New Super Mario Bros. (Nintendo DS)

New SMB DSMais um artigo do canalizador bigodudo mais famoso de sempre. Este New Super Mario Bros. para a Nintendo DS é tudo o que um Super Mario Advance deveria ter sido na minha opinião, ao invés de serem “apenas” remakes de outros excelentes jogos. Aqui a Nintendo finalmente refrescou a fórmula clássica dos jogos de plataforma 2D do Mario, com mais um excelente jogo de plataformas a todos os níveis. Apesar de já o ter terminado há muito tempo por outros meios, já andava à procura deste jogo a um preço apetecível há muito tempo. Felizmente que numa das minhas idas à feira da Ladra em Lisboa o encontrei por apenas 3€, completo e em óptimo estado. Claro que o trouxe.

New Super Mario Bros - Nintendo DS
Jogo completo com caixa, manual e papelada

As mecânicas básicas dos primeiros jogos da série estão cá todas. Ainda é possível saltar em cima de inimigos (embora em alguns não seja nada aconselhado), Mario ou Luigi quando apanham um super cogumelo ficam maiores, uma flor transformam-se em “super” e conseguem lançar bolas de fogo e por fim temos umas estrelas que nos deixam temporariamente invencível. Saltar e destruir certos blocos ou viajar por tubos de canalização continuam também na ordem do dia. Mas temos também algumas mecânicas herdadas dos jogos 3D, como o triplo salto, saltar de parede em parede à lá Ninja Gaiden, ou o “ground pound” onde Mario lança-se de rabo para o chão. Também temos novos powerups, como o Mega cogumelo que nos deixa temporariamente gigantescos, onde nos tornamos invencíveis mas também destruímos meio mundo à nossa volta, o Mini Mushroom que pelo contrário nos deixa minúsculos e nos permite entrar em algumas passagens secretas ou a Blue Shell, que nos deixa transformar na forma de tartaruga onde podemos deslizar e atacar inimigos, bem como nadar melhor.

screenshot
Para além do jogo normal, temos ainda o modo multiplayer Mario vs Luigi e uma panóplia de minijogos

Tudo isto contribui para interessantes desafios de platforming ao longo de todos os níveis que também seguem a fórmula dos Mario clássicos. O jogo está dividido em 8 mundos, com níveis ao ar livre, outros em cavernas, subaquáticos, as habituais casas assombradas cheias de Boos e duas torres/castelos com minibosses e boss final respectivo. Nem todos os mundos estão directamente acessíveis, pois muitos níveis possuem saídas alternativas mais secretas que nos dão acesso a níveis extra, ou então a passagens para esses mundos “alternativos”. Em cada nível podemos também procurar 3 moedas especiais, cujas podem depois ser gastas em algumas “casas” especiais onde podemos participar em pequenos minijogos onde podemos ganhar vidas ou powerups extra. Esses powerups extra, podemos armazenar um deles num inventário visto no ecrã inferior (o tactil), bastando tocar nele para o activar. Esse mesmo ecrã dá-nos também a informação do quão longe estamos do final do nível e quais as moedas especiais que já encontramos. De resto, para além do bem sólido e divertido modo singleplayer, temos um modo multiplayer onde Mario e Luigi lutam entre si para angariar um certo número de estrelas ao longo de várias “arenas”, e temos também um vasto leque de mini jogos, alguns multiplayer only, outros que servem para ambos e outros ainda apenas para um jogador. Esses mini jogos são mesmo muito variados, até jogos de cartas tem.

screenshot
Os níveis nas casas assombradas são bem mais puzzle based

Graficamente é um jogo muito polido para uma Nintendo DS. Mistura bem os cenários em 2D bem detalhado (pelo menos para uma portátil com um ecrã de baixa resolução como são os da DS), com modelos poligonais também bem competentes. Ver Mario, ou Luigi na sua forma de gigantes a correr e triturar tudo por onde passam é algo bem agradável de ser visto. Os efeitos sonoros e vozes são o típico destes jogos, não esperaria nada de diferente. As músicas são também óptimas como não poderia deixar de ser e ouvem-se muitas melodias familiares, mas com uma roupagem nova. E apesar de continuarem a ser boas músicas, para mim não há como negar que as originais de NES sejam melhores. Aquele chiptune delicioso agrada-me muito, muito mais.

screenshot
O jogo está repleto de saídas alternativas nos níveis, marcadas com bandeiras vermelhas ao invés das tradicionais pretas

No fim de contas, estamos aqui perante um excelente videojogo de plataformas. Pode não ser tão exigente quanto muitos jogos indie modernos que apelam à nossa veia masoquista, mas não deixa de ser um bom desafio em especial para quem o quiser completar a 100%. E acima de tudo, é um jogo muito divertido de se jogar. Só por isso já vale bem a sua compra. Em breve deverei também escrever sobre a sua sequela para a Wii, veremos.

