Dynamite Cop (Sega Dreamcast)

Dynamite CopRecentemente escrevi sobre o beat ‘em up em 3D da Saturn chamado Die Hard Arcade. E nesse artigo referi que o jogo saiu no Japão como Dynamite Deka, com a ligação à franchise Die Hard a ver-se apenas nas versões ocidentais. E no sistema arcade Model 2 da Sega o Dynamite Deka viu uma sequela (Dynamite Deka 2), conhecida no ocidente como Dynamite Cop, nome que acabou por chegar também à Dreamcast como um jogo de primeira geração. A minha cópia deste jogo chegou-me à colecção no verão de 2013, tendo sido comprada por uma quantia entre os 5 e 6€ a um particular.

Dynamite Cop - Sega Dreamcast
Jogo com caixa e manual

A história por detrás deste Dynamite Cop é exactamente a mesma de Die Hard Arcade excepto numa coisa. Em vez de ser passada num arranha-céus à lá Nakatomi Plaza, desta vez passa-se num navio tomado de assalto por piratas modernos, tornando todos os passaggeiros reféns, incluindo mais uma vez a filha do presidente. O vilão é mais uma vez o velhote Wolf Hongo e os seus capangas cada vez mais bizarros.

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Só por este cast se vê logo que este é um jogo “bem disposto”

Quem jogou Die Hard Arcade, irá-se sentir completamente em casa neste Dynamite Cop. A jogabilidade é muito, mas mesmo muito semelhante. Mais uma vez dispomos de imensas armas que podemos utilizar, desde armas no verdadeiro sentido da palavra como facas, revólveres, metralhadoras até lança rockets capazes de gerar uma mini explosão nuclear (mas no entanto o jogador não é afectado), bem como os mais variadíssimos objectos do meio ambiente. Desde vassouras, cadeiras, canos, até comida como carcaças de animais numa cozinha, a variedade é realmente grande e a diversão que isso implica também o é. Existem inicialmente 3 lutadores diferentes com os quais podemos jogar, 2 rapazes e uma mulher, cada qual com os seus próprios golpes e combos. Esses golpes também são uma delícia de se executarem, especialmente aqueles em que os atiramos ao chão e ainda lhes partimos uns quantos ossos. E depois ainda podemos pegar nos corpos e usar como arma!

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Os quick time events e replays estilosos regressaram

Existem mais algumas diferenças face ao primeiro jogo. Na movimentação, o Die Hard Arcade, apesar de podemos movimentar as personagens num espaço 3D, as mesmas apenas se podiam virar à esquerda ou direita, como nos clássicos dos 16-bit. Aqui já se podem virar nos vários sentidos, fazendo com que a hit detection tenha de ser mais precisa. Depois para além dos objectos que podemos utilizar como armas e outros para regenerar a vida, existem uns outros com um P de powerup. Ao coleccionar uns quantos destes itens ficamos temporariamente mais fortes e mais rápidos. Outra diferença engraçada é as nossas personagens perderem alguma roupa consoante o dano que vão sofrendo.

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Tranquilizer Gun, o jogo clássico que podemos desbloquear

Outra diferença é a maneira como podemos começar o jogo. Para nos infiltrarmos no navio, podemos escolher 1 de 3 maneiras: de páraquedas, scuba-diving, ou aproximar-nos do navio por um pequeno barco. Estas 3 possibilidades (ou missões) resultam em diferentes rotas que são levadas ao longo do jogo, embora partilhem algumas salas em comum, como as dos bosses. Apesar de ser um jogo curto, o facto de existirem estas 3 diferentes rotas acabam por oferecer um maior factor de “replayability“, bem como existirem outros extras a serem desbloqueados, como personagens extra ou novos modos de jogo. Ao completarem-se essas 3 missões, desbloqueamos outras 3, sendo versões bem mais complicadas das primeiras. Dispomos também de um modo versus para 2 jogadores e um survival mode onde tempos de aguentar com uma wave de 100 inimigos.

