Continuando pelo PC e agora para uma rapidinha, deixo-vos com um breve artigo sobre o Lust for Darkness, um indie jogo de terror produzido pela Movie Games. O meu exemplar acho que foi comprado nalgum bundle baratinho, sinceramente já não sei precisar quando nem quanto custou.
E este é um jogo de terror na primeira pessoa, um pouco à imagem de jogos como o Amnesia: The Dark Descent, até porque o protagonista está completamente indefeso perante os perigos que irá enfrentar. Ao contrário do Amnesia, que é um excelente jogo de terror, este já não é tão bom quanto isso infelizmente. Iremos controlar na maior parte de todo o jogo um homem chamado Jonathan, que anos após o misterioso desaparecimento da sua esposa Amanda, acaba por ser contactado pela própria que lhe diz que está viva, mas corre perigo de vida e pede-lhe para se infiltrar numa mansão onde foi feita prisioneira. No curto prólogo do jogo controlamos precisamente a própria Amanda e vemos como é que ela acabou por ficar aprisionada.
É uma pena que a narrativa não seja tão boa pois o conceito do jogo até que tem bastante potencial
Agora quando nos infiltramos na tal mansão (e a palavra certa é mesmo infiltrar pois os seguranças expulsam-nos caso sejamos encontrados) deparamo-nos que está a decorrer um importante evento de um clube/culto secreto, que irá resultar em orgias e outros rituais que abrem um portal para uma outra dimensão algo demoníaca. Faz-me lembrar de certa forma parte do filme Eyes Wide Shut, embora claro sem a parte dos demónios e tal. E lá teremos de explorar não só a mansão bem como a outra dimensão sinistra, tanto para entender o que se está ali a passar, mas também para salvar Amanda e defrontar quem a raptou em primeiro lugar.
Este é então um jogo de aventura na primeira pessoa, onde teremos de explorar os cenários, interagir com alguns objectos, resolver alguns puzzles e eventualmente evitar alguns confrontos. A nível audiovisual sinceramente estava à espera que fosse um pouco melhor. Graficamente os cenários até que estão bem conseguidos, a mansão parece mesmo tirada dos anos 1920-1930 e a dimensão de Lusst’ghaa é bastante sinistra. O problema é que as personagens estão muito mal detalhadas, infelizmente, parecem bonecos de silicone. Para além disso o voice acting não é nada de especial, o que acaba por estragar um pouco a narrativa. O que é pena pois a história que nos é aqui apresentada teria potencial para ser muito melhor, tanto na narrativa, como numa atmosfera mais tensa e aterradora ao longo do jogo. E este é um jogo com inúmeras referências de cariz sexual, portanto vai haver muita nudez e actos sexuais (por vezes bastante bizarros até), pelo que ficam avisados que é mesmo melhor deixar este jogo fora do alcance de menores.
A outra dimensão tem um aspecto muito H.P. Lovecraft
Portanto estamos aqui perante um jogo que tem um conceito bastante interessante, mas infelizmente o resultado final fica consideravelmente aquém do seu potencial. Sendo este um jogo indie compreende-se perfeitamente, no entanto. A mesma equipa está a preparar um novo jogo deste universo chamado Lust from Beyond que irá sair algures ainda neste ano, pelo que estou curioso em ver que pontos menos positivos irão melhorar!
Depois do sucesso do primeiro King’s Quest, a Roberta Williams não perdeu muito tempo a preparar uma sequela. Lançada originalmente em 1985, o jogo teve um relançamento em 1987 que já suporta gráficos com o standard EGA e foi essa a versão que joguei pois é a que vem incluída na King’s Quest Collection, que por sua vez veio num humble bundle com dezenas de clássicos da Sierra que comprei algures no ano passado por uma bagatela.
