The Lord of the Rings: Return of the King (Sony Playstation 2)

A adaptação do filme “The Lord of the Rings: The Two Towers” por parte da Electronic Arts surpreendeu-me bastante pela positiva. Seguramente que muitos dos que viram os filmes no cinema ficaram impressionados pelas épicas batalhas entre orcs, humanos, elfos, anões, hobbits e outras criaturas. A Electronic Arts decidiu então ir pelo óbvio e fazer um hack and slash repleto de acção, com alguns elementos de RPG pelo meio. E o resultado foi a meu ver excelente, onde a única coisa que realmente falhou foi a falta de um multiplayer cooperativo. Eis que se passa um ano, o filme do Return of the King prepara-se para estrear nos cinemas e a EA decide manter a mesma fórmula do jogo anterior. E desta vez incluiram o multiplayer! O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide, algures em 2015, por cerca de 3€.

Jogo com caixa e manual. Porque tenho o manual em português e tudo o resto inglês é um mistério.

A história continua os eventos do jogo anterior, que ficou a meio da épica batalha de defesa da fortaleza de Helm’s Deep. Depois dessa missão inicial (que é inteiramente jogada pelo Gandalf, personagem deixada de parte no jogo anterior), seguem-se os eventos do Return of the King, com o jogo a dividir-se em 3 caminhos distintos. Temos o The Path of the Wizard, onde Gandalf começa por tentar convencer os Ents a lutarem contra as forças de Sauron e Saruman, temos o Path of the King, que nos levam à equipa de Aragorn, Legolas e Gimli, que começam por tentar recrutar o exército dos mortos para a batalha final. Por fim temos o Path of the Hobbits, onde jogamos com Sam e tentamos salvar o Frodo de várias coisas, como quando ele caiu na armadilha do Smeagol, ou foi aprisionado pelos Orcs. O Frodo é jogável apenas no último nível, onde temos de defrontar Smeagol, antes de nos vermos livres do amaldiçoado anel de Sauron.

O sistema de combos é muito semelhante ao anterior. Quanto maior for a combo, mais pontos de experiência ganhamos. Se entrarmos no perfect mode então ainda melhor, poisos nossos golpes ficam temporariamente mais fortes

A jogabilidade é muito similar ao jogo anterior, com o jogo a focar-se bastante nas combos e em ganhar pontos de experiência, que podem depois ser trocados por novos golpes especiais, alguns que se revelam bastante úteis no futuro. Uma das novidades está na introdução dos “Fellowship Upgrades”, pois da mesma forma que podemos desbloquear um upgrade para uma certa personagem, por um custo adicional poderemos desbloquear esse mesmo upgrade para as outras personagens também. A única restrição é que as outras personagens apenas poderão usufruir desses upgrades quando atingirem o nível respectivo. Por exemplo, se eu “comprar” o Fellowship upgrade de uma habilidade do Aragorn de nível 5, os outros apenas a poderão usar quando também atingirem o nível 5. Depois temos também o tal falado modo cooperativo. Infelizmente nem todas as missões podem ser jogadas cooperativamente, mas já não é nada mau terem finalmente introduzido este modo de jogo.

Algumas das missões fizeram-me ficar ainda com menos cabelo. Esta foi das que menos gostei por ser quase igual a uma do jogo anterior. Não há mais ninguém na Terra Média que saiba mandar escadas ao chão?

Claro que temos também muitos extras, mais uma vez com pequenas entrevistas aos actores e pequenos clipes com artwork retirada dos filmes. A nível de conteúdo bónus temos não uma mas quatro personagens secretas para desbloquear, como o Faramir (irmão de Boromir) e os hobbits Merry e Pippin. Níveis extra também temos dois, os Palantir of Saruman e Sauron. São uma vez mais uma espécie de survival mode, onde teremos de sobreviver a várias waves de inimigos, com a dificuldade a aumentar a cada round.

Graficamente é um jogo impressionante para a PS2. Os personagens estão muito bem detalhados, assemelhando-se bastante às personagens do filme. Os cenários estão também muito bem detalhados e espelham muito bem a “epicidade” retratada nos filmes. A nível de som também não há nada a apontar de mal, pois o jogo conta com o voice acting dos actores, e as músicas são uma vez mais retiradas dos filmes, logo já se sabe com o que contar. A nível técnico a única coisa que ficou aquém foi mesmo a câmara, que não sendo controlável, por vezes nos deixava em situações indesejáveis.

