Saira (PC)

Saira PCVoltando aos indies, para uma interessante mistura de Limbo no espaço. Saira é um jogo de plataformas/aventura e exploração, onde controlamos uma jovem com o mesmo nome na sua aventura pelo universo em busca de peças para uma máquina de teletransporte. O jogo foi produzido por Nicklas “Nifflas” Nygren, que por sua vez já tinha sido o autor de vários outros jogos da série Knytt (acho que tenho por aqui um desses também). E tal como a esmagadora maioria dos meus jogos indie, este foi igualmente adquirido juntamente com um dos imensos indie bundles que por aí se vê, tendo-me custado muito pouco.

screenshot
O nosso fiel disco voador que pode não parecer, mas faz muita coisa

A história por detrás deste jogo é estranha. O mesmo decorre num futuro onde a humanidade teve grandes progressos tecnológicos, pois a exploração espacial, colonização de outros planetas e o teletransporte são uma realidade. Saira é uma fotógrafa de animais exóticos, viajando pelo espaço e até que uma viagem de teletransporte para Marte lhe corre mal e quando lá chega, não há quaisquer sinais de presença humana, apesar de tudo o resto estar intacto. Saira resolve então criar o seu próprio dispositivo de teletransporte de forma a tentar voltar à normalidade, mas para isso é necessário algumas peças. Felizmente temos o nosso próprio disco voador que nos permite voar pela galáxia e visitar vários planetas em busca dessas necessárias peças.

screenshot
Consultando o mapa, podemos ver quais os sistemas solares e planetas a visitar

Daí entra a parte de plataforma e exploração, mas também o puzzle-solving, visto que para alcançarmos muitos desses objectos, teremos algum puzzle para resolver. Muitos deles envolvem interagir com terminais que nos apresentam enigmas lógicos, desde coisas muito simples como introduzir uma password, decifrar códigos, ou coisas mais rebuscadas como interagir com esquemas eléctricos. Nalguns dos puzzles mais complicados podemos (e devemos) utilizar o PDA de Saira que um dos seus menus consiste em dar algumas pistas de como resolver o presente puzzle. Em muitos deles outras pistas estão nas próprias paisagens, como se pode ver logo no início uma password numérica escrita numa parede. Uma das outras funções do PDA de Saira é precisamente tirar fotos a secções do nosso meio ambiente e consultá-las posteriormente.  E por vezes para resolver um puzzle teremos de ir a um planeta vizinho, pelo que este jogo tem uma abordagem completamente não-linear, permitindo-nos explorar os planetas que quisermos na ordem que nos apetecer, mediante que tenhamos combustível suficiente para lá chegar. Combustível esse que pode ser restabelecido em aparelhos espalhados pelos vários planetas, mas muitas vezes para o podermos fazer também teremos algum enigma a resolver.

screenshot
E enquanto não chegamos ao destino, podemos passar o tempo a jogar nesta máquina de pinball bizarra.

E a exploração espacial tem também o seu quê. O combustivel não é gasto se viajarmos entre planetas do mesmo sistema solar, mas sim é gasto ao viajar entre vários sistemas solares espalhados na Via Láctea. As viagens mais longas chegam a demorar alguns minutos pelo que o autor do jogo pensou em algo mais: podemos ouvir várias estações de rádio nas viagens, bem como jogar um minijogo muito peculiar, consistindo em várias máquinas de Pinball divididas horizontalmente entre si. Dá para perder uns bons minutos com aquilo! De resto Saira tem também a sua quota-parte de desafios de plaftorming. Saltos com precisão cirúrgica são por vezes necessários, bem como a habilidade de saltar de parede em parede é várias vezes posta em práctica. Esquivar de adversidades, sejam em cenários mais industriais com serras eléctricas, tubos com líquído escaldante, ou mesmo fauna e flora hostil também são uma parte muito importante do jogo. Até porque Saira não tem qualquer arma para se defender. Felizmente que para não tornar as coisas demasiado irritantes existem diversos checkpoints espalhados pelo jogo, que podem ser activados sempre que nos aproximamos de algum. Dessa forma sempre que morramos renascemos no último checkpoint activado, bem como nos podemos teletransportar para o mesmo (ou para a nossa nave) a qualquer momento utilizando mais uma vez o PDA de Saira.

screenshot
Estas plantas vermelhas são nocivas e estando próximo delas faz com que fiquemos sem oxigénio. Mas mesmo assim temos de ir em frente.