Ora com os eventos do primeiro jogo, que colocaram o outrora cavaleiro Sir Graham agora como Rei Graham no trono de Daventry, Graham, ao espreitar no seu espelho mágico que lhe conta os eventos do futuro, vê uma donzela em perigo, numa terra distante. Calha bem, pois Graham ainda está solteiro e precisa de uma companheira para governar o seu reino. Partimos então para o mundo de Kolyma em busca da donzela Valanice, onde teremos de explorar mais uns quantos cenários diferentes, coleccionar objectos, escapar de inimigos e obstáculos e interagir com o mundo à nossa volta de forma a ir progredindo no jogo. Tal como no primeiro King’s Quest aqui vamos tendo uma vez mais várias maneiras de resolver alguns dos puzzles, embora o jogo nos encoraje a usar métodos não violentos, atribuindo-nos mais pontos a essas acções. Mas claro, temos também inúmeras maneiras de morrer neste jogo, desde cair em buracos, escadas, afogar, ou simplesmente ser atacado/comido por alguns dos inimigos que iremos enfrentar. A nível de jogabilidade contem com o habitual dos jogos da Sierra desta época. É um jogo de aventura onde nos podemos deslocar com as teclas das setas e usar uma linha de comandos para efectuar acções de observar, interagir com objectos ou outras personagens, o que nos obriga não só a usar o vocabulário que o jogo espera, bem como estarmos numa localização algo precisa.
Uma vez mais teremos de escapar de uma série de inimigos que surgem do nada!
A nível audiovisual, bom, em relação ao primeiro King’s Quest acho que ganha alguns pontos por haver mais alguma variedade de cenários. É que para chegar à ilha onde Valanice está aprisionada vamos ter de procurar uma série de chaves para abrir uma porta mágica que, depois de aberta, nos mostra outra porta trancada! Então teremos de explorar diferentes cenários, onde certos contos de fantasia clássicos estão também aqui representados como a história do Capuchinho Vermelho, ou mesmo o castelo do Drácula e porque não uma visita a Neptuno no fundo dos oceanos? Mas tirando a variedade, os cenários em si não envelheceram lá muito bem. De todas as aventuras gráficas que joguei da Sierra até agora e que ainda usam o AGI como motor de jogo, acho que só o primeiro Larry e Police Quest resistiram ao teste do tempo, apresentando visuais minimalistas, mas ainda com um certo charme! No que diz respeito ao som, esta versão não suporta qualquer placa de som, pelo que apenas ouvimos algumas melodias com o som atroz do PC-Speaker. Há outras versões da época que suportam placas de som, mas não esta.
Uma caverna com um morcego? O que sairá dali?
De resto, este é um jogo de aventura sólido e já começamos a ver um pouco do bom humor que a maior parte das aventuras gráficas da Sierra também tinham. Ao explorar o lar de uma bruxa vemos um Batmobile a sair da caverna, ao que o jogo refere que está completamente fora de sítio, bem como uma publicidade ao primeiro Space Quest que também surge aparentemente do nada. Mas ainda é um jogo muito solitário, com poucos NPCs com os quais podemos dialogar. A ver como se safam nas sequelas!
Depois de ter jogado todos os Space Quest e Police Quest, restava-me pegar na série que os gerou. King’s Quest é um dos videojogos mais importantes alguma vez lançados, na medida em que pegava nas mecânicas básicas de aventuras de texto e apresentava cenários ricos em detalhe, que poderíamos explorar livremente, mas ainda com uma linha de comandos para escrever as acções a executar. É portanto um importantíssimo percursor ao género dos jogos de aventura gráfica! O meu exemplar veio incluído numa grande colectânea de jogos da Sierra que comprei algures no ano passado num bundle por uma bagatela.
O King’s Quest foi um jogo lançado originalmente numa série de plataformas distintas com o IBM PCjr a receber a sua primeira versão em 1984. Esta colectânea traz duas versões do primeiro jogo: uma versão lançada em 1987 para o MS-DOS, que usa o motor gráfico AGI (o mesmo usado no primeiro Larry, Police Quest, Space Quest) e um remake lançado em 1990 já com o motor gráfico SGI. Mas ainda não é a versão SGI que já permitia gráficos em VGA e um interface verdadeiramente point and click! Mas já lá vamos. A história por detrás deste jogo leva-nos ao reino fantasioso de Daventry, onde encarnamos no cavaleiro Sir Graham, que recebe do seu rei uma importante missão: o Reino de Daventry está em ruína e a única forma de retornar o reino à sua velha glória leva-nos a procurar por 3 artefactos mágicos: um escudo poderoso, um espelho capaz de ditar o futuro e um baú com ouro infinito. Se encontrarmos os 3 artefactos, o reinado de Daventry será nosso! A história do remake é algo modificada/expandida, mas o objectivo no final é o mesmo: recuperar os 3 tesouros e tornarmo-nos no próximo rei.
