Sonic Jam (Sega Saturn)

Sonic JamVamos voltar às rapidinhas para mais uma breve análise a um jogo do ouriço azul da Sega. Na verdade, uma compilação. Sonic JAM traz conversões da série clássica da Mega Drive e muito mais conteúdo, pelo que aconselho a leitura dos artigos do Sonic 1, Sonic 2, Sonic 3 e Sonic & Knuckles para análises mais detalhadas sobre esses jogos, pois este artigo irá incidir nas novidades. E esta compilação entrou-me na colecção há uns meses de trabalho após ter-me sido oferecida por um colega de trabalho a quem muito agradeço. Está completa e em óptimo estado.

Sonic Jam - Sega Saturn
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Ora e o que traz este jogo de diferente? Para começar é notável que os jogos clássicos foram convertidos para o hardware da Saturn e não simplesmente emulados, conforme pode ser visto em muitas outras compilações lançadas no futuro. E para além de converterem os jogos originais ainda lhes adicionaram algumas funcionalidades senão vejamos: nos 4 jogos, podemos jogá-los na sua versão original, ou a dificuldade “normal” que acrescenta alguns anéis e muda ligeiramente a disposição de alguns cenários, ou ainda o easy, que vai ainda mais longe e remove alguns níveis do jogo. Mas qual a piada de fazer isso? Os clássicos são para serem jogados sem estas adulterações na minha opinião. Para os 4 jogos temos ainda o modo “time attack” que vai gravando os melhores tempos a completar cada acto, ou o modo de jogo que nos deixa jogar os níveis de bónus apenas. No Sonic 1, incluiram também a habilidade de o Sonic fazer o spin dash, que só tinha sido introduzida no segundo jogo. Seleccionando o Sonic & Knuckles, podemos também escolher qualquer uma das combinações possíveis com este jogo e um dos cartuchos dos restantes jogos, permitindo-nos jogar o Sonic 3 & Knuckles completo, por exemplo. Para cada um destes jogos também podemos ver digitalizações dos seus manuais.

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Os quatro clássicos, aqui com os cartuchos na sua versão americana

Para além do mais, temos um nível especial que foi uma autêntica carta de amor aos fãs, ou um pedido de desculpa pelo Sonic X-Treme nunca se ter concretizado. Existe um nível totalmente renderizado em 3D chamado Sonic World. Nesse nível podemos fazer várias coisas, desde cumprir pequenas missões, a visitar uma série de edifícios com conteúdo bónus para ver, como uma pequena história de toda a cronologia do Sonic com os lançamentos até 1997 e outros factos interessantes, diverso artwork das personagens da série, música e efeitos sonoros dos clássicos ou mesmo pequenos clips publicitários ou as cutscenes de animes e do Sonic CD, agora numa melhor resolução e cor do que o permitido pelo hardware da própria Mega CD. Sem dúvida conteúdo de peso, pelo menos para mim o era. Mas tal como referi atrás, é também neste nível que podemos cumprir algumas missões em “time attack”, como coleccionar x anéis, activar uma série de postes de checkpoints, ou mesmo partir alguns monitores escondidos. Sabe a pouco, é verdade, e apesar de a jogabilidade nesse modo ser um pouco lenta e o nível não ter os loopings do costume e outros marabalismos, para ser sincero até gostei do que vi e um bom jogo do Sonic de plataformas em 3D era algo mesmo obrigatório para a Sega Saturn naquela altura. Reza também a lenda que foi a partir dessa engine que a Sonic Team começou a fazer o Sonic Adventure…

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Poderia ter sido assim o primeiro jogo em 3D “a sério” do Sonic.

De resto os jogos clássicos têm os gráficos 16bit do costume, e era mesmo isso que seria o esperado. Quanto aí nada a apontar. No nível em 3D as coisas são bastante coloridas e o mapa tem um bom nível de detalhe. Também nada a apontar neste campo e nas músicas e efeitos sonoros, em equipa que vence não se mexe, portanto algo que também não falhou. No fim de contas acho este Sonic Jam uma excelente compilação, pois traz todos os clássicos e mais uma série de conteúdo bónus muito interessante. É certo que temos outras compilações mais recentes como a Sonic Mega Collection ou Sonic Gems, mas nenhuma tem o carisma que este Sonic Jam tem na minha opinião.

