Naxat Stadium (PC-Engine)

Vamos voltar às rapidinhas da PC-Engine com mais um jogo de desporto, desta vez o Naxat Stadium da própria Naxat, lançado originalmente em 1990. Ora, apesar de já entender um pouco melhor como se joga este desporto, eu continuo a não ser fã de baseball, daí o motivo deste artigo ser extremamente curto. O meu exemplar foi comprado algures em Dezembro do ano passado, veio em conjunto com uma PC-Engine Coregrafx completa em caixa que importei directamente do Japão.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Ora dispomos aqui de vários modos de jogo, incluindo partidas rápidas para 1 ou 2 jogadores, bem como o Pennant Mode que presumo que seja uma espécie de campeonato. Temos também o watch mode onde, tal como o seu nome indica, vamos poder observar 2 equipas controladas pelo CPU a jogarem entre si, algo que é tão divertido como ver a relva a crescer no jardim. Por fim temos também o edit mode, onde poderemos editar as equipas disponíveis, algo que não me atrevi de todo a fazer. As equipas por si parecem-me fictícias, mas não sei se serão inspiradas em equipas reais do campeonato nipónico.

O jogo possui algumas animações engraçadas que lhe dão um aspecto mais de desenho animado, o que a meu ver resulta bem em jogos de desporto desta geração

Já a jogabilidade até que me parece sólida, tendo em conta que estamos a abordar um jogo de uma consola da era das 16-bit. Não esperem por um simulador, e ainda bem! Isto porque os jogadores vão tendo um aspecto algo caricaturizado em certas situações. Por exemplo, sempre que algum jogador seja “apanhado” fora de uma base, é substituído por uma animação de um anjo a ascender ao céu. Ou quando um dos jogadores apanha com uma bola em cima, fica com uma careta que expressa dor, por exemplo. Tudo isto dá ao jogo um certo charme que acaba por resultar bem em consolas das gerações das máquinas 8 e 16bit.

Tal como é habitual em jogos deste tipo, quando nos preparamos para fazer um lançamento, temos também uma perspectiva das bases que estão actualmente ocupadas por membros da equipa atacante

A nível audiovisual é um jogo simples, mas cujos gráficos ganham precisamente com esse aspecto mais de desenho animado que referi acima. Durante o lançamento temos um ângulo próximo da acção que destaca quem vai tentar acertar com o taco na bola, podendo inclusivamente ajustar a sua posição e, uma vez acertando na bola, a câmara transita para uma perspectiva mais abrangente do campo em si. As músicas vão sendo algo variadas. Durante as partidas vamos ouvindo temas que soam um pouco a fanfarra, típicas de jogos deste desporto, já nos menus e afins vamos ouvindo outras músicas mais enérgicas, se bem que curtas. Temos também algumas vozes digitalizadas como strike, out ou foul.

Portanto este Naxat Stadium parece ser um jogo sólido e divertido de baseball, mas como eu não sou fã do desporto e ainda não entendo muitas das suas particularidades, também não consegui tirar grande prazer de o jogar.

Winning Shot (PC-Engine)

Voltando à PC Engine e às rapidinhas a jogos de desporto, tempo agora de visitar este Winning Shot da Data East que é nada mais nada menos do que mais um jogo de golfe. Tal como os outros jogos de desporto que cá trouxe recentemente da PC-Engine, este veio de um bundle grandinho que importei directamente do japão, tendo-me ficado a menos de 5€ por jogo, já a contar com despesas de portes e alfândega.

Jogo com caixa e manual embutido na capa

Ora e este é um jogo de golfe muito simples, sempre com uma perspectiva vista de cima. Temos 3 modos de jogo, o Stroke, Match e Tournament. O primeiro leva-nos a jogar em 18 buracos onde o objectivo é o de terminar cada buraco com o menor número de tacadas. O Match pareceu-me ser um modo de jogo mais competitivo, buraco a buraco. Por fim temos o Tournament, que nos leva a percorrer os 18 buracos em 4 dias, com supostos prémios monetários envolvidos. Todos estes modos de jogo suportam multiplayer com um máximo de 6 jogadores, embora eu não o tenha experimentado.

