ChuChu Rocket! (Sega Dreamcast)

ChuChu RocketVoltando agora à consola que se tornou no canto do cisne para a Sega enquanto fabricante de consolas de videojogos para uma análise ao jogo que deu o kick-off definitivo à jogatina online em consolas. ChuChu Rocket é um puzzle/party game bastante alucinado, desenvolvido pela Sonic Team e com vários modos de jogo que podem ser jogados localmente ou online, com um máximo de 4 pessoas. Já não me recordo ao certo quando e onde comprei este jogo, mas penso que tenha sido no ano passado e não me terá custado mais de 5€.

ChuChu Rocket! - Sega Dreamcast
Jogo completo com caixa e manuais

Escrever sobre história num puzzle game pode parecer um pouco idiota na medida em que a mesma muito pouco influencia na jogabilidade, mas basicamente este é um jogo do “gato e do rato no espaço”. O planeta dos ratos ChuChus vêm-se subitamente invadidos por um monte de KapuKapus (gatos) e para se safarem da situação têm de escapar para os seus foguetões e fugir o mais rápido possível. Pois bem, o nosso papel, em qualquer um dos modos de jogo disponíveis é indicar o caminho aos ChuChus até um dos foguetões, evitando os KapuKapus pelo caminho. Essencialmente teremos ao nosso dispor um tabuleiro com vários foguetões e paredes, e tal como nos jogos dos Lemmings, os ChuChus movem-se sempre numa direcção uniforme, pelo que teremos de colocar no tabuleiro algumas setas (cima, baixo, esquerda ou direita) para que, quando os Chuchus pisem essa tela, alterem a direcção para a que nós indicamos. Depois as paredes do tabuleiro também entram em jogo, pois sempre que os ChuChus encontram uma parede, viram para a sua direita, seguem cantos, ou no caso de túneis voltam para trás. E também deveremos ter isso em atenção.

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O multiplayer disto pode-se tornar caótico e destruir comandos da Dreamcast. Ou amizades.

Bom, o conceito parece bastante simples: indicar o caminho que os ChuChus têm de percorrer até chegar a um fogetão. Mas as coisas ficam bem mais caóticas quando temos os gatos em jogo que também seguem os mesmos caminhos, buracos, eventos especiais, ou outros jogadores a “minar-nos” o esquema. E com estas noções básicas de jogabilidade, podemos dividir o jogo em 4 modos de jogo distintos: 4 Player Battle, Team Battle e Puzzle e Challenge Stage. O primeiro é um modo de jogo competitivo “todos contra todos” que pode ser jogado contra o CPU, localmente com até mais 3 amigos ou online também para 4 jogadores. Aqui cada jogador deve tentar encaminhar o máximo de ChuChus para o seu próprio foguetão e evitar ao máximo que o gato coma os ChuChus ou alcance o seu foguetão, penalizando o jogador com menos um terço dos ratos obtidos até à altura. Aqui vale tudo, e as coisas ficam mesmo caóticas com a possibilidade de para além de tentarmos recolher o máximo de ratos possível, podemos também complicar as coisas para os outros jogadores. E as coisas ficam caóticas também porque apenas podemos colocar 3 “setinhas” diferentes de cada vez, com as próximas a apagarem as anteriores. E para além disso, ao fim de 10 segundos as setas que colocamos desaparecem, obrigando-nos a estar constantemente a jogar.

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Também podem ocorrer eventos especiais que alterem temporariamente as coisas, como uma enchente de KapuKapus

O Team Battle é um modo de jogo semelhante, mas os 4 jogadores ficam divididos em equipas de 2 para cada lado e também é possível jogar com oponentes humanos ou com/contra o CPU. O Puzzle mode, essencialmente um modo meramente single player e com regras diferentes. Aqui apenas dispomos de um número muito limitado de movimentos que é prédefinido em cada nível, e a ideia é mesmo colocar essas setinhas que nos dão em locais certos no tabuleiro, para que consigamos guiar um carreirinho inteiro de ChuChus para o foguetão. Se algum rato for comido por um gato, ou caiam nalgum buraco, teremos de recomeçar o nível. Ainda temos os Challenge Stages, que são uma mistura entre os Puzzle e a jogabilidade normal, onde temos de cumprir uma série de objectivos dentro de um tempo limite. Quanto melhor for o nosso tempo, melhor.