Last Bronx (Sega Saturn)

Last BronxLast Bronx é o último bastião dos jogos de luta em 3D, pelo menos da Sega, para a sua consola 32bit. É uma espécie de sucessor espiritual de Fighting Vipers pelo menos no seu conceito urbano com os combates armados à lá Soul Edge. É tambem produto original da Sega AM#3, o mesmo estúdio da Sega que nos trouxe pérolas das arcades como Sega Rally, Manx TT ou Virtual On: Cyber Troopers. A minha cópia foi comprada algures no ano passado por 5€ a um particular e está em óptimo estado.

Last Bronx - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

O conceito por detrás de Last Bronx leva-nos a uma cidade de Tóquio em decadência, onde vários gangues começaram a lutar violentamente entre si de forma a garantir o seu poder nas actividades ilícitas da capital nipónica. Até que surge uma espécie de convite/ameaça em juntarem os líderes de todos os gangues num torneio, torneio esse cujo vencedor ganharia o direito de controlar o submundo de Tóquio com o seu gang. O resto é a porrada do costume, mas desta vez com algumas armas “brancas”, como bastões, nunchaku’s, cacetetes e mais bastões.

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Infelizmente a selecção de lutadores não é muita e apenas temos um lutador secreto a desbloquear.

E em Last Bronx temos vários modos de jogo já habituais em jogos de luta 3D, nomeadamente o arcade, que é uma representação fiel à vertente singple-player nas máquinas de arcadas, o versus que nos coloca à porrada contra um amigo e outros modos de jogo como o survival, onde defrontamos uma série de inimigos após cada round e sem a nossa vida regenerar, ou o time attack, onde o objectivo é chegar ao fim do jogo no menor tempo possível. Também temos o Saturn mode que é uma variante do modo arcade, onde os combates tomam uma ordem aleatória excepto o combate final, que nos coloca sempre contra o rival da nossa personagem escolhida. Antes e depois desse combate temos direito a pequenas cutscenes com diálogos entre as personagens, sendo que podemos chamar a este modo de jogo o modo “história”. Para além desses ainda temos dois modos de jogo distintos para treinarmos os nossos movimentos. Enquanto o “Free Practice Mode” deixa-nos à vontade para espancar um coitado indefeso, o “Aerial Combo Practice Mode” tal como o seu nome indica, serve para treinarmos os combos aéreos, antes de o nosso oponente cair ao chão. Infelizmente o tutorial completo existente na versão japonesa sob a forma de um disco extra, repleto de conteúdo com tradução necessária, não foi incorporado na edição ocidental.

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Os aerial combos são uma parte importante das mecânicas de jogo e tiveram direito a um modo de treino exclusivo para as mesmas

Os controlos são algo semelhantes aos Virtua Fighters da Saturn, com os três primeiros botões faciais a servirem para defender, dar murros ou pontapés, e os restantes são combinações de outros botões, não deixando claro de dar jeito para desencadear alguns combos ou outros golpes especiais. E Last Bronx é um bastante agressivo: O timer de cada round tem por defeito uma duração de 30s e os ataques com armas dão um dano bem considerável, o que se juntarmos ao pacing elevado com que os combates decorrem, temos aqui um jogo bem emocionante de se jogar.

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Cutscenes com as vozes originais e legendas em inglês? A única coisa boa em não haver budget suficiente para traduções totais de um jogo.

Graficamente é um jogo bem interessante. Naturalmente o original lançado para uma das revisões do sistema Model 2 está repleto de detalhes que a versão Sega Saturn não tem, como gráficos em “alta resolução” com lutadores e arenas bem modelados. Ainda assim não deixa de ser um bom jogo 3D na consola de 32bit da Sega. As personagens têm detalhe quanto baste, embora ainda esteja algo longe do detalhe alcançado pelo Virtua Fighter 2. No entanto o jogo não deixa de ter uma resolução alta e um bom framerate, conseguindo algo que Virtua Fighter não conseguiu: os backgrounds completamente poligonais. Mas deixando esses aspectos mais técnicos de fora, Last Bronx foi um jogo que fez sucesso no Japão pelos seus cenários serem inspirados em localidades reais de Tóquio, fazendo com que todas as arenas sejam em áreas urbanas. Infelizmente é tudo à noite… Outro aspecto interessante de ser referido é que, tal como Soul Blade/Edge, este foi um dos primeiros jogos de luta a utilizar técnicas de captura de movimentos nas personagens, o que explica a fluidez das animações. Existe até a circular no Japão uma espécie de documentário que evidencia esse processo.

