A Gameboy original tem a sua parte de puzzle games, afinal não foi por acaso que a mesma entrou no mercado com o Tetris como o maior destaque. Puzzle games acabavam por ser jogos relativamente simples, que não exigiam muito da máquina e acabavam por se tornar em óptimos companheiros de viagem, ideais para uma consola portátil. A Nintendo acabou por desenvolver uns quantos puzzle games e o Mario & Yoshi é um deles. Este cartucho foi comprado por 50 centimos na feira da Vandoma no Porto há coisa de um mês atrás. Edit: arranjei recentemente um exemplar completo por cerca de 15€.
Jogo com caixa e manual
Em Mario & Yoshi também temos de juntar blocos semelhantes que vão caindo do topo do ecrã para os fazer desaparecer, evitando que formem pilhas enormes e que cheguem até ao topo do ecrã. Para isso podemos manipular as colunas de blocos, alternando-as de forma a que consigamos, dentro dos possíveis, conciliar os blocos que vão caindo com os que já temos no ecrã. Esses blocos são inimigos de jogos do Mario, como os Goombas, as plantas carnívoras, ou mesmo as pequenas lulas que nos atrapalhavam nos níveis subaquáticos. Mas claro que há também alguns blocos especiais, nomeadamente metades de ovo de Yoshis. A ideia é formar um ovo inteiro, de forma a que apareça um Yoshi no ecrã e ganhemos mais pontos. Mas o truque é meter inimigos entre as cascas de ovo, para que desapareçam, o Yoshi que dali sai seja maior, e mais pontos ganhemos ainda!
As várias opções e modos de jogo.
As mecânicas de jogo são essas mesmo e apesar de serem simples sinceramente não me agradaram lá muito. De resto temos vários modos de jogo. No single player temos o Type A e B. O primeiro é o modo de jogo normal, onde tentamos obter o máximo de pontos possível, à medida que a dificuldade vai aumentando. No Type B já vamos ter vários níveis já com blocos espalhados no ecrã e teremos de os limpar a todos. Por fim temos um modo multijogador através do link cable que sinceramente não cheguei a testar.
Deixar uma pilha de blocos crescer até ao topo é sinal de game over
No que diz respeito aos audiovisuais é um jogo bastante simples. Este é daqueles jogos que só o comprei porque estava bastante barato, pois sinceramente nem o acho tão bom assim. A Nintendo lançou imensos jogos de puzzle baseados em blocos ao longo dos anos, muitos deles para a própria Nintendo Gameboy e se quiserem um puzzle game de blocos baseado no Mario, têm sempre o Yoshi’s Cookie. Ou o Dr. Mario!
Super rapidinha para hoje, pois o que aqui temos é a adaptação dentro dos possíveis de um jogo de luta que na altura ainda tinha dado bastante que falar, até porque tinha sido desenvolvido pela Rare, uma empresa que já tinha dado muitas e boas cartas no mundo dos videojogos, mas nunca com um jogo de luta. Killer Instinct, criado para combater a fama e sucesso de Mortal Kombat, era também um fighter bastante violento com uma jogabilidade frenética e com foco nos combos e com uns visuais excelentes, tendo sido lançado originalmente para a arcade e depois para a Super Nintendo, numa versão mais modesta. Como poderia a pobre Gameboy clássica competir? Este meu cartucho veio da feira da Vandoma no Porto, que me custou 50 cêntimos há coisa de umas semanas atrás.
Apenas cartucho
O lançamento original das arcades era um portento técnico. Se não estou errado, creio que até foi dos primeiros jogos arcade a incluir um pequeno disco rígido para além das ROMs, o que lhe permitiu um maior armazenamento de dados, resultando em personagens e backgrounds pré-renderizados e altamente detalhados, violência over the top e uma série de clips de vídeo a condizer também. Inicialmente era suposto a primeira conversão deste jogo sair para a Nintendo 64, até porque este foi o primeiro fruto de uma parceria entre a Nintendo e a Williams que lhe permitiu posteriormente trazer muitos jogos arcades desta empresa para a sua consola de 64bit. No entanto a N64 tinha atrasado e decidiram converter o jogo para a Super Nintendo, onde naturalmente teve de receber muitos cortes. A versão Gameboy ainda mais cortes recebeu, faltando-lhe alguns lutadores, golpes especiais (a Gameboy apenas possui 2 botões de acção ao contrário da SNES e N64) e naturalmente o downgrade gráfico também foi bastante acentuado. Nota-se que se tenta replicar o aspecto pré-renderizado do jogo, mas falta muito detalhe. Uma coisa interessante é as funções especiais desta versão GB, quando ligada a uma Super Gameboy. Podemos jogar contra um amigo apenas ligando um segundo comando à SNES, e a nível gráfico até fica bem melhor.
