Ano novo, novas rapidinhas. Há uns tempos atrás já cá trouxe o Super Kick Off para a Master System e esta versão para a Game Gear é exactamente o mesmo jogo, se bem que usa uma resolução menor devido ao ecrã da portátil. O meu exemplar foi-me oferecido por um particular algures em Dezembro do ano passado.
Jogo completo com caixa e manual
Sendo este um jogo idêntico ao da Master System podem contar com os mesmos modos de jogo e uma perspectiva vista de cima. Infelizmente tem também os mesmos defeitos: existe algum slowdown sempre que há mais que 3 jogadores no ecrã em simultâneo e os clubes que podemos escolher estão dependentes da linguagem que seleccionamos. Ou seja, se quisermos jogar com clubes alemães, teremos de escolher o Alemão como língua do jogo, o que é uma estupidez. De resto, a nível audiovisual é um jogo bastante simples também.
Eis que, após um longo interregno que abrangeu viagens em trabalho e férias, é tempo de voltar ao artigos aqui no blogue, com mais uma rapidinha para a Sega Game Gear. Crystal Warriors é um interessante, porém modesto, RPG estratégico desenvolvido pela própria Sega para a sua portátil 8bit. O meu exemplar foi adquirido algures entre Maio e Junho, por um intermediário que estava no Reino Unido e me trouxe este cartucho de uma CeX por 5 libras.
Apenas cartucho
O jogo narra a história da princesa de Iris do pacífico reino de Arliel, que por sua vez albergava quatro cristais mágicos que mantinham o balanço do poder naquele mundo. Até que surge um misterioso exército das trevas liderado por Grym que toma Arliel de assalto e consegue obter 3 dos cristais. Só não levou o último pois era a própria Iris que o tinha consigo e estava fora do seu reino aquando do ataque e agora tem as forças de Grym no seu encalce. A aventura vai prosseguindo à medida em que vamos travando batalhas e libertar as aldeias/cidades ocupadas pelas forças inimigas, até que conseguimos finalmente defrontar os comandantes inimigos e assim restaurar a paz na região.
Ao derrotar os monstros acabamos por os recrutar para lutarem ao nosso lado
Na sua essência, este jogo possui mecânicas algo semelhantes a outros RPGs estratégicos por turnos como Shining Force. No nosso turno, podemos seleccionar as nossas personagens (uma de cada vez) e posicioná-las consoante o seu alcance, atacar e usar magias ofensivas ou regenerativas. É um jogo muito simples, mas possui algumas nuances interessantes. Uma delas é o facto dos campos de batalha possuem monstros e soldados inimigos. Os monstros, depois de derrotados, são capturados e podem ser usados posteriormente nos combates seguintes como arma de ataque por parte de quem os capturou, mas uma vez derrotados dessa forma, são perdidos para sempre. Outro detalhe interessante é que os soldados inimigos inicialmente são desconhecidos, surgindo como um boneco anónimo. Só depois de se envolverem em combate é que sabemos da sua identidade. Isso ou usamos o feitiço Scan para desvendar um inimigo de cada vez. No final de cada batalha, visitamos a cidade libertada, onde poderemos visitar uma série de edifícios onde poderemos comprar novas armas, equipamento, feitiço, falar com NPCs, gravar o nosso progresso no jogo, ou mesmo recrutar novos elementos para a nossa party, sendo que em cada batalha poderemos ter um máximo de apenas 9 elementos.
Não podemos deixar que qualquer unidade inimiga alcance a nossa fortaleza, caso contrário é game over
No que diz respeito aos audiovisuais, este é também um jogo simples, apesar de bastante colorido. As personagens possuem quase todas influências arábicas o que não é muito usual em RPGs de fantasia, mas que dá uns laivos de originalidade ao jogo. Por outro lado as animações poderiam ser muito melhores. As músicas são agradáveis, mas nada que tenha ficado propriamente na memória.
Portanto este Crystal Warriors, apesar de não ser um Shining Force (e na Game Gear até temos três!), até dá para entreter. Possui uma jogabilidade simples mas com algumas nuances interessantes e para além do modo história, temos ainda uma vertente multiplayer que permite combates estratégicos entre 2 jogadores com as suas Game Gears ligadas entre si.
Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma interessante revisão do conceito de jogos como Arkanoid ou Breakout. É também notório por ser o primeiro videojogo que a Genki produziu, estúdio esse que nos trouxe mais tarde séries como Tokyo Xtreme Racer ou os RPGs Jade Cocoon. O jogo que estou a falar é nada mais nada menos que este Devilish, cujo meu exemplar foi comprado no mês passado por 10€.