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A versão caseira também conseguiu manter o efeito gráfico das armas em movimento

E tal como referi anteriormente o jogo tem algumas cutscenes, em especial no “Saturn Mode”. Antes do embate contra o nosso arqui-rival temos direito a uma pequena cutscene falada com o próprio motor gráfico do jogo, mas depois de vencermos essa última batalha teremos direito a pequenas cutscenes anime, que têm um bom voice acting e pecam unicamente por serem pequenas. As músicas têm o feeling inconfundível das obras da Sega nas arcades daquele período, embora sinceramente já não sejam tão do meu agrado devido a serem na sua maioria techno/electrónica.

No fim de contas, este é mais um óptimo jogo de luta 3D que infelizmente não recebeu o seu merecido sucesso, e por isso mesmo não ouvimos mais nada sobre uma eventual sequela, o que é pena. Ainda assim, e embora não tenha o carisma de um Virtua Fighter ou Fighting Vipers, é mais uma excelente alternativa aos fãs do género que possuam a malfadada e incompreendida consola de 32bit da Sega.

Mass Destruction (Sega Saturn)

Mass Destruction

Ora cá está um jogo que faz plena justiça ao seu nome: Mass Destruction! Infelizmente é um jogo relativamente simples e sem muito conteúdo, pelo que esta análise também não será longa. Este jogo faz-me lembrar a série “Strike”, pelo seu contexto militar e pelo facto de termos sempre um briefing antes de cada missão, onde teremos uma série de objectivos a cumprir, como destruir radares, centrais de energia ou escoltar algum VIP em zona de combate. Mas ao invés de termos um helicóptero, conduzimos sempre um tanque e as coisas no geral são bem mais “arcade” do que realistas. Este jogo entrou na minha colecção algures em 2010 ou 2011, não me recordo bem. Foi-me oferecido por um amigo de infância, e infelizmente não está nas melhores condições. Assim que arranjar uma versão melhor obviamente que será substituída. Edit: recentemente arranjei por 1€ uma caixa em melhor estado que acabei por substituir pela anterior.

Jogo com caixa e manual português

Tal como na série Strike, há por aí um país qualquer com planos terroristas e cabe a um one-man army com o seu super tanque travar as ambições megalómanas desse exército misterioso. Inicialmente dispomos de um menu onde podemos seleccionar a campanha a jogar, cada uma com mais níveis/missões que a anterior e supostamente com um grau de dificuldade também. Depois disso teremos de escolher qual o tanque para levar à campanha, tendo nós 3 hipóteses de escolha. Temos um tanque que é all around, tanto em armadura, ataque e agilidade, outro que é mais rápido mas têm menos defesa e por fim temos o inverso, um mega tanque bem robusto mas sacrifica na agilidade. E de resto somos largados num mapa repleto de edifícios prontos a ser destruídos e vários inimigos que se tentam opor ao nosso poderio ofensivo, desde soldados equipados com rocket launchers ou lança-chamas, a outros veículos terrestres e não só.

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À esquerda: os tanques que podemos escolher. À direita: BOOOM!

