Um dos meus jogos preferidos da Master System, tanto a nível nostálgico pois foi um dos primeiros jogos que entrou na minha colecção, como mesmo pelo jogo em si e pela sua excelente qualidade que não se perdeu na transição de 16 para os 8bit. Mas quer se queira quer não, é a versão Mega Drive aquela que foi realmente a original e apesar de eu ter quase a certeza que não se perdeu nada de relevante a nível de conteúdo na conversão da Master System (corrijam-me se estiver errado), é óbvio que nos audiovisuais a versão Mega Drive ainda leva a melhor.
Jogo com caixa e manual
É por essa razão que eu decidi a levá-lo quando o encontrei por um preço entre os 5/6€ na Cash de Alfragide. Sobre o jogo em si, recomendo que passem os olhos pelo meu artigo da versão Master System pois é essencialmente o mesmo jogo, mas mais bonito. E um grande clássico da era 16bit.
Mais uma rapidinha e para não variar vai ser mais um jogo de GameGear, desta vez um shmup vertical que até acabou por me surpreender pela positiva. Este meu exemplar é mais um dos cartuchos que veio num generoso conjunto que me foi oferecido por um colega de trabalho e que eu bem agradeço! Edit: Arranjei recentemente uma versão completa com caixa e manual.
Jogo com caixa e manual
Invariavelmente, nós somos um piloto solitário, a última grande esperança da raça Humana que nos recai o pesado fardo de sozinhos enfrentar uma horda de extraterrestres que achavam que nós estaríamos a mais no universo e então mandam um enorme cometa em rota de colisão com o nosso querido planeta. Daí o nome Halley Wars, penso eu. E se a história baseia-se em algo que já vimos vezes sem conta, a jogabilidade é um misto de tradicional e inovadora.
Inicialmente as coisas até são bem simples.
Tradicional porque utiliza as mecânicas básicas de um shmup vertical, nós contra um exército de aliens e também asteróides que se vão metendo no nosso caminho. Podemos apanhar uma série de power-ups que tanto nos vão aumentando o poder de fogo, passando de uns modestos lasers para disparos mais poderosos e também com fogo diagonal, power-ups de velocidade que nos aumentam a agilidade, escudos que nos deixam invulneráveis a uma série de projécteis inimigos ou as “naves ajudantes”, um pouco como no R-Type, pelo menos conceptualmente, já que têm as suas diferenças. Podemos apanhar até um máximo de 4 que vão voando atrás de nós em formação de V invertido onde nos aumentam ligeiramente o poder de fogo e podem ser utilizadas como bombas inteligentes, o ataque especial que causa dano em todos os inimigos no ecrã. Mas não convém as segurarmos durante muito tempo, até porque são bem vulneráveis ao fogo inimigo. Quando virmos que um deles está para ser atingido, o melhor é usá-lo! A outra mecânica de jogo mais incomum é o medidor de dano. Ao longo do jogo vamos vendo uma percentagem no canto inferior direito do ecrã. Bom, essa é a percentagem de dano que o planeta Terra sofre, cada vez que deixamos um inimigo ou asteróide se escapar de nós. Caso chegue a 100%, naturalmente resulta num game over.
Estes nossos “ajudantes” até que foram implementados de uma forma inteligente e original
No que diz respeito aos gráficos, acho este um jogo muito bem conseguido nesse aspecto. A viagem pelo nosso sistema solar não é apenas num fundo negro e estrelado, mas sim iremos também passar pela superfície lunar, de Saturno e os seus anéis repletos de asteróides indestrutíveis, as tradicionais enormes bases espaciais alienígenas e até o próprio cometa maldito será visitado e tudo até tem um bom aspecto. Por outro lado, as músicas não as achei nada de especial e os efeitos sonoros cumprem o seu papel.
No fundo, achei este Halley Wars um bom achado e os fãs de shmups irão certamente apreciá-lo, pelo que recomendo a sua compra caso o encontrem baratinho, num dia destes.
Para não variar muito, o artigo de hoje vai ser mais uma rapidinha pois o pouco tempo assim o exige. Já por aqui devo ter dito que o Aladdin da Mega Drive (e PC!) sempre me deixou de boca aberta, pelas suas excelentes animações e audiovisuais no geral que ainda hoje se aguentam muito bem. E já todos sabemos que a versão SNES, desenvolvida pela Capcom é um jogo inteiramente diferente e que ainda hoje é assunto de conversa sobre qual versão seria melhor… Mas a versão 8bit para a Master System e Game Gear é também um jogo inteiramente diferente e é aí que me focarei hoje. Este cartucho foi-me oferecido por um colega de trabalho a quem bem agradeço.
Apebas cartucho na sua versão americana
E para quem não viu o filme (deviam, pois é um óptimo filme de animação da Disney), o jogo conta as aventuras de Aladino, jovem ladrão que se vê envolvido numa paixoneta proibida com a princesa lá do sítio, mete-se com quem não devia (Jafar, o feiticeiro local que planeia um golpe de estado e tornar-se o próximo sultão) e a descoberta de tesouros como um tapete voador e uma lâmpada mágica com um poderoso génio que lhe concederá três desejos. Mas uma coisa é certa, para quem não viu o filme, o jogo está repleto de longas cutscenes que vão resumindo muito bem os acontecimentos do filme. Esta versão Game Gear talvez até seja superior às outras nesse aspecto.
