Jimmy White’s Whirlwind Snooker (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas, mas agora na Mega Drive, vamos ficar com mais um jogo desportivo, este de snooker. Publicado pela Virgin, este foi um jogo de simulação lançado originalmente para uma série de computadores, entre os quais o PC e Commodore Amiga em 1991. Três anos depois, sai esta conversão para a Mega Drive. É um jogo com o endorsement do Jimmy White que, para além de figurar em 2 jogos de bilhar, desconheço completamente. O meu exemplar foi comprado numa loja física, algures em Setembro e custou-me menos de 5€.

Jogo com caixa

Este é então um simulador de snooker, que nos permite jogar partidas em modo treino ou simulação completa, tanto contra o CPU como contra algum amigo. A diferença entre o modo treino e simulação é que no primeiro poderemos anular a jogada anterior e o CPU também nos pode dar uma ajuda a indicar qual a melhor jogada a fazer. De resto temos também o modo Trick Shot, que nos permite construir cenários específicos para treinar, ou seja, poderemos espalhar as bolas de snooker pela mesa da maneira que melhor entendermos e practicar mais um pouco. De resto, começando uma partida temos acesso a um interface por ícones numa barra na parte superior do ecrã. Aqui poderemos escolher diversas opções como posicionar a câmara directamente atrás da bola branca, bem como fazer um tilt da mesma para o lado, definir a força a aplicar em cada tacada, em que zona da bola queremos atingir, activar linhas de direcção da tacada, entre outros. Uma vez definidos todos os parâmetros desejados, temos também um ícone para efectuar a tacada propriamente dita. Este é um jogo que suporta o rato da Mega Drive, pois usamos um cursor para activar todas estas opções, mas o comando também se adequa bem pois este é um jogo metódico e temos o tempo que quisermos para planear cada jogada.

Graficamente até que é um título impressionante pela sua mesa renderizada em 3D

Do ponto de vista audiovisual sinceramente até me impressionou pela sua fluidez de jogo. A mesa de bilhar é um objecto poligonal em 3D, naturalmente com pouco detalhe, mas ainda assim é um detalhe interessante. As bolas são sprites 2D, mas deslocam-se com fluidez pela mesa. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, vamos tendo algumas reacções do público ocasionais, como aplausos ou assobios e as músicas apenas existem durante o ecrã título e menus, mas sinceramente não as achei nada de especial.

Portanto este Jimmy White’s Whirlwind’s Snooker até que é um jogo interessante na sua execução e dá bem para entreter. Pena que apenas tenha a modalidade de snooker e não outras modalidades como o “bilhar de café” que todos conhecemos.

International Superstar Soccer Deluxe (Sega Mega Drive)

Vamos continuar na Mega Drive para mais uma rapidinha a um jogo desportivo. Este ISS Deluxe até merecia um artigo mais completo, é verdade, mas é na verdade uma conversão (pela germânica Factor 5) do clássico que tinha saído um ano antes para a Super Nintendo, pelo que recomendo que leiam esse artigo. O meu exemplar custou quase 5€, tendo vindo de uma loja no Norte do país algures no passado mês de Setembro.

Jogo com caixa e manuais

Aqui temos os mesmos modos de jogo da SNES, desde partidas amigáveis, bem como diversos tipos de torneios e campeonatos que poderão inclusivamente ser jogados com 1 a 4 jogadores. O modo Scenario é uma espécie de desafio para 1 jogador, onde teremos de completar diversas missões, como dar uma reviravolta a um resultado negativo com pouco tempo disponível. Temos também modos de treino e de cobrança de penalties. O jogo não possui qualquer licenciamento da FIFA, pelo que teremos apenas 36 selecções nacionais com jogadores fictícios, mais algumas equipas all stars para desbloquear. A jogabilidade é excelente, com controlos até relativamente complexos pela variedade de jogadas que podemos efectuar (um comando de 6 botões é recomendado para tal). Tal como muitos outros jogos da época, poderemos alternar tácticas e formações, bem como teremos uma boa perspectiva das estatísticas de cada equipa e jogador.

A Factor 5 converteu o jogo da melhor forma possível

A nível gráfico é um jogo muito semelhante à sua versão da SNES. Temos uma perspectiva algo oblíqua e com um radar no centro que é bastante útil, embora por vezes tenha dado algum jeito se a câmara estivesse mais longe. A Factor 5 converteu o jogo da melhor forma possível, tanto que até herda a resolução mais curta da Super Nintendo, o que é pena pois até dava jeito os píxeis extra para ver um pouco mais do campo. Vamos tendo também algumas animações interessantes sempre que há golos. A acompanhar as partidas vamos tendo ruídos do público e algumas frases curtas do relatador desportivo, sempre que há um remate, falta ou um corte da defesa. As músicas são óptimas, as apenas as ouvimos nos menus entre partidas.