O suporte a cores da Super Gameboy até se safa bem neste jogo.
E o jogo em si do que se trata? Bom, como sempre há uma mega corporação qualquer que está a organizar um torneio de artes marciais, juntando muitos guerreiros de elite de todas as partes do mundo, embora cada qual com as suas próprias razões para lá estarem, e uns quantos mesmo a mando da própria empresa. E tal como referi acima a jogabilidade era bastante frenética e violenta. Não só pelo esquema de combos (e combo breakers), mas também pelo facto de o jogo não estar dividido em rounds, mas sim em barras de vida. Cada lutador tem 2 e quando as estourarmos ganhamos o combate! Aqui na Gameboy como seria de esperar a jogabilidade não é a melhor, mas até me impressionou pela positiva em duas coisas: a primeira na fluidez de jogo que me pareceu muito boa para uma GB. A segunda: as músicas que possuem um chiptune excelente!
Vamos lá para mais uma rapidinha, desta vez voltando à Nintendo Wii que tem sido algo ignorada nos últimos meses. E vocês devem estar a exclamar: “uma rapidinha num Mario Kart? uma série que tem sido sempre tão divertida e viciante?”. E não deixam de ter razão, mas sinceramente não foi um jogo com o qual eu perdi assim tanto tempo, e muito menos no multiplayer que tenho sempre outras prioridades e outros jogos para abater no backlog. E na verdade este nem era um jogo que eu fazia questão em ter, mas quando o vi, naquela sleeve de cartão do pack que vinha com a consola na Feira da Ladra por 50 cêntimos eu não pude dizer que não. O “volante” veio de um outro negócio à parte também na feira da Ladra, mas uns meses antes. Tinha vindo num bundle com 2 wiimotes e nunchucks oficiais que levei também por um bom preço.
Jogo em caixa de cartão, originalmente de bundle com a consola mais o acessório volante
Versão em caixa normal
E o que traz de novo este Mario Kart para além os motion controls que a Wii nos introduziu? Bom, para além de termos várias novas pistas (e muitas antigas também), vários modos de jogo com multiplayer online (até que enfim Nintendo!), 12 concorrentes em pista ao contrário dos habituais 8, podemos também conduzir motos, para além dos tradicionais karts. Como sempre temos vários modos de jogo para experimentar, mas para aqueles que preferem jogar sozinhos no conforto do seu sofá o foco vai sempre para o Grand Prix Mode, onde podemos participar em diversos campeonatos de 4 pistas com 3 voltas cada, em diferentes categorias de cilindrada. Para além das habituais Mushroom, Flower, Star e Special Cups, poderemos depois jogar as Shell, Banana, Leaf e Lightning, contendo circuitos dos Mario Kart anteriores. É sempre bom ver algumas pistas conhecias do MK64 com uns visuais renovados. Para além desse modo campeonato temos o Time Trial cujo objectivo passa por fazermos o melhor tempo possível e por fim os Versus e Battle, que podem ser jogados sozinhos, em multiplayer local ou online. O primeiro é um modo de corridas onde as mesmas podem ser customizadas e por fim o battle é uma espécie de deathmatch – mas com karts!
Mesmo no single player há muito conteúdo para explorar
A nível dos controlos este Mario Kart oferece-nos imensas opções: tanto podemos usar o wiimote deitado, ou o wiimonte e nunchuck, o bloco de plástico na forma de volante ou, felizmente, ambas as versões dos Classic Controller ou o fiel comando da Gamecube, algo que sinceramente prefiro sempre que seja possível utilizá-lo num jogo de Wii. Os Classic Controllers não são maus, mas precisam do Wiimote para serem “ligados” à Wii e não acho piada nenhuma. Mas cheguei a experimentar um pouco esses setups que exigem os controlos por movimento e sinceramente prefiro de longe a precisão do analócigo da Gamecube. Outra coisa que infelizmente não cheguei sequer a experimentar foi mesmo o modo online que já tinha sido descontinuado algures no ano passado. É capaz de haver alguns servidores piratas, mas não explorei muito isso. De resto, e apesar de não ser um jogo que eu passe muito tempo a jogar, é inegável que possui uma jogabilidade bem divertida em especial no multiplayer local, com os vários itens que poderemos usar para criar o caos na pista.
