo campanha é só triste. E os packs de texturas de melhor qualidade, para além de serem uma recompensa apenas para quem registar conta na Activision também não é para mim de bom tom. Qualquer dia até começam a cobrar para ter gráficos melhores num jogo (se calhar até já o fizeram, não me dignei a pesquisar). E deixarem a campanha de fora desse “benefício” é mais um prego para os fãs como eu. Mas pronto, tinha mesmo de tirar isto do sistema! Como devem ter calculado não explorei nenhum modo multiplayer, até porque já há alguns anos que deixei de subscrever a Playstation Plus. Acredito que sejam excelentes e divertidos, mas deixei de me focar em conteúdo multiplayer há muito tempo, pelo que o artigo se irá incidir apenas na campanha. Já o Dead Ops Arcade confesso que até tinha curiosidade em jogar alguns níveis mas não o encontrei. Talvez estivesse perdido nos menus do modo zombies mas como estava um pouco chateado com estas atitudes da Activision nem me esforcei muito em procurar.

Depois da primeira missão, é tempo de criarmos a personagem que vamos controlar e os traços psicológicos escolhidos vão dar perks diferentes

Bom, indo para a campanha propriamente dita a mesma decorre primariamente no início da década dos anos 80, com a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética ainda bem forte. Bom, algumas missões são jogadas como uma espécie de flashback para o passado, mas o grosso está mesmo no início da década de 80, o que por si só já é excelente dado que é uma década pela qual eu nutro um certo carinho (mesmo só tendo nascido em 1986). Bom, na maior parte do tempo nós encarnamos numa personagem anónima, onde começarmos precisamente por nomeá-la, declarar a nossa origem “continental”, a nossa origem no mundo de agências de espionagem (CIA, MI6 ou ex-KGB) e os nossos traços psicológicos. Ora as primeiras escolhas creio que não influenciam em nada de especial, mas os traços psicológicos (dos quais devemos escolher dois) dão-nos diferentes perks, como a capacidade de suster mais dano, correr mais rápido, disparar armas de fogo com menos coice, entre muitas outras escolhas. A história em si segue uma vez mais aquela unidade de elite de operações clandestinas da CIA que desta vez persegue Perseus, um elusivo e altamente perigoso espião Soviético que aparentemente preparava um plano em larga escala.

Nos segmentos de pura espionagem vamos ter também portas para abrir de forma menos convencional

Ao longo do jogo iremos visitar vários locais como as cidades de Amesterdão ou Berlim (oriental) repleta de stasis, missões em plena guerra no Vietname, um aeroporto na Turquia entre vários outros locais, incluindo localizações Soviéticas como instalações militares na Ucrânia, nas montanhas dos Urais ou mesmo o coração do regime comunista na sede do KGB em Moscovo. A introdução de personagens como Ronald Reagan ou Gorbachev é outro brinde! As missões são practicamente todas de operações clandestinas como é habitual nos Black Ops, tipicamente de espionagem, infiltração e sabotagem, mas com um maior foco em todas as teorias de conspiração e espionagem que muito bem caracterizaram aquela década. Ao longo dos níveis vamos poder encontrar várias provas que podem ser lidas nos briefings de cada missão e temos inclusivamente duas missões secundárias, onde, para o melhor resultado, devemos resolver toda uma série de puzzles com base nas provas recolhidas anteriormente. Desde desencriptar mensagens secretas, ou analisar documentos para identificar suspeitos de espionagem. De resto, para além de tudo isto, a campanha continua cativante como sempre, estando repleta de momentos épicos. A missão em plena sede do KGB, para além de ser bastante não-linear, coloca-nos mesmo numa situação de tensão constante para não sermos descobertos, algo que a série já tinha feito igualmente bem também no Call of Duty WWII. A jogabilidade no geral continua idêntica o que não é necessariamente mau. Podemos carregar duas armas, dois tipos de granadas, equipamento diverso (binóculos ou câmaras, por exemplo), vida regenerativa e progresso salvo em checkpoints regulares.