Temos 6 golfistas que poderemos representar, cada um com diferentes características

Uma vez seleccionado o modo de jogo e qual jogador queremos representar (que por sua vez presumo que cada tenha características distintas), lá somos levados à área de jogo. Tal como referi esta é sempre apresentada numa perspectiva vista de cima e a jogabilidade é também simples. No ecrã, para além de um mapa em miniatura do circuito em questão, temos sempre informações como a direcção e intensidade do vento, a distância do buraco, ou o par de referência. Com essas informações em conta, poderemos também seleccionar qual o taco a usar, a zona da bola que queremos atingir, bem como a direcção da tacada. Uma vez definido tudo isso lá teremos aquela típica barra de energia dos jogos de golf, mas que aparece aqui de uma forma bastante simplificada, pois apenas nos temos de preocupar com a potência da tacada. A selecção do taco também me pareceu automática, embora nós possamos sempre mudar para um outro taco que achemos melhor e quando chegamos ao green, em vez da indicação do vento temos de ter em conta a indicação do declive do terreno. Mecânicas bastante simples, quando comparadas com muitos outros jogos do mesmo estilo.

Não sendo necessariamente um simulador, a interface é bastante intuitiva com toda a informação necessária bem visível

Visualmente é um jogo muito simples, onde os tons de verde são predominantes, existindo também os habituais pontos amarelos da areia e os azuis, alusivos a pequenos lagos ou cursos de água. São gráficos bastante simples, mas funcionais. As músicas não são nada de propriamente memoráveis, mas também não são desagradáveis. Um detalhe interessante é que a acção ocasionalmente vai sendo interrompida por uma espécie de emissão televisiva onde o seu apresentador vai dizendo coisas que estão inteiramente em Japonês logo não entendi nada, mas presumo que seja a comentar a nossa performance.

Ao contrário da maioria dos outros jogos de golfe da época, a barra de energia da tacada é interagida apenas uma vez para definir a potência

Portanto este Winning Shot é mais um dos vários jogos de golfe que chegaram até à PC-Engine/Turbografx-16. A sério, acho que só o baseball recebeu mais títulos! E apesar de este não ser um simulador, longe disso, até é bem mais simples que muitos outros jogos do género, não deixa de ser competente e até que dá para entreter para umas quantas partidas.

The Legendary Axe (Turbografx-16)

Continuando pela PC-Engine / Turbografx-16, mas agora com um jogo bem melhor, este The Legendary Axe, produzido pela Victor Entertainment, foi um dos títulos de lançamento da consola no mercado norte-americano. E muitos norte-americanos referem que este sim, deveria ser o jogo incluído com a consola no seu lançamento, ao invés do Keith Courage, que sinceramente ainda não joguei. Nós, Europeus, recebemos a Turbografx com o Blazing Lazers, que também foi uma óptima escolha. O meu exemplar foi comprado a um particular algures em Janeiro, tendo-me custado pouco mais de 20€.

Jogo com caixa e manual embutido na caixa

Este The Legendary Axe é um jogo de acção 2D sidescroller onde controlamos um guerreiro bárbaro, Gogan. É uma espécie de clone do Rastan portanto, mas a meu ver joga-se muito melhor. O objectivo é então o de Gogan salvar a sua amiga Flare que se preparava para servir de sacrifício humano por parte de um poderoso culto que tomou controlo da sua terra.

Ao longo dos níveis vamos encontrar vários mini bosses, inimigos mais poderosos que os demais que ainda vão demorar um pouco a derrotar

A jogabilidade é super simples, com um botão para saltar e o outro para atacar com o seu machado. Temos uma barra de vida algo generosa e à medida que vamos avançando no jogo poderemos encontrar vários itens que poderemos coleccionar. Uns são meras pedras preciosas que nos aumentam a pontuação. Outros são esferas vermelhas que nos vão regenerando a barra de vida, mas poderemos também encontrar vidas extra, asas que melhoram a agilidade dos nossos ataques ou, mais importante que todos, há uns power ups dourados que melhoram o nosso poder de ataque. Temos 4 para coleccionar ao longo de 6 níveis e por cada item desses que coleccionemos, há uma barra de energia que vai sendo expandida. Com essa barra no máximo, os nossos ataques dão mais dano, com a mesma a ser regenerada automaticamente a cada ataque. Quanto maior for a barra de energia, mais poderosos os nossos ataques são, mas também mais tempo a mesma demora a ser restabelecida, pelo que quando enfrentarmos os inimigos mais poderosos teremos de ter isso em conta. De resto é um jogo algo linear, embora possua alguns caminhos alternativos que nos levem a becos sem saída, mas com itens de bónus para coleccionar. A notável excepção vai no entanto para o quinto nível, que é um autêntico labirinto dividido por várias salas, muitas delas com mais que uma saída, pelo que teremos de ter alguma preserverança até encontrar o caminho certo.