Cada personagem tem vários tipos de veículos para escolher, cada um com as suas características
Graficamente falando este é um jogo competente. Os circuitos são bastante coloridos e bem detalhados tendo em conta as limitações de uma Wii. Todos os circuitos são naturalmente inspirados em pequenos mundos ou locais dos jogos das personagens da Nintendo que por cá passam, gosto especialmente daqueles circuitos repletos de obstáculos, como os circuitos inspirados no castelo de Bowser, onde temos lava por todo o lado e aqueles blocos chatos a atrapalharem-nos o caminho. As músicas são o típico da Nintendo, bastante agradáveis e inspiradas nos vários jogos e localidades ali representadas. Só não gosto é dos “barulhos” em demasia que as nossas personagens vão fazendo ao longo das corridas. São demasiados “aha!”, “yupiii”, “ooooh” a serem debitados por minuto para o meu gosto.
Os powerups podem lançar o caos na pista, em especial a blue shell que não deixa ninguém seguro!
Mas pronto, Mario Kart Wii não deixa de um jogo bem divertido como é habitual nesta série, em especial quando é jogado com um grupo de amigos, o que infelizmente nem sempre acontece por estas bandas. É que ninguém gosta do Wiimote e não tenho comandos de GC para toda a gente…
Voltando à consola cúbica da Nintendo, para um RPG que eu há muito ansiava que existisse, embora o resultado final não tenha sido de todo o que eu gostaria. Mas não deixa de ser um óptimo jogo! Pokémon Colosseum é a sequela dos Pokémon Stadium da Nintendo 64 e apesar de manter os mesmos modos de jogo de combate que vimos na N64, este Colosseum introduz também uma vertente singleplayer que é nada mais nada menos que um RPG em glorioso 3D. Este meu exemplar foi comprado há coisa de um mês e pico na cash converters de Alfragide por cerca de 10€, faltando-lhe apenas o manual multilínguas e o cartão de memória que deveria vir de fábrica.
Jogo com caixa, manual PT e papelada
Ora este artigo vai-se focar principalmente na componente RPG do Pokémon Colosseum. A outra vertente de batalhas competitivas como em Pokémon Stadium para ser sincero nem perdi muito tempo com ela. Sei que existem vários modos de jogo incluindo um de torneio onde até 4 jogadores podem participar. De qualquer das formas no RPG já temos um cheirinho de como são essas batalhas pois acabamos por visitar todos esses Stadiums e Colosseums. Ah, e como sempre poderão importar os bichinhos dos jogos compatíveis para a Gameboy Advance, ou então do modo história. Passando então para esse prato principal, o jogo decorre na região deserta de Orre, onde não existem pokémons selvagens para capturar. Encarnamos na personagem de Wes, um jovem treinador de Pokémon que pertencia a uma organização criminosa que passava a vida a roubar os pokémons de outros treinadores – os Snagem. Mas Wes decide mudar de vida e começamos o jogo precisamente a destruir as instalações dos Snagem e passamos o resto do jogo a combater essa organização e uma outra, a Cipher, que usava os pokémon roubados para os corromper e tornar em Shadow Pokémon. O outro grande objectivo nosso é roubar esses shadow pokémon a outros treinadores e purificá-los, tornando-os pokémon normais.
Para quem for jogador habitual da série, não irá estranhar os ecrãs de batalha
Infelizmente não dá para capturar pokémons selvagens como nos RPGs portáteis pelo que todo o esforço calhou nestas mecânicas de jogo dos shadow pokémon. Para os capturar basta usar uma pokéball em batalha, tal como se fazia nos jogos das portáteis. Mas apenas os shadow pokémon, que podem ser identificados por terem uma aura negra, poderão ser capturados. Para os purificar temos de ter em conta várias coisas. Ao contrário da barra de EXP dos Pokémons puros, os shadow possuem uma barra também com aquela aura escura que vai decrescendo à medida em que os mesmos vão participando em batalhas ou simplesmente andarem connosco na nossa party. Enquanto os bichos estão como shadow, poucos são os golpes que eles podem executar para além do “Shadow Rush”. Por vezes eles entram no Hyper Mode, ficando mais violentos e desobedecendo às nossas ordens. Para os acalmar temos o comando “CALL”. Posteriormente quando estiverem prontos para serem purificados basta ir a uma certa localização e fazer um ritual, aí os bichos acabam por ganhar todos os pontos de experiência que tinham acumulado até então.