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As três personagens com as quais podemos jogar de início

Mas de resto, ainda há algumas semelhanças com Die Hard Arcade que devem ser referidas: Entre cada sala, há um pequeno “action stage“, onde temos uns curtos quick-time-events, geralmente com a nossa personagem a correr por um corredor, prestes a cruzar-se com um bandido. Se o botão requirido for pressionado na altura certa, damos um mega golpe no infeliz e seguimos a nossa vida. Se falharmos, então para além de levarmos dano, geralmente teremos de lutar numa sala extra. Por fim resta-me referir também o sistema de continues. No Die Hard Arcade podiamos jogar um jogo do período triássico das Arcades, nesse caso o Periscope da Sega, de forma a amealhar continues. Neste Dynamite Cop podemos fazer o mesmo, desta vez o jogo escolhido foi o Tranquilizer Gun.

Visualmente não é o melhor jogo de sempre numa Dreamcast, pois é uma conversão directa de um jogo saído para a Model 2, um sistema arcade excelente na altura em que saiu, mas já obsoleto aquando do lançamento da DC. Ainda assim é um jogo bastante colorido e detalhado quanto baste para ser agradável aos olhos. No entanto, notam-se que nas cutscenes em CG, foram utilizados modelos poligonais muito mais detalhados que os visíveis no jogo normal. Mas o que é realmente agradável é mesmo o espírito bem humorado presente em todos os inimigos, muitos deles vestidos de forma ridícula. Afinal não é em todos os jogos que temos como um boss um cozinheiro, ou inimigos mascarados de tubarões. O trabalho no audio é competente, as falas são simples, mas tendo em conta que é um jogo arcade e uma sátira aos filmes de acção de Hollywood parece-me enquadrar-se bem. O mesmo pode ser dito das músicas que apesar de não serem tão memoráveis quanto outros clássicos como Daytona USA ou Sega Rally, mantém a mesma identidade que a Sega nos habituou.

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Os cenários vão sendo bastante variados e com muita interactividade

No geral acho este Dynamite Cop um óptimo beat ‘em up, tendo sido lançado numa altura em que o género já não tinha a mesma importância que no início da década de 90. É um jogo curtinho, mas a Sega ainda tentou colmatar essa falha ao incluir outros modos de jogo, o minijogo Tranquilizer Gun, personagens secretas para desbloquear e vários coleccionáveis que se traduzem em imagens para o “Gallery Mode”. Quem gostou de Die Hard Arcade, sabe perfeitamente o que esperar deste Dynamite Cop.

Aladdin (Sega Mega Drive)

Aladdin - Mega DriveAlladin é mais um jogo da Disney baseado num filme do mesmo nome. Mas é um jogo bastante importante no catálogo da Mega Drive e não só, pois marcou o início de uma nova era de jogos da Disney. Existem 2 grandes versões distintas de Aladdin, uma produzida pela Capcom para a SNES, e uma outra pela Virgin para os sistemas da Sega e outras plataformas como o PC e Amiga. O motivo destas 2 versões distintas prende-se com o facto de que era a Capcom quem detinha a licença da Disney para produzir videojogos, mas apenas para consolas da Nintendo, enquanto que noutras plataformas eram outras as empresas que detinham os mesmos direitos, incluindo a própria Sega. Este jogo entrou na minha colecção há umas semanas atrás, através da oferta de um particular, ao qual agradeço imenso.

Jogo com caixa e manuais

E tal como todas as adaptações de filmes para videojogos, Aladdin tenta seguir fielmente os acontecimentos do filme, pelo menos dentro do que é possível num jogo de plataformas. E nisto lá andamos pelo meio das ruas de Agrabah a fugir à guarda real do Sultão, passando pela misteriosa caverna onde encontramos a lâmpada mágica e por fim vagueamos pelo Palácio Real para dar uma tareia no Jaffar e Iago.