A inclusão de um modo cooperatio foi algo muito benvindo na série. Pena que nem todas as missões sejam jogáveis dessa forma.

Portanto, apesar de ter achado este Return of the King um pouco irritante numa ou noutra missão (a defesa do muro de Minas Tirith ou o que se antecede ao combate contra o Witch King), a inclusão de um modo cooperativo foi muito benvindo  e a nível técnico, como de extras desbloqueáveis, continua um jogo muito interessante e bem recomendável para quem for fã do género.

Sonic Gems Collection (Sony Playstation 2)

A rapidinha de hoje incide em mais uma colectânea para a Playstation 2. Depois do Sonic Mega Collection Plus, que trouxe practicamente todos os Sonics da era 16bit mais alguns da Master System / Game Gear, a Sega acabou depois por lançar uma outra compilação com o que ficou de fora na colectânea anterior. O resultado foi esta Sonic Gems collection cujo maior destaque vai sem dúvida para a inclusão do Sonic CD e de uma conversão do obscuro Sonic the Fighters, um jogo de porrada com o Sonic e amigos, feito com o motor gráfico do Virtua Fighter. O meu exemplar foi comprado numa das cash converters de Lisboa, algures no ano passado. Creio que me custou 2.5€.

Compilação com caixa e manual

Este artigo vai-se focar na compilação em si, não me vou detalhar muito nos jogos que dela fazem parte. Isto porque a sua maioria são jogos que ambiciono ter (especialmente o Sonic CD) e nessa altura terei todo o gosto em escrever um artigo mais detalhado. Para além dois dois jogos acima referidos, a compilação contém também o Sonic R. Da Game Gear, conta com o que não saiu na compilação anterior, nomeadamente o Sonic 2, o Triple Trouble (outro dos que faço mesmo questão em comprar um dia destes), Sonic Drift 2, a versão 8bit do Sonic Spinball e os 2 jogos do Tails: Adventures e Sky Patrol. Juntamente com os jogos podemos ver digitalizações dos seus manuais. Da época dos anos 90 só ficou mesmo a faltar o SegaSonic Arcade, que acabou por não ser incluído devido à dificuldade de emulação dos seus controlos por trackball, ou o Knuckles Chaotix da 32X. Para compensar, e tal como na compilação anterior, a Sega decidiu incluir alguns jogos extra de Mega Drive, desta vez a dupla dos Vectorman. Mas o Japão levou a melhor, pois a versão japonesa desta compilação traz tudo isto e ainda mais o Bonanza Bros e a trilogia Bare Knuckle / Streets of Rage!

Sonic the Fighters é uma das piores ideias que a Sonic Team teve. Percebe-se o porquê do jogo nunca ter saído das arcades antes…

À medida em que vamos explorando os diversos jogos da compilação e amealhando várias horas de jogo, começamos também a desbloquear alguns extras, nomeadamente artwork, pequenos trailers ou até demos de alguns dos Sonics da Mega Drive presentes na compilação anterior. Devo dizer que fiquei um pouco desapontado com os extras, pois noto que a Sega deve ter ficado sem ideias. Isto porque temos bónus relativos a jogos como o Sonic Adventure e arte retirada dos Sonic Advance, que nunca saíram para a PS2, para além de publicidades ao Sonic Heroes. Mas aí já é o business a falar… Temos também alguma artwork do Knuckles Chaotix, o que me leva a pensar que se calhar até foi considerado para a compilação, bem como fotos de algumas máquinas da Sega bem obscuras, como jogos arcade infantis. Isso gostei de ver!

Bem, jogar o mesmo jogo 150 vezes é obra!

Portanto, apesar de achar que a Sonic Mega Collection Plus é uma compilação bem mais forte, esta acaba por a complementar muito bem. Por um lado por possuir grandes pérolas como o Sonic CD e o resto do catálogo Sonic 8bit, que até é bem grandinho. Por outro por também trazer alguns títulos mais obscuros como o Sonic the Fighters, que apesar de ser um jogo de luta fraquinho, sempre tive curiosidade em jogá-lo. Mas fica mesmo a pena de não incluir pelo menos o Knuckles Chaotix.