Há muitas maneiras de morrer em King’s Quest mas felizmente a maior parte das criaturas só nos fazem mal se nos aproximarmos demasiado
Ora e depois lá teremos então um vasto mundo a explorar, repleto de armadilhas e criaturas prontas a ceifar-nos a vida se não tivermos cuidado. Uma vez mais descer escadas é uma arte e cair em buracos é um perigo muito real! De resto lá teremos de coleccionar itens e usar esses itens nos locais/pessoas/criaturas certas. Há aqui muito folklore de histórias tradicionais de fantasia, como os feijões mágicos que podemos plantar e visitar um reino nas nuvens, a bruxa com uma casa feita de doces, entre outros. E enquanto nos podemos mover livremente através das teclas das setas, todas as restantes acções são despoletadas ao escrever comandos como look troll, get mushroom e por aí fora, o que nos obriga não só a usar as palavras que o parser espere, mas também que estejemos no sítio certo para o comando ser aceite. O remake que saiu em 1990 ainda não é um verdadeiro point and click, os cenários apresentam muito mais detalhe e alguns puzzles foram alterados. É uma versão mais linear que o original, que por sua vez tem diferentes soluções para os mesmos puzzles, o que sinceramente achei um aspecto interessante!
Muitos dos contos tradicionais de fantasia estão aqui representados
A nível audiovisual, o lançamento de 1987 para MS-DOS é muito similar ao original de 1984 do PCjr. E se por um lado eu acho que jogos como o primeiro Larry ou Police Quest até resultaram bem com o motor gráfico AGI, sinceramente acho que o King’s Quest envelheceu mal. Os cenários andam quase todos à volta de campos, montanhas ou cavernas e sinceramente a nível de detalhe não me agradou. Para um jogo de 1984 teria realmente um nível de detalhe nunca antes visto, mas acho mesmo que envelheceu mal. O remake de 1990 ainda tem um número limitado de cores pelo standard EGA, mas o jogo corre numa maior resolução e o mundo à nossa volta está muito melhor detalhado. Para além que essa versão já suporta algumas placas de som, pelo que ocasionalmente lá vamos ouvir algumas melodias.
O remake de 1990, mesmo com as limitações da arquitectura EGA, é muito melhor detalhado que o original
Portanto este King’s Quest é um jogo interessante principalmente pelo seu factor histórico e de toda a influência que deu ao género das aventuras gráficas. A nível de narrativa e audiovisuais ainda é um jogo muito simples, mas tendo em conta que este jogo gerou umas 8 sequelas e uns quantos remakes ao longo dos anos, estou certo que os jogos seguintes serão melhores. Veremos!
O artigo de hoje é mais uma rapidinha a duas visual novels publicadas pela Sekai Project em 2014 e 2015. Decidi escrever um dois em um, pois para além de um ser a sequela do outro, a nível de mecânicas de jogo são visual novels muito, muito simples. O meu exemplar veio de algum bundle certamente, já não me recordo quando e onde o comprei mas terá sido seguramente barato.
E estes Fault são visual novels muito simples, onde não temos sequer quaisquer escolhas a tomar e caminhos alternativos para seguir (excepto por uma escolha algures no primeiro jogo), pelo que o único trabalho aqui é mesmo o de ir lendo a história. E esta leva-nos a um mundo fantasioso, onde um imponente reino estava a ser alvo de ataques por parte de uma força desconhecida. O objectivo era o de assassinar a princesa lá do sítio que acaba por ser salva pela sua guarda-costas que, como último recurso, activa um teletransporte que as leva em segurança para longe do conflito. O problema é que as deixou na outra ponta do mundo e agora precisam de planear o regresso a casa.
É engraçado que logo desde o início temos a opção de consultar um glossário, não só dos termos que mais são usados ao longo da história, bem como algumas considerações políticas e geográficas sobre aquele mundo. E até que convém fazê-lo pois este é um mundo fantasioso onde tudo gira à volta de mana e dos que a usam no seu dia a dia – os tais manakravters. Confesso que nem desgostei da história, principalmente a do segundo capítulo, mas não deixa de ser um pouco frustrante que sairam estes dois jogos em 2014 e 2015 e a história no final do segundo jogo a narrativa ainda nem a meio ficou da viagem de regresso. Para além disso, no segundo jogo são apresentadas ainda mais algumas personagens que iriam certamente ter maior peso no desenrolar da história portanto ficou ali um cliffhanger. E como já se passaram mais de 5 anos desde o segundo lançamento, não me parece que irão dar continuidade ao projecto o que é pena.