Kung Fu (Nintendo Entertainment System)

Kung Fu - NESPara não destoar, este artigo é mais uma rapidinha. Mas também para o jogo que é, não haveria outra forma de escrever aqui um artigo, tal é a sua simplicidade. Kung Fu, da Irem, é um jogo para a NES lançado em 1985, podendo então ser considerado como um dos jogos de primeira geração desta consola.  E este foi mais um dos jogos comprados num bundle de NES/SNES por 50€ a um utilizador do fórum Collector’s Corner. Contém apenas o cartucho.

Kung Fu - Nintendo Entertainment System
Jogo, apenas cartucho

A história por detrás deste jogo é muito simples. Encarnamos em Thomas, mestre da nobre arte do Kung Fu mas que vê a sua namorada a ser raptada pelo mestre de um dojo rival. O resto do jogo consiste em nós atravessarmos os vários andares desse mesmo dojo, distribuindo pancada em todos os que se atravessam à nossa frente até conseguirmos resgatar a donzela em perigo. Nada fora do comum portanto. Mas esse dojo não tem só oponentes humanos, mas também serpentes/dragões e traças (os insectos) gigantes!

screenshot
O ecrã título não engana. Estamos perante um jogo da primeira geração da NES

O jogo apresenta-nos 4 modos distintos de jogo mas que não mudam muito entre si, apenas o grau de dificuldade e se jogamos sozinhos, ou com mais um amigo (para jogar alternadamente). De resto, é sempre a mesma coisa, em cada nível apenas nos temos de preocupar em andar numa direcção e enfrentar os inimigos que nos vão aparecendo um pouco por todos os lados. Felizmente este não é dos jogos em que basta recebermos um soco para perder uma vida, mas sim temos uma barra de energia que vai sendo esvaziada à medida que vamos levando porrada. Os bosses, que não há muitos, também têm uma barra de energia própria. A jogabilidade é bastante simples, sendo possível executar golpes altos (ao saltar), baixos ou médios. Nada que enganar!

screenshot
Graficamente é um jogo bastante simples e com pouca variedade

Graficamente é um jogo muito, muito simples. Não há grande variedade (para não dizer mesmo nenhuma) nos cenários e os inimigos são sprites bastante simples. O que para os padrões de 1985 até era normal, não fosse um certo canalizador bigodudo estragar a média. As músicas também são poucas e repetidas até à exaustão, o que não é uma coisa boa. Os efeitos sonoros também não são os melhores e embora até me pareça ter vozes digitalizadas as mesmas acabam por ser algo irritantes ao serem repetidas ao extremo.

Por estas razões, Kung Fu não é um jogo que eu recomende. Tem o seu valor de ser um dos mais antigos beat’ em ups antes de a fórmula ter sido refinada em jogos como Double Dragon ou Final Fight, mas precisamente por isso é que existem alternativas muito superiores, mesmo na própria NES.

Super Mario Bros. 3 (Nintendo Entertainment System)

SMB3Super Mario Bros 3 é um jogo que dispensa quaisquer apresentações. É o epítome de game design para uma plataforma 8bit e ainda hoje impressiona como é que conseguiram meter tanta variedade, detalhe e coisas secretas para descobrir num cartucho de 256KB. Lançado originalmente no ano de 1988 no Japão, este jogo apenas chegou à europa em 1991, competindo directamente com um certo ouriço azul da Sega. E esta minha cópia do jogo em particular chegou-me às mãos no mês passado, sendo mais um dos jogos que veio num bundle de NES/SNES que comprei a um utilizador do fórum Collector’s Corner por 50€. Está com caixa, falta-lhe o manual. Update: recentemente ofereceram-me uma caixa novinha em folha e o manual!

Jogo com caixa e manual
Jogo com caixa e manual

A história começa com Mario a salvar reis de 7 diferentes reinados, que foram transformados em animais por vários dos filhos de Bowser, culminando também invariavelmente por salvar a princesa Peach no final. Mas é ao “meter as mãos na massa” que vemos como diferente está este jogo do Mario. Sim, saltar em cima dos inimigos para os derrotar, ou entre várias plataformas continua a ser o prato do dia, mas agora podemos fazer muito mais. A começar pelas habilidades, podemos agora deslizar sob rampas, ou pegar em objectos e atirá-los aos inimigos (OK, isso já se podia fazer no Super Mario Bros 2 / Doki Doki Panic, mas esse é um caso à parte) e temos novos powerups como a Super Leaf que nos deixam com uma cauda e orelhas de guaxinim e com isso conseguimos “voar”/planar durante algum tempo, ou mesmo o Tanooki Suit, que nos deixa com um fato completo de guaxinim com as mesmas habilidades, mas também podemo-nos transformar numa estátua e ou cair como um peso pesado sobre inimigos, matando-os, ou ficar temporariamente invulneráveis, mas também imóveis. Outro dos power-ups novos é o fato de sapo, que nos dá uma maior liberdade de movimentos dentro de água bem como saltos mais altos, ou o fato de Hammer, que nos deixa atirar martelos para os inimigos, entre outros!