Graficamente é um jogo interessante, bastante colorido mas por vezes ainda se nota bem que é um título que transita entre as gerações 8 e 16bit.

A nível audiovisual, nota-se bem que este é um jogo do início de vida da Turbografx-16, pois ainda está ali num híbrido entre um jogo tipicamente 8bit, mas muito mais rico em cor e algum detalhe gráfico que já antecipa o que a geração das 16bit seria capaz. Os cenários vão variando entre selvas, florestas, cavernas, montanhas ou ruínas/edifícios em pedra. As músicas são agradáveis, mas é engraçado que em algumas não consigo deixar de notar algumas semelhanças com o som que a Master System é capaz de produzir, como é o caso das músicas das cavernas. Essas parecem-me que utilizam apenas o PSG e nenhuma das funcionalidades PCM que a PC-Engine/TG16 também traz de raiz, daí me ter lembrado a Master System.

Eventualmente vamos encontrar power ups que nos permitam ter uma barra de energia (no topo do ecrã) que pode ser expandida até 4 unidades. Sempre que esteja no máximo, os nossos ataques dão muito mais dano

Portanto este The Legendary Axe até que se revelou uma excelente surpresa. É um jogo de acção 2D bastante sólido que, apesar de ir buscar muito da moda dos guerreiros bárbaros que vimos nos anos 80, tal como aconteceu com Golden Axe ou Rastan, acaba por se controlar muito melhor que este último, por exemplo. A Victor produziu uma sequela que chegou dois anos depois (1990) também a este sistema. Estou curioso em jogá-la um dia destes, a ver se a arranjo.

Kickball (PC-Engine)

Continuando pelas rapidinhas e agora para mais um jogo de desporto da PC-Engine, este Kickball, publicado pela NCS/Masaya foi um jogo que me surpreendeu pela negativa pelo que irei comentar a seguir. Tal como a maior parte dos outros jogos de desporto desta consola que trouxe recentemente/vou trazer no futuro, este veio num lote de 15 jogos que importei directamente do Japão algures no passado mês de dezembro a um preço muito convidativo, cerca de 5€ já a contar com portes e alfândega.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e registration card

Este Kickball era então, dos jogos de desporto daquele lote, o que me despertava maior curiosidade pois pela sua capa pensei que fosse um jogo de futebol meio maluco, ou um híbrido de jogo de futebol e do jogo do “mata”, que é muito popular no Japão também. Mas não, este é na sua essência um jogo de baseball, mas com elementos de futebol e do tal jogo do mata. Basicamente pensem que estão numa partida de baseball, mas em vez de o batedor usar um taco, usa os seus pés para pontapear a bola o mais longe possível. Para além disso, enquanto os jogadores da equipa que deu o pontapé se vão movimentando entre as bases, a equipa adversária, assim que tiver a bola em sua posse, pode atirá-la a “matar” para esses mesmos corredores, evitando que eles alcancem a base seguinte.

As equipas são completamente bizarras!

Basicamente podemos jogar partidas de um ou 2 jogadores, onde poderemos escolher uma de 7 equipas bastante bizarras. Para terem uma ideia, temos equipas de focas, polvos gigantes, lutadores de sumo, gajos bombados e carecas, entre outras personagens. Cada equipa tem um poder especial no momento de atirar a bola de forma a dificultar a vida a quem tiver de a pontapear. Por outro lado, quem estiver a pontapear também o poderá fazer com bastante força de tal forma que atordoe por breves momentos quem apanhar a bola a seguir, o que poderá facilitar a transição entre bases. Agora como fazer isso é que sinceramente nunca entendi, pois o google lens não foi de grande ajuda a traduzir o manual.