Portanto estamos perantes um óptimo jogo de futebol na Mega Drive, apesar de já ter saído tardiamente no ciclo de vida da consola (1996). O FIFA 97, que curiosamente saiu no mesmo ano, é para mim o jogo de futebol da Mega Drive que mais impacto nostálgico tem em mim, pois foi o que mais joguei com amigos no seu tempo. Mas este ISS Deluxe é sem dúvida um jogo mais divertido. Certamente dos melhores da era 16bit.

The Simpsons: Bart vs the Space Mutants (Sega Mega Drive)

Vamos ficar agora com mais uma rapidinha a um jogo da Mega Drive, nomeadamente este The Simpsons: Bart vs the Space Mutants. É uma rapidinha pois já cá trouxe tanto a sua versão original para a NES, bem como a versão Master System. Esta versão Mega Drive também foi convertida pela Flying Edge e é sem dúvida a versão mais bonitinha deste jogo. Já na jogabilidade, bom, a mesma continua repleta de saltos extremamente precisos, o que poderá ser frustrante. O meu exemplar foi comprado a um amigo meu no passado mês de Setembro por 5€.

Jogo com caixa

Como referi anteriormente, a história e o conceito é o mesmo das versões 8bit. Bart munido dos seus óculos raio-X descobre que extraterrestres estão entre nós a construir uma arma para dominar o mundo e cabe-lhe a ele travar os seus planos. Inicialmente essa máquina está a usar objectos roxos para o fabrico da tal arma, pelo que no primeiro nível a nossa missão vai ser a de pintar o máximo de objectos roxos que conseguirmos, seja com as latas de spray que vamos encontrando, seja com algum platforming mais exigente, ou mesmo com recurso a outros objectos que poderemos vir a adquirir. No segundo nível, passado num centro comercial, já teremos de coleccionar todos os chapéus que encontrarmos, pois a máquina passou a usar chapéus. No terceiro nível, passado numa feira Popular, o objectivo é apanhar ou rebentar o maior número de balões e por aí fora. É essencialmente o mesmo jogo, com os mesmos segredos e desafios. Confesso que descobri um segredo que nunca me tinha apercebido antes: no primeiro nível, as moedas que vamos encontrando podem ser usadas em algumas lojas para comprar objectos, até aqui tudo bem. Mas logo na primeira cabine telefónica a seguir ao Moe’s Tavern, poderemos usar o telefone para fazer uma das prank calls típicas do Bart! Fui depois experimentar o mesmo na versão Master System e também está lá presente! Muito engraçado!

Este obstáculo inicial lixou a vida a muita gente

De resto é um jogo que, tal como a sua versão 8bit, apesar de possuir imensos segredos e uma jogabilidade até variada com a inclusão de vários itens com diferentes usos que poderemos vir a coleccionar e usar, bem como até alguns mini-jogos lá pelo meio, não deixa de ser um jogo desafiante pelo seu platforming preciso, obstáculos e inimigos que nos temos de desviar constantemente. Para não falar claro que basta sofrer dano por 2x que se perde uma vida. E é muito fácil sofrer dano neste jogo! E os controlos infelizmente são também desnecessariamente complicados, especialmente nas mecânicas de correr e saltar.

No que diz respeito aos audiovisuais, sinceramente sempre gostei desta versão. Para além de possuir cores bem mais vivas e um detalhe gráfico nos níveis mais trabalhado, as músicas são também bastante agradáveis. Em particular a música título, que não sendo a tradicional música de abertura da série televisiva, aparentemente por motivos de licenciamento, não deixa de ser extremamente viciante. Não me sai da cabeça!

Podemos activar a visão raio x para desmascarar e atacar os aliens que se fazem passar por humanos

Portanto este Bart vs Space Mutants, se não fosse pelos seus problemas de controlos e por vezes a dificuldade mais extrema (benditos save states!), até que tinha potencial para ser um clássico, pela sua variedade de níveis e de mecânicas de jogo. Para além de que esta versão da Mega Drive está de facto muito bonita visualmente.

OutRun (Sega Mega Drive)

OutRun é um dos maiores clássicos da Sega nas arcades. Foi o primeiro jogo arcade que alguma vez joguei e um dos meus primeiros contactos com videojogos! Lembro-me perfeitamente de ser criança e quando os meus pais iam ao Jumbo da Maia fazerem as suas compras, eu só queria ficar na máquina do OutRun, nem que fosse lá sentado na cabine a fingir que estava a jogar! Naturalmente que o jogo recebeu inúmeras conversões para sistemas domésticos, algumas das quais eu já cá trouxe, como foi o caso da versão Master System. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Agosto por 25€.