Aqui não há estradas para explorar, tudo é feito em fast travel de localização em localização
De resto a jogabilidade é muito semelhante aos clássicos, podemos carregar com até 6 pokemons de cada vez, mas as batalhas são duplas ou seja, temos sempre 2 bichos de cada lado à pancada uns com os outros. Cada pokémon pode ter até 4 golpes diferentes para executar sendo que sempre que for necessário aprender um quinto teremos obrigatoriamente de “esquecer” um dos outros. E apesar de não podermos capturar tantos Pokémon quanto nos jogos de Gameboy, o número ainda é considerável e alguns podem inclusivamente evoluir. Outros conceitos como os Poké Marts onde podemos comprar uma panóplia de itens, os pequenos Pokémon Center onde os podemos curar ou mesmo usar PCs para gerir o nosso “stock” de bichinhos estão também aqui presentes. Infelizmente só ficou mesmo a faltar a possibilidade de apanhar pokémons selvagens, até porque apenas dispomos de um mecanismo de “fast travel” entre cada localização, não existindo quaisquer estradas para explorar.
Os shadow pokémons são facilmente identificados pela sua aura escura
A nível de audiovisuais este é um jogo bem competente. Os gráficos são bem detalhados, tenho pena que a zona de Orre seja de facto muito desértica, pois a maioria das cidades parecem quase retiradas de um cenário pós-apocalíptico. Existem uma ou outra mais bonitinhas, como a Agate Village e as suas paisagens verdejantes. Um autêntico oásis no deserto! As músicas são também bastante agradáveis, incorporando vários estilos musicais, tanto coisas folk, melodias à velho oeste ou até músicas mais rock com boas guitarradas em certas batalhas.
No fim de contas este Pokémon Colosseum acaba por ser um jogo que me soube a pouco. Sempre quis ver um RPG Pokémon que nem os portáteis numa consola de mesa, com audiovisuais a condizer. A Nintendo acabou por dar um passo certo na minha opinião, mas ao mesmo tempo ao não incluir coisas essenciais como mais exploração e captura de pokémons selvagens também acabou por desiludir. Mas não deixa de ser um óptimo jogo, só tenho pena que até hoje a Nintendo não tenha acabado por lançar algo como eu realmente gostaria.
Mais um RPG da DS aqui no tasco, desta vez um que está fresquinho na memória pois terminei-o há uns poucos de dias atrás. Eu adoro a série principal do Dragon Quest, são RPGs com uma fórmula bem clássica e consistente ao longo de todos os seus lançamentos, mas é o Dragon Quest VIII que a meu ver se destaca. Com o sucesso da série a Enix foi-se aventurando em vários spin offs, com esta série Dragon Quest Monsters a surgir já nos finais dos anos 90. Esta série tem a peculiaridade de recrutarmos os monstrinhos e usá-los para lutar contra outros, e sim, apesar de eu acreditar-me a 100% a série ter sido criada a pensar em Pokémon, a habilidade de recrutar monstros para a nossa party já existia noutros RPGs da série principal. Este meu exemplar em concreto foi comprado na antiga Game do Maiashopping há uns anos atrás por 5€.
Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa
Mas sou sincero, joguei todos os DQ Monsters anteriores a este através de emulação e o único que gostei um pouco foi o Caravan Heart, que tinha sido lançado para a Gameboy Advance e ficou-se apenas pelo Japão. Aqui neste Joker a Square-Enix decidiu mudar um pouco a fórmula e felizmente gostei bem mais! O nosso herói é um jovem rapaz com um penteado todo espigado (tal como Akira Toriyama muito gosta de fazer) e começamos a aventura numa base de uma organização secreta chamada de CELL. O que se faz ali não sei, mas aparentemente somos um rufia e o nosso pai é o chefe da organização, não se dá bem connosco e a maneira que tem de se “ver livre de nós” é incumbir-nos de uma missão muito especial: viajar até à ilha de Domus e participar no torneio do Monster Scout, onde teríamos de montar a nossa própria equipa vencedora de monstrinhos e lutar contra outros scouts. E ainda bem já que esse era o sonho da nossa personagem. Mas antes de passar para o torneio propriamente dito, o organizador do mesmo pede a todos os aplicantes que procurem 10 cristais de Darkonium de forma a conseguirem avançar para a série final. Isso leva-nos a explorar todas as outras ilhas naquele arquipélago em busca dos cristais e logo na primeira que visitamos encontramos Incarnus, uma misteriosa criatura bastante fragilizada. Após o ajudarmos ele decide pertencer à nossa “equipa” e explorar as restantes ilhas, pois Incarnus tem também a sua própria missão.