Jogo com caixa
Este é então na sua essência um Arkanoid mais robusto e sidescroller, com uma temática de dark fantasy. Aqui controlamos não uma barra mas sim duas e o objectivo é ir destruindo os blocos/inimigos presentes no ecrã, através de uma bola que vai tabelando entre as nossas barras, as paredes e os blocos/inimigos que toque. Claro que no meio disto tem de haver uma história rebuscada, onde as duas barras que controlamos são na verdade um príncipe e uma princesa que foram amaldiçoados por um vilão que invadiu o seu reino…
Este é um arkanoid bem robusto, mas ainda tinha potencial para ser melhor.
Apesar de já ter descrito muito brevemente as mecânicas de jogo, há aqui algumas nuances a ter em conta: controlamos as 2 barras ao mesmo tempo, sendo que a inferior apenas se pode mover para a esquerda e direita. Por outro lado a outra barra pode-se mover em qualquer direcção, logo que não desça mais que a barra inferior. Para além disso, e como o scrolling vai alternando entre o horizontal e vertical, ao pressionar o botão 2 podemos usar as 2 barras numa formação especial de ângulo de 90º, o que pode dar jeito em algumas situações. Para além disso temos um curto intervalo de tempo para completar cada nível, pelo que temos de ir abrindo caminho para a saída do nível o mais rápido possível, não é necessário ter de destruir todos os blocos e inimigos que nos apareçam à frente. Felizmente existem também uma série de outros power-ups que nos podem ajudar, como é o caso de bolas de fogo que conseguem perforar todos os blocos que toque, em vez de fazer logo ricochete, ou outra bola “bomba” que rebenta uma série de blocos de uma vez. Outros power ups incluem tempo ou vidas extra, pelo que é sempre bom perder algum tempo a explorar cada nível. Mas não muito, pois cada nível está dividido em várias fases, incluindo lutas contra bosses, e o relógio nunca pára.
O que mais gostei no jogo é mesmo a sua direcção de arte. Fez-me lembrar o Dragon’s Fury!
Graficamente é um jogo bem detalhado, embora poderia ser um pouco melhor nas suas animações. Ainda assim, o setting de dark fantasy é algo que sempre me agradou e aqui não poderia deixar de ser diferente. As músicas, nada de especial a apontar, não ficam na memória, mas não desgostei de as ouvir.
Portanto este até que é um jogo original e interessante e pelos vistos teve sucesso suficiente para uma sequela, que acabou por sair antes para a Mega Drive, mas infelizmente não na Europa.
Continuando pelas rapidinhas e pela Game Gear, este jogo que cá trago hoje é a adaptação para a Game Gear de um jogo de mesmo nome que tinha sido lançado para a Mega Drive, por intermédio da Sega of America. Por sua vez, ambos os jogos são baseados numa comic norte-americana do mesmo nome, que conta a história de Chakan, outrora um guerreiro poderoso, mas após um duelo com a morte, ganhou o presente envenenado da imortalidade, com o preço de ter de erradicar uma série de demónios antes de poder retomar à sua forma original. O meu exemplar foi comprado na Feira da Vandoma do Porto, algures no mês passado, tendo-me custado 5€. Edit: arranjei recentemente um exemplar completo.
Jogo com caixa e manual.
Este é um jogo de acção e plataformas inteiramente não linear. Somos largados numa espécie de hub world onde podemos encontrar 6 portais que nos levam para diferentes níveis, podendo estes serem jogados em qualquer ordem. Os níveis em si vão sendo algo labirínticos e repletos de inimigos, pelo que o desafio está sempre lá, até porque a jogabilidade exige alguma práctica. Isto porque Chakan pode atacar com as suas espadas em qualquer direcção, obrigando-nos a usar o d-pad em conjunto com o botão de ataque, se quisermos direccionar os ataques de outra forma. É possível também fazer um salto duplo e atacar durante esse mesmo salto duplo, o que é bastante útil pois estamos temporariamente invulneráveis emquanto rebolamos no salto duplo. Rebolar no chão é também uma possibilidade e será bastante útil em algumas circunstâncias. Depois os níveis também são algo labirínticos e cheios de passagens secretas, pelo que exigem uma abordagem cuidada. É certo que Chakan é imortal, mas ao esgotar-se a sua barra de vida somos levados de novo ao hub world e teremos de recomeçar o nível do zero.