E neste jogo apesar de termos alguns objectivos primários traçados que teremos obrigatoriamente de os cumprir para avançar para a missão seguinte, não necessitamos obrigatoriamente de nos cingir a apenas esses. Por vezes teremos alguns objectivos secundários ou mesmo outros secretos que só os descobrirmos ao explodir com alguma coisa que não era necessariamente suposto. Mas esses objectivos dão acesso posteriormente a algumas missões extra portanto… bombs away! No entanto, se nos quisermos apenas cingir aos objectivos principais, basta consultar o radar ou mapa que os alvos a abater aparecem indicados no ecrã. Se não me engano temos 25 missões normais ao longo das 5 campanhas, mas são 35 missões ao todo se desbloquearmos as secretas. Infelizmente não há muita variedade, sendo quase todas “destrói edifício x”, existindo algumas excepções quando temos de escoltar alguém ou abater alvos que podem fugir. De resto para além da metralhadora pesada existem imensos outros tipos de munição que podemos descobrir, desde morteiros, mísseis normais, outros teleguiados, lança-chamas, etc. O jogo pode não ter muita variedade de coisas para fazer, mas ao menos é divertido!

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Nos audiovisuais é um jogo fraquinho, mas diverte qb

Graficamente não é um jogo assim tão bom. Os cenários não têm muito detalhe e, apesar de existirem variedades de desertos, trópicos, neve e urbano, as texturas não são nada boas e têm uma resolução muito baixa. E os modelos poligonais são ainda muito simplistas e primários, este não é um jogo que prima propriamente pelo seu poderio gráfico. Ainda assim, devido ao facto de ter sido desenvolvido primariamente para a consola da Sega, é das poucas excepções em que um jogo 3D consegue ser melhor na consola da Sega do que na da rival Sony, e os tempos de loading são bem menores. Os efeitos sonoros são OK, mas a música merecia ser melhor para um jogo cheio de acção como este. Existem também algumas cutscenes entre cada campanha, mas infelizmente também não são lá muito famosas. Fazia-se o que se podia!

Resumindo este é um jogo simples e tecnicamente não muito famoso. Mas para quem quiser apenas uma desculpa para andar a destruir tudo à sua volta com o seu tanque então sim, Mass Destruction marca pontos!

NASCAR ’98 (Sega Saturn)

NASCAR 98Vamos voltar às análises rapidinhas, para mais uma entrada no catálogo da Sega Saturn. Isto porque, tal como referi no artigo do Andretti Racing, jogos de simulação desportiva, inclusivamente os de desporto motorizado, não são propriamente jogos que me agradem. E falando no Andretti Racing, esse jogo acaba por ser o predecessor deste NASCAR ’98, que após a EA ter perdido a licença para usar o nome do piloto, descartou por completo a Formula Indy e os seus circuitos variados. Aqui é só mesmo stock cars e as suas pistas ovais. E também tal como o Andretti Racing, comprei este jogo na cash de Alfragide por algo em torno dos 3/4€, estando completo e em bom estado.

NASCAR 98 - Sega Saturn
Jogo com caixa e manual europeu

Existem 2 modos de jogo principais em NASCAR 98: uma única corrida, ou o modo campeonato que nos coloca em 17 circuitos para se completar ao longo de uma temporada. Claro que o objectivo é fazer o máximo de pontos possível em cada circuito. No modo de single race, poderemos jogar sozinhos ou contra um amigo em splitscreen. Jogando com um amigo, somos logo deixados nas corridas – depois claro de ajustarmos o carro escolhido à nossa medida. Nas corridas single player, poderemos também praticar as corridas e fazer uma corrida para qualificação. Sinceramente acho isso desnecessário pois se quisermos simplesmente correr, são coisas a mais. Felizmente não é obrigatório nos qualificarmos, mas se não o fizermos começamos a prova no último lugar. De resto a jogabilidade tem detalhes bem próprios da simlação. Escolher o setup certo para o carro, as paragens no pitstop, ter cuidado com os danos infligidos e por aí fora. De fora ficou o modo tutorial e os carros/circuitos da fórmula indy, o que lhe tirou muita da variedade.

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Uma das opções que temos é a de reduzir bastante o número de voltas a dar nos circuitos

No que diz respeito aos audiovisuais, também tal como o Andretti Racing, este jogo ficou muito aquém da versão da Playstation, apesar de mesmo assim me ter parecido melhor que o Andretti Racing. No entanto a diferença ficou considerável e por 1997 já muitos estúdios third party conseguiam tirar bom partido das capacidades 3D da máquina da Sega. Todos os jogos da EA Sports da série 98 ficaram horríveis na versão Saturn, foram sempre conversões muito preguiçosas, o que é pena. Em relação ao som e música, nada a apontar.

