Golden Axe II (Sega Mega Drive)

Golden Axe IIHá uns dias atrás escrevi um artigo sobre o primeiro Golden Axe, onde referi que era um dos meus jogos preferidos da Mega Drive, pela sua temática bárbara, pela jogabilidade e pelos audiovisuais também. Mas é aqui também que começam algumas confusões com todo o percurso que a série Golden Axe levou, pois apesar deste ser uma sequela directa do primeiro jogo, este Golden Axe II é exclusivo para a Mega Drive, com a verdadeira sequela a ficar-se apenas no exclusivo de arcade Golden Axe: The Revenge of Death Adder, que é excelente por sinal e nunca foi convertido para mais nenhuma plataforma até agora. Este meu exemplar foi comprado já há uns bons tempos atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado 10€. Está em óptimo estado e vinha com 2 manuais portugueses iguais, um deles cedi-o a um amigo para completar a cópia dele.

Golden Axe II - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa, manuais e papelada do Club Sega

Neste jogo voltamos a encarnar nas mesmas personagens de Ax Battler, o bárbaro primo do Conan, a bela amazonas Tyris Flare e o anão Gillius Thunderhead para combater a nova ameaça de “Dark Guld” (onde foi o Death Adder?) que se encontra a espalhar o terror por aquelas terras. O facto de termos as mesmas personagens jogáveis, uma jogabilidade e inimitos muito semelhantes aos do primeiro jogo acabaram por desapontar várias pessoas. Sinceramente eu também esperaria um pouco mais, mas este Golden Axe não é de todo um mau jogo, bem pelo contrário! As grandes novidades na jogabilidade estão no sistema de magias que para além de terem trocado “os elementos” a Ax Battler e Gillius que passam a usar magia de vento e rocha respectivamente, o próprio sistema de magias mudou. Ao longo do jogo, como entre cada nível vamos na mesma enfrentar alguns seres que possuem power ups de regeneração de vida ou de magia, a diferença é que em vez de serem pequenos duendes, são agora feiticeiros que também nos atacam. E a maneira como invocamos as magias muda. Por um lado mantém-se igual o esquema de cada personagem possuir barras de magia com diferentes distribuições de magic levels e slots, mas ao contrário do primeiro Golden Axe onde ao clicar no botão de ataques mágicos automaticamente usariamos todo o poder mágico amealhado até então, agora podemos escolher qual a “intensidade” dos ataques mágicos, podendo ficar com algum poder mágico para usar posteriormente. Para isso devemos deixar o botão A pressionado o tempo suficiente para seleccionar o nível de magia que queremos utilizar.

Era tão melhor que tivessem mantido os esqueletos do original!
Era tão melhor que tivessem mantido os esqueletos do original!

Para além disso, existem pequenas mudanças na jogabilidade, como diferentes golpes (mas não muitos assim). Também podemos uma vez mais montar em criaturas inimigas e usá-las para atacar os nossos oponentes, como vários dragões e uma vez mais aquele Chicken Leg que nunca achei nada intimidador. Para além do modo de história que pode ser jogado de forma cooperativa com mais um amigo e onde vamos tendo pequenos interlúdios entre cada nível que nos contam a história, temos também mais uma iteração do modo “The Duel”. Este modo de jogo faz lembrar o “survival” de outros jogos de luta, colocando-nos a combater contra vários inimigos de forma sequencial, e com a dificuldade crescente.

O primeiro nível acaba por ser aquele mais austero, quanto mais não seja pelos cadáveres ali em background
O primeiro nível acaba por ser aquele mais austero, quanto mais não seja pelos cadáveres ali em background

Os níveis são bem detalhados e apesar de serem mais variados pois levam-nos na mesma a aldeias, florestas e ruínas, mas também diferentes cavernas e castelos. No entanto acho que não têm a mesma mística do primeiro Golden Axe. Onde andam as tartarugas e águias gigantes? O jogo possui vários inimigos diferentes do original, mas ainda assim com várias semelhanças. Creio que só ficaram a faltar as guerreiras, pelo menos todos os outros tinham clones respectivos. Também não gostei tanto das animações das magias neste jogo, acho que no primeiro Golden Axe foram mais bem conseguidas. As músicas também não são tão boas, na minha opinião.

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Dark Guld… Quem é este marmanjo?