The Lord of the Rings: The Two Towers (Sony Playstation 2)

Ao contrário do Fellowship of the Ring, cujo videojogo saído em 2002 foi inspirado nos livros e não nos filmes, logo de saída foram saindo videojogos referentes às 2 obras seguintes da saga, The Two Towers e no ano seguinte o Return of the King. A diferença é que estes dois jogos já foram desenvolvidos pela Electronic Arts e são baseados nos filmes, não directamente dos livros. São também jogos muito mais divertidos ao misturarem conceitos de RPG com os de um beat ‘em up / hack ‘n slash fantasioso. O meu exemplar já foi comprado há uns bons tempos numa das cash converters da área de Lisboa. Não me deve ter ficado mais caro que 3€.

Jogo em caixa com manual.

Já que a Electronic Arts não fez nenhum jogo alusivo ao filme do Fellowship of the Ring, decidiram então incluir várias partes do primeiro filme, já neste videojogo. A aventura começa com um nível de tutorial, onde jogamos com Isildur, na mítica batalha contra Sauron, que perde o seu precioso anel e com isso a sua forma humana. Somos depois levados para o Weathertop, onde com Aragorn temos de protejer o pequeno Frodo de ataques dos Nazgul, com os níveis seguintes a levarem-nos para as minas de Moria. Eventualmente a narrativa vai-nos levando também para os acontecimentos vistos em Two Towers, culminando na épica batalha da defesa de Helm’s Deep.

No final de cada nível a nossa performance é recompensada com pontos de experiência que podem depois ser trocados por novas técnicas e habilidades

A jogabilidade é então a de um hack and slash, onde podemos jogar com Aragorn, o elfo Legolas ou o anão Gimli. Cada um possui diferentes características, com Legolas a ser o mais ágil, porém o menos forte, ao contrário do Gimli que com o seu machado consegue desferir ataques poderosos, mas lentos. Já Aragorn é o típico personagem mais balanceado. Cada personagem possui também ataques de longo alcance, o que no caso de Aragorn e Legolas são o arco e flecha, embora estas tenham munição limitada, sendo necessário apanhar power ups com mais flechas. De resto, é um jogo que se foca muito nos combos. Quanto maior o combo, maior o rating do mesmo, que pode ir desde fair a perfect. A nossa performance no final de cada nível é traduzida em pontos de experiência que podem ser trocados por novos golpes, combos e habilidades para cada uma das três personagens disponíveis. Ou quatro, pois um dos segredos do jogo é a possibilidade de desbloquear Isildur. A jogabilidade é simples e funcional, com o jogo oferecer ataques rápidos mas que dão pouco dano e podem ser facilmente bloqueados, como ataques mais poderosos e capazes de partir escudos, mas que são mais lentos na sua execução, deixando-nos temporariamente vulneráveis. Temos os ataques de longo alcance, a possibilidade de executar inimigos quando os mesmos estiverem no chão e por aí fora.

Eventualmente lá teremos de defrontar alguns bosses. O Troll em Moria é um dos primeiros

O maior defeito deste jogo na minha opinião está em ser apenas single player. Há muitos níveis que jogamos com a companhia de um ou outro NPC, incluind o Gandalf, mas o que não se compreende é como não há qualquer multiplayer cooperativo. Talvez tenha sido algo pensado mas que não houve tempo de finalizar devido a deadlines? Independentemnte da razão é uma baixa de peso que acabou felizmente por ser colmatada na sequela The Return of the King. Para compensar temos muitos extras para desbloquear, como a personagem secreta de Isildur e uma missão secreta na torre de Saruman, ou entrevistas aos actores principais, making ofs e artwork dos filmes.

Graficamente é um jogo competente, tendo em conta que saiu pouco depois do Fellowship of the Ring da Vivendi Universal e a nível gráfico este está muito superior. Os cenários estão bem detalhados, desde as minas de Moria, florestas e cavernas, culminando nas épicas batalhas de Helm’s Deep, que são tão intensas quanto nos filmes. As personagens também estão bem detalhadas e no que diz respeito ao voice acting não preciso de dizer nada, até porque foi todo feito pelos actores originais. As músicas são também tão épicas quanto nos filmes, o que é bom!

As cutscenes vão-se intercalando com segmentos directamente retirados dos filmes, outros reproduzidos pelo motor gráfico do jogo.

