Doom (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, hoje trago-vos cá um breve artigo sobre a conversão do DOOM para a primeira Playstation. Ah, o Doom, o jogo que oficialmente ou não já foi convertido para a maioria das plataformas possíveis e imaginárias. Um dia que façam uma torradeira com ecrã e teclado, garantidamente alguém vai meter lá o Doom a bombar! Este meu exemplar foi comprado algures durante o mês passado numa das minhas idas às feiras de velharias aqui da zona. Custou-me 2€, embora infelizmente seja a versão Platinum.

Jogo com caixa e manual, versão Platinum

Felizmente a versão para a PS1 até que é uma conversão bem competente dos originais para PC. Dos 28 níveis originais para PC, temos aqui 23 (se bem que são as mesmas versões modificadas como vimos no Doom para a Atari Jaguar), do Ultimate Doom temos 4 níveis e ainda temos 23 níveis do Doom II, para além de uma série de níveis exclusivos para as consolas, formando 59 níveis no total. Nada mau! Para além do single player que já nos irá gastar várias horas de vida, temos também multiplayer para 2 jogadores, na forma de deathmatch, ou o modo campanha em formato cooperativo. Mas não há cá split screens, temos de usar o cabo série que liga duas consolas entre si, duas televisões e dois CDs com o jogo! Não é lá muito práctico, mas sempre tive curiosidade em montar um setup destes.

OH SNAP!

A nível técnico é uma versão competente. Na minha opinião a PS1 está mais que capacitada para correr uma conversão 100% fiel do Doom, mas as texturas estão ligeiramente inferiores, talvez por o jogo ser uma mescla de 2D e 3D. Por outro lado, temos melhores efeitos de luz e banda sonora em formato CD-audio. Sobre a música, esta é muito mais ambiental, o que contribui para uma atmosfera de jogo sempre tensa, e que até se adequa bem ao jogo. No entanto tenho saudades das guitarradas MIDI da versão PC!

O Inferno é sempre um sítio agradável para se passar férias

Portanto esta conversão do DOOM até que está bem competente, embora eu não me desfaça do meu Doom Collector’s Edition por nada deste mundo. Vale pelos níveis extra, pela banda sonora aterradora, pelo strafing nos botões de cabeceira, mas no fim do dia acabo sempre por preferir jogar Doom no PC. Para algo realmente diferente temos o Doom 64, mas um dia ainda chego lá.

Dynasty Warriors (Sony Playstation)

Se vos falar na série Dynasty Warriors vocês vão logo pensar naqueles hack ‘n slash onde temos de defrontar vários exércitos da China antiga à pancada, mas na verdade a série teve as suas origens num jogo diferente. O primeiro Dynasty Warriors, lançado pela Koei para a primeira Playstation era um jogo de luta 3D, com semelhanças a outros jogos como o Soul Blade, na medida em que todos os lutadores possuem armas brancas. O meu exemplar veio da Alemanha, através de um negócio do eBay no final do ano passado, tendo-me custado menos de 10€.

Jogo com manual

A Koei já possuia um grande antecedente de jogos de simulação e/ou estratégia, incluindo a série Romance of the Three Kingdoms que já abordava esta temática da história da China, pelo que surpreenderam bastante quando anunciaram este jogo de luta. O enquadramento do jogo está também centrado nesse periodo da história Chinesa, onde a maioria das personagens correspondem a generais ou soldados relevantes nas batalhas que se travaram nessa época. Existem no entanto algumas personagens desbloqueáveis como o general Nobunaga que pretence à história japonesa.

