Thunder Force IV (Sega Mega Drive)

A série Thunder Force, desenvolvida pela Technosoft, tem as suas origens nos computadores nipónicos da década de 80. Começou por ser um shmup onde teríamos a liberdade de navegar em qualquer direcção no mapa, de forma a destruir todos os objectivos primários, antes de aparecer um boss que, depois de destruído, nos levava ao nível seguinte onde repetiríamos o processo. A partir do segundo jogo, já começou a seguir um modelo mais próximo dos outros shmups mais convencionais, e no caso do Thunder Force III e este IV, já foi a Mega Drive a plataforma de eleição para o seu desenvolvimento. O meu exemplar foi comprado num pequeno bundle de jogos e acessórios para a Mega Drive  a um particular, algures em Setembro, tendo-me ficado por cerca de 25€.

Jogo com caixa e manual

Não possuo os outros Thunder Force, mas este quarto jogo, continua a luta da resistência contra o império de Ohn, que ameça extinguir toda a vida humana. Num shmup não precisamos de saber muito mais, na verdade. E aqui começamos por poder escolher livremente a ordem pela qual queremos jogar os primeiros 4 níveis, sendo que os restantes 6 são jogados pela mesma ordem.

A tempestade de areia no nível do deserto é apenas um dos efeitos gráficos interessantes que o jogo possui

A nível de mecânicas de jogo, o botão B serve para disparar a nossa arma principal, enquanto o botão A serve para ajustarmos a agilidade da nave consoante a nossa conveniência. Já o botão C servirá para alternar a arma que temos equipada. Naturalmente iremos encontrar imensos power ups e diferentes armas, que podem disparar  projécteis, míssesis ou raios laser em diferentes padrões de movimento (alguns até só disparam para trás, o que pode dar jeito em certas alturas), pelo que guardar usar as armas certas consoante o que o jogo pede, faz parte da estratégia! Naturalmente também poderemos desbloquear até 2 naves auxiliares que circulam à nossa volta, não só aumentando o nosso poder de fogo, mas também servindo de protecção adicional. Escudos também podem ser encontrados. Este é também um shooter com scrolling horizontal automático, no entanto também nos permite explorar na vertical, pois a área de jogo é consideravelmente grande quando comparada com outros shmups.

Sinceramente acho o design dos inimigos muito bem conseguido

A nível gráfico, para 1992, é realmente um feito técnico impressionante para a Mega Drive. Os níveis são variados entre si, onde atravessamos montanhas, cavernas, desertos, oceanos, espaço ou bases militares e todos eles possuem um nível de detalhe impressionante. O parallax scrolling está muito bem feito, transmitindo-nos uma óptima sensação de profundidade. Logo no primeiro nível de Strite (se assim o escolhermos), isso é logo visível na velocidade relativa a que as nuvens e montanhas se movem, e caso nos deslocamos verticalmente, há uma certa distorção do background que adiciona uma camada adicional de imersão. Os inimigos possuem um bom design, estando bem detalhados e os bosses são gigantescos. Temos outros efeitos como rotação, distorção e ampliação de sprites que estão de facto muito bem conseguidos e a banda sonora, bom esta é das melhores bandas sonoras da Mega Drive. Para quem for fã de metal como eu, teremos aqui imensos riffs de guitarra bastante orelhudos, embora a banda sonora também vá explorando outras sonoridades aqui e ali. No geral está muito bem conseguida.

Podemos escolher a ordem pela qual jogamos os 4 primeiros níveis

Ora este Thunder Force IV é sem dúvida o melhor jogo da série até ao momento e o facto de ter sido desenvolvido pela mesma equipa que antes produziu a conversão do Dragon’s Fury para a Mega Drive foi uma aposta ganha, pois houve um notável salto na qualidade geral da série. Naturalmente que um dia quererei actualizar o meu exemplar de apenas um cartucho para uma cópia completa e um dia que arranje os jogos anteriores da saga, enfrentarei um maior desafio para não os tentar comparar com esta obra prima.

