VR Troopers (Sega Mega Drive)

VR TroopersA rapidinha de hoje vai recair uma vez mais na Sega Mega Drive, uma das minhas consolas preferidas de sempre! E o jogo que cá trago hoje é um que veio parar à minha colecção após ter sido comprado num bundle com vários outros jogos. Não era algo que eu fizesse questão em ter, mas cá ficou. A série VR Troopers era uma espécie de parente pobre dos Power Rangers da década de 90, aproveitando um pouco o “boom” do conceito de realidade virtual que por algum motivo tinha virado moda nessa altura.

Jogo com caixa e manuais

E tal como o primeiro Power Rangers este é também um jogo de luta que, suponho eu que já não tenho grandes memórias da série televisiva, tenta seguir de alguma forma os acontecimentos da mesma. Isto quer dizer que vamos lutando contra vários diferentes inimigos criados pelo vilão lá do sítio, sendo os mesmos intercalados por pequenas batalhas contra vários minions. Ao contrário da série Power Rangers, pelo menos neste videojogo não temos quaisquer combates com Megazords e robots similares. Mas também ao contrário do videojogo dos Power Rangers, aqui os controlos e fluídez das lutas pareceram-me ser melhores, mas não esperem por nada ao nível de um Street Fighter. De resto, a nível de modos de jogo podem contar com o habitual modo de história e um versus para 2 jogadores. Temos ainda um outro modo de jogo para treino.

Apesar da variedade não ser muita, gostei do detalhe gráfico nas arenas deste jogo
Apesar da variedade não ser muita, gostei do detalhe gráfico nas arenas deste jogo

Nos audiovisuais sinceramente até nem desgostei deste VR Troopers, principalmente pelo detalhe gráfico nas arenas de jogo. Estas estão muito bem detalhadas, apresentando metrópoles algo futuristas, wastelands ou combates na zona de realidade virtual. É que para além de haver um bom detalhe gráfico nos cenários, os efeitos de parallax também resultaram muito bem. Já o detalhe gráfico dos lutadores não está nada de especial. As músicas são bastante agressivas, sempre com uma sonoridade mais rock, aproveitando aquele som por vezes mais estridente que a Mega Drive tanta fama tinha.

Last Battle (Sega Mega Drive)

Last BattleHokuto No Ken, ou Fist of the North Star é uma série de manga/anime clássica japonesa da década de 80, que para mim foi simplesmente das melhores épocas para o género. Passado num mundo pós apocalíptico, Fist of the North Star é passado num mundo austero e bastante violento. É uma série que eu tenho definitivamente de ver de uma vez por todas. E porque passei eu meio parágrafo a escrever sobre Fist of the North Star? É porque tal como o Black Belt da Master System, este Last Battle é também um reskin de um jogo dessa franchise, lançado originalmente no Japão. Este meu exemplar veio de um bundle de jogos que comprei na Cash Converters de Alfragide já há uns bons meses atrás, creio que por cerca de 5€.

Jogo em caixa
Jogo em caixa

Gostava de vos falar da história deste jogo, mas a mesma passa tão rápida no ecrã que só dá para ler 3 linhas de cada parágrafo… de qualquer das formas a mesma é baseada na segunda temporada do anime Fist of the North Star que eu ainda não vi, pelo que vou-me remeter à minha ignorância. A jogabilidade é de um beat ‘em up sidescroller puramente em 2D, algo como no Altered Beast. E também como o Altered Beast este é um dos jogos de primeira geração da Mega Drive, que impressionou o público mais pelo tamanho grande das sprites do que propriamente pela jogabilidade, que acabou por envelhecer um pouco mal.

Whatever you say, Aarzak (que raio de nome lhe foram dar)
Whatever you say, Aarzak (que raio de nome lhe foram dar)

Mas vamos lá às mecânicas de jogo antes de mais nada. Em primeiro lugar temos um mapa mundo para explorar e com alguns caminhos alternativos a tomar. E em cada nível que entramos podemos ter uma de 4 coisas: um nível normal onde temos de defrontar os inimigos que nos vão aparecendo até chegar ao fim; um confronto contra um boss; um encontro com algum aliado que nos aumenta o nosso ataque, defesa ou restaura energia ou então podemos encontrar um nível labiríntico. Nestes não temos quaisquer inimigos para defrontar a não ser as armadilhas despoletadas, como setas ou pedras a surgirem de várias direcções. Aqui teremos simplesmente de encontrar a saída. Sinceramente foram níveis que me pareceram um pouco enfadonhos. De resto a jogabilidade é bastante simples, com a nossa personagem a poder desencadear uma série de ataques básicos. À medida que vamos derrotando inimigos vamos também enchendo uma barra de “power“. Quando ultrapassarmos um certo limite, dá-se uma pequena transformação à Altered Beast, com o nosso herói a ficar tão musculado que lhe rebenta a roupa, ganhando a habilidade de dar socos bastante rápido.