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Ao iniciar o jogo temos uma breve explicação do que é o quê e o que faz

A jogabilidade é a de um sidescroller tradicional, onde podemos andar de um lado para o outro, saltar e realizar algumas habilidades “parkour”, ao balancear em estacas ou escalar cordas, defrontar inimigos e ocasionalmente uns bosses da praxe. Os inimigos vão sendo bastantes e com ataques variados, mas Aladdin não está indefeso. Para além da sua espada, podemos também coleccionar maçãs que podem servir como arma de arremesso para lutas à distância. Felizmente essas maçãs são abundantes ao longo de todo o jogo, e podemos carregar até um máximo de 99. E tal como qualquer jogo de plataformas que se preze, o que não falta são itens no ecrã para coleccionar. Para além das já referidas maçãs, temos também itens que restabelecem a energia de Aladdin, pedras preciosas que podem ser trocadas por vidas ou continues nos vendedores ambulantes que vão surgindo nos vários níveis, checkpoints, vidas extra e itens que nos levam a níveis de bónus, que tanto podem ser do Génio da Lâmpada, ou do macaco Abu. Nos níves de Abu, controlamos o pequeno macaco num ecrã fixo, onde tem de se esquivar dos objectos que vão caindo de cima e apanhar as jóias que também vêm à mistura. Já os níveis do génio, se é que podem ser chamados assim, são bastante simples. Vemos uma espécie de uma roleta de itens dentro da boca do génio, com os itens a alternar de forma aleatória. Sempre que pressionarmos um botão, ficamos com o item que aparecia no ecrã no momento, se porventura tivermos azar e escolhermos o Jaffar, então o nível bónus termina.

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Este é um dos vários jogos que possui uma intro da SEGA customizada

Mas vamos avançar para a questão do audiovisual pois é mesmo aqui que Aladdin realmente brilha. Este jogo é bastante conhecido pelas suas animações fantásticas. Liderado por David Perry, que mais tarde veio a fundar a Shiny Entertainment (estúdio que nos trouxe jogos como Earthworm Jim ou MDK), este Aladdin teve o apoio de animadores da Disney, que contribuiram para que as sprites do jogo para além de serem bem grandinhas e detalhadas, possuem frames de animação deliciosos. A expressão facial do Abu, em especial nas animações que vemos no ecrã do final de cada nível está fantástica. Vou mesmo mais longe, ainda hoje acho que há muitos jogos deste género que não têm a fluidez de animação que este Aladdin de 1993 (raios, já passaram mais de 20 anos??). Por outro lado, os níveis também vão sendo variados dentro dos possíveis, visto que o jogo decorre nos mesmos ambientes do filme. Mas mais uma vez, o detalhe gráfico nos próprios níveis também é bem acima da média e este é também um jogo que faz um excelente uso do máximo de 64 cores em simultâneo que a Mega Drive apresenta nativamente.

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Entre cada nível há uma cutscene que nos vai pondo ao corrente da história, para quem não conhecer o filme.

Tendo em conta as limitações de som da Mega Drive face à SNES,  os efeitos sonoros de Aladdin são bons, mas a música é muito superior. Repleto de melodias memoráveis que vieram do filme, foram muito bem adaptadas ao chiptune da Mega Drive, resultando em músicas que ficam na cabeça muito depois de termos desligado a consola e a TV.

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O detalhe das sprites e suas animações é excelente para um jogo de 1993

Esta é uma análise algo curta para um dos melhores sidescrollers existentes na biblioteca da Mega Drive, mas o essencial foi dito. Para além da versão Mega Drive, este jogo também tem um lançamento para PC e Amiga, que naturalmente possuem um nível de detalhe maior. A versão SNES, produzida pela Capcom, apesar de não ser a minha versão preferida, é também um excelente jogo de plataformas, tal como a Capcom tão bem nos habituou.