Graficamente é um jogo extremamente simples, tanto que até existe uma conversão deste jogo para a Gameboy Advance e sinceramente, tirando o som, não se perde muita coisa. Mas como o estilo de jogo não exige mais, acho que está bem assim. Os ChuChus e os KapuKapus são do padrão bonitinho japonês, e o jogo apesar de simples, tem o seu charme. Os efeitos sonoros são simples, já as músicas também vão sendo alegres, algo “silly” como o jogo, mas que acabam também por nos viciar.

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No modo puzzle basta um KapuKapu comer um ChuChu para termos de tentar novamente

Por fim devo afirmar que nunca cheguei a jogar online na Dreamcast, para além de não ter tido uma no seu hey-day, os meus amigos que tinham uma também não se deram ao trabalho de o fazer. Afinal todo o tempo era precioso em ligações por dial-up. Acredito perfeitamente que apesar deste ser um jogo simples, se tenha tornado num bom vício para muitos portadores da máquina dos sonhos da Sega, pelo menos aqueles que tiveram a sorte de a ter ligada com o broadband adapter em ligações de banda larga. É que para além destes modos de jogo, ainda poderíamos criar os nossos níveis e partilhá-los com todo o mundo, num servidor dedicado da Sega para o efeito. É certo que já houveram vários serviços online em consolas anteriormente, tanto para a Saturn, Mega Drive, Super Nintendo ou outras como a própria Famicom, mas a Dreamcast e a sua Dreamarena/SegaNet foi certamente a primeira tentativa globalizada de lançar o online gaming aos nossos sofás.

Mickey Mania (Sega Mega Drive)

Mickey ManiaNão é nenhuma mentira quando afirmo que durante os anos 90 a Sega desenvolveu excelentes jogos de plataforma com as mais carismáticas personagens da Disney, como o Rato Mickey ou o Pato Donald. Dessas podemos destacar a série Illusion, Lucky Dime Caper ou Quackshot. Nas consolas da Nintendo, a Capcom também esteve muito bem e no meio disso tudo, ainda a abranger a época das 16bit, temos este óptimo multiplataforma chamado Mickey Mania The Timeless Adventures of Mickey Mouse que é uma excelente homenagem à carreira do rato da Disney, ao longo de vários dos seus filmes clássicos. A minha cópia deste jogo foi comprada no mês anterior, custando-me cerca de 5€ na Pressplay no Porto.

Mickey Mania - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como referi no primeiro parágrafo, este jogo não tem uma história em si, mas os seus niveis são baseados numa espécie de cronologia de vários filmes memoráveis da mascote da Disney: Começando pelo primeiríssimo filme, o Steamboat Willie, ainda a preto-e-branco e do ano de 1928, vamos atravessár vários outros filmes da década de 30, como o The Mad Doctor ou Moose Hunters, o filme de 1947 Mickey and the Beanstalk, saltando depois para o ano de 1990, com o The Prince and the Pauper. Temos um total então de 7 níveis de plataforma completamente distintos entre si, cada qual com as temáticas do seu respectivo filme.

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O primeiro nível começa a preto-e-branco, mas ganha cor no fim

A jogabilidade é a semelhante a outros jogos de plataforma do Mickey, tal como o Castle of Illusion, podemos atacar os inimigos saltando para cima deles ou atirando-lhes com projécteis, embora a primeira alternativa não resulte para todos os inimigos. Os projécteis vão sendo coleccionados ao longo dos níveis, pelo que também teremos de ter em conta a “munição” que dispomos e Mickey pode sofrer até 5 pontos de dano antes de perder uma vida, pontos esses marcados pelos seus dedos da mão, presentes no canto superior esquerdo do ecrã. De resto é o habitual de um jogo de plataformas e teremos aqui vários momentos em que teremos de ter saltos precisos e repletos de abismos sem fim, o que pode-se tornar um pouco frustrante por vezes.