No original japonês podíamos explodir com cabeças! Infelizmente isso aqui foi censurado.
No original japonês podíamos explodir com cabeças! Infelizmente isso aqui foi censurado.

Graficamente é um jogo algo simples, com os cenários a não serem tão variados assim. Temos cidades em ruínas, paisagens desérticas (o típico de um jogo pós-apocalíptico), bem como alguns níveis passados à beira-mar e num navio que nos atravessa para a outra margem. As sprites em si são bem grandinhas e detalhadas, isso era um grande cartão de visita das capacidades de um sistema da Mega Drive para os que estavam habituados aos gráficos de uma NES ou mesmo da Master System. Mas infelizmente, para além de trocarem os nomes das personagens de Fist of the North Star, também alteraram o aspecto dalguns bosses, dando-lhe um aspecto mais mutantes. Isto porque também decidiram tirar o gore do jogo, já que no original sempre que atingíamos um inimigo a sua cabeça explodia, aqui simplesmente voam pelo ecrã fora. E nos bosses alguns também tinham finais bem sangrentos. De resto, as músicas não são nada de especial, mas também não são propriamente más. Uma delas ainda me fez lembrar umas melodias de Phantasy Star!

Para além do gore retirado, também alteraram as cores de alguns bosses
Para além do gore retirado, também alteraram as cores de alguns bosses

No fim de contas, este Last Battle embora não sendo um mau jogo, ultimamente acaba por ser daqueles exemplos de videojogos que envelheceram mal com o tempo. As suas mecânicas de jogo são bastante simples e repetitivas (em especial nos níveis labirínticos) e o facto de o terem transformado tanto desde a versão Japonesa também não o abonou muito. Mas não é um mau jogo, e se tiverem curiosidade é dos que mais facilmente se encontra por aí. Comprem-no baratinho!

Toki: Going Ape Spit (Sega Mega Drive)

TokiNo mundo dos videojogos, tal como noutras artes, há sempre espaço para coisas bizarras. E que outra reacção é que poderíamos ter quando víssemos à nossa frente a capa deste jogo?? Um macaco com uma banana na mão, a cuspir um jacto de luz com bolas de energia! Quando vi este que se tornou no meu exemplar na Cash Converters de Alfragide, fiquei algum tempo perplexo a olhar para a capa e, com um leve olhar na contracapa decidi trazê-lo. Custou-me 5€ se não estou em erro, mas falta-lhe o manual.

Toki Going Ape Spit - Sega Mega Drive
Jogo com caixa

A história começa por ser o cliché habitual, um feiticeiro qualquer rapta a nossa namorada e é o nosso papel salvá-la. Mas para tornar as coisas mais interessantes, transforma-nos também num macaco com super poderes. E são estes super poderes que tornam este jogo numa interessante mistura de plataformas com os run and gun característicos de séries como Contra ou Gunstar Heroes, isto porque podemos disparar da boca do macaco projécteis de energia como nos shmups, onde iremos encontrar ao longo dos níveis vários powerups distintos, como diferentes modos de fogo, ou outros na forma de sapatilhas que nos permitem andar mais rápido ou saltar mais alto. E sendo este um jogo com origens nas arcades, basta uma colisãozinha que perdemos logo uma vida. De resto os níveis vão tendo um desafio quanto baste, ao colocar-nos a atravessar zonas com plataformas que caem, abismos com espinhos e outras coisas fofinhas.

O porquê dos protagonistas estarem seminus é algo que me ultrapassa
O porquê dos protagonistas estarem seminus é algo que me ultrapassa

De resto, apesar de existirem imensas conversões deste Toki para os mais variados sistemas, esta versão Mega Drive vence pelo conteúdo adicional, ao introduzir um maior número de níveis e por conseguinte, bosses. Para se ter uma ideia, um jogador experiente poderia chegar ao fim do jogo em cerca de 20 minutos no original de arcade. Aqui precisaria de quase uma hora. Mas apesar de todo este conteúdo adicional, não traz nada de muito novo, com o jogo a apresentar na mesma os tradicionais cenários selvagens em florestas, montanhas, subaquáticos, dentro de vulcões e cavernas geladas. Mas não deixa de ser um bom jogo de plataformas, desafiante quanto baste.

Quando vi este macaco nos screenshots da contracapa fez-se logo luz. Afinal tinha jogado 5 minutos deste jogo em emulação antes.
Quando vi este macaco nos screenshots da contracapa fez-se logo luz. Afinal tinha jogado 5 minutos deste jogo em emulação antes.