A campanha em si está muito bem conseguida na minha opinião. E sim, uma missão de espionagem em plena sede do KGB foi muito boa, até pela sua não linearidade

Visualmente é um jogo excelente. Foi um prazer presenciar este revivalismo da década de 80, e todo o seu low tech com as disquetes floppies, terminais primitivos com CRTs monocromáticos, cassetes de fita magnética entre muitos outros detalhes, como as máquinas arcade com jogos da Activision dessa época. Aliás, vamos poder inclusivamente desbloquear esses clássicos (River Raid, Boxing, Pitfall e vários outros) para jogar livremente o que foi um bonito gesto por parte da Activision! De resto, gráficos muito bons e bem detalhados. O voice acting continua excelente e a banda sonora vai também buscar muitas influências dos anos 80, com músicas rock cheias de melodias em sintetizadores a misturarem-se nas músicas mais ambientais ou épicas pelas quais a série é bem conhecida.

Pitfall, e vários outros clássicos da Activision para a Atari 2600 estão escondidos na campanha sob a forma de várias máquinas arcade que podem ser interagidas (e jogadas!)

Em suma, tirando todo o processo desnecessariamente complicado para quem quiser apenas jogar a campanha, a insistência da Activision em forçar-nos para fazer login ou criar conta deles, gostei bastante da campanha deste Cold War. É um óptimo jogo de acção e para quem se interessa pela guerra fria ou simplesmente por histórias de espionagem e teorias de conspiração, este jogo é um excelente exemplo e mais uma entrada bastante sólida na série Call of Duty. Segue-se o Vanguard, que regressa à Segunda Guerra Mundial uma vez mais, mas ainda tenho de o arranjar um dia que me apareça a um preço simpático.

Ghostwire Tokyo (Sony Playstation 5)

Depois do Astro’s Playroom, pequeno jogo que vem incluído em todas as Playstation 5 e que decidi experimentar devido ao sucesso que Astrobot está a ter, foi tempo de estrear a mais recente consola da Sony com um jogo “a sério”. E dos jogos que já tenho na colecção para este sistema, poucos são os que não têm quaisquer ligações com outros títulos anteriores, pelo que decidi então optar pelo Ghostwire Tokyo, um jogo da Tango Gameworks, outrora fundada por Shinji Mikami. O meu exemplar foi comprado em Setembro do ano passado numa das promoções da Worten de “leve 3 pague 2”, com o seu preço final a ter ficado próximo dos 20€.

Jogo com caixa e folheto com as instruções básicas

Este Ghostwire Tokyo é então um jogo bastante original, na medida em que é um open world e todo ele é jogado na primeira pessoa. Até aqui nada de completamente original, mas digamos que o jogo tem uma fortíssima ligação à cultura japonesa. Não só porque exploramos toda a zona de Shibuya em Tóquio, mas também porque iremos lidar com imenso folclore sobrenatural próprio da cultura japonesa. Isto porque nós controlamos um jovem rapaz (de nome Akito) que estava a caminho de visitar a sua irmã mais nova no hospital, quando se vê envolvido num acidente e estava prestes a morrer. Entretanto um espírito sobrevoa a zona do acidente e decide possuir Akito. Nessa altura também surge um espesso nevoeiro que envolve toda a cidade, todas as pessoas desaparecem misteriosamente, sendo transformadas em espíritos, para depois serem capturadas por bizarras criaturas. Acontece que quem possui Akito é o espírito de um antigo detective que estava a investigar o vilão por detrás deste acontecimento e lá acabaremos então por explorar Tóquio em busca de respostas.