Como habitual, esperem por algumas imagens mais bem detalhadas das personagens intervenientes em alguns pontos chave da história
A nível audiovisual, bom… é uma visual novel. Esperem pelas habituais personagens estáticas e backgrounds mais detalhados ao longo de todo o texto e o resultado final é um pouco misto, por vários motivos. O primeiro que me vem à cabeça é a diferença no desenho das personagens femininas e masculinas. Por um lado as femininas até que estão bem desenhadas, já as masculinas possuem sempre um aspecto muito estranho, parece que os artistas só sabem desenhar mulheres! De resto, o jogo ocasionalmente vai tendo alguns vídeos que até possuem uma boa apresentação (gostei particularmente da introdução dada no segundo jogo que até simula um crash do jogo) e as músicas não são más, vão alternando entre temas mais alegres, ambientais ou tensos consoante a narrativa. Mas fica no entanto a faltar algum voice acting que nestas visual novels mais trabalhadas costuma ser sempre uma mais valia.
As personagens masculinas possuem traços mesmo muito estranhos, dá a ideia que o artista só está mesmo habituado a desenhar mulheres
Portanto estamos aqui perante um conjunto de duas visual novels que até possuem uma história interessante, onde particularmente o segundo jogo conseguiu ser melhor conseguido na narrativa, na minha opinião. Teria realmente potencial para a história se prolongar por mais um considerável número de sequelas, mas parece que infelizmente isso não vai acontecer. Peca também por ser extremamente linear e por não ser muito equilibrado a nível audiovisual.
Actualmente, sempre que vou começar a jogar uma nova série, prefiro começar pelo primeiro jogo que foi lançado. No entanto, até uns anos atrás, preferia antes começar pelo jogo que decorria primeiro na cronologia da história da série. E quando peguei mais a sério nos Ys algures em 2011, decidi então começar pelo Origin, que joguei a sua versão PC quando ainda não tinha sido lançada oficialmente por cá, pelo que usei um patch de tradução feito por fãs. Ora em 2012 a XSeed, que já tinha localizado muitos jogos da saga noutros sistemas, localiza oficialmente este Ys Origin para PC com um lançamento em formato digital. Mais tarde em 2017 a dotEmu relança o mesmo jogo para uma série de outras plataformas, incluindo esta versão para a PS4 que vos trago cá hoje. O meu exemplar foi comprado algures em Novembro por cerca de 30€ no ebay e decidi rejogá-lo, desta vez numa playthrough mais ligeira em easy para reavivar a minha memória.
Jogo ocm caixa
Ora e como o nome indica, esta é uma prequela do primeiro jogo, decorrendo 700 anos antes do mesmo. Ys, que se lê em português literalmente como “ise”, refere-se a uma ilha que, através da magia das deusas Feena e Reah, se ergueu nos céus de forma a salvar a sua população de um ataque demoníaco que tinha acontecido na superfície anos antes. E a civilização daquela ilha foi prosperando até que, certo dia as deusas desaparecem, levando consigo a black pearl, um artefacto mágico extremamente poderoso. Então são formadas equipas de busca compostas por cavaleiros, feiticeiros e sacerdotes que partem para a superfície em busca das suas deusas, acabando por explorar uma misteriosa torre de 25 andares que entretanto se tinha erguido.
A jogabilidade é a de um action RPG com intensos combates e muitos obstáculos para ultrapassar nos cenários
Este é então um RPG de acção, onde inicialmente poderemos optar por jogar por entre duas personagens distintas. Yunica Tovah, uma aspirante a cavaleiro sem quaisquer poderes mágicos mas detentora de uma força física invejável, ou Hugo Fact, um jovem e prodigioso feiticeiro, mas que detém motivações algo misteriosas por detrás. A história vai tendo pequenas diferenças que se prendem pelos diferentes backgrounds que ambas as personagens têm, mas no fim de contas acaba por ser essencialmente a mesma. O que difere mais em ambas as personagens é as suas mecânicas de jogo, pois Yunica possui ataques físicos de curto alcance, enquanto Hugo consegue atingir inimigos de mais longe com os seus projécteis mágicos, na verdade jogando com Hugo o jogo quase que parece um shmup! Independentemente da personagem que escolhemos, à medida que vamos avançando no jogo iremos também adquirir novas habilidades que nos vão dar uma maior variedade de mecânicas de jogo no combate. Alguns inimigos são especialmente susceptíveis a alguns destes novos golpes, incluindo os bosses, pelo que a experimentação e preserverança é a chave do sucesso. Quando completamos o jogo com ambas as personagens desbloqueamos uma terceira personagem jogável, que possui uma jogabilidade com ataques ainda de menor alcance. Visto que iremos jogar com um dos supostos vilões a narrativa é-nos apresentada com um maior foco nos maus da fita e esta é considerada pela Falcom como a versão canónica dos eventos deste jogo.