Os cenários possuem imagens estáticas que não têm uma resolução lá muito grande

Este Dynasty Warriors possui no entanto algumas peculiaridades tendo em conta os restantes jogos de luta em 3D, nomeadamente na sua jogabilidade. Isto porque possuimos dois botões principais de ataque e dois de bloqueio. Os ataques podem ser perfurantes ou cortantes, sendo que os botões de bloqueio servem para bloquear ataques do mesmo género. Se conseguirmos bloquear um ataque da forma certa, podemos ter uma janela de oportunidade para contra-atacar, o que é difícil pois exige um timing muito preciso. De resto temos vários modos de jogo, desde o “arcade” mais tradicional, ou o versus para 2 jogadores. Temos ainda um modo “Practice” que dispensa apresentações, um modo team battle que nos permite formar uma equipa de 3 lutadores e ir lutando contra outros grupos de 3 lutadores (mas não em simultâneo). Outros modos de jogo incluem um Time Trial onde temos de terminar o jogo o mais rápido possível, o Endurance, onde com apenas uma barra de vida teremos de sobreviver ao máximo de combates possível e por fim o modo Tournament, onde podemos participar em torneios de 8 lutadores em combates eliminatórios.

As personagens do jogo são todos generais e/ou guerreiros famosos de um certo período histórico da China

A nível audiovisual sinceramente não acho que este jogo seja lá muito bom. É certo que saiu numa altura em que já tinhamos jogos como Virtua Fighter 2, Tekken 2 ou Soul Blade, mas aqui as personagens não têm o mesmo nível de detalhe, são mais “blocky“, e as animações poderiam ser mais fluídas. Os cenários também não são lá muito detalhados, com uma imagem estática de fundo. Têm é a particularidade de terem variantes para as diferentes fases do dia. Se tiverem a oportunidade de ler o manual, para além de uma breve biografia de cada lutador (inspirados em personagens reais), temos também uma descrição de cada uma das arenas de jogo, dando também detalhes históricos das batalhas reais que por lá decorreram, o que sinceramente já acho bem mais interessante. Temos também pequenas cutscenes de abertura e de fim, mediante a personagem escolhida, que também não são nada de especial, excepto a do zarolho que é provavelmente a cena mais gore que vi num videojogo… fui investigar à net e pelos vistos há mesmo a lenda que ele fez mesmo aquilo! De resto, sobre as músicas, nada de especial a dizer. Há algumas que eu gosto mais que outras, mas esperem ouvir aqui algumas melodias tradicionais orientais, bem como músicas com uma toada mais electrónica ou rock. Nada a apontar aos efeitos sonoros e às vozes, embora seja estranho que, num jogo carregado de história Chinesa, as personagens falem em Japonês.

Uma das personagens desbloqueáveis é uma caricatura de uma famosa personagem da história japonesa

Portanto, este Dynasty Warriors para a PS1 é um jogo de luta algo estranho, que acabou por passar despercebido no meio de jogos muito melhores como os Virtua Fighter, Tekken ou Soul Blade. Mas felizmente a Koei e a Omega Force não desistiram e decidiram mudar a fórmula na sequela. Já veremos em breve como se safaram nesse!

Arcade’s Greatest Hits – The Atari Collection 1 (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, ficamos agora com uma interessante compilação retro lançada para a Playstation, Sega Saturn e Super Nintendo, contendo 6 clássicos de uma era de ouro das arcades. Nomeadamente temos aqui conversões de Asteroids, Battlezone, Centipede, Missile Command, Super Breakout e Tempest, todos eles clássicos que deveriam dispensar apresentações. Mas felizmente esta versão para a Playstation (e a da Saturn também) não são só meras compilações mas possuem também alguns extras interessantes. O meu exemplar foi comprador algures no final do ano passado numa das minhas idas à feira da Vandoma. Custou-me 2€.

Jogo com caixa e manual

Todos os jogos são representações fiéis aos originais, pelo que não esperem por gráficos super detalhados, nada disso. Os visuais primitivos (às vezes até com gráficos vectoriais como é o caso de Battlezone ou Asteroids) e os sons simples estão aqui muito bem representados. Infelizmente é o jogo não suportar o analógico, pelo que teremos de usar sempre o D-Pad para control e movimentação nos diferentes jogos, o que nem sempre resulta bem pois alguns jogos usavam trackballs ou outros sistemas analógicos que não se traduzem bem num control digital como o d-pad.