Sega Rally 2 (Sega Dreamcast)

Sega Rally 2

O Sega Rally original da Sega Saturn é muito provavelmente o meu jogo de corrida preferido de todos os tempos. E eu não sou um grande fã de jogos de corrida, para mim têm de ser bastante arcadey ou então mais futuristas à lá Wipeout ou F-Zero. E o Sega Rally original teve direito a uma excelente conversão para a Sega Saturn, traduzindo-se numa das melhores experiências arcade que alguma vez chegou a uma plataforma 32bit. Naturalmente, como na década de 90 as arcades ainda não estavam num declínio tão acentuado assim, uma sequela foi produzida pela mesma equipa que trabalhou no original, mas para o avançadíssimo sistema Model 3. Com o lançamento da Dreamcast, uma conversão para a consola pareceria obrigatória e foi isso mesmo que aconteceu. A minha cópia deste jogo deu entrada na colecção algures durante o verão do ano passado, tendo sido comprada a um particular por uma quantia entre os 5 e 6€.

Jogo completo com caixa, manuais, papelada e uma sleeve exterior de cartão que a Ecofilmes resolveu inventar

O problema com o Sega Rally original é que era simplesmente uma conversão do jogo da  arcade, com 2 carros e 3 circuitos, com um carro e circuito secretos a desbloquear ou por cheat codes, ou pela habilidade de chegar ao final em primeiro lugar. E por muito bom que Sega Rally na Sega Saturn tenha sido, o facto de ser um jogo muito curtinho acabou por o prejudicar. Este Sega Rally 2 acaba por colmatar algumas dessas falhas, mas no geral continua a ser pouco mais do que um jogo arcade. Dispomos então dos seguintes modos de jogo: Arcade (conversão directa), 10 year championship, que como o nome indica é uma espécie de campeonato ao longo de uma década, uma vertente multiplayer para 2 jogadores em splitscreen e por fim o Time Attack, onde lutamos por obter o melhor tempo possível.

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Graficamente é um jogo bem mais polido que o primeiro, tal como seria de esperar.

O modo Arcade é uma conversão directa do original, onde dispomos de 4 circuitos para jogar: Desert, Mountain, Snowy e Riviera, com a hipótese de escolhermos um de 8 carros disponíveis logo ao início. O 10 year championship apresenta mais 2 circuitos: os Muddy e Isle. Neste modo de jogo, à excepção do circuito Riviera, todos os outros possuem 3 variantes, resultando assim num muito maior número de pistas disponíveis face ao jogo original. Neste modo de jogo iremos correr na mesma em 4 circuitos em cada “ano”, no entanto o grau de dificuldade vai ser cada vez maior à medida em que vamos progredindo na temporada. Apesar de continuar a ter uma jogabilidade bastante arcade, aqui incluiram mais algumas customizações que podemos fazer antes de cada circuito, como alterar a suspensão, pneus, transmissão, entre outros. À medida em que vamos completando cada temporada, e caso terminemos em primeiro lugar, desbloqueamos um carro extra, aumentando assim para um total de 18 carros que podemos desbloquear neste Sega Rally 2.

De resto a jogabilidade é o que podemos esperar de um Sega Rally clássico. Não é propriamente um jogo de simulação, na medida em que não esperem representações realistas de condução, mas é bastante divertido de jogar e difícil de dominar. O 10 years é mesmo um modo de jogo bastante desafiante, que acaba por colmatar mais uma vez a pouca variedade de cenários. Mas o que não poderia mesmo faltar são as indicações do co-piloto, que desta vez é uma jovem, que nos vão avisando ao longo de cada circuito das curvas, lombas ou outros percalços a ter em atenção.

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Circuitos à noite ou com diferentes alterações climatéricas aparecem também neste jogo.