Para facilitar a exploração, as estátuas que vamos desbloqueando ao longo do jogo servem também de pontos de teletransporte
Mas o que mais difere este Ys dos restantes que joguei até agora (parei no Oath in Felghana), é o facto de jogarmos apenas naquela grande torre de 25 andares, em vez de explorar o continente. É verdade que a torre vai tendo temas diferentes, desde andares submersos em água, outros cheios de lava, outros com temática do deserto e por aí fora, mas acaba por não haver uma grande variedade de cenários em relação a outros jogos da série. O progresso pode ser salvo ao interagir com estátuas das deusas Feena ou Reah que vamos desbloqueando ao longo do jogo e as estátuas vão tendo também outros papéis importantes: São a única forma de regenerar os nossos pontos de vida (o que também acontece sempre que subimos de nível) e também servem como uma espécie de loja onde poderemos melhorar os stats das armaduras e botas que vamos encontrando, bem como melhorar certas características de cada personagem, como o menor tempo de recuperação de mana ou da barra de boost, maior resistência a efeitos adversos como envenenamento, confusão e afins. Ao explorar a dungeon e todos os seus recantos, iremos não só encontrar uma série de itens necessários ao progresso no jogo como chaves ou outros acessórios, mas também outros itens que nos permitirão melhorar a nossa arma ou incrementar a barra de vida.
O que também nao faltam são bosses à velha guarda, onde teremos de memorizar os seus padrões de ataque e aproveitar as aberturas
E este é também um jogo cheio de extras, para além da tal terceira personagem que apenas é desbloqueada quando terminarmos o jogo com a Yunica e Hugo. Vamos desbloqueando também modos de jogo adicionais como o Time Attack com online leaderboards ou o Arena, que é uma espécie de survival. Mas os extras não se ficam por aqui! Os pontos que vamos amealhando no modo arena podem ser usados numa loja para comprar mais extras, incluindo versões EX de cada uma das personagens e que podem ser usadas no jogo normal, bem como o próprio Adol Christin, a personagem principal da série Ys que surgiu nos jogos seguintes, embora este possa apenas ser utilizado no modo Arena.
Explorar todos os recantos da torre pode-nos recompensar com importantes upgrades que nos darão muito jeito nos confrontos mais exigentes
Graficamente temos de considerar que este é um jogo lançado originalmente em 2006 e que usa o motor gráfico do Ys VI: The Ark of Napishtim, lançado originalmente em 2003. Portanto não esperem por gráficos bonitinhos, mas sinceramente acho que cumprem bem o seu papel. O jogo é todo renderizado em 3D poligonal, excepto as personagens e inimigos, que são sprites em 2D muito bem detalhadas. Já os bosses, que curiosamente parecem ser inspirados em bosses do Ys I e II, são também apresentados em 3D poligonal. Já no que diz respeito à banda sonora, tradicionalmente a série Ys possui músicas muito boas, sempre foi um dos seus pontos mais fortes! E as músicas aqui não são nada más, gosto particularmente daquelas com uma toada mais rock, mas devo dizer que como um todo a banda sonora ficou um pouco abaixo de outros Ys.
Portanto este Ys Origin é um óptimo RPG de acção. É relativamente curto, mas isso é compensado pela maior dificuldade comparando com outros jogos da série. A menos que o joguem em easy como fiz desta vez, claro. E todos os desbloqueáveis também lhe aumentam a jogabilidade! Desta vez fiz questão em terminar o jogo com todas as personagens e de facto entende-se o porquê da história da terceira personagem ser considerada a canónica. Para os fãs de Ys, vale a pena!