De conteúdo bónus podemos ver uma entrevista aos criadores de alguns destes clássicos

Para além da compilação em si, a Digital Eclipse teve o cuidado de elevar o nível de nostalgia desta compilação, ao incluir uma interessante cutscene de abertura e um menu de selecção de jogos que nos mostra a arcade cabinet de cada jogo. Para além disso temos um autêntico documentário dividido em seis capítulos que contam a história da Atari nesta época, com entrevistas aos criadores dos jogos desta compilação e não só. Muito interessante que só por si já vale a pena obter esta compilação.

Spider-Man (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, vamos agora para um clássico da Playstation 1 que na altura nunca joguei. Agora que finalmente peguei nele, consigo ver o apelo que tem perante os fãs da série e da Playstation no geral. O meu exemplar foi comprado algures em 2015, num negócio de um pequeno bundle que comprei a um particular no OLX. Se bem me recordo ficou-me a menos de 5€ por jogo.

Jogo com caixa, manual e papelada

A história leva-nos para uma convenção científica, onde o Dr. Otto Octavius se preparava para mostrar a sua mais recente descoberta científica, quando um homem-aranha impostor irrompe pela multidão e rouba a invenção de Octavius. Mas Peter Parker, o verdadeiro homem aranha, estava na multidão e assiste a tudo, assim como Eddie Brock (Venom). Ambos decidem procurar vingança, o Venom pensa que foi o Homem Aranha que está por detrás da tramoia, e o verdadeiro Spider Man procura quem está por detrás destes acontecimentos, de forma a provar a sua inocência.

Os níveis iniciais também vão servindo um pouco de tutoriais e mostram-nos as mecânicas de jogo

Mas o que mais impressionou na altura foi a jogabilidade que é muito boa, tanto em zonas abertas, amplas e exteriores, como interiores, em corredores mais apertados. Quando andamos cá fora, o que mais dá pica é mesmo andar a balancear entre os arranha céus de Nova Iorque. Depois podemos também escalar em qualquer tipo de paredes ou tectos, o que acaba por ser muito útil para passarmos despercebidos em espaços fechados. Isto porque dependendo dos níveis em que estamos, vamos tendo diferentes objectivos, desde resgatar reféns a bandidos, fugir da polícia em perseguições policiais de helicóptero, ou simplesmente ir do ponto A ao ponto B, derrotando todos os inimigos que nos vão aparecendo pelo caminho, como habitual em jogos de acção deste género.

Spider Man pode atacar com socos e pontapés, bem como usar as suas teias, não só para se balancear entre os arranha céus, mas também para atacar os inimigos. Infelizmente as teias não são infinitas, pelo que temos de ir encontrando vários power-ups para restabelecer a nossa vida, as teias e não só. Existem powerups especiais como armaduras que nos dão mais alguma resistência ao dano, teias de fogo que dão um jeitaço para derrotar os Symbiots. Também podemos ir desbloqueando outras vestimentas para o aranhiço, como o seu fato de symbiot, ou o de outras versões da banda desenhada, como o Spiderman 2099.

Um dos powerups que podemos apanhar é uma armadura que nos deixa mais resistentes ao dano sofrido

A nível de audiovisuais é um jogo muito interessante para a altura em que saiu. Produzido pela Neversoft, utiliza o motor gráfico dos Tony Hawk’s Pro Skater, apresentando assim gráficos 3D bastante interessantes e bem detalhados, pelo menos para o que a Playstation é capaz de fazer. Já no que diz respeito às músicas, as mesmas são na sua maioria músicas mais rock e/ou Nu Metal, o que na altura era do que mais se ouvia e sinceramente até assentam bem ao jogo. Os efeitos sonoros e voice acting estão também bastante bem conseguidos, pois vamos estar constantemente a ouvir o Peter Parker a mandar piadas e comentários sobre o que se está a passar, e temos até o próprio Stan Lee, criador do super herói, a narrar certos momentos no jogo.