Uma das curiosidades desta conversão é que a mesma utiliza as APIs do Windows CE. Para quem não sabe, existem 2 tipos de APIs que podem ser utilizadas nos devkits da Dreamcast: a Katana, tendo herdado o nome do protótipo japonês da Dreamcast (sim, houve um americano, só mais uma das confusões da Sega…), e uma outra APIs que usa o Windows CE e instrucções Direct X, criada especialmente para facilitar a vida dos programadores em conversões PC – Dreamcast. Uma das condições acordadas entre a Sega e a Microsoft foi que a própria Sega teria de lançar alguns jogos sonantes utilizando as APIs do Windows CE e este Sega Rally 2 foi um dos contemplados. Infelizmente isso resultou em framerates inconstantes, pois as APIs da própria Sega oferecem melhor performance à consola, como seria de esperar. Essas inconsistências eram muito evidentes na versão japonesa do jogo, que corria a 60fps, mas com quebras constantes. Nas versões ocidentais resolveram trancar o framerate a 30fps, tendo ficado mais consistente.

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O splitscreen retira algum do detalhe gráfico, como seria de esperar.

Graficamente é um jogo bonitinho, tendo em conta que é um jogo de primeira geração para a Dreamcast. Os circuitos vão mudando, podendo ser jogados à noite, onde os efeitos de luz são bem implementados, com chuva ou neve, onde mais uma vez esses efeitos gráficos são bem convincentes. No circuito “Muddy” então, é possível ver o carro a ficar cada vez mais sujo à medida em que vamos avançando no circuito. Os efeitos sonoros são excelentes, e ouvir a nossa co-piloto a berrar “very long easy left, maybe” em conjunto com o rugir dos motores, dão uma grande adrenalina à experiência. A banda sonora por si é o clássico da Sega, embora para mim não seja tão boa como a do Sega Rally original, que era mais focada em rock progressivo. Aqui temos na mesma algumas malhas de rock progressivo, mas também muitas outras mais jazz, funk ou dance music. Não deixa de ser uma boa banda sonora, como em quase todas as adaptações dos jogos arcade da SEGA.

No fim de contas, Sega Rally 2 pode não ter o mesmo sentimento nostálgico que o original de Sega Saturn provocou em mim, mas não deixa de ser um excelente jogo de corridas arcade dos reis do género. Fruto de ter sido desenvolvido com a API do Windows CE, existe também uma conversão do jogo para PC, que não experimentei, mas suponho que corra numa resolução mais alta e com um framerate bem estável. Ainda assim, Sega Rally é para ser jogado em Arcade ou consola, e é uma entrada indispensável no catálogo Dreamcast de um coleccionador que se preze.

Star Wars (Sega Master System)

Star Wars - Master SystemContinuando com artigos sobre a consola 8bit da Sega, desta vez para mais pequeno artigo sobre um jogo da franchise de ficção científica mais popular de toda a galáxia. Star Wars é uma conversão algo tardia de um jogo da NES de mesmo nome lançado em 1991. E tal como o nome indica, é um jogo que decorre durante os acontecimentos do primeiro filme da saga, nomeadamente o quarto capítulo. Este Star Wars entrou na minha colecção há uns anos atrás, através dum bundle de 7 jogos que comprei no Miau.pt, tendo-me ficado muito, muito barato mesmo (menos de 1€ por jogo).

Star Wars - Sega Master System
Jogo com caixa. Sempre gostei deste artwork.

O que mais me impressionou no jogo foi que mesmo sendo para uma consola de 8bits com as limitações óbvias de hardware, Star Wars segue muito bem os acontecimentos do filme, excepto faltar ali o fulcral encontro com Darth Vader em pessoa. Em primeiro lugar somos  largados no planeta deserto de Tatooine como Luke Skywalker, o jovem jedi wannabe, aprendiz de Obi-Wan Kenobi. A bordo de um Landspeeder, podemos explorar várias cavernas. Essa exploração é maioritariamente opcional, mas é fortemente aconselhado que seja feita, pois podemos encontrar powerups para as armas, ou outras personagens úteis no jogo. Tal como no filme, é na superfície de Tatooine que podemos resgatar R2-D2, Obi-Wan Kenobi ou Han-Solo no bar de Mos Eisley. A partir daí resta viajar na Millenium Falcon até à Death Star, resgatar a princesa Leia e voltar a um assalto à Death Star, desta vez a bordo de uma X-Wing.

