TaleSpin (Sega Game Gear)

Vamos a mais uma rapidinha pois este TaleSpin para a Game Gear, ao invés de ser um jogo inteiramente novo, é uma adaptação do mesmo título da Mega Drive. A versão de 16bit já era um jogo algo mediano, infelizmente esta conversão para a Game Gear não está melhor, bem pelo contrário. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado a um amigo no mês passado de Setembro, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manual

A premissa é a mesma: a empresa transportador do Balú está a concorrer para ganhar um concurso público e terá de concorrer com a empresa de Shere Khan para ganhar o contracto. Claro que eles não nos vão fazer a vida fácil e o progresso do jogo será idêntico ao da versão de 16bit: começamos por explorar alguns níveis de plataformas onde teremos de coleccionar um número mínimo de carga para que a saída do nível se active. Posteriormente somos levados para a alfândega do aeroporto para que possamos carregar o avião, mas aqui somos sempre atacados por um minion de Shere Khan, que serve de boss. Uma vez derrotado o boss, somos levados para os céus, onde pilotaremos o avião e teremos de sobreviver aos ataques de um exército de piratas do ar. Depois repetimos o mesmo feito na área seguinte! Felizmente pareceu-me haver bem menos destes níveis de shmups.

Infelizmente o jogo é mais mediano ainda que a versão Mega Drive

De resto, enquanto a versão Mega Drive suportava multiplayer cooperativo para 2 jogadores, onde um controlava o Baloo e o outro o Kit, aqui poderemos apenas controlar um. Tal como na versão 16bit no entanto, Baloo é a personagem que tem o ataque mais forte, porém de menor alcance, enquanto Kit é mais fraco, mas com muito maior alcance. Ainda assim, os ataques do Baloo são patéticos. E a jogabilidade sinceramente achei-a muito má, com péssima detecção de colisões, inimigos bem mais resilientes do que nós (os confrontos contra os bosses são um martírio) e a fluidez do jogo está cheia de quebras.

A nível audiovisual é um jogo banal. Temos os mesmos locais a explorar que na versão Mega Drive, mas naturalmente com menos detalhe ainda. Para além disso temos o tal problema da má fluidez de jogo que já tinha referido anteriormente. As músicas também não são nada de especial. Portanto este TaleSpin é infelizmente uma conversão má de um jogo já por si mediano na Mega Drive. Não recomendo.

Bram Stoker’s Dracula (Sega Game Gear)

Em 1992, Francis Ford Copolla realizou um filme que narrava, de forma mais fiel, a história do famoso vampiro, conforme contada pela obra original de Bram Stoker. E como todos os grandes filmes, acabaram também por produzir alguns videojogos sobre o mesmo, tendo este sido lançado num grande número de diferentes plataformas. As versões 8bit possuem todas o mesmo esqueleto de jogo, tendo sido lançadas para NES, Game Boy, Master System e Game Gear, cujo meu exemplar foi comprado no mês passado a um amigo, por cerca de 5€.

Apenas cartucho

E sendo este um platformer/sidescroller em 2D, baseado em vampiros e outras criaturas sobrenaturais, traçar um paralelismo com os Castlevania clássicos é inevitável, mas infelizmente este jogo fica muito, muito aquém das expectativas. Ao longo do jogo vamos explorando diversos locais, tal como descrito no filme, começando pelo interior da Transilvania, o próprio castelo do Drácula, passando depois por uma série de locais no reino Unido, culminando num regresso ao Castelo do Drácula para o derrotar. Cada nível está dividido em dia e noite, sendo que o objectivo de cada nível é sempre o de chegar à saída do nível dentro do tempo limite. No que diz respeito aos controlos, as coisas são simples, pois temos um botão para saltar e outro para atacar. Por defeito temos equipado uma faca de curto alcance, mas, dos vários itens e power ups que temos à disposição para apanhar, vamos tendo também outras armas de longo alcance como machados ou bolas de fogo, que usam o mesmo botão de ataque. Tal como no Shinobi, se estivermos junto de algum inimigo, atacamos com a faca, se estivermos longe, atacamos com uma dessas armas especiais, enquanto tivermos munições, claro.

Então mas… isto passa-se na transilvânia ou no Mushroom Kingdom?