Também podemos apontar as teias para onde quisermos, ao controlar a câmara livremente

Portanto, este Spider-man, para além de ser um jogo de acção muito sólido, acaba também por ser um interessante título para os fãs de super-heróis, por toda a componente de narrativa.

Kileak: The Blood (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá vos trago agora é nada mais nada menos que um dos jogos de primeira geração da Playstation, um first person shooter futurista produzido pelos japoneses da Genki. Sinceramente não conhecia o jogo, e apesar de não ser nenhuma obra prima, longe disso, até que me surpreendeu bastante. O meu exemplar veio de uma feira de velharias algures durante este verão de 2017. Lembro-me é que foi bastante barato, custou-me apenas 50 cêntimos!

Jogo com caixa, manual e papelada

O jogo leva-nos a encarnar no papel de uma equipa militar de resgate, que invade uma base de investigação científica na antártica, após lhe terem chegado rumores que algo de errado se passava ali. À chegada são atacados, e a equipa dispersa-se, acabando nós por explorar a base abandonada sozinhos.

Os controlos são simples e visto que a geometria dos níveis não é muito complexa, os analógicos não fazem muita falta assim.

Este é um FPS com algumas peculiaridades na sua jogabilidade. Nós vestimos um fato fortemente armado e robotizado, quase que parece que estamos dentro de um mecha, até porque a nossa movimentação é algo lenta. Ora esse fato precisa de energia, pelo que para além da nossa barra de vida/armadura, temos de estar igualmente atentos à barra de energia. Qualquer um dos 2 que baixe para zero é sinónimo de game over.

Depois lá teremos vários níveis subterrâneos para explorar, repletos de pequenas salas separadas por longos corredores apertados, o que nem sempre é bom para o combate pois vamos estando demasiado expostos. Os inimigos (na sua maioria robots) demoram bastante tempo a serem destruídos, pelo que deveremos explorar os níveis ao máximo e descobrir os seus segredos, como novas e mais poderosas armas, ou upgrades de armadura que nos melhoram as defesas. Temos de ter também atenção às munições que carregamos, se bem que existem algumas armas que usam a energia do nosso fato espacial para serem disparadas. Felizmente existe em cada nível uma estação de regeneração da energia do fato, pelo que as devemos usar com alguma inteligência. Isto é, algures lá mais para a frente no jogo poderemos encontrar algumas armas que disparam projécteis de energia teleguiados, pelo que podemos estar na mesma sala que o carregador de energia e “spammar” disparos pelo corredor abaixo, logo que as portas estejam abertas, eventualmente os projécteis atingem os seus alvos.

Assinaladas como um ponto vermelho no mapa, estas são as estações que recarregam as nossas baterias.

Existem também computadores que podemos interagir para descarregar o mapa do andar em que estamos, bem como ver algumas gravações video das personagens do jogo. Por vezes temos também alguns pequenos puzzles com botões ou alavancas  de forma a desbloquear salas secretas, geralmente com alguma arma nova ou upgrades de armadura.

A nível audiovisual, este é um jogo da primeira geração da Playstation. E vendo as coisas por aí, até que nem está nada mau, pois todos os cenários e inimigos são totalmente poligonais, apenas os itens que vamos apanhando são sprites 2D. No entanto, as texturas usadas no jogo são muito simples e o design dos níveis composto por longos corredores e algumas salas quadradas não é lá muito apelativo. As músicas também vão sendo algo minimalistas e tensas, o que a meu ver se adequa ao jogo.

O maior problema do jogo é talvez pelos níveis serem compostos apenas de corredores apertados e pequenas salas quadradas.

Portanto, este Kileak é um jogo que não envelheceu muito bem, mas até que entretém. O seu maior problema é mesmo na falta de variedade de níveis, já o desafio de conservar a nossa energia e munições está bem lá. Parece um dungeon crawler, mas na primeira pessoa e sem elementos de RPG! No ano seguinte lançaram uma sequela, conhecida por cá como Epidemic. Infelizmente nunca o vi à venda por cá, a ver se em breve aparece.