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Os bosses são grandinhos e bem detalhados

Mas há algo mais que realmente gostei neste jogo: os seus gráficos. É um jogo bastante colorido, mesmo para uma Mega Drive que costuma ficar sempre atrás da concorrência nesse aspecto, porta-se mesmo muito bem. As sprites estão muito bem detalhadas e possuem excelentes animações, os níveis para além de serem bastante distintos entre si estão também muito bem detalhados e o jogo apresenta alguns efeitos gráficos que são verdadeiramente impressionantes numa Mega Drive, nomeadamente as rotações. Existem alguns segmentos em que andamos a circundar uma torre e vemos o nível a girar à nossa volta, com um bonito efeito 3D. No nível Moose Hunt também temos uma secção onde somos perseguidos pelo alce e mais uma vez temos rotações de cenários a funcionar de uma forma impressionante para uma Mega Drive. Para além disso o jogo está repleto de pequenos detalhes deliciosos, pelo que a Traveller’s Tales está de parabéns nesse aspecto. As músicas e efeitos sonoros também estão bons, embora não sejam propriamente o ponto forte neste jogo, pelo menos não nesta versão. Existem vários clips de voz, mas as versões CD naturalmente são bem mais fortes neste campo.

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Os efeitos de rotação são bastante fluídos e impressionantes para uma Mega Drive

Este é mais um excelente jogo de plataformas da Disney e a versão Mega Drive não se porta nada mal. Naturalmente a versão SNES é mais bonitinha, embora lhe falte um nível. A versão Mega CD traz mais algum conteúdo, mas é a versão PS1 (chamada de Mickey’s Wild Adventure por cá) que é sem dúvida a versão definitiva deste jogo, com melhores gráficos, mais conteúdo nos níveis, banda sonora CD Audio e melhores efeitos de som. No entanto, já li em vários locais que a jogabilidade dessa versão é muito pior face às suas vertentes de 16bit. Mas como nunca cheguei a jogar essa versão por mais que uns minutos, não atesto essas opiniões, experimentem por vocês mesmos.

Gamebox: Série Esportes (Sega Master System)

GameBoxSerieEsportes-SMS-PTPara fechar por enquanto o set de jogos Portuguese Purple (pelo menos enquanto não encontrar o Sonic Spinball e Cheese Cat-Astrophe a bom preço), resta-me agora falar da compilação Gamebox: Série Esportes, que é uma de quatro compilações “Gamebox” lançadas pela Tec-Toy no Brasil, mas a única que acabou por ter um lançamento exclusivo em Portugal na forma de Portuguese Purple. No entanto, já que a Ecofilmes se deu ao trabalho de redesenhar a capa da compilação, bem que poderia localizar a palavra “Esportes” para “Desportos” ou algo do género. Honestamente não me recordo quando comprei esta compilação nem quanto me custou, mas certamente não terá sido mais de 10€ até porque lhe falta o manual. Edit: Recentemente arranjei uma versão completa por 8€ na Cash Converters.

Jogo com caixa e manual

Esta compilação vem com 3 diferentes jogos. Super Futebol II é nada mais nada menos que o já analisado World Cup Italia 90, pelo que não me vou alongar nesse. No Brasil, o Super Futebol 1 é o jogo clássico que conhecemos cá como World Soccer. Great Volley é o jogo conhecido no resto do mundo como Great Volleyball, mais um jogo desportivo da série “Great”, lançados nos primeiros anos de vida da plataforma. Como tal, esperem um jogo simples. O último jogo da compilação é um jogo de Ténis chamado Wimbledon que é na minha opinião o melhor jogo do grupo.