Outros itens, que estão escondidos em blocos com pontos de interrogação que nos questionam se não estaríamos antes no Mushroom Kingdom, podem incluir tesouros que nos aumentam a pontuação, corações que nos regeneram a barra de vida, vidas extra ou tempo extra. Até aqui tudo bem, mas este é um jogo muito, muito difícil. A nossa personagem até que é bastante ágil, mas os níveis estão repletos de corredores apertados, inimigos e imensas armadilhas que nos irão sugar muito da nossa barra de vida. Os níveis vão tendo também alguns bosses intermediários, alguns, como o caso das noivas de Dracula, apenas nos temos de desviar delas umas quantas vezes, já outros teremos mesmo de os derrotar. A área em que os defrontamos é também muito pequena, portanto vai ser bem difícil não sofrer dano. Para além disso, os níveis também vão sendo algo labirínticos, com imensas passagens secretas e alguns interruptores ocasionais que teremos de interagir para poder avançar no jogo.

Graficamente estamos perante um jogo bem colorido, mas esperava um design mais inspirado

A nível audiovisual, é outra desilusão. Sinceramente não acho os gráficos nada de especial. É verdade que as versões Sega são mais coloridas tendo em conta as capacidades de ambas as suas máquinas 8bit, mas acho que os níveis poderiam ter muito mais detalhe. A versão Game Gear perde para a Master System pelo sua resolução ser mais reduzida, logo temos menos visibilidade nos níveis. As músicas infelizmente são horríveis e, em conjunto com os também péssimos efeitos sonoros, como cada vez que saltamos ou atacamos, só nos dá mesmo vontade de reduzir o volume ao mínimo. Nem a voz assombrosa que diz “Dracula” no ecrã título o salva.

Preparem-se para ver este ecrã muitas vezes.

Este já era um jogo que há algum tempo gostaria de ter na colecção, não por ser um bom jogo, infelizmente está longe disso, mas por eu gostar bastante do filme onde se baseia. Mas sempre estive mais curioso com as versões 16bit, que me parecem bastante idênticas entre a Mega Drive, SNES e Amiga. A ver qual delas me aparece primeiro na colecção! A Mega CD também teve direito a uma versão exclusiva, também um sidescroller 2D mas com gráficos digitalizados. Pareceu-me mázinha. Quanto a esta versão 8bit, tal como referi acima são muito parecidas entre a Master System, NES, GB e GG, mas não me parece que nenhuma delas seja uma obra prima.

The Incredible Hulk (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas nas consolas 8bit da Sega, hoje ficamos com um jogo cuja versão 16bit já cá trouxe anteriormente. E por acaso as conversões para a Master System e Game Gear estão muito parecidas com a versão Mega Drive, tanto a nível de mecânicas de jogo, como no seu conteúdo propriamente dito, pelo que recomendo a leitura desse artigo para mais detalhes. O meu exemplar foi comprado a um particular no passado mês de Novembro por 10€, estando completo se bem que um pouco desgastado.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Ora este é um jogo de acção em 2D, onde controlamos Bruce Banner ou Hulk de forma a defrontar mais um vilão qualquer da Marvel e arruinar os seus planos de dominação mundial. Tal como a versão Mega Drive, enquanto estivermos na forma de Hulk podemos desencadear diferentes golpes, alguns directos ao pressionar os botões 1 e 2, outros já requerem combinações de botões específicas como um jogo de luta se tratasse. Consoante o nosso nível da barra de energia, Hulk assumirá diferentes formas, pelo que poderá usar diferentes golpes mediante a forma em que nos encontremos actualmente. Se levarmos muita pancada, acabamos por regressar à nossa forma humana como Bruce Banner, onde somos mais frágeis, porém mais ágeis. Com recurso a alguns power ups que podemos apanhar iremos poder alternar livremente entre as formas de Hulk e Bruce Banner, algo necessário para progredir no jogo pois apenas Hulk consegue derrubar paredes e apenas Bruce se consegue esgueirar por passagens mais apertadas.

Hulk possui um número de ataques variável, o que é desnecessariamente complicado, a meu ver

A nível audiovisual confesso que fiquei agradavelmente surpreendido por esta versão 8bit. Os níveis são parecidos com os da versão Mega Drive, sendo bastante coloridos e com detalhe quanto baste. As sprites de Bruce Banner, Hulk e a de alguns inimigos são também bem detalhadas. As músicas também me soam bastante agradáveis, o que no caso de consolas como a Master System e Game Gear não é assim tão comum infelizmente.