Jogo com caixa

Como já referi em artigos passados, OutRun é um jogo de corridas diferente. Em vez de termos a preocupação de chegar em primeiro lugar na meta, aqui o objectivo é o de desfrutar uma viagem. Mas não podemos ir muito relaxados, pois sendo este um jogo arcade temos um tempo limite para chegar a cada checkpoint. Se batermos algumas vezes pelo caminho, provavelmente já não teremos tempo suficiente para o checkpoint seguinte. Outra das inovações trazidas pelo jogo é a sua não linearidade no progresso. Sempre que nos estivermos a aproximar do checkpoint seguinte, a estrada bifurca-se e teremos de escolher qual o caminho a seguir. Ao longo do jogo vamos ter umas 4 bifurcações pela frente, o que nos levará a 5 destinos finais, todos com uma cutscene de vitória diferente. Portanto este OutRun, apesar de ser um curto jogo arcade, tem alguma longevidade na medida em que teremos vários caminhos alternativos para explorar!

Para além de dar atenção ao relógio, temos também de evitar colidir com os restantes carros

A versão Mega Drive é uma conversão bem mais sólida do original, tendo em conta o esforço anterior da Sega, para a Master System. A conversão é bem mais fluída e com mais detalhe, não ficando assim tão longe quanto isso do original. A Mega Drive não é propriamente um colosso do super scaler, mas a fluidez e sensação de velocidade estão também aqui presentes, pelo que estamos perante uma versão muito agradável e competente. No que diz respeito ao som, o original possuía 3 músicas bem agradáveis e elas estão todas aqui presentes, sendo que poderemos escolher qual a música a ouvir antes de cada viagem. A versão Mega Drive adiciona ainda uma quarta música que também não é nada má!

O facto de podermos escolher o nosso caminho dá outro factor de longevidade, quanto mais não seja para conhecer os segmentos todos.

Portanto, pelo menos para os padrões de 1991, esta versão do OutRun era sem dúvida a melhor forma de jogar o clássico arcade em casa. O jogo acabou por ter conversões mesmo para sistemas concorrentes com a Sega (como a versão Turbographx-16) mas para ter uma conversão ainda mais fiel ao original, tivemos de esperar pelo lançamento na Sega Saturn, que felizmente chegou cá à Europa na compilação Sega Ages.

R.B.I. Baseball ’94 (Sega Mega Drive)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar aqui com mais um desporto americano que não me desperta lá muito interesse e muito pouco conheço das suas regras. Não sendo o futebol americano, só poderia ser então o baseball. E esta série da Tengen até me parece ser das que mais sucesso teve na era das 16bit, mas não levem a minha palavra como certa. O meu exemplar veio de uma feira de velharias algures no mês de Agosto deste ano, tendo-me custado 5€ e é um exemplar new old stock.

Jogo com caixa, manual e papelada na sua versão Genesis (norte americana)

Para além de termos alguém a atirar uma bola, outra pessoa da equipa adversária a tentar acertar-lhe com um taco de baseball e depois ver umas quantas pessoas a correr entre bases, outras a passar a bola de uns para os outros, pouco sei deste desporto. Se quem estiver a dar as bastonadas com o taco conseguir acertar na bola em cheio de tal forma que saia fora do estádio, temos um home run, que nos dão uns quantos pontos extra. Este é o meu conhecimento do baseball, pelo que não fui muito longe aqui. Para além de atirar ou tentar acertar na bola, deveríamos correr entre bases ou tentar apanhar a bola o mais rápido possível, mas sinceramente nunca atinei bem com isto, nem com o manual. Mas é giro iniciar uma partida amigável e colocar o CPU a jogar entre si!

O jogo possui a licença da MLB, pelo que teremos jogadores reais, ocasionalmente com os seus retratos

E este RBI Baseball ’94 traz-nos diversos modos de jogo diferentes, desde as já faladas partidas amigáveis, como diversos modos de temporada, uns mais curtos, outros mais longos (aparentemente o mais longo coloca-nos numa epopeia de 162 partidas). Para além disso temos o Game Breakers que é um modo de jogo onde teremos de vencer alguns desafios específicsos, bem como alguns modos de treino que nos permitem cobrir jogadas defensivas (a tal correria das bases) ou treinar as tacadas.

Os treinadores gesticulam imenso, mas isso é chinês para mim

Mas se o que tenho a dizer da jogabilidade é um redondo zero, posso ao menos falar dos seus audiovisuais com mais certeza. Este R.B.I. Baseball é um jogo de desporto bem competente tecnicamente. As sprites dos jogadores estão bem detalhadas e muito bem animadas e naqueles ecrãs laterais, visíveis na altura do batting, podem incluir imensas animações diferentes, desde a posição dos nossos colegas de equipa nas bases, ou os treinadores a esbracejar veemente as suas tácticas (embora para mim seja chinês) ou mesmo por vezes ver gente à batatada! No que diz respeito ao som também me pareceu um jogo bem competente. Há música durante todo o jogo, tanto nos menus como nas partidas e a banda sonora até que é bem variada e competente. Os efeitos sonoros também me parecem bem competentes com uma série de vozes digitalizadas. Ao navegar pelas opções poderemos activar os crazy sounds, que dá ao jogo uma sonoridade muito cartoon, o que também se revelou numa óptima surpresa.