Visualmente é um jogo simples mas bem eficaz. É certo que Saira está simplesmente representada, os “foregrounds” dos mundos são também bastante simples, lembrando por várias vezes, em especial nos planetas mais escuros, jogos como o Limbo. Mas os backgrounds parecem mesmo desenhados à mão e cada mundo é bem distinto entre si, desde cenários idílicos e verdejantes, outros em ruínas e ainda outros bem hostis na sua Natureza. Mas o que dá mesmo gosto ver é a fluidez de movimentos, devido a um impressionante efeito de paralaxe do que vai decorrendo no background, oferecendo uma sensação de profundidade muito boa. As músicas são também todas compostas pelo mesmo autor e na sua maioria são apenas pequenas melodias bastante atmosféricas que vão ecoando enquanto vamos explorando os planetas desertos de vida inteligente. Mas também vamos tendo ocasionalmente algumas outras músicas mais mexidas quando tal se justifica, mas sempre com uma vertente electrónica acirrada.

Saira é um óptimo jogo de plataformas, ideal para quem é fã de Metroidvanias, mas em detrimento dos combates, temos um foco muito maior no puzzle solving. Não conhecia de todo Nifflas, seu autor, mas irei certamente estar atento aos seus futuros trabalhos. É um jogo muito minimalista em vários aspectos, mas possui um charme muito próprio que me deixou bastante agradado. No entanto, por todas essas razões, também compreendo que não seja um jogo que agrade a todos.

Tetris (Nintendo Gameboy)

Tetris - Nintendo GameboyPoderia escrever uma dissertação enorme sobre toda a história que Tetris passou desde a sua concepção em 1984 por Alexei Pajitnov em plena Guerra Fria, os conturbados franchisings e vendas de direitos para colocar o jogo nas arcadas, computadores, consolas e portáteis até à criação da The Tetris Company 12 depois de o jogo ser lançado, para que o seu criador pudesse finalmente receber algum carcanhol. Mas não, este será um artigo curto até porque toda a gente e os seus animais de estimação já jogaram este produto que é a melhor coisa que a União Soviética alguma vez concebeu. E este cartucho entrou na minha colecção algures durante o mês passado, tendo sido comprado na feira da Ladra em Lisboa por 2€.

Tetris - Nintendo Gameboy
Apenas o cartucho, infelizmente.

Essencialmente é um jogo em que controlamos vários tetrominós, que na verdade são blocos construídos por 4 quadrados que podem assumir várias formas, a cair num espaço fechado e o objectivo é construir linhas que preencham toda a largura desse mesmo espaço, fazendo a linha desaparecer e ganhar pontos com isso. A dificuldade vai sendo incrementada ao aumentarem gradualmente a velocidade e basta um dos quadrados ficar fora do “pote” que é gameover. Mas claro que isto vocês já sabiam.

screenshot
Não sei se o Alexei recebeu alguma coisa por cada cópia destas vendida, mas ao menos mencionaram o seu nome nesta versão.

E este Tetris tornou-se no jogo de lançamento da Nintendo Gameboy, o que acabou por fazer todo o sentido, pois se há plataformas em que um jogo como este faz sentido, são as consolas portáteis. Se não numa Gameboy, quem nunca teve ou jogou numa Brickmania ou noutro dos seus milhentos clones? É possivelmente o primeiro grande jogo casual da história e a sua influência em muitos outros jogos que lhe seguiram é bem notória. Coisas como Columns, Puyo Puyo, Bejeweled e até o infame Candy Crush Saga. Aqui, na versão multiplayer temos várias opções, que nos permitem desligar a opção de ver qual a peça que vem a seguir, ou começar o jogo já com alguns blocos aleatoriamente posicionados na área de jogo para aumentar a dificuldade. Mas para além disso, e esta é para mim a grande vantagem da versão Gameboy face a todas as Brickmanias que conheço, é a sua vertente multiplayer. Através de um cabo com o qual podemos ligar duas Gameboys entre si, é possivel jogar contra um amigo onde o objectivo é sobreviver mais tempo que o nosso oponente. À medida em que nos vamos safando bem, ao limpar algumas linhas consecutivas, adicionamos algumas linhas incompletas de blocos no fundo do ecrã do adversário, dificultando-lhe mais a vida.

screenshot
Tetris! What else?