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Inicialmente andamos a viajar pelo planeta de Tatooine num Landspeeder

Luke Skywalker é a personagem principal com que podemos jogar, mas Han Solo ou a Princesa Leia, caso tenham sido resgatados, poderão também ser seleccionados para entrar em acção a qualquer momento, bastando para isso seleccioná-los no menu de pausa. A diferença é que Han Solo e Leia possuem apenas uma vida, ao contrário de Luke que poderá ter várias. Han Solo é mais forte e pode aguentar com mais dano, bem como ter ataques mais fortes. Já Leia é mais ágil. Obi Wan Kenobi é a chave para que Luke venha a obter o seu lightsaber e pode também ressuscitar algumas vezes tanto Han Solo como Leia. Os Robots C3PO e RD-D2 têm também as suas utilidades. O primeiro pode-nos dar algumas dicas ao longo do jogo, já R2-D2 para além de regenerar os escudos da X-Wing, pode também mostrar um mapa dos corredores labirínticos da Death Star, muito útil para a secção de plataforma nesse ponto do jogo.

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Ao carregar no botão de pausa podemos escolher outras personagens para jogar, ou para usar as suas habilidades.

As secções de plataforma são sidescrollers perfeitamente normais, com um botão para saltar, outro para atacar. É possível trocar de arma, no caso de Luke Skywalker, onde podemos alternar entre a pistola laser pelo lightsaber. O lightsaber é uma arma bastante forte, capaz de derrotar todos os inimigos num só golpe, mas tem a desvantagem de ser uma arma de curta distância, ou seja, se não tivermos cuidado podemos sofrer bastante dano. A condução de veículos é simples e eficaz. Viajar pelo planeta de Tatooine não tem nada que saber, mas já a perseguição a alta velocidade pelas trincheiras da Death Star pode mesmo ser frustrante. Os outros momentos em que “conduzimos” algo são as viagens pelo espaço na primeira pessoa, a bordo da Millenium Falcon ou de uma X-Wing. A primeira viagem na Millenium Falcon é um pouco aborrecida, pois apenas temos de nos desviar de um indindável número de asteróides, já as outras viagens têm combate, onde não controlamos a nave em si, mas os seus lasers para derrotar os inimigos.

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Os níveis em sidescrolling têm diferentes cenários, as cavernas são logo dos primeiros.

Graficamente é um jogo bastante colorido e bem conseguido para uma Sega Master System. Achei impressionante a qualidade que conseguiram alcançar ao renderizar vários retratos de personagens como Han Solo ou Obi Wan Kenobi, bem como nas cenas de game over ou no final do jogo. As músicas não são más de todo, mas aquelas mais icónicas da saga Star Wars ficaram a soar um pouco estranhas no chip de som da Master System. Mas no geral foi um bom trabalho audiovisual desenvolvido pela Tiertex.

Star Wars para a Master System pode não ser o melhor jogo de sempre, pode ser uma conversão tardia de um jogo de NES do mesmo nome, mas não achei de todo que seja um mau jogo. Não é dos melhores que a Master System possui no seu catálogo, mas acho que é um jogo bastante sólido e que me impressionou pela representação +/- fiel ao filme que conseguiram transpor para um videojogo. Só faltou mesmo uma lutazinha contra o Darth Vader!

Psychic World (Sega Master System)

Na PUSHSTART deste mês, um dos artigos que tive a oportunidade de escrever foi ao Psychic World da Sega Master System, uma conversão de um sidescroller algo obscuro, desenvolvido pelo estúdio Hertz para os computadores japoneses MSX2. A conversão para a Master System trouxe algumas mudanças que poderão ler na minha análise completa, bastando para isso seguir este link.

Psychic World - Sega Master System
Jogo com caixa

A minha cópia do jogo deu entrada na minha colecção algures entre Novembro ou Dezembro de 2013, tendo sido comprada na loja portuense Pressplay, onde já fazia um bom tempo que não visitava a loja. O jogo custou-me algo perto dos 9€, mas infelizmente não traz manual.