No fundo, este Golden Axe II é um daqueles jogos que simplesmente pegou no original, trocaram algumas coisas e siga para bingo. Não é um mau jogo, nada disso, para mim continua a ser óptimo. Mas entre este e o primeiro nota-se perfeitamente que este Golden Axe II não possui o mesmo carisma que tornaram o Golden Axe original num jogo tão bom. Basta ver o que fizeram com a sequela oficial nas arcades com o Revenge of Death Adder, esse sim, jogo tão bom, embora impossível de a Mega Drive alguma vez conseguir recriar aquilo. Mas a Mega Drive não ficou nada mal servida com o Golden Axe III na minha opinião, embora esse seja um jogo que não se compreende de forma alguma como é que o mesmo nunca saiu fora dos territórios asiáticos… mas isso poderá ser tema para uma outra conversa.

Golden Axe (Sega Mega Drive)

Golden AxeHá imenso tempo que estava cheio de vontade de escrever sobre o primeiro Golden Axe, um dos videojogos preferidos da minha infância, mas como ainda não o tinha em standalone, nem para a Mega Drive (versão preferida) ou para a Master System, tenho adiado sempre. Mas fartei-me de esperar e vou usar como base a versão que vem incluída na compilação Mega Games 2, juntamente com o primeiro Streets of Rage e o Revenge of Shinobi, o que perfaz um conjunto de 3 jogos fantásticos e que transpiram “Mega Drive” por todos os poros. Já não me lembro onde esta compilação foi comprada nem quanto custou, portanto, paciência!

Compilação com caixa e manuais portugueses
Compilação com caixa e manuais portugueses

Durante os anos 80, a maior fonte de inspiração para os videojogos era nada mais nada menos que o cinema, tendo sido uma década forte em filmes e videojogos de ninjas e ficção científica. Mas houve um outro filme muito peculiar, o de Conan o Bárbaro, protagonizado por Arnold Schwarzenegger. Esse era um filme de fantasia obscura, onde habitavam criaturas sinistras e muita violência. E Golden Axe é practicamente um videojogo com a mesma temática, misturando a temática fantasiosa de Conan, com a jogabilidade de um beat ‘em up de rua como Final Fight. E a meu ver acho que resultou lindamente!

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Choose your destiny! Para mim, ainda é o melhor ecrã de selecção de personagens de sempre.

Ao contrário do solitário Conan, temos aqui 3 heróis para jogar: Ax Battler, o típico guerreiro bárbaro que deve ser um primo afastado do próprio Conan, A amazonas Tyris Flare, um pouco mais fraca fisicamente que Ax, mas com poderes mágicos superiores, e o velho anão Gilius Thunderhead, o que mais poder físico tem, mas menos de magia. Qual o nosso objectivo? Procurar e derrotar o vilão Death Adder, que para além de ter raptado o rei e a princesa daquele reino, ursupou-se do Golden Axe, um poderoso artefacto mágico que está a ser utilizado para semear o caos e destruição pelos povos.

Usar criaturas para atacar os nossos inimigos? Siga!
Usar criaturas para atacar os nossos inimigos? Siga!

Tal como referi acima, a jogabilidade é a de um beat ‘em up de rua, mas passado numa idade média fantasiosa, com vários guerreiros, cavaleiros e respectivas armaduras, esqueletos armados e várias outras criaturas mágicas, como dragões. Mas não é só pancadaria da grossa que este Golden Axe nos apresenta, podemos também montar nessas estranhas criaturas e usá-las para atacar os nossos oponentes, da mesma forma que eles também as tentam montar e usá-los contra nós. Para além disso, temos ainda os ataques mágicos que referi anteriormente. Ao longo do jogo vamos ver alguns duendes de trajes verdes ou azuis e com sacos às costas. Se os atacarmos eles deixam cair comida que nos regenera alguma vida (no caso dos verdes), ou uns potezinhos azuis. Esses potezinhos são utilizados para encher uma espécie de barra de magia presente no canto superior esquerdo do ecrã. Dependendo da personagem escolhida, essa barra de energia vai ter vários slots numéricos, sendo que cada slot pode albergar 1 ou mais desses potezinhos que apanhamos por aí. Cada um desses níveis representa um poder mágico cada vez mais forte, embora sempre que desencadeamos um ataque mágico gastamos logo tudo de uma vez. Ou seja, quanto mais preenchida estiver a barra de magia, mais forte o ataque será. Para além do modo de jogo normal, temos ainda o The Duel, que é uma espécie de Survival, onde teremos de enfrentar um inimigo de cada vez, mas tentando conservar o mais possível a nossa vida.