É ao libertar estes templos que iremos desbloquear mais áreas para explorar

Mas tal como em outros jogos de acção open world, o mundo vai ser aberto à medida em que vamos progredindo. O nevoeiro é-nos nocivo, pelo que teremos de libertar pequenos templos shinto que estão espalhados ao longo de toda a cidade. Sempre que o fizermos, parte do nevoeiro é dissipado, permitindo-nos assim explorar um pouco mais. E tal como muitos jogos open world o fazem, o que não faltam aqui são coleccionáveis para apanhar (a sério, há mesmo muitos), assim como várias outras missões opcionais que poderemos ir desbloqueando. A exploração e combate é todo na primeira pessoa, mas ao contrário de outros videojogos recentes aqui não há grandes armas. O que iremos utilizar quase sempre são as nossas mãos, pois ganhamos o poder de disparar raios de energia. À medida que vamos avançando no jogo iremos desbloquear “armas” de outros elementos, tendo começado com o vento, para desbloquear em seguida a água e fogo. A única arma a sério que iremos eventualmente desbloquear é um arco e flecha e iremos também obter vários talismãs que poderemos utilizar em combate, seja para temporariamente paralizar os inimigos, seja para nos ajudar a fugir de algum combate, entre muitos outros efeitos diferentes.

O design dos inimigos é bastante original!

Os combates e missões recompensam-nos com experiência que por sua vez nos vai fazendo subir de nível como num RPG. Sempre que isso acontece ganhamos também skill points que poderemos posteriormente utilizar em várias skills distintas, tanto de combate, como exploração. Coleccionar certos objectos ou capturar yokai (criaturas místicas do folclore nipónico) podem-nos também trazer skill points adicionais ou pedras magatama, que por sua vez nos podem desbloquear certas skills da árvore. Ou seja, algum do conteúdo opcional e coleccionável é mesmo necessário para que consigamos eventualmente evoluir a nossa personagem ao máximo. Os coleccionáveis mais abundantes são espíritos de pessoas que podem também ser capturados e libertados em cabines telefónicas (não me perguntem como é que isso funcionaria no mundo real) e são também uma óptima maneira de obter experiência e dinheiro sempre que o fizermos. Ora eu não completei o jogo a 100% embora tenha apanhado todos os coleccionáveis “importantes” e mesmo assim gastei mais de 40 horas neste jogo, o que não estava mesmo à espera.

Adoro o facto das luzes da rua mudarem de cor consoante o grau de “alerta” dos inimigos

Mas a verdade é que o jogo foi sempre bastante agradável de se jogar porque tanto a exploração e combate estão bem feitos. Por exemplo, desde cedo que ganhamos a habilidade de planar pelo ar, o que nos irá permitir explorar os telhados da cidade de forma rápida. Já no combate, temos várias maneiras de abordar os mesmos, seja com furtividade, seja com agressividade e mesmo assim o tipo de “armas” e habilidades que temos à nossa disposição é consideravelmente vasto. Confesso que, como tenho apanhado todos os coleccionáveis nos Assassin’s Creed que tenho jogado até à data, também me senti tentado em apanhar os restantes que me faltaram no final da aventura, mas acabei por não o fazer porque o meu backlog é gigante. De resto, com o lançamento deste jogo na Xbox um ano após o lançamento original, a Tango Gameworks decidiu incluir algum conteúdo adicional na forma de um DLC chamado “The Spiders Thread“. Felizmente na PS5 isso é também conteúdo gratuito e mesmo sem querer, acabei por o experimentar em parte. Isto porque o DLC é dividido entre duas categorias: novos inimigos, missões, áreas a explorar e habilidades para desbloquear no mapa de jogo normal (e claro, mais coleccionáveis ainda) e um modo de jogo completamente distinto. Desse conteúdo novo para o mapa normal destaco mesmo as missões opcionais, que são consideravelmente diferentes das restantes. O novo modo de jogo confesso que não o cheguei a experimentar porque sinceramente não me interessou muito. Pelo que li, é um modo roguelike, onde temos uma dungeon repleta de níveis aleatórios, inimigos e itens aleatórios e missões para cumprir.