Graficamente é um jogo bastante simples e sinceramente nem precisa de mais perlimpimpins para cumprir perfeitamente o seu papel. As músicas são bastante variadas, com o jogo a oferecer aos nossos ouvidos uma panóplia de adaptações de obras de música clássica no estilo 8bit, mas também outras faixas mais “videojogos”. Creio que muita gente ainda as sabe de cor, com tantas horas a ouvi-las.

Resumindo, Tetris é um dos maiores clássicos de sempre da história dos videjogos e apesar de ao longo dos anos terem surgido imensas variações da mesma fórmula, mesmo em jogos com o nome “Tetris” lá metido no meio, para muitos é esta a versão que guardam com mais nostalgia e eu não sou uma excepção.

Worms (Sony Playstation)

Worms PS1Mais uma rapidinha que o tempo não dá para mais, desta vez para a conversão de um clássico para a consola de 32bit da Sony. Worms é um jogo com um multiplayer excelente e que colocou definitivamente a Team17 no mapa, após alguns videojogos de sucesso para os sistemas Amiga. E este jogo foi-me oferecido por um conterrâneo meu, em conjunto com várias outras “rodelas” que já foram por aqui muito brevemente analisadas anteriormente. O manual surgiu depois, ainda durante este ano, cortesia de uma outra pessoa.

Worms - Sony Playstation
Jogo com manual. São de versões diferentes mas who cares?

Na sua essência Worms é um jogo pensado de origem para o multiplayer, com capacidade de ser jogado com até mais 3 amigos se o desejarmos. É uma simulação de combate por turnos entre minhocas de diferentes equipas e se o conceito de meter minhocas a combaterem entre si por si só já não seria algo bizarro o suficiente, então o que dizer de algumas das armas especiais que podemos utilizar? Como a “banana bomb” capaz de dizimar grupos inteiros, ou ovelhas que são na verdade autênticas bombas relógio em movimento. O combate é feito por turnos, com cada minhoca a ter o seu. Cada turno tem um certo tempo onde nos podemos movimentar à vontade e usar uma arma. Caso o tempo expire, passa para a próxima minhoca da equipa adversária e por aí fora. O objectivo como devem calcular, é eliminar todas as minhocas adversárias e para além do resto todas arenas são geradas aleatóriamente, pelo que cada partida acaba por ser algo diferente. E destruir os cenários também faz parte!

screenshot
Estes supplies por vezes fazem parecer que o Natal chega mais cedo

De resto possuimos apenas 2 modos de jogo, o “League” que na verdade é uma espécie de campeonato e um “friendly” que como o próprio nome indica, trata-se apenas de um único combate “amigável”. Infelizmente a nível gráfico é ainda um jogo muito cru (não é à toa que para além da Commodore Amiga e consolas 32bit este jogo também tenha saído na Mega Drive e SNES), tudo ainda é bastante pixelizado e as minhocas minúsculas e sem grande personalidade. Tudo isto melhorou bastante logo com o Worm 2 que lhes deram um look bem mais cartoon que acaba por se enquadrar perfeitamente com todo o sentido de humor presente na série. As músicas são boas e bem viciantes, e as minhocas possuem uma voz finíssima, onde vamos ouvindo coisas como “Just you wait!” sempre que elas se atacam umas às outras. Entretanto também vamos vendo algumas cutscenes em CG entre cada combate, todas elas com algum sentido de humor (se bem que parvinho), mas pelos padrões de 1995, ainda têm uma má qualidade.

screenshot
Entre cada combate vamos vendo algumas CGs bastante parvinhas mas que mostram que este não é propriamente um jogo para se levar a sério.

Worms é um jogo que possui muito boas ideias e mesmo este primeiro acaba por ser bem divertido. No entanto, tendo em conta que a Team 17 practicamente só tem desenvolvido Worms desde este jogo, os que lhe seguiram acabam por ser bem mais polidos, com mais features e modos de jogo, pelo que mesmo na própria Playstation 1 acabamos por encontrar melhor.