Isto é só das cenas mais awesome de sempre da era 16bit
Isto é só das cenas mais awesome de sempre da era 16bit

Outra coisa que sempre gostei neste jogo é mesmo dos seus visuais que são excelentes para o final da década de 80. Aqui atravessamos florestas sinistras, pequenas aldeias e vilarejos que depois nos apercebemos que são na realidade construídas nas costas de uma tartaruga gigante… ou uma águia gigante que voa pelos céus, bem como finalizar na fortaleza de Death Adder que aqui se encontra expandida face à versão original arcade, ao apresentar um nível e um boss extra. De resto a nível gráfico propriamente dito, acho que está um jogo bem detalhado, em especial os ataques mágicos que por vezes são mesmo um mimo para os olhos, como aquele dragão gigante que Tyris invoca. Depois todos aqueles detalhes como o ecrã de escolha de personagens só lhe abonam! A nível de músicas e efeitos sonoros, bom a música título continua gravada na minha memória, e os efeitos sonoros foram outra das coisas “inspiradas” pelo filme do Conan! Basta fazerem uma pequena pesquisa no youtube que vêm logo as semelhanças!

O modo The Duel coloca-nos a lutar contra oponentes cada vez mais complicados
O modo The Duel coloca-nos a lutar contra oponentes cada vez mais complicados

Este é sem dúvida um dos meus videojogos preferidos, tanto da Mega Drive, como do panorama geral. É ainda algo simples na sua jogabilidade, mas apresentou um mundo fantasioso que eu sempre gostei e acho que das imensas propriedades intelectuais que a Sega ainda detém, o mundo de Golden Axe ainda hoje seria óptimo para ser revisitado em jogos mais modernos. Sim, já o fizeram no Beastrider que dizem ser terrível, mas hei-de lá chegar.

Streets of Rage 2 (Sega Mega Drive)

Streets of Rage IIO Streets of Rage original é um dos meus jogos preferidos da Mega Drive. Quando penso na consola de 16bit da Sega, são jogos como o Streets of Rage, Golden Axe, Shinobi e Sonic the Hedgehog que saltam imediatamente à memória e que transpiram “Mega Drive” por todos os poros. Mas vendo as coisas com calma e se calhar pondo um pouco o valor sentimental e nostálgico de lado, o primeiro Streets of Rage apesar de não ser nada mau, teria ainda muita margem de manobra para melhorias. E felizmente foi isso que a Sega fez, ao nos presentear esta bela sequela logo no início de 1993. Este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide há uns bons meses atrás por 10€.

Streets of Rage II - Sega Mega Drive
Jogo completo com caixa e manuais

O meu artigo original foi publicado na revista PUSHSTART #56, o primeiro volume que acabamos por imprimir em papel e que entretanto já esgotou. Para já não temos os artigos online, se isso um dia acontecer acabo por colocar aqui o link, como é habitual. Mas o grande resumo desse meu artigo é o seguinte: Streets of Rage II é uma sequela perfeita, pegando em tudo o que o primeiro tinha de bom e melhorando-o em todos os níveis. Resumindo, se são fãs de beat ‘em ups de rua e gostaram do Streets of Rage original, irão certamente adorar este segundo capítulo, com uma jogabilidade mais refinada, gráficos e música excelente e maior variedade nos níveis. Absolutamente recomendado.

Sunset Riders (Sega Mega Drive)

Sunset RidersAlgures no início da década de 90, alguém na Konami deve ter pensado: como seria se fizéssemos um Contra passado no Velho Oeste? Bom, e na verdade foi mais ou menos isso que acabaram por fazer quando lançaram Sunset Riders nas arcades. Mas ainda foram mais longe ao incluir o suporte a 4 jogadores em simultâneo, à semelhança do que fizeram nos beat ‘em ups das Tartarugas Ninja. Depois desse lançamento inicial, foram lançadas duas conversões distintas: uma para a SNES e uma outra para a Mega Drive que é a que aqui trago. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás na Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado sensivelmente 6€.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada
Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Neste jogo encarnamos em Billy ou Cormano, dois pistoleiros caçadores de prémios em busca do próximo bandido procurado pela justiça. Cada nível é antecedido pelo cartaz do bandido que teremos de defrontar e a sua recompensa, sendo claro que o mesmo aparecerá como boss no final do nível. De resto considerem este como um Contra, com a mesma jogabilidade frenética e disparos para todo o lado. Infelizmente, e apesar de ser um excelente jogo, esta versão Mega Drive acaba por ser justamente aquela que pior convertida foi. Isto porque para além do suporte a 4 jogadores em simultâneo ter sido removido (o que não é nada surpreendente), apenas 2 das 4 personagens são seleccionáveis e cerca de metade dos níveis presentes na versão arcade e SNES foram cortados. Para tentar compensar de alguma forma, os níveis que ficaram acabaram por ser remodelados e expandidos.