O jogo até que possui algumas animações bastante cómicas, o que assenta bem perante toda a bizarrice

Graficamente até que é um jogo colorido e bem detalhado. As personagens super bizarras também vão tendo algumas animações cómicas que resultam bem num jogo que aparenta ser sempre bem humorado. As músicas também são agradáveis, pena mesmo é que eu continuo sem entender muito bem o que tenho de fazer num jogo de baseball, e por muitos floreados que o jogo tenha, não deixa de ser um jogo de baseball na sua génese.

Super Volleyball (PC-Engine)

Vamos voltar às rapidinhas a jogos de desporto da PC-Engine, agora com um jogo de voleibol. Super Volleyball teve as suas origens como um jogo arcade da Videosystem lançado em 1989, tendo posteriormente recebido conversões para a PC-Engine / Turbografx-16 em 1990 e para a Mega Drive em 1991 embora esta última nunca tenha cá chegado à Europa. O meu exemplar é a versão japonesa da PC-Engine e foi comprada algures em Dezembro num lote considerável de jogos, infelizmente a maioria de desporto, mas que mesmo assim me ficou a cerca de 5€ por jogo, já a contar com portes e alfândega. Edit: arranjei recentemente uma versão Turbografx-16 nacional, pelo que acabei por acrescentar a esta na colecção.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e registration card

Este é então um jogo de volleyball com uma perspectiva vista de lado e que muito me fez lembrar o Hyper V-Ball da Super Nintendo, também produzido pela Videosystem. A diferença é que, pelo menos na altura em que o joguei através de emulação há cerca de 20 anos atrás, tinha gostado bastante do jogo. Já este jogo aqui da PC-Engine, infelizmente não foi o caso. Mas vamos começar pelo básico. Podemos escolher modos de jogo para um ou para dois jogadores, onde no primeiro caso poderemos jogar partidas individuais ou uma espécie de campeonato do mundo onde teremos de escolher uma de 8 selecções nacionais e defrontar as restante sete. Existe também uma opção para observar o CPU a jogar entre si e uma outra para criar a nossa própria equipa, embora não tenha perdido tempo com isso, confesso.

Jogo com caixa, manual embutido na capa e um manual adicional em português.

Os controlos são relativamente simples. O botão I é o principal botão de acção, sendo usado para servir, passar a bola entre os nossos colegas de equipa e atirá-la para a área adversária, enquanto o botão II serve para bloquear os “remates” da equipa adversária. Existem no entanto diferentes combinações de botões para os serviços, bem como algumas técnicas mais avançadas para os spikes, mas infelizmente não consegui arranjar uma versão digitalizada do manual norte-americano, pelo que não consigo dar mais detalhes. Em todos os momentos nós podemos controlar o posicionamento jogador que fica numa posição mais de retaguarda com o d-pad e a maior dificuldade que tive foi precisamente perceber qual a melhor localização que deveria tomar para receber as jogadas adversárias. A maior parte das vezes não estava bem posicionado e lá perdia mais uns quantos pontos. Mesmo a atacar ou bloquear por vezes há também um certo timing que devemos ter em atenção e por vezes já não reagia a tempo. Por exemplo, quando estamos a preparar o serviço ou o spike e atiramos a bola pelo ar, durante breves momentos esta fica vermelha e é a indicação que o jogo nos dá que deveremos atacar a bola nessa altura.

Uma das opções que poderemos customizar é a duração de cada set

A nível audiovisual é um jogo super simples, embora as personagens até que têm um bom detalhe e animações. As músicas só existem no ecrã título, menus e entre partidas, existindo também um ou outro jingle quando alguma equipa pontua. São músicas agradáveis, mas durante as partidas apenas iremos ouvir o ruído dos jogadores a interagirem com a bola, os apitos do pavilhão desportivo e algumas reacções do público. É um jogo super simples visualmente.

Em cima, a roxo, vemos a posição dos receivers, que podem ser controlados a qualquer momento com o d-pad, mesmo que a câmara oculte a sua posição

Portanto devo dizer que este Super Volleyball acabou por ser uma desilusão, porque eu lembro-me de ter jogado uma das suas sequelas há muitos anos atrás (o tal Hyper V-Ball da Super Nintendo) e não ter tido grandes problemas com a jogabilidade como tive neste jogo da PC-Engine. Mas também pode ser a memória a pregar-me partidas…