Muitas perseguições vamos nós participar neste jogo
Infelizmente a nível de jogabilidade, que é o que mais interessa, é que já não é assim tão bom. O jogo tem um misto de sidescroller/plataformas em 2D, com alguns níveis de perseguição onde teremos de fugir de alguém e esquivar de vários obstáculos, ou voar na carpete mágica e uma vez mais ter cuidado com o que nos aparece à frente. A parte de plataformas propriamente dita é um pouco lenta e há um maior foco na exploração, fazendo lembrar um pouco o Prince of Persia e o tipo de movimentos que podemos fazer, como aquelas zonas onde teremos de andar devagarinho, agarrar em bermas e subir plataformas, procurar chaves para desbloquear caminhos, etc. Infelizmente, no geral, estava à espera de uma jogabilidade algo mais parecida com a versão Mega Drive, embora de uma forma muito mais modesta, claro.
As cutscenes deste jogo são fiéis aos filmes e de boa qualidade tanto na GG como na Master System
Já a nível gráfico é mesmo um excelente jogo 8bit nesse aspecto, com cenários bem coloridos, níveis e personagens detalhadas e as cutscenes que vão contando a história estão bem feitas, pecando se calhar por serem um pouco grandinhas. As músicas e efeitos sonoros são também competentes, embora ache que faltem algumas melodias chave desse filme que só de me lembrar delas já me deixaram aqui sozinho a assobiar. No fim de contas não acho que este seja um mau jogo, mas tenho pena que apesar dos excelentes visuais para uma Game Gear, a jogabilidade em si me deixe um pouco a desejar.
Hoje é dia para mais uma super-rapidinha pois como tem sido habitual o tempo não tem sido lá muito meu amigo. Mas também aproveito estes tempos para sempre que possível despachar algo da minha colecção que já não faria questão em escrever um artigo longo logo de início. Isso acontece com jogos que caíam de para-quedas na minha colecção e que não sejam propriamente do meu agrado, ou em caso de conversões ou outras versões de jogos que já tinha analisado anteriormente. É aí nessa categoria que recai este artigo do James Pond 2, cuja versão Master System já tinha sido referida por aqui há uns tempos atrás. Este meu exemplar, apenas cartucho, foi-me oferecido por um amigo meu há uns meses atrás. A caixa e manual veio mais tarde, foram comprados na feira da vandoma há umas semanas por 3€.
Jogo com manuais e caixa versão EA Classics
Bom, tal como referi no primeiro parágrafo, este é essencialmente o mesmo jogo que a versão Master System, embora naturalmente com gráficos mais coloridos, sprites maiores e mais detalhadas, assim como os backgrounds, que na versão 8bit são muito mais simples. As músicas têm também mais qualidade, como seria de esperar. De resto é o mesmo jogo de plataformas onde controlamos James Pond, uma criatura que sinceramente nunca entendi muito bem se seria um peixe ou uma foca, mas é um agente secreto, cuja missão consiste em salvar o Pai Natal que foi feito refém na sua própria fábrica de brinquedos. Sendo assim, esperem por ver muitos níveis onde os brinquedos ganham vida para nos atacar, mas também passamos por pastelarias ou uns níveis mais estranhos onde até podemos conduzir uma banheira.
No fim de contas, apesar desta versão Mega Drive acabar por ser o melhor jogo na minha opinião, continuo a preferir a mais modesta versão da Master System, unicamente pela nostalgia que me trás, pois é um dos jogos que mais joguei na minha infância.
O artigo de hoje será mais uma super rapidinha a um daqueles jogos de Game Gear que eu já analisei previamente a sua versão Master System. Como bem sabem, a Game Gear é essencialmente uma Master System portátil, diferindo principalmente na resolução de ecrã menor, mas em contrapartida possui um chip gráfico com ligeiramente mais qualidade, permitindo mais cores em simultâneo no ecrã. Ora todas estas semelhanças de hardware fazem com que a esmagadora maioria dos jogos multiplataforma Master System / Game Gear sejam bastante idênticos, com uma ou outra diferença menor para se adaptarem ao ecrã da portátil da Sega. Claro que há casos como o Batman Returns ambos os Streets of Rage ou o Alien Storm que possuem mais diferenças.
Apenas cartucho
Mas nem todos os jogos são assim. Como provavelmente sabem, a Game Gear é capaz de ler jogos de Master System, tendo sido lançado um conversor à semelhança do que saiu para a Mega Drive. Para além disso, existe um número algo restrito de jogos de Game Gear que na realidade a sua rom é exactamente a mesma da versão Master System, com o seu comportamento a ser exactamente igual ao de estarmos a jogar a versão SMS através do tal conversor. E que comportamento é esse? Bom, esses jogos não são optimizados para correrem numa resolução menor como é a da Game Gear e alguns problemas de imagem são visíveis nas extremidades do ecrã, especialmente em movimento. E todo este paleio para quê? Bom, o Castle of Illusion da Game Gear é um destes poucos jogos que são na realidade um jogo de Master System enfiado num cartucho de Game Gear. Assim sendo, leiam lá o meu artigo da versão Master System! E antes que me esqueça, este meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho a quem eu agradeço bastante!