screenshot
O que salta à vista neste jogo é logo a quantidade de detalhe e todas as cores

Este é também o primeiro jogo da série a apresentar um overworld, onde podemos escolher qual o nível a jogar em seguida. Para além dos níveis normais, em que também temos geralmente 2 bosses por cada mundo, existem também alguns “níveis” de bónus, onde podemos jogar alguns mini jogos que nos presenteiam com mais vidas, ou powerups, como cogumelos, super flores ou afins, que podem ser armazenados e utilizados no overworld. Esta é também uma práctica que passou a ser bastante utilizada em outros jogos do Mario em 2D, como os New SMB. Como se isto não fosse suficiente, existem muitos segredos a descobrir, como zonas secretas, maneiras bem tricky de ganhar vidas ou warp zones que nos permitem avançar mais rapidamente no jogo.

screenshot
O jogo tem também a sua vertente para 2 jogadores que vão progredindo de forma alternada

Existe uma teoria que este jogo na realidade “não aconteceu”, tudo não passou de uma peça de teatro. Essa teoria ganha força a começar pelas cortinas a abrir quando começamos a aventura e pelas plataformas “pregadas” à parede no primeiro mundo. No final de cada nível também parece que estamos a sair “de cena” e quando se chega ao final do jogo, também as mesmas cortinas se fecham. É uma teoria engraçada, mas que só reforça a veia criativa da Nintendo, em especial neste jogo. De resto todos os mundos são distintos entre si, com cenários mais verdejantes, outros com uma temática mais aquática ou aérea. Também é de notar que este é o primeiro jogo onde aparecem os fantasmas boos, que nos perseguem sempre que lhes voltemos as costas. Tecnicamente é um jogo muito detalhado, tanto para os padrões da NES, como para os padrões de 1988, sendo muito provavelmente um dos jogos mais bonitos dessa época. As músicas continuam excelentes como sempre foi habitual nesta série, mas na minha opinião, os melhores temas continuam a ser os dos dois primeiros jogos.

screenshot
Por vezes podemos jogar alguns minijogos que nos poderão dar alguns goodies

Em suma, Super Mario Bros 3 é um excelente jogo de plataformas e sem dúvida que é um dos melhores jogos que a geração 8bit nos trouxe até nós. Depois deste lançamento inicial da NES, ainda saiu um remake mais colorido para a SNES na compilação Super Mario Bros. All Stars, e posteriormente ainda um outro remake para Gameboy Advance como o Super Mario Advance 4. Mas isso será conversa para um eventual artigo futuro…

Monster’s Inc (Nintendo Gameboy Color)

Monsters Inc - GBCVamos lá para mais um artigo super curto, pois é sobre um jogo que sinceramente não me diz muito, mas como “a cavalo dado não se olha o dente”, cá vai. Monster’s Inc é um filme da Pixar que por acaso nunca cheguei a ver mas como seria de esperar, uma adaptação para o mundo dos videojogos seria inevitável. Por essas alturas a GBC ainda era uma portátil importante pelo que também acabou por receber uma adaptação do filme. E como também seria de esperar, o género escolhido acabou por se ficar no platforming. Tal como referi atrás, este jogo foi-me oferecido por um particular, já há uma data de anos atrás.

Monster's Inc - Nintendo Gameboy Color
Jogo, apenas cartucho e mal tratado

Ora como não vi o filme, não posso precisar a 100%, mas suponho que o jogo tente seguir a história e os acontecimentos do filme. Controlamos tanto o monstro grandalhão azul, como  seu companheiro, o olho gigante de verde, sendo que ambos têm habilidades diferentes. O azul, apesar do seu tamanho, não consegue atacar inimigos, pelo que deveremos evitar ao máximo o seu contacto directo contra tudo o que mexa. No entanto consegue arrastar objectos, partir algumas paredes finas, ou assustar criancinhas, o que é até pedido logo nos primeiros níveis. Já o baixinho consegue dar duplos saltos e agachar-se para passar por zonas mais estreitas, bem como atacar os inimigos. Para isso devemos coleccionar uma série de latas que vamos ver ao longo dos níveis, que por um lado tanto servem de medidor de vida que nem o Croc, por outro conseguimos ganhar vidas extra se cleccionarmos bastantes. Mas também servem de arma de arremesso, sendo essa a única forma de atacar os inimigos, pelo menos até onde eu joguei. Alguns dos níveis são obrigatoriamente jogados com uma ou outra personagem, mas a partir de certo ponto podemos alternar livremente entre ambos para dar uso das suas habilidades.

screenshot
Nos primeiros níveis, o objectivo é atravessar quartos de criança cheios de obstáculos e assustá-las no final

No campo do audiovisual, este é um jogo até bem competente. Os gráficos são bastante coloridos, com sprites detalhadas e o pixel art das “cutscenes” até que está muito bem conseguido para uma Gameboy Color. As músicas por sua vez também são bastante agradáveis. Mas enquanto que a nível técnico este Monster’s Inc até acabou por me surpreender pela positiva, as suas mecânicas de jogo não me agradam muito, acabando por tornar este jogo num platformer bastante mediano.