Sparkster (Sega Mega Drive)

O Rocket Knight Adventures é um dos primeiros exemplos de um videojogo de excelência que a Konami desenvolveu para a Mega Drive. Este Sparkster, não confundir com o jogo de mesmo nome para a Super Nintendo, é uma sequela directa de Rocket Knight Adventures e, apesar de para mim não ser tão memorável quanto o original, não deixa de ser um excelente jogo de acção e com algumas melhorias face ao original em vários aspectos. O meu exemplar, onde até à data apenas possuo um cartucho, veio de um bundle de jogos Mega Drive que comprei a meias com um colega, tendo-me ficado cada jogo por um preço algures entre os 5€ e 10€.

Apenas o cartucho, para já

Tal como referi acima, este Sparkster é uma sequela directa do Rocket Knight Adventures, onde mais uma vez controlamos o mesmo protagonista, um marsupial equipado com uma espada e Jetpack, para defender o seu reino de mais uma invasão, desta vez por parte do império de Gedol. O rival de Sparkster, Axel Gear, marca novamente a sua presença, raptando mais uma princesa.

Os combates de mechas estão mais uma vez de volta!

Aliás, como prólogo, começamos precisamente por defrontar Axel montado no nosso mecha, numa sequência que pode ser dispensada ao pressionar o botão de start, algo que não recomendo por razões que explicarei mais à frente. De qualquer das formas é bom termos de volta estes segmentos de mechas, algo que se irá repetir no quarto nível. Mas vamos então abordar mecânicas de jogo, onde o rocket mantém o seu papel de destaque. Os controlos são simples, com um botão para Sparkster atacar com a sua espada, outro para saltar e um outro para activar o seu jetpack. A grande diferença face ao original, é que no jogo anterior, teríamos de manter um botão pressionado para carregar o jetpack e depois de carregado o que achássemos suficiente, largavamos o botão e Sparkster já saía disparado na direcção pretendida. No entanto, enquanto estivéssemos parados a carregar os foguetes, estávamos também vulneráveis a sofrer dano. Ora nesta sequela os foguetes regeneram-se mais rápido e sozinhos, o que nos dá muita mais agilidade, até para ficar no ar bem mais tempo.

Graficamente o jogo está bem mais colorido que o original, o que é óptimo

Tal como no anterior, quando saímos disparados com os foguetes, o Sparkster usa a sua espada como a ponta de uma flecha, pelo que também é uma forma de não só causar dano nos inimigos, como também evitar sofrer dano quando nos espetamos contra alguns obstáculos como a lava ou espinhos. Tal como no jogo anterior também, ao se voarmos na diagonal, iremos fazer ricochete em qualquer superfície, pelo que também acaba por ser uma forma interessante de atravessar alguns túneis ou corredores apertados e repletos de perigos. Os foguetes carregam em 2 níveis, e a partir do momento que o segundo nível também estiver carregado, quando sairmos disparados a voar, Sparkster irá voar em forma de parafuso, algo que teremos de usar para activar alguns interruptores ou mesmo no confronto contra um boss em particular, para desapertar os seus parafusos e o desmantelar. Pressionando no botão de foguete sem nenhuma direcção pressionada em simultâneo, faz com que Sparkster rodopie sobre si mesmo, mantendo-se no mesmo local. Para além de servir de ataque, é também uma outra forma de nos protegermos de dano inimigo.

Bosses nunca faltam!

Por fim, convém referir também os power ups que podemos encontrar. Para além da comida que nos regenera a barra de vida, itens de fogo que nos aumentam o dano infligido pela nossa espada, ou mesmo vidas extra, temos também pedras preciosas coloridas que possuem características especiais. Ao coleccionar 10 pedras azuis, ou 1 vermelha, activamos uma espécie de uma roleta no canto superior direito do ecrã, onde, conforme o resultado final, nos pode recompensar com itens extra a cairem do céu. Para além disso, e de boosters de foguetes que carregam e activam automaticamente os foguetes quando lhes tocarmos, temos também uma série de rélicas de espadas, espalhadas ao longo dos níveis. Estas têm um papel semelhante às esmeraldas dos Sonics, pois ao encontrar as 7 espadas, Sparkster transforma-se numa versão dourada, algo necessário para desbloquear o último boss e chegar ao final verdadeiro. A primeira espada está logo no prólogo opcional, onde combatemos o nosso rival em mechas. Por isso referi acima que não era boa ideia dispensar essa parte!