No fim de contas este Two Towers foi uma muito agradável surpresa quando saiu. Apesar de ser um jogo um pouco curto e imperdoavelmente não tem qualquer vertente multiplayer cooperativa, não deixa de ser um bom hack and slash para quem gosta do género e para quem gostou dos livros ou filmes do Tolkien. A fórmula foi contudo mais aprimorada no The Return of the King, que inclusivamente já o comecei a jogar e não deverá estar para muito longe um eventual artigo.

The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (Sony Playstation 2)

O tremendo sucesso que os filmes d’O Senhor dos Anéis fizeram no início do milénio não deixaram ninguém indiferente e naturalmente, adaptações para videojogos viriam a caminho. Mas ao contrário d’As Duas Torres ou o Regresso do Rei, cujas adaptações ficaram na mão da Electronic Arts, este Fellowship of the Ring acabou por sair por intermédio da Vivendi Universal, que detinha os direitos de adaptações dos livros de Tolkien, enquanto a Electronic Arts detinha os direitos das adaptações dos filmes. E este acabou por ser um jogo muito diferente daqueles que a Electronic Arts produziu, sendo um jogo de acção/aventura ao contrário dos hack and slash mais puros que a EA produziu. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide algures em 2014, tendo-me custado 3€.

Jogo com caixa e manual.

A história por detrás deste jogo deveria dispensar apresentações, centrando-se na história de Frodo Baggins, o hobbit que recebeu o fardo pesado de carregar o “One ring”, um poderosíssimo artefacto mágico que outrora pertenceu a Sauron, o lorde das trevas, capaz de corromper até o mais puro dos corações. Instruído pelo feiticeiro Gandalf, Frodo tem de levar o anel desde a sua pacata terra do Shire até às hostis terras de Mordor, e atirá-lo para o vulcão do monte Doom, o mesmo local onde foi forjado. Iremos então começar a aventura sozinhos como Frodo (e depois com a companhia de Samuel Gamgee e os primos Merry e Pippin) ao longo do Shire, atravessando também uma floresta encantada até alcançar a cidade de Bree, onde nos encontramos com Aragorn. Continuamos a aventura até que eventualmente chegamos a Rivendell, uma imponente cidade dos Elfos, onde é formada a Irmandade do Anel, composta pelos humanos Aragorn e Boromir, o feiticeiro Gandalf, o anão Gimli, o elfo Legolas e os quatro hobbits já referidos. O resto da aventura vai-nos levar às minas abandonadas de Moria, à cidade de Lothlorien e à região do rio Anduin, onde acabamos por defrontar um Nazgul alado.

A parte para mim mais irritante de todo o jogo está logo no início, quando temos de nos esquivar dos Nazgul que nos procuram em Hobbibgton.

Ao longo dos vários capítulos vamos podendo jogar com diferentes personagens. Frodo, como seria de esperar, é o mais frágil, obrigando-nos por vezes a jogar de uma forma bastante furtiva para não sermos detectados. Podemos no entanto inicialmente atacar com um pau (depois lá ganhamos uma espada), ou atirar pedras, se bem que estas não servem para atacar, mas sim para distrair os inimigos. Aragorn é outra das personagens com a qual podemos jogar, sendo mais poderoso nos seus ataques. Podemos também usar um arco e flecha, o que até pode ser bastante útil para tentar eliminar alguns inimigos à distância. Por fim podemos também jogar com Gandalf, que para além de também poder atacar com uma espada, temos as suas habilidades mágicas. Gandalf, para além da barra de vida possui também uma barra de magia, onde poderemos seleccionar diferentes feitiços e usá-los no combate, como bolas de fogo, raios eléctricos que paralizam temporariamente os adversários ou curar-nos quando precisamos. Podemos também encontrar alguns itens de regeneração de vida ou de magia, que poderão ser usados pelas personagens respectivas. Devo ainda dizer que me parece que Frodo pode usar temporariamente o anel, mas consegui chegar ao final do jogo sem nunca ter usado essa habilidade.