Graficamente não é dos jogos mais brilhantes na Mega Drive. A paleta de cores escolhida é constantemente escura, não havendo muita variedade de cores. É verdade que a Mega Drive tem algumas limitações quanto à sua paleta de cores, mas olhando para jogos como a série do Sonic é fácil ver que com pouco consegue-se na mesma fazer muito, o que não é aqui o caso. Este conteúdo adicional infelizmente ficou-se só nos níveis expandidos e adicionais… pois nas músicas deixaram ficar tudo como está. O resultado é que vamos ter muitas músicas a repetirem-se ao longo do jogo e devo dizer que também não fiquei impressionado com as mesmas.

Concluindo esta rapidinha, mesmo com as suas limitações nos audiovisuais, este Toki acabou por ser um jogo que me surpreendeu pela positiva, quanto mais não seja pela bizarrice da capa e do conceito. Já na jogabilidade, é um bom jogo que mistura bem os conceitos de platformer, run ‘n gun e shmup. Só por aí já marca pontos!

Sonic 3D Flickie’s Island (Sega Mega Drive)

Sonic 3DO artigo de hoje será invariavelmente mais uma rapidinha, até porque já escrevi há algum tempo atrás sobre a versão Sega Saturn do Sonic 3D. E apesar desta versão ser a original e a Saturn ter algumas diferenças, no fundo acaba por ser o mesmo jogo pelo que não vale a pena estar a alongar-me muito. Este meu exemplar foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa há uns 2 meses atrás, tendo-me custado cerca de 7€. Está como novo!

Jogo completo com caixa e manuais
Jogo completo com caixa e manuais

Tal como devo ter referido no artigo da Saturn, este Sonic 3D é uma espécie de sucessor tanto da série clássica Sonic, como de um jogo arcade muito mais antigo, o Flicky. Isto porque os pequenos pássaros estão aqui presentes e tal como no original das arcades também temos de os reunir e encaminhá-los a uma saída, neste caso uns anéis mágicos que os teletransportam para uma outra dimensão. De resto o jogo mantém uma identidade algo fiel aos jogos do Sonic clássicos, excepto na perspectiva que passa a ser isométrica. Com essa nova perspectiva, o aspecto velocidade e malabarismos como vários tipos de loopings tiveram de ser algo sacrificados, dando mais ênfase à exploração e alguns elementos de puro platforming.

Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos
Apesar da velocidade ter sido sacrificada, não deixa de ter a identidade muito própria dos Sonics clássicos

As diferenças face à versão Saturn assentam principalmente nos detalhes gráficos e nos níveis bónus. Nestes últimos, enquanto aqui vamos tendo alguns caminhos armadilhados para avançar e coleccionar anéis suficientes para ganhar uma esmeralda caótica, na versão Saturn estes foram refeitos de uma forma completamente 3D, onde Sonic percorre uma série de circuitos em meios tubos tal como no Sonic 2, mas claro, com gráficos melhores. Os gráficos continuam bem bonitinhos para uma Mega Drive, mas a versão Saturn apresenta-os de uma forma mais refinada e com alguns efeitos gráficos adicionais. Já nas músicas sinceramente prefiro as da versão Mega Drive, pois prefiro o chiptune e as melodias em si são bastante agradáveis como nos Sonics clássicos. E temos a vantagem de não ter loadings! De resto aqui também temos uma cutscene de abertura em Full Motion Video, que se bem que se apresenta de uma forma bastante pixelizada, não deixa de ser impressionante para uma Mega Drive e certamente que ocupa uma grande parte do curto armazenamento do cartucho.

Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus
Tails e Knuckles também marcam aqui a sua presença, se bem que apenas para nos conduzirem aos níveis bónus

Posto isto, devo dizer que mesmo não sendo um jogo tão bom como os clássicos da Mega Drive, não deixa de ser um óptimo jogo de plataformas, e mesmo a versão Saturn ser superior em alguns aspectos, a versão Mega Drive acaba por fazer muito mais sentido do que a versão 32bit que no fim de contas apenas serviu para fazer de tapa-buracos após o fiasco de Sonic X-Treme.

Mercs (Sega Mega Drive)

MercsO Commando foi um jogo interessante por parte da Capcom. Notavelmente influenciado por filmes como Rambo, esse era um daqueles primeiros jogos de acção em que sozinhos teríamos de defrontar um exército inteiro em cenários de guerra. O conceito pegou e naturalmente acabaram por surgir diversos imitadores, como Ikari Warriors, Jackal ou mesmo alguns jogos do próprio Rambo que acabaram por lhe seguir essas mesmas pegadas. Naturalmente a Capcom também não se deixou ficar quieta e mais tarde ou mais cedo lançam também este Mercs como uma sequela aprimorada. Das várias conversões existentes deste jogo, esta para a Mega Drive acaba por ser a mais interessante, pelas razões que irei referir ao longo deste artigo. Esta minha cópia, apesar de ser Genesis foi comprada cá em Portugal, tendo vindo de um bundle no OLX onde comprei 8 jogos de Mega Drive em caixa por 35€.