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O ecrã título do Great Volleyball é tão rosa que até dói

O Great Volley é um jogo algo primitivo como já tinha referido antes, mas ainda assim possui 3 modos de jogo distintos: Practice – que tal como o nome indica podemos praticar as nossas habilidades; Goodwill Match, um jogo amigável e por fim temos o Tournament Mode que também dispensa apresentações. Esses dois modos de jogo podem ser jogados por um ou 2 jogadores, onde podemos escolher uma de 8 equipas para representar. E ao contrário dos restantes jogos, a única diferença entre as equipas está mesmo na cor dos seus uniformes. Nos modos de jogo Goodwill ou Tournament, após seleccionarmos a equipa que queremos representar, podemos atribuir uma série de skill points nas categorias Service, Spike e Receive, e é aí que podemos customizar a nossa equipa mediante como bem acharmos. O segundo jogador pode fazer o mesmo, já se jogarmos contra o CPU, ele faz essas escolhas automaticamente. O jogo tem uma boa jogabilidade, tendo em conta a simplicidade do comando da Master System, mas não sendo eu um grande fã do desporto, confesso que não tenho grandes bases de comparação, mesmo dentro da própria consola. Graficamente é um jogo simples, porém colorido, e as músicas também não são nada de especial.

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O campo de jogo é sempre o mesmo.

Passando para o Wimbledon, devo dizer que é um jogo de Ténis bastante competente tendo em conta que estamos a falar de uma consola de 8bits. Também aqui temos 2 modos de jogo principais: o modo de torneio e o jogo amigável, que por sua vez pode ser jogado numa série de diferentes vertentes: 1P vs 2P, 1P vs CPU e em pares com todas as possibilidades, excepto a de termos partidas inteiramente controladas pela CPU. Para além disso podemos também escolher qual o tipo de campo pretendido: relvado, tartan ou rígido. No modo de torneio somos largados nos quartos de final de um torneio, começando na Austrália, França e finalmente discutir o jogo final em Wimbledon. Tal como o Great Volley, neste modo de jogo também podemos customizar o nosso anónimo jogador, desde dar-lhe um nome e atribuir-lhe uma série de pontos a vários atributos como Speed, Power e Skill. O único problema neste jogo na minha opinião é mesmo a velocidade com que o jogo se desenrola. Os jogadores mexem-se muito rapidamente e as bolas ainda mais. No entanto é apenas uma questão de nos habituarmos.

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No jogo amigável podemos seleccionar a mesma personagem, o que é um bocado estranho ter 4 clones em campo

Apesar de as personagens serem pequenas, na minha opinião é um bom jogo graficamente, pelo menos tendo em conta os jogos de Tennis desenvolvidos até à altura (Great Tennis ou Tennis Ace, por exemplo). Claro que depois temos um Wimbledon II ou um Pete Sampra’s, mas isso será para um artigo futuro. Pelo menos o Wimbledon II será certamente. O outro ponto baixo neste Wimbledon na minha opinião são os efeitos sonoros e música que não são nada de especial, mas mais uma vez isso é algo inerente ao próprio hardware da Master System, com o seu chip de som limitado. É preciso ser-se mesmo talentoso para fazer boas músicas com o SN76489, um chip de som criado nos primórdios da década de 80.

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Podemos seleccionar também qual o tipo do pitch, que influencia a jogabilidade.

Para concluir este artigo, devo dizer que não sou o maior fã de compilações de videojogos, principalmente se forem demasiado “sortidas” em conteúdos e sem nenhum extra que me cative, como é o caso das Mega Games da Mega Drive, por exemplo. Nesse caso tento sempre arranjar os jogos na sua versão em stand-alone, e não sendo eu um fã de jogos desportivos, não é segredo nenhum que comprei esta colectânea pela única razão de ser um lançamento Portuguese Purple. No entanto, para quem não for picuinhas como eu, tem aqui alguns jogos sólidos como o Super Futebol II (World Cup Italia 90) e o próprio Wimbledon.

The Ninja (Sega Master System)

Ninja-SMSVoltando a mais uma rapidinha de um jogo de Master System da velha guarda. The Ninja é uma espécie de Commando ou Ikari Warriors, mas em vez de Rambos wanabees, temos um ninja em pleno Japão Feudal. The Ninja ao contrário do que se calhar muita gente pensa, não é um jogo completamente original, mas sim uma sequela ou remake de um jogo ainda mais antigo da Sega, o Ninja Princess, ou Sega Ninja, como ficou conhecida a versão arcade ocidental desse jogo. Ninja Princess acabou também por ter um lançamento para a primeira consola da Sega, a SG-1000, com este The Ninja a reciclar muito desse conteúdo. O jogo entrou na minha colecção há um ou dois meses atrás, após ter sido comprado a um particular por 5€. Está completo e em bom estado.