A imensidão de coisas que temos para fazer se o desejarmos. Felizmente dá para customizar muitos dos ícones que queremos que apareçam, assim como limpar o mapa de objectivos já cumpridos.

A nível audiovisual devo dizer que gostei do jogo, embora sinceramente não tenha visto ali nenhum motivo pelo qual justificasse que este fosse um exclusivo da geração actual de consolas. Acho que a PS4 o conseguiria correr sem problema, mesmo que se tivesse de sacrificar algumas pequenas coisas. Dito isto, e como tenho um certo fascínio pela cultura japonesa, foi fantástico poder percorrer as ruas de Shibuya! No entanto, para os que quiserem explorar tudo ao detalhe, vai ser um pouco complicado conseguir discernir entre as ruas que já visitamos e as que não, dadas todas as suas semelhanças. O design dos inimigos está muito bom e de resto só tenho mesmo a queixar-me de o jogo ser demasiado escuro, mas isso também pode ser problema das definições de HDR da minha TV. Confesso que a música me passou completamente despercebida ao longo do jogo, visto que a banda sonora é muito ambiental, o que até resulta bem tendo em conta o contexto. Já o voice acting é excelente e apesar de termos a opção de vozes em inglês, obviamente que preferi ouvir o elenco original. Até porque é um jogo que se passa no Japão, pelo que não faria sentido nenhum se fosse de outra forma! De relevante também dizer que este jogo utiliza bem a coluna do dualsense. A voz de KK tanto sai do comando como da TV e sempre que nos aproximamos de algum inimigo começa a soar o ruído de estática, o que resulta bastante bem para uma maior tensão!

É com estes passarinhos de papel que podemos absorver os espíritos para os depois libertar em cabines telefónicas. São apenas 240000 (não me enganei no número de zeros) ao todo!

Portanto, e apesar de ter gasto bem mais horas neste jogo do que o que estava inicialmente a prever (minha culpa por não me ter apercebido antes que este é um open world), acabei por me divertir bastante com este jogo, mesmo que por vezes possa ter sido um pouco repetitivo dada a imensidão de território a explorar. Ainda assim a sua história e mecânicas de jogo aliadas ao folclore nipónico ficaram muito bem conseguidas, pelo que dou as minhas mais de 40h neste Ghostwire Tokyo muito bem empregues. Por fim devo também salientar que se encontra disponível, para download gratuíto, uma pequeníssima visual novel que serve de prequela ao jogo, intitulada de Ghostwire: Tokyo – Prelude. É mesmo uma VN muito pequena e apesar de ser interessante mostrar um pouco do contexto do KK e seu grupo de amigos, poderiam ter ido um pouco mais longe e expandir mais a história. Mas é gratuito, não nos podemos queixar.

Astro’s Playroom (Sony Playstation 5)

Recentemente comprei uma Playstation 5 e antes de começar a jogar algo que já tinha em backlog para esse sistema, resolvi espreitar o Astro’s Playroom, muito devido ao sucesso que a personagem está a ter dentro da comunidade com o seu mais recente jogo, lançado há algumas semanas atrás. E ainda bem que o fiz, pois apesar deste ser um jogo curto, é uma excelente demo técnica que demonstra todas as capacidades do comando Dual Sense e é também um óptimo jogo de plataformas em 3D.

O Astro não é uma personagem nova, pois o mesmo já havia sido introduzido no Astro Bot Rescue Mission, um jogo exclusivo para o PS4 VR, portanto acabou por me passar completamente despercebido. Por outro lado, todos estes tipos de robots já haviam antes sido introduzidos no The Playroom, um outro pequeno jogo gratuito e incluído em todas as Playstation 4 e que uma vez mais me acabou também por passar completamente ao lado.