Quando temos de falar com alguns NPCs, por vezes a câmara assume ângulos muito estranhos

Tecnicamente é um jogo que deixa um pouco a desejar. Os controlos não são os melhores, principalmente no controlo de câmara e nos saltos. Estes últimos felizmente não são assim tão incomodativos, pois é raro termos de saltar em plataformas. Mas o controlo de câmara é mais chato. Graficamente também é um jogo que deixa a desejar. Os cenários ou caracterização das personagens não estão muito avançados, o que eu consigo facilmente perdoar pois é um jogo de 2002. No entanto, o que já não gostei tanto foram as zonas mal iluminadas. Os efeitos de iluminação foram para mim o ponto mais baixo da “ficha técnica” deste jogo. Em relação às músicas que são épicas e/ou folclóricas ou fantasiosas de acordo com as situações, não tenho nada de mau a apontar. O voice acting também me parece bastante competente e seria capaz de jurar que o actor que faz a voz do Gandalf é o mesmo dos filmes.

Infelizmente não há muita variedade nos inimigos que enfrentamos.

Portanto, para mim este Fellowship of the Rings foi um jogo algo mediano e se não fosse pelo facto de ser uma adaptação das obras de Tolkien, muito provavelmente me teria passado ao lado. Possui alguns problemas na câmara e a jogabilidade não é muito variada. Jogar com o Legolas ou o Gimli poderia ter trazido algo mais para o jogo, não fosse também o Aragorn uma personagem bastante versátil. No fim de contas, é um jogo que recomendo apenas se forem fãs de Tolkien como eu.

Capcom Classics Collection (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas e pela Playstation 2, o artigo que cá trago hoje incide sobre mais uma bela compilação, desta vez para o primeiro volume da Capcom Classics Collection, que contém na sua maioria jogos que já figuraramem compilações anteriores como as Capcom Generations ou Street Fighter Collection 2. A compilação possui quase tudo jogos que figuraram originalmente nas arcades, sendo que a única excepção à regra é a da inclusão do Super Ghouls and Ghosts, da Super Nintendo. O meu exemplar veio de um negócio que fiz através do OLX com um particular, algures no final de 2016. Custou-me 5€ e está em excelente estado.

Jogo com caixa, manual e papelada

O catálogo de jogos desta colectânea está repleto de clássicos, alguns deles que eu gostaria bastante de um dia comprar algumas das conversões existentes para NES, Mega Drive ou SNES. Para além das 3 versões dos Street Fighter II que facilmente se podem ver em muitas outras compilações, temos aqui também clássicos como o Commando e a sequela Mercs que já orientei para a Mega Drive, a versão arcade do primeiro Final Fight, alguns dos shmups da saga 194X, aqueles shooters clássicos que decorrem durante a época da Segunda Guerra Mundial, o Legendary Wings que pode ser encontrado na Mega Drive como Gynoug, ou os 3 primeiros Makaimura, mais conhecidos como Ghosts and Goblins, Ghouls ‘n Ghosts (que um dia vou perder a cabeça e mandá-lo vir do eBay) e o Super Ghouls ‘n Ghosts que felizmente já orientei para a Super Nintendo e brevemente poderão ler uma análise mais detalhada por cá. Outro dos jogos que estão nesta compilação e pelo qual eu sempre tive um fascínio é o Forgotten Worlds, um shmup interessante, mas também bastante difícil de se jogar fora das arcades, pelo controlo de 360º que podemos dar à nossa personagem e/ou os disparos.

Para além da compilação ser bastante sólida pelos excelentes clássicos que contém, ainda temos alguns extras interessantes para desbloquear.

Existem também alguns jogos menos conhecidos, pelo menos por mim que nunca tinha ouvido falar dos SonSon, Exed Eyes ou Section Z. Depois, para além da compilação já ser forte por si só, existe também uma série de conteúdo extra que podemos desbloquear ao jogar os jogos e cumprir certos objectivos, como chegar a algum determinado nível, completar os jogos, obter X pontos, etc. Esse conteúdo extra podem ser coisas como artwork, dicas em como progredir nos jogos, músicas ou outras galerias com os perfis das personagens e outros intervenientes de cada jogo. Só fica mesmo a faltar aqueles pequenos vídeos com making ofs ou entrevistas com os criadores, como se pode ver noutras compilações semelhantes. De resto é uma compilação excelente e na Playstation 2 (bem como noutras plataformas) podemos também encontrar o segundo volume, que contém mais uns quantos clássicos como Strider ou o primeiro Street Fighter que sempre fica em segundo plano (e consegue-se entender o porquê). A ver se um dia destes a encontro a preços convidativos!