The Ninja - Sega Master System
Jogo com caixa e manual

A história por detrás do The Ninja não é nada original. Um tirano, Gyokuro passou a controlar uma província japonesa, neste caso a província de Ohkami, e como se não bastasse também temos uma princesa para salvar. O costume, portanto. A jogabilidade, tal como referi acima é muito semelhante à dos jogos run ‘n gun como o Mercs, Commando ou Ikari Warriors, na medida em que controlamos o ninja numa perspectiva aérea e temos de sobreviver ao ataque de imensos inimigos que vão surgindo.

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Neste nível a nossa mobilidade é muito reduzida

Possuímos um stock ilimitado de kunais, e os inimigos vão sendo outros ninjas (que podem estar disfarçados de rochas, kunoichis (ninjas femininas), lobos-ninja e samurais. Um botão dispara as kunais na direcção em que estamos virados na altura, e o outro dispara sempre para cima, independentemente da direcção em que estejamos virados. Carregando nos botões 1 e 2 ao mesmo tempo, tornamo-nos temporariamente invisíveis e invencíveis, uma habilidade bastante útil tendo em conta o grau de dificuldade do jogo. Ao longo do percurso poderemos encontrar 3 tipos de scrolls escondidas, umas que nos deixam com shurikens mais poderosas, outras que nos deixam temporariamente mais rápidos e por fim temos umas verdes que são obrigatórias coleccionar para que possamos descobrir uma passagem secreta que nos levem ao esconderijo onde a princesa se encontra aprisionada. Caso cheguemos ao final dos níveis e nos faltem algumas dessas scrolls, o jogo automaticamente circula e nos devolve ao nível em questão onde podemos encontrar alguma dessas scrolls que nos faltem, tendo na mesma de percorrer novamente os restantes níveis até que possamos encontrar a tal passagem secreta.

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Quando temos muitos inimigos no ecrã, mais que estes, nota-se algum slowdown

Graficamente é um jogo muito simples, tendo em conta que para além de ser um jogo de 1986, é também um remake/conversão reforçada de um jogo ainda bem mais antigo, o já falado Sega Princess. Os cenários vão sendo variados, embora tenham backgrounds bastante simples, assim como as sprites dos inimigos que vão surgindo no ecrã. Quando deixamos muitos inimigos acumularem no ecrã nota-se algum slowdown, mas isso é algo normal. Uma coisa que achei curiosa é que cada vez que matamos um inimigo, fica uma silhueta humana no chão, antes de desaparecerem por completo. A mesma silhueta aparece com os lobos ninja, foi um detalhe que eles se esqueceram de reparar, ou não, pois no manual diz que esses inimigos são ninjas mascarados de lobos – ha!

Por outro lado os efeitos sonoros são bastante simples, mas as músicas apesar de não serem muitas são bastante competentes, mesmo tendo em conta o calcanhar de Aquiles da Master System, o seu chip de som.

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Estes cavalos são invencíveis, não adianta tentar derrotá-los

No fim de contas, The Ninja é um jogo bastante simples e algo rudimentar, pois é de uma era ainda algo embrionária neste género de jogos. Ainda assim, não deixa de ser uma peça importante desta escola primitiva da Sega, e se o virem a um preço simpático, não o deixem escapar.

Fighters Megamix (Sega Saturn)

Foi na passada revista PUSHSTART #42 que tive a oportunidade de falar sobre o Fighters Megamix, o mítico jogo de luta da Saturn que pegava nos lutadores de Virtua Fighter 2, Fighting Vipers e mais uns quantos extras para um roster de luxo. Pena que a Sega não tenha voltado a pegar na fórmula, o seu catálogo de eventuais participantes é bem recheado. A minha cópia do jogo entrou na minha colecção ha uns anos atrás por 2€ se não estou em erro. Infelizmente não vinha com manual, mas um particular cedeu-me o manual PT dele.

Fighters Megamix - Sega Saturn
Jogo com caixa e manual PT

Poderão ler sobre o artigo na íntegra aqui.