Como rapidamente poderemos observar, o jogo está repleto de referências a personagens de videojogos da Sony, ou de outrora exclusivos da plataforma, como é o caso do Solid Snake

Este Astro’s Playroom é então um jogo de plataformas em 3D, onde teremos de visitar 4 mundos distintos, cada um representativo de um elemento de hardware presente em qualquer computador/consola, como o CPU, GPU, RAM e armazenamento. Cada um desses mundos está dividido em 4 níveis, onde poderemos também encontrar uma série de coleccionáveis, sejam peças de puzzle, ou artefactos especiais, que são nada mais nada menos que consolas da Sony ou alguns dos seus periféricos oficiais, como os comandos, cartões de memória, entre outros. Os níveis vão então sendo divididos entre puros níveis de plataforma em 3D, ou níveis onde iremos conduzir diversos tipos de robots diferentes, cada qual com diferentes mecânicas.

Como em bons jogos de plataformas em 3D, existem vários caminhos secretos para descobrir que geralmente nos recompensam com algum coleccionável

Um desses robots enrola-nos numa bola e conduzimos o Astro ao usar o touchpad do comando, outro é um macaco que é usado para escalar paredes e devemos utilizar os sensores de movimento do comando em conjunto com os triggers para fazer com que Astro se vá agarrando às diferentes superfícies. Outra é um sapo que também usa o sensor de movimento para mudar a direcção dos saltos e por fim temos um outro robot que é um foguetão. Os triggers controlam a propulsão, enquanto que o sensor de movimento orienta o foguetão. Ocasionalmente teremos também alguns bosses para derrotar e uma vez completos todos os níveis, é-nos revelado um nível extra onde iremos enfrentar um boss final.

Ocasionalmente teremos alguns bosses para enfrentar e neste nível em particular dão-nos um arco e flecha, o que acrescenta sempre algumas novas mecânicas de jogo

Para além de tudo isto, vamos tendo também a possibilidade de jogar certos desafios de speedrun, bem como visitar um museu (Sony Labo) onde todas as consolas da Sony e respectivos artefactos que desbloqueamos vão sendo apresentadas. As peças dos puzzles vão preenchendo grandes murais que estão nas paredes e como se não fosse suficiente, nesse museu temos ainda um minijogo do estilo gatcha, onde poderemos gastar as moedas que vamos coleccionando ao longo do jogo para comprar cápsulas coloridas que nos podem oferecer as restantes peças do puzzle, outros artefactos ou figuras coleccionáveis.

Quatro robots a jogarem as suas PSVita… o jogo está repleto de pequenos detalhes como este!

Visualmente o jogo está muito bom, com mundos bastante diversificados entre si, super coloridos e muito bem detalhados. E é precisamente em toda a atenção ao detalhe que me deixou fascinado, pois ao longo de todo o jogo iremos ver muitos outros robots amigáveis espalhados pelos níveis, muitas vezes representando personagens de outros videojogos, tanto da Sony (como Horizon, God of War, etc) como de muitas outras empresas que lançaram clássicos nos sistemas da Sony, como é o caso do Final Fantasy VII, Silent Hill ou Tekken. Os mundos estão também repletos de outros detalhes da Sony, sejam flores com as formas dos botões faciais dos comandos da Playstation (X, O, quadrado e triângulo), bem como ocasionalmente teremos plataformas na forma de cartões de memória, comandos Sony ou até CDs. A banda sonora também vai sendo bastante diversificada e com músicas bastante orelhudas e que ficam no ouvido.

Ocasionalmente o jogo obriga-nos a controlar diferentes mechas, cada qual com diferentes mecânicas de jogo e que requerem ou o touchpad, ou o sensor de movimento

Em suma, todo este jogo é uma homenagem à marca Playstation, desde a primeira Playstation lançada originalmente em 1994 até à Playstation 5. Tudo isto acompanhado com um jogo de plataformas em 3D super interessante e repleto de coleccionáveis para ir apanhando. No entanto, apesar de ser uma sólida demo técnica que demonstra as capacidades do Dual Sense, continuo a não ser um grande fã das mecânicas que requerem o sensor de movimento ou o touchpad.