Não dá para gravar o nosso progresso no jogo mas ao menos temos um sistema de passwords que também conta as espadas que já tenhamos encontrado

A nível audiovisual, é um jogo bem competente. Os níveis são bem detalhados e diversificados entre si. O primeiro nível então, é composto por vários segmentos que atravessam zonas completamente distintas, já os restantes acabam por ser mais consistentes. Os níveis são também muito mais coloridos que no primeiro jogo, e ainda bem! As músicas continuam vibrantes e cheias de energia, mais um ponto muito positivo.

Portanto este Sparkster acaba por ser uma excelente sequela a um dos maiores clássicos da Mega Drive. As mudanças nas mecânicas dos foguetes são muito benvindas, a acção non-stop continua a ser uma constante e as melhorias nos gráficos e som foram também muito benvindas. Ainda assim, por questões meramente nostálgicas, continuo a preferir o Rocket Knight Adventures, mas este é também muito, muito bom. A versão SNES é uma espécie de uma história paralela aos originais da Mega Drive, e espero poder vir a falar dessa versão no futuro.

Johnny Bazookatone (Sega Saturn)

Produzido pelo pequeno estúdio britânico Arc Developments, que só muito recentemente vim a descobrir que foram os responsáveis pela conversões para algumas consolas da Sega de jogos como Bart vs the Space Mutants ou Terminator 2: Judgement Day, este Johnny Bazookatone é um interessante jogo de plataformas em 2D, lançado para a Saturn, Playstation 1 e PC. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Novembro por 15€, estando num estado impecável.

Jogo com caixa e cd de bónus com a banda sonora

A história leva-nos até às profundezas do Inferno e ao seu governante, El Diablo. Este estava tão aborrecido com a sua vida que, ao espiar o que se estava a passar na Terra, dá por ele a ver um concerto rock, protagonizado pelo guitarrista Johnny Bazookatone e a sua banda. Ao ver a multidão toda contagiada pelas músicas do banda, o demónio decide roubar a guitarra de Johnny e tentar ele tornar-se numa estrela rock. No entanto apercebe-se que afinal não tem jeito para ser músico e decide privar o mundo dos seus melhores músicos, raptando toda a banda de Johnny, excepto o próprio,  que consegue escapar e decide ele mesmo invadir o Inferno, libertar os seus amigos e por fim reunir-se com a sua guitarra.

Os níveis são todos pré-renderizados, com um bom nível de detalhe

A nível de mecânicas de jogo, este é então um jogo de plataformas em 2D, algo que para mim não deixa de ser muito benvindo a uma consola de 32bit, principalmente no ano de 1996 onde muitos jogos em 3D foram lançados mas que acabaram por envelhecer muito mal. Johnny possui uma arma em forma de guitarra, que não só dispara projécteis, mas também consegue aspirar e expelir objectos. Os controlos são relativamente simples, com os botões faciais a servirem para Johnny saltar, disparar, usar power ups e os de cabeceira para usarem as mecânicas de “aspiração” da sua arma e correr. Outra das habilidades interessantes de Johnny é, quando está a meio de um salto, podermos apontar a arma para baixo e ao disparar, o “coice” da arma permite-nos estar no ar mais tempo, o que é bastante útil em saltos mais complicados entre plataformas. A nível de power ups não temos muita coisa, no entanto. Apenas notas musicais, onde a cada 1000 pontos nos dão vidas extra, estrelas que nos restabelecem a barra de vida, vidas ou continues extra.