Spirou (Super Nintendo)

SpirouA Infogrames durante a era dos 16bit manteve-se bastante ocupada a desenvolver videojogos sobre séries de banda desenhada Franco-Belga, como Tintin, Lucky Luke, Smurfs ou mesmo este Spirou. Apesar de nenhum deles ser completamente brilhante, como fã das banda desenhadas que sou, tento os comprar sempre que os veja a um preço razoável. Este Spirou não foi excepção, sendo mais um dos jogos que comprei num bundle de NES/SNES por 50€ a um particular. Está completo e em bom estado.

Spirou - Super Nintendo
Jogo completo com caixa, manual, papelada e poster

Apesar de Spirou ser uma personagem de BD já com uns valentes anos em cima, este jogo parece-me mais baseado na série de animação dos anos 90, até porque se a memória não me falha, o ecrã de apresentação dos níveis com o chapéu de Spirou e a sua máquina fotgráfica é-me bastante familiar e tenho a ideia que fazia parte dos créditos finais da série de animação. De qualquer das formas as personagens tradicionais aparecem no jogo, com o papel de destaque estar em Spirou, personagem jogável e Fantasio ou o esquilo Spip a servirem de suporte. A história leva-nos até Nova Iorque, onde o Conde de Champignac iria apresentar as suas mais recentes invenções numa prestigiada convenção científica. No entanto eis que surge a andróide Cyanida e do nada rapta Champignac, presumidamente para utilizar as suas invenções para os seus planos de world domination com um exército de robots.

screenshot
Por vezes temos direitos a “cutscenes” como esta, que poderiam estar melhor trabalhadas

O resto do jogo é então passado com Spirou a perseguir Cyanida e tentar por um travão aos seus planos maquiavélicos e também resgatar o velho Conde, ao atravessar as ruas (e telhados) de Nova Iorque, sem antes passar por uma fábrica de brinquedos quase que retirada de um filme da série “Querida, encolhi os miúdos”, entre muitos outros bem distintos entre si, como uma perseguição nos comboios de NY ou mesmo um nível à lá R-Type com as suas mecânicas de shmup horizontal. E se por um lado a variedade de níveis é muito benvinda, por outro infelizmente os controlos não são os melhores, com saltos algo imprecisos e o modo de ataque também não estar lá muito bem implementado. Inicialmente estamos completamente indefesos perante os inimigos, só mais tarde é que recebemos de Fantasio uma arma que mais parece um secador, sendo essa a única maneira de atacarmos certos inimigos. Saltar para cima deles apenas nos causa dano, exceptuando alguns robots que até poderão servir de plataformas. Estes problemas com os controlos também agravam bastante a dificuldade do jogo, que aliada por vezes a mau level design nos obrigue a ter por vezes uma jogabilidade tentativa-erro que nos poderá sair cara pois novas vidas não são abundantes e que me tenha apercebido, não há quaisquer checkpoints nos níveis, mesmo nos mais longos e com boss no fim.

screenshot
Graficamente é um jogo bem colorido e detalhado!

Graficamente é um jogo bem colorido e bonitinho, mas talvez até demais, pois devido à natureza labiríntica de muitos níveis, por vezes certos elementos estão tão bem mesclados com o background que é difícil se aperceber que sejam plataformas ou algo do género. Um bom exemplo disso são as escadas por entre os prédios de Nova Iorque. De qualquer das formas ao longo dos níveis vamos vendo o esquilo Spip que nos vai apontando qual a direcção que devemos tomar, ou mesmo correndo em direcção à saída, sempre é uma ajuda. Por outro lado, infelizmente a música não é a melhor. A qualidade do som em si é excelente, mas o que me queixo são mesmo das melodias em si que nem sempre me parecem apropriadas ao jogo em questão. Os efeitos sonoros parecem-me OK, nada a apontar nesse campo.

screenshot
O sistema de passwords consiste nas caras das personagens

De qualquer das formas, este Spirou para a Super Nintendo apesar de ser um jogo bonitinho, não consegue ser algo que eu recomende absolutamente, pois nessa consola poderemos encontrar platformers de muita melhor qualidade. Apenas mesmo para os fãs de Spirou e BD franco-belga no geral, tal como eu.