Mercs - Sega Mega Drive
Jogo com caixa e manual, na sua versão americana

A história prende-se aos clichés habituais: o presidente norte-americano foi raptado aquando de uma visita a um qualquer país africano. Mas em vez de se envolver o exército por aparentemente desrespeitar tratados diplomáticos, o governo norte-americano decide antes contratar uma equipa de mercenários para que de forma “discreta” se possa resolver esse conflito. Sim, uma equipa até porque o lançamento original para arcade permitia multiplayer cooperativo de até 3 jogadores em simultâneo. Infelizmente na versão Mega Drive não tem qualquer multiplayer, sendo esse o seu principal defeito.

Aqui temos alguma liberdade de movimento, podendo explorar os níveis da forma como quisermos. Só não dá voltar para trás
Aqui temos alguma liberdade de movimento, podendo explorar os níveis da forma como quisermos. Só não dá voltar para trás

De resto, Mercs tem também uma jogabilidade um pouco diferente de Commando. É quase um Contra com uma perspectiva diferente, ou mesmo um shmup com soldados em vez de naves espaciais ou aviões. Isto porque vamos tendo várias armas diferentes ao nosso dispor, desde a tradicional metralhadora, até lança-chamas, lasers ou mesmo o “spread shot” bem conhecido da série Contra. Para além disso, também existem outros power-ups que nos podem aumentar o poder de fogo, daí a minha comparação aos shmups tradicionais. Outras novidades estão também na eliminação do conceito de 1 hit kills, sendo o mesmo substituído por uma barra de vida, que inclusivamente pode ser regenerada caso encontremos power-ups para o efeito. A outra novidade está no facto de podermos conduzir alguns veículos como jipes, barcos ou tanques, o que torna a acção ainda mais interessante! E claro, para além das armas normais temos também as bombas que destroem todos os inimigos no ecrã, mas essas vêm em número limitado.

Estes caixotes podem conter uma grande variedade de itens... ou então barras de dinamite que explodem passado poucos segundos
Estes caixotes podem conter uma grande variedade de itens… ou então barras de dinamite que explodem passado poucos segundos

Mas se por um lado a Sega teve o desplante de não ter introduzido a vertente multiplayer nesta conversão, por outro lado adicionaram um modo de jogo diferente, o “Original Mode”. Aqui os níveis são completamente redesenhados e algumas mecânicas de jogo alteram-se. Ao longo do jogo vamos encontrando tendas de campanha. Lá dentro temos uma loja onde poderemos trocar as medalhas que vamos encontrando no campo de batalha por power-ups, mas também poderemos encontrar outras personagens que podem ser recrutadas e jogáveis. Ao longo do jogo basta carregar no botão de pausa que poderemos alternar entre as diferentes personagens, sendo que cada uma dispõe de uma arma diferente. Os power ups que encontramos afectam apenas essa mesma personagem, pelo que temos de ter alguma estratégia ao apanhá-los. Não vale a pena apanhar um powerup de dano para a arma quando a mesma já está no máximo. Mais vale mudar para outra personagem, apanhar esse power-up e mudar de volta para a personagem anterior caso desejemos.

A tal loja que vamos encontrando no Original Mode
A tal loja que vamos encontrando no Original Mode

A nível de audiovisuais já nos sistemas arcade este jogo era um salto bem grande face ao Commando original. Notoriamente 16bit, o jogo apresentava umas sprites bem detalhadas, em níveis igualmente detalhados e bastante coloridos. As sprites gigantes para os bosses eram um eye candy e felizmente não houve grandes perdas de qualidade nesta transição para a Mega Drive, com os gráficos a ficarem muito próximos da versão arcade. As músicas são também bem inspiradas, acho que neste campo tanto a Capcom como a Sega fizeram um bom trabalho.

A apontar de negativo nesta conversão só consigo mesmo fazê-lo à falta da vertente multiplayer, nem que fosse para 2 jogadores apenas. De resto o Mercs é um óptimo shooter para quem gostar do género e esta conversão para a Mega Drive tecnicamente saiu muito bem na fotografia. O modo original foi sem dúvida uma adição muito benvinda e quase que faz esquecer a falta de multiplayer. Existe também uma conversão deste jogo para a Master System, que acabou por sair mais ou menos na mesma altura, tal como a Sega o fez com outros jogos da Capcom na mesma época (Strider, Ghouls ‘n Ghosts, Forgotten Worlds), estou algo curioso em ver como seria a versão Master System deste Mercs, mas esta versão enche-me as medidas.