Estas "senhoras da vida" provavelmente foram censuradas na versão SNES
Estas “senhoras da vida” provavelmente foram censuradas na versão SNES

É mesmo pena, mas ainda assim não deixa de ser um excelente jogo, este Sunset Riders da Mega Drive, para quem não conhecer as outras versões irá-se divertir de igual forma. Aqui somos levados de uma pequena vila repleta de saloons e moças que nos dão muitos “beijinhos”, até um comboio em movimento, um deserto no meio de territórios índios ou uma mansão final onde se esconde o mafioso do vilão final. Tudo isto repleto de acção, tiroteios, e uma grande variedade de inimigos que defrontamos. As músicas são também bastante agradáveis.

Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo
Antes e depois dos combates contra os bosses são sempre trocadas algumas linhas de diálogo

E assim fica mais um clássico da Konami da velha guarda cuja sua passagem pela Mega Drive não deixa de ser super divertida, mas no fim de contas deixa um travo amargo quando soubermos o que mais ficou por mostrar. Não se entende o porquê desta decisão da Konami, talvez pouco tempo disponível. Infelizmente a versão SNES anda a preços proibitivos pelo que se alguma vez encontrarem esta da Mega Drive baratinha não se acanhem!

European Club Soccer (Sega Mega Drive)

European Club SoccerTal como referi ontem, o artigo que trarei cá será mais uma rapidinha a um jogo de futebol da Mega Drive. O escolhido hoje é o European Club Soccer da Virgin Interactive, um jogo que já tive imensas oportunidades de o comprar e sempre deixei para trás, até que acabei por comprar um bundle de jogos MD em que ele lá vinha e lá fiquei com ele. Ficou-me a menos de 5€, estando em caixa, sem manuais. Edit: No mês de Janeiro de 2020 arranjei uma versão completa por 7€.

Jogo completo com caixa e manual

European Club Soccer como o nome indica é um jogo mais focado nos clubes europeus, ao invés de selecções nacionais. E no menu inicial temos a possibilidade de participar em vários modos de jogo. O Simulation é mesmo uma simulação da Liga dos Campeões, mas sem fase de grupos, tudo em jogos de eliminação. O modo Arcade permite-nos jogar uma partida apenas, sem compromissos. A vertente multiplayer está presente em ambas as opções, no modo arcade podemos jogar contra um amigo, já no modo Simulation até 8 jogadores podem participar e escolher clubes diferentes. Uma coisa engraçada no Simulation é que após o final da Liga Europeia competimos numa final idêntica à Taça Intercontinental, defrontando uma equipa aleatória do Brasil, Argentina ou Uruguai. Infelizmente não me parece ser possível jogar com essas equipas sul-americanas, sendo apenas possível jogar com as europeias. Mas temos dezenas de equipas de vários países da europa para escolher. De Portugal temos o Belenenses, Benfica, Porto, Sporting e Vitória de Guimarães, embora todos os nomes dos jogadores sejam fictícios pois a Virgin não possuía as licenças necessárias.

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European Club Soccer tem um vasto leque de equipas que podem ser escolhidas

Em relação à jogabilidade, bom essa não me pareceu das melhores, pois o jogo pareceu-me ter um ritmo algo lento. No entanto lá nos permitia fazer uma série de coisas que todos os outros jogos de futebol nos deixavam, como vários tipos de remates (incluíndo cabeceamentos), passes ou roubos de bola. A perspectiva do jogo é um misto de lateral e aérea, algo semelhante ao que jogos mais modernos como os Pro Evolution Soccer nos habituaram. E sim, também se pode escolher diferentes tácticas e fazer substituições se acharmos que as coisas não estão a correr pelo melhor.

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Podemos ir alternando as cores do nosso equipamento

E no que diz respeito aos audiovisuais, a nível gráfico é um jogo muito competente, com cores vibrantes e com uniformes minimamente fiéis às cores das equipas. A única coisa que me chateou mais foi mesmo na questão das músicas, que apesar de não serem propriamente más, tocam durante todo o jogo, quando eu sinceramente preferia ouvir apenas os ruídos do público, que aqui apenas vão-se ouvindo quando alguém marca um golo.

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Este até que é um jogo bastante colorido e este ângulo dá-nos uma boa panorâmica para irmos planeando as jogadas

De resto a Mega Drive está repleta de jogos de futebol, e apesar deste European Club Soccer não ser dos mais fluídos do seu género na biblioteca desta consola, também não é dos piores. Para mim, e por questões nostálgicas, esse cálice vai sempre para o FIFA 97, mas certamente que os fãs do género irão encontrar aqui alguma coisa de interessante.