Sim, também teremos um mine cart level

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente acho que este jogo envelheceu muito melhor que muitos outros de acção/aventura lançados no mesmo ano, precisamente por manterem uma identidade gráfica mais próxima dos 16bit. A Saturn pode ter algumas complicações e limitações em renderizar jogos em 3D, mas em 2D era uma óptima máquina. Este jogo é então um platformer 2D com gráficos pré-renderizados, à semelhança do que tinha feito a Rare com o Donkey Kong Country. Mas uma consola como a Sega Saturn tem muito mais capacidade que uma Super Nintendo ou Mega Drive, pelo que o resultado acaba por ser melhor com níveis e personagens bem detalhados. Tal como referi acima, vamos atravessar o inferno, uma versão muito cartoon do mesmo, pelo que todos os níveis possuem detalhes agradáveis, começando pela prisão Sin Sin, passando pelo hotel Diabolique, um restaurante ou mesmo um hospital, os cenários vão sendo bastante diversificados até.As músicas são outro ponto forte do jogo, tanto que o mesmo foi comercializado com um CD Audio com as músicas da banda sonora de bónus. Estas consistem em temas bastante agradáveis e que abrangem diversos géneros musicais, desde o rock, techno, ou mesmo algumas músicas com influências Jazz e Soul.

Portanto este Johnny Bazookatone até que se revelou num jogo de plataformas bem competente. Acredito que na altura não tenha sido tão bem recebido quanto outros jogos 3D, mas a sua jogabilidade mais clássica acaba por torná-lo numa experiência que envelheceu muito melhor que os outros jogos mais “avançados” da época.

Pelé (Sega Mega Drive)

Para não destoar, cá vamos para mais uma rapidinha a um jogo desportivo, este que, se deve ter vendido alguma coisa, foi certamente por ter o nome do Pelé na capa. Publicado pela Accolade em 1993, é um jogo infelizmente não lá muito bom. O meu exemplar foi comprado na loja Games ‘n Stuff algures no mês passado, creio que me custou uns 6 ou 7€.

Jogo com caixa e manual

Os defeitos de Pelé começam logo pelo interface com o utilizador. Ao começar o jogo temos a opção de “Start” ou “Options”. Escolhendo logo Start, somos levados para um outro ecrã onde poderemos escolher a equipa que queremos jogar, a cor dos uniformes, a disposição táctica e escolher o onze inicial. Então, mas e o modo de jogo? Pois, temos de ir a “Options” primeiro, senão o jogo assume todas as opções default. Aí é que podemos escolher se queremos jogar com 1 ou 2 jogadores e quais os modos de jogo, desde partidas amigáveis (a tal escolhida por defeito), um torneio tipo campeonato do Mundo, ou uma temporada. Existe também um modo de jogo para treinar, mas sinceramente não perdi muito tempo com esse. Depois claro, podemos também escolher a duração das partidas e algumas opções no som também.

O jogo é apresentado numa perspectiva quase isométrica, mas muito próxima do campo

Uma vez escolhido o modo de jogo lá somos largados no campo. A perspectiva é isométrica (mas num sentido diferente dos FIFAs), se bem que a câmara está demasiado próxima do campo, o que nos tira alguma visibilidade e dificulta caso queiramos fazer algum passe longo. A jogabilidade também não é a mais amigável. As equipas que podemos escolher, bom, serão selecções nacionais ou clubes fictícios? Bom, em Inglaterra podemos escolher Manchester, Norwich ou Liverpool, em Espanha, Madrid. Em França, Marselha. Em Itália, Milan e Roma. Em Portugal, que tal como a Escócia e Suécia, não parecem pertencer à Europa, apenas podemos escolher Lisboa. Argentina temos Buenos Aires e no Brasil temos Brasília, São Paulo ou Rio. Existem mais uns quantos países/cidades para escolher mas já deu para entender que este jogo de licenciamentos apenas tem a imagem do Pelé mesmo, tudo o resto é fictício e sinceramente a Accolade/Radical Entertainment só mostram que não fizeram nenhum trabalho de casa nesta questão das equipas. Mas vá lá que em Buenos Aires joga o Maradina, esse grande craque!

Já que a selecção das equipas são uma anedota, podemos ao menos customizar os seus uniformes ao detalhe

A nível gráfico, o jogo até que possui alguns detalhes interessantes, como as animações que surgem quando alguém marca golo ou do árbitro a marcar alguma falta. Mas de resto, e com detalhes os uniformes das equipas a parecerem completamente aleatórios, deixam algo a desejar e mais uma vez mostram desleixo dos produtores. Música apenas temos nos menus e sinceramente nem são assim tão más. Os efeitos sonoros durante as partidas resumem-se aos toques da bola, dos jogadores e o ruído do público, que acredito que não seja muito fácil de reproduzir numa consola como a Mega Drive, mas uma vez mais fica muito aquém das expectativas, temos exemplos muito melhores na mesma consola.