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Olhem-me para os carros à distância…

No fim de contas, este é um jogo que não recomendaria propriamente a ninguém, nem aos fãs de NASCAR da Sega Saturn, por uma razão muito simples. No geral, Andretti Racing faz tudo o que este jogo faz e muito mais.

 

Andretti Racing (Sega Saturn)

Andretti RacingEu não sou um grande fã de jogos desportivos, o mesmo posso dizer dos desportos motorizados. Apesar de ter vários jogos de corrida na minha colecção, aqueles que gosto mesmo geralmente preenchem pelo menos um de dois requisitos: são jogos arcade, como Sega Rally ou Daytona USA, ou jogos futuristas, como F-Zero ou Wipeout. Andretti Racing é um jogo que já tenta passar uma imagem maior de simulação, pelo que já não faz muito o meu género. Para dizer a verdade, foi uma espécie de “impulse buy”, numa altura em que visitei a Cash de Alfragide no ano passado e vi lá uma série de jogos Saturn a bons preços. Acabei por levar este por arrasto também, ficou-me por 3€ se não estou enganado. Sendo assim esta será mais uma rapidinha.

Andretti Racing - Sega Saturn
Jogo completo com caixa e manuais

Essencialmente Andretti Racing é um jogo de corrida com o endorsement do famoso piloto norte-americano, oferecendo assim 2 modalidades distintas para jogar: Os stock-cars à la NASCAR e a Formula Indy, naturalmente cada modalidade com diferentes jogabilidades. E dentro de cada uma, temos diversos modos de jogo – o Exhibition Race, para quem como eu apenas quer jogar uma ou duas partidas sem grandes preocupações, e o Career Mode, modos de jogo naturalmente mais longos, feitos a pensar no campeonato anual. Para além desses temos o Racing School, um tutorial feito a pensar nos fãs de simulação e que se querem dar bem no Career mode. Mas mesmo no Exhibition Mode, que deveria ser algo mais divertido, temos de correr uma Qualifying Race e podemos escolher as modificações a vários aspectos do carro, como é habitual. Coisas como mudanças, pneus, ailerons, têm diversos parâmetros que podem e devem ser customizados para cada circuito. Claro que hoje em dia os simuladores são bem mais exigentes nesse aspecto.

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O jogo tem também os seus replays em diversos ângulos

O Exhibition Mode é ainda o único modo de jogo que nos permite jogar em multiplayer com mais um amigo. O modo de carreira é naturalmente muito mais extenso, onde no decorrer de várias temporadas podemos evoluir, de uma equipa menor, para a própria equipa de Andretti. Claro que não me dei a esse trabalho… até porque o espaço necessário para save nesse modo é enorme e eu ainda não tinha um cartão de memória da Saturn. De resto a jogabilidade é naturalmente bem mais exigente e só pelo facto de os carros sofrerem dano já teremos de ter uma condução mais cuidada. Isso e os pitstops e todas as customizações que podemos fazer.

Ainda assim, a versão Saturn deste jogo foi uma conversão directa da PS1, e como bem sabemos as arquitecturas das duas consolas eram muito diferentes, com a máquina da Sega a ser muito mais complexa. O resultado foi uma conversão que a nível gráfico ficou notoriamente atrás da versão para a máquina da Sony, com as pistas e carros a apresentarem menos detalhe e uma draw distance reduzida, com bastante pop-in. Mas isso faz parte do charme da época, na minha opinião, e jogar Daytona USA sem a pista a ser “construída uns 10 metros à nossa frente não seria a mesma coisa. As músicas são OK, geralmente mais rockeiras, tal como outros jogos da EA nos habituaram na altura, como o Road Rash e o primeiro Need for Speed.

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O jogo perde algum detalhe quando comparado com a versão Playstation

Por fim, para os fãs de jogos de corrida com essa vertente de simulação, calculo que este Andretti Racing, para além de ser das poucas alternativas na Sega Saturn deste género, ao contrário da sua rival Playstation, parece-me de facto ser a melhor. Para quem como eu apenas quiser um jogo de corrida para se divertir, Daytona USA ou Sega Rally são alternativas muito melhores.