Graficamente é um jogo excelente, com níveis e sprites muito bem detalhados para uma portátil 8bit
No final de cada nível temos sempre um boss para defrontar, e no caso de jogarmos na dificuldade máxima, acabamos por desbloquear um nível e boss extra. Ao longo dos níveis vamos encontrando também várias poções mágicas que podem ser usadas no sistema de alquimia do jogo, bem como algumas espadas elementais mais poderosas, muitas vezes muito bem escondidas. O sistema de alquimia usa as poções que vamos encontrando ao longo do jogo, cujas combinações nos podem atribuir alguns poderes temporários, como destruir todos os inimigos presentes no ecrã, invisibilidade, um escudo extra, duplicar o poder de ataque, entre outros, incluindo regenerar a nossa vida, que não regenera de outra forma, nem ao mudar de nível. São poderes que nos vão dar um jeitaço e devem ser usados com precaução!
Chakan apesar de ser imortal, sofre dano. E o jogo é desafiante!
De resto a nível audiovisual devo dizer que este é um jogo que me agradou bastante. As sprites são grandes, os níveis muito bem detalhados graficamente. Existe alguma variedade nos visuais entre os níveis, mas são todos sinistros e infernais, o que me agrada bastante. Os inimigos e principalmente os bosses também estão bem desenhados! O jogo possui também uma longa cutscene de introdução que está graficamente bem representada. As músicas por outro lado não são nada de especial, mas ouvem-se bem.
Fiquei agradavelmente surpreendido por este Chakan. A sua jogabilidade exige alguma práctica, e o jogo em si é desafiante. Mas tecnicamente parece-me excelente! Fico ainda mais curioso em um dia jogar a versão Mega Drive que um dia há-de vir cá parar à colecção.
De forma a compensar a minha ausência, irei publicar uma série de rapidinhas nos próximos dias. Começando pela Game Gear, o jogo que trago cá agora é a adaptação para esta consola do Chuck Rock, desenvolvido originalmente pela Core Design para computadores como o Commodore Amiga e Atari ST, tendo sido posteriormente convertido para uma série de outras plataformas 8 e 16 bit. Para as consolas da Sega, as primeiras conversões sairam precisamente na Master System e Game Gear, cuja minha cópia foi comprada algures no mês passado de Junho na feira da Vandoma do Porto por 5€.
Jogo com caixa e manual
Embora não seja propriamente notório nesta versão, a menos que eventualmente esteja explícito no manual, a história do Chuck Rock recai no cliché do costume, onde teremos de salvar a nossa mulher que foi raptada por um vilão qualquer da pré-história. O jogo usa as mecânicas clássicas deos platformers, com um botão para saltar e o outro para atacar. Se atacarmos enquanto estivermos a saltar, então o ataque sai um pontapé. Se por outro lado atacarmos enquanto no solo, o ataque é literalmente uma barrigada! Sendo um jogo da Core Design, é normal que haja aqui e ali algum sentido de humor, o que acontece principalmente na cutscene de abertura do jogo, que infelizmente não está aqui representada. De resto é um jogo de plataformas comum, onde temos também a possibilidade de carregar com rochas e usá-las para as atirar aos inimigos ou como plataformas para alcançar zonas de mais difícil acesso. Temos também uma série de itens para apanhar, e tal como em muitos platformers ocidentais desta época, a maior parte dos itens que podemos apanhar traduzem-se apenas em pontos, excepto os corações que nos restabelecem parte da nossa barra de vida.
As sprites até que são grandes nesta versão, mas em contra partida a área visível de jogo é muito reduzida
A nível audiovisual, esta versão do Chuck Rock decepciona um pouco. Na parte dos gráficos, as sprites até que são bem detalhadas, mas peca por ter os fundos todos negros, ao contrário das versões originais que possuem níveis bem mais bonitos e detalhados. Na parte dos efeitos sonoros, bom, esta é uma conversão muito semelhante às primeiras do jogo, pois não possuiam qualquer banda sonora, à parte da música título. Infelizmente a versão Master System também é muito semelhante a esta versão, melhorando apenas na resolução do ecrã.
Este Chuck Rock é então um jogo de plataformas bem decente, mas que nos deixa a saber a pouco, muito pouco, principalmente se depois virmos a versão Mega Drive (ou as originais para o Atari ST e Amiga) em movimento.