Em Espanha apenas podemos seleccionar Madrid. Os adeptos do Barcelona devem ter ficado muito satisfeitos.

Portanto este Pelé é mais um dos muitos, certamente dezenas, jogos de futebol que a Mega Drive tem para oferecer. E certamente consigo enumerar mais de 10 jogos de futebol na Mega Drive bem mais divertidos que este. Ainda assim, o nome de Pelé deve ter feito sucesso pois a Accolade lançou ainda mais um jogo no ano seguinte. Estou curioso em ver como se safaram, pois pelas imagens parece ter melhorado. Também não era muito difícil.

Champions World Class Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, mas agora na Mega Drive, hoje trago-vos por cá mais um videojogo de futebol. Desenvolvido pela Flying Edge, uma subdivisão da Acclaim, este jogo foi lançado em 1994, sendo que na Europa foram saindo versões com capas, manuais e label do cartucho completamente distintas entre si. A mais popular de se encontrar por cá é a que está na imagem acima do jogo, mas no Reino Unido a Acclaim conseguiu os direitos sobre o nome e imagem de Ryan Giggs, jogador muito popular na altura. Já a versão francesa tem toda a equipa do PSG como destaque, mas a nível de conteúdo parecem-me todas as versões idênticas. A versão que trago hoje é precisamente a do Reino Unido, que foi comprada algures em Novembro na loja Games n Stuff, tendo custado uns 6€, salvo erro. Se um dia vier a arranjar mais alguma das versões irei meramente actualizar este post.

Jogo com caixa e manual, versão patrocinada pelo Ryan Giggs

A nível de modos de jogo não temos lá muitas opções, ou jogamos uma partida amigável, seja sozinhos ou contra o CPU, ou entramos num torneio de selecções nacionais semelhante aos Mundiais, com uma fase de grupos e depois uma série de eliminatórias até à final. Na fase de grupos, ainda apanhamos o sistema de receber apenas 2 pontos em caso de vitória.

Apenas temos selecções nacionais para escolher, incluindo a portuguesa

As mecânicas de jogo são relativamente simples, com os botões a servir de passe, remate ou tackle e troca de jogador, no caso de estarmos na posse de bola ou não. A nível de customizações, podemos optar por definir a duração das partidas, activar ou desactivar faltas, foras de jogo e o controlo dos guarda-redes, que pode ser automático, semi automático (o guarda redes apenas defende automaticamente) ou completamente manual, o que sinceramente não recomendo. Antes de cada partida podemos apenas alterar a formação táctica da equipa e pouco mais. E se por um lado as mecânicas de jogo são relativamente simples na teoria, infelizmente no campo a sua implementação não foi de todo a melhor, a começar precisamente na lentidão que os jogadores se arrastam pelo campo.

Entre cada partida e nos intervalos temos direito a uma intervenção do comentador desportivo

A nível audiovisual, bom, o jogo até tem alguns detalhes interessantes, como o ecrã do apresentador televisivo que vai dando os seus comentários entre cada partida. Não é algo completamente original, pois existem vários videojogos da EA Sports com a mesma abordagem, mas não deixa de ser interessante. O campo de futebol até que é colorido e com algum detalhe, com o público bem visível e as publicidades habituais ao pé das linhas. Mas na parte do som o jogo deixa muito a desejar. As músicas apenas existem no ecrã título e menu inicial, durante o resto do jogo apenas ouvimos os ruídos do público e outros sons aleatórios, que sinceramente não são nada apelativos. Até as celebrações dos golos são tão fatelas…

A perspectiva do jogo é horizontal, com um radar no canto superior direito que indica a posição de cada jogador

Portanto sinceramente este Champions World Class Soccer é um jogo de futebol muito mediano. Existe uma grande variedade de jogos de futebol na Mega Drive, muitos deles melhores que este, pelo que não há grande razão para escolherem este jogo quando quiserem jogar uma partida rápida de futebol à moda dos 16bit.