Como Bruce somos muito mais frágeis, porém conseguimo-nos esgueirar por passagens estreitas

Poranto este Hulk para a Game Gear é um jogo interessante, mas tal como tinha referido na versão Mega Drive, o sistema de controlos parece-me desnecessariamente complicado para um sidescroller, ainda por cima a Game Gear possui menos botões que a Mega Drive, pelo que nem quero imaginar como terá ficado a versão Master System neste campo. Por outro lado, não deixa também de ser uma adaptação para 8bit muito competente da versão Mega Drive.

Aerial Assault (Sega Game Gear)

Continuando pelas rapidinhas nas consolas 8bit da Sega, mas agora na sua portátil Game Gear, o jogo que vos trago agora é a adaptação para a portátil do Aerial Assault, um competente shmup da Master System. Como o hardware entre ambas as plataformas é muito similar, geralmente os jogos que saem para ambas as plataformas possuem muito poucas diferenças, o que não é o caso deste Aerial Assault cuja versão Game Gear já possui algumas diferenças consideráveis. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro a um particular no OLX, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa e manuais

A nível de mecânicas de jogo esta é uma versão mais simplificada pois não temos armas secundárias. Mas vamos no entanto poder apanhar alguns power ups na mesma, desde upgrades às nossas armas, que podem passar a disparar projécteis algo teleguiados, mísseis, raios laser capazes de perfurar mais que um inimigo, ou projécteis que dispersam em várias direcções. Outros upgrades podem melhorar a agilidade do avião bem como conferir-lhe escudos frontais capazes de absorver alguns impactos. Se perdermos uma vida, naturalmente que o avião perde todos os upgrades apanhados até então.

A história é idêntica à versão Master System, onde uma organização terrorista (os NAC) conseguiram montar um verdadeiro exército e tomaram o mundo de assalto, com o herói a comandar um avião de combate e sozinho defrontar toda essa ameaça. Não me recordo se a versão Master System teria suporte a 2 jogadores, creio que não, mas esta versão Game Gear suporta multiplayer cooperativo com 2 jogadores ligados entre si.

O primeiro nível é completamente novo, não existe na Master System

A nível audiovisual, tal como a versão Master System, as músicas não são nada de especial, mas também não são propriamente irritantes. A nível gráfico acho que o jogo deu um passo atrás, pois as sprites estão um pouco mais infantilizadas e os cenários não são tão bem detalhados quanto a versão Master System, pois esta possuia alguns efeitos de paralaxe e aquela cena ao por do sol, transitando para uma poderosa tempestade, apesar de estar também aqui presente, não ficou tão bem conseguida. Os cenários seguem a mesma lógica, com o primeiro nível a ser inteiramente novo, sobrevoando uma cidade. O resto sobrevoamos oceanos, cavernas, uma grande base e por fim combatemos no espaço. A versão Master System possui sprites mais realistas, incluindo os bosses, e os inimigos são bem mais velozes e agressivos do que nesta versão.

O design das sprites infelizmente é muito inferior nesta versão, incluindo os bosses.

Portanto continuo a preferir a versão Master System deste Aerial Assault, pelo maior desafio, melhores mecânicas de jogo e melhores gráficos. No entanto não deixa de ser de louvar a iniciativa da Sega em querer tornar ambos os jogos diferentes entre si, quando os sistemas acabam por ser muito, muito semelhantes.

Mortal Kombat II (Sega Game Gear)

Voltando às super rapidinhas e à Game Gear, vamos ficar com mais uma adaptação do clássco jogo de luta, Mortal Kombat II, sendo esta muito semelhante à versão Sega Master System que eu já cá trouxe no passado. O meu exemplar foi comprado a um particular no OLX no passado mês de Novembro, tendo-me custado 10€.

Jogo com caixa, manuais e papelada. Versão norte-americana distribuída oficialmente pela Ecofilmes

Como já referido, esta é uma versão idêntica à Master System, com o mesmo número de lutadores, as mesmas fatalities, mas com uma resolução de ecrã inferior em virtude de correr numa consola portátil. A outra grande diferença nesta versão está nos controlos, pois aqui o botão Start não pausa o jogo, mas sim serve para bloquear, enquanto que na Master System teríamos de pressionar os botões 1 e 2 em simultâneo para o mesmo. Sinceramente acho mais importante a possibilidade de pausar o jogo.

Portanto esta é mais uma conversão modesta do clássico da Midway, embora para a altura, no que diz respeito ás versões portáteis, esta acaba por me parecer a melhor versão quando comparada com a Game Boy.