Fallout Tactics (PC)

Apesar de os videojogos de estratégia não serem propriamente o meu forte (e este até permite ter uma jogabilidade por turnos ou em tempo real), ainda assim fui-me deixando ir pelo Fallout Tactics, um jogo que deixa de parte alguns dos seus aspectos de RPG com todas as liberdades pela qual a série sempre foi conhecida, para nos colocar numa série de embates pré-definidos. Ainda assim temos muitas liberdades. E tal como o Fallout 1 ou 2, este jogo está na mesma compilação que comprei algures no Mediamarkt do Parque Nascente do Porto a um óptimo preço.

Fallout Trilogy PC
Jogo completo com caixa, manual e papelada

Este artigo foi escrito primariamente para a PUSHSTART, pelo que o podem ler na íntegra aqui.

Phantasmagoria (PC)

PhantasmagoriaPhantasmagoria é para mim um jogo muito caricato. Desde que o vi em revistas ou mesmo no Templo dos Jogos durante os anos 90 que sempre tive curiosidade em o jogar, quer pelo facto de usar actores reais, como supostamente ser um jogo “adulto” e com temática do horror. Mas por uma razão ou outra nunca o cheguei a fazer, talvez o facto de trazer 7 CDs me tenha desencorajado a tentar obtê-lo por meios menos legítimos enquanto não tinha uma internet em condições. Mas eventualmente, numa das minhas idas à Feira da Ladra em Lisboa durante este ano, acabei por o encontrar completo, onde o consegui trazer por 2.5€. Saí bastante satisfeito com tal façanha, mas agora que o joguei até ao final não consigo deixar de me sentir desiludido.

Phantasmagoria - PC
Jogo completo com big box, caixas de cd, manual (serve também de capa de uma das jewelcase) e 7 discos.

Phantasmagoria é o que Roberta Williams (uma das personalidades mais marcantes da indústria dos videojogos, em especial no subgénero de aventuras point-and-click) considera ser o seu magnum-opus, a sua obra de uma carreira. A sua ambição foi desenvolver um videojogo com temática adulta e assustadora, com uma óptima narrativa que nos deixasse mesmo tensos à medida que íamos avançando no jogo. Infelizmente isso não aconteceu pelas razões que passarei a explicar em seguida.

Em primeiro lugar, porque a história é bastante previsível e não assusta nem a minha avó: o jogo coloca-nos no papel de uma protagonista feminina, a romancista Adrienne Delaney que, juntamente com o seu marido Donald Gordon compraram uma enorme mansão abandonada cujo antigo dono era um mágico chamado Zoltan Carnovasch, que viveu algures durante o século XIX. Tanto ele como as suas numerosas mulheres com que se foi casando ao longo dos anos, foram assassinadas brutalmente, logo está-se mesmo a ver que a casa está assombrada. E pouco depois de a explorarmos, inadvertidamente soltamos um espírito maligno que possui Donald, tornando-o de uma pessoa afável e caridosa, para alguém sempre zangado e cada vez mais violento, tal como aconteceu com Zoltan quase 100 anos antes. O jogo é assim todo passado a explorar a enorme mansão e as suas divisões, passagens secretas, áreas à volta ou mesmo a pequena vila nas suas imediações, tanto para fazer coisas corriqueiras como ir buscar um desentupidor de canos só porque o marido a mandou, como para descobrir o mistério por detrás de Zordan e os seus eventuais crimes.

screenshot
A aventura é jogada na terceira pessoa, onde vemos filmagens da actriz a contracenar com fundos gerados por computador.

A jogabilidade seria a de um point and click normal, não fosse este um jogo de “full motion video“. Apesar de eventualmente irmos desbloqueando várias cutscenes completamente filmadas “na vida real”, todo o resto do jogo coloca filmagens de actores reais a contracenar com fundos pré-renderizados, tal como vimos em 7th Guest ou 11th Hour, embora esses sejam jogados numa perspectiva de primeira pessoa. Aqui todos os movimentos de Adrienne foram gravados, sejam dela a passear-se pela casa ou suas divisões, bem como todas e quaisquer interacções com pessoas e objectos. Isso deve ter dado um trabalhão inacreditável e o resultado nem é mau de todo para a época, tendo em conta que tiveram de comprimir bastante as gravações e mesmo assim o jogo ocupa 7 cds, pois tiveram de ter muito conteúdo repetido em cada CD para evitar trocas constantes.

screenshot
O jogo tem algumas