Graficamente é um jogo bonito embora com as limitações da DS
Mas chega de histórias, joguem por vocês mesmos. As mecânicas de jogo são muito parecidas aos Dragon Quest normais, pelo que as batalhas são por turnos, embora não sejam de encontros aleatórios, pois os monstros são visíveis no ecrã e só entramos em batalha se lhes tocarmos. Depois dentro de cada batalha podemos atacar, usar itens ou magia, defender, fugir, enfim, o normal. Felizmente que também podemos configurar uns presets de comportamentos e o combate acaba por se tornar automático a cada turno, com as personagens a tomar as decisões de acordo com o que prédefinimos, como usar muita ou pouca magia, atacar de forma cautelosa ou não se preocupar minimamente com a defesa. Por fim temos uma opção inteiramente nova, o Scout. É esta que nos permite capturar os monstros que encontramos. É essencialmente um ataque normal onde tentamos impressionar a criatura alvo da nossa força. Em cada golpe vai subindo um valor de percentagem no ecrã, e quanto mais próximo ficar dos 100% mais hipóteses temos de capturar a criatura. Mas para isso também temos de ter em conta o “rating” da criatura em questão e das que temos na nossa party. As mais fraquinhas têm um rating de F, com a escala a subir até ao A e depois os supra-sumos dos S e X. Se tentarmos capturar um monstro que tenha um rating superior aos dos nossos monstros, vamos ter uma vida difícil ao tentar capturá-lo.
Felizmente é muito fácil saber se já temos um certo monstro ou não, aparece um visto no seu ícone no ecrã de baixo!
É uma maneira mais cómoda de tentar apanhar os monstros, lembro-me que no primeiro DQ Monsters teríamos de usar isco para os amansar, aqui é menos uma coisa para nos preocupar. De resto podemos ter 3 monstros na nossa equipa, outros 3 de backup que podem ser substituidos a qualquer altura (excepto em combate), e temos também a possibilidade de fundir criaturas de forma a obter outras mais poderosas, mas sinceramente não cheguei a explorar muito esta possibilidade. De resto temos várias ilhas para explorar, cada qual com as suas cavernas e dungeons diversas, algumas com ligeiros puzzles para resolver, no entanto o jogo pareceu-me um pouco curto. Sim, é certo que temos muito grinding para fazer e muitas horas perdidas a criar e evoluir a nossa equipa, mas coisas palpáveis como locais a explorar pareceu-me curtinho. Claro que depois da história principal temos imenso conteúdo extra para fazer, mas a maioria envolvia muitas tarefas chatas e decidi avançar para o jogo seguinte.
No que diz respeito aos audiovisuais este é um jogo bem competente para a Nintendo DS. De todos os jogos 3D desta consola, os Dragon Quest Monster Jokers que para aqui foram lançados possuem do melhor 3D disponível na portátil da Nintendo, cujo hardware não dá para muito mais. As personagens são bem detalhadas e coloridas, tanto que ouvi o meu pai a perguntar-me “estás a ver desenhos animados nessa televisão de dois ecrãs?”, e os cenários também, embora as texturas sejam de baixa resolução, assim como os backgrounds. As músicas continuam excelentes, com muitas melodias bem familiares a quem já conhece o mundo de Dragon Quest há algum tempo.
Para além de cada monstro ter as suas habilidades próprias, também podem equipar armas
Apesar de não ser um Dragon Quest “a sério”, este Monsters Joker acabou por ser bem interessante e uma óptima companhia nas minhas viagens entre Porto e Lisboa. Com excelentes gráficos 3D para uma Nintendo DS, um sistema de batalhas bem conhecido e simples e as possibilidades de customização de monstros existentes, é de facto um óptimo jogo. Não é perfeito, achei que poderia ter mais áreas a visitar ou uma história um pouco melhor (ainda assim é melhor que os outros DQ Monsters até a essa altura, na minha opinião), mas mesmo assim gostei bastante. Já comecei a sua sequela e para já estou a gostar ainda mais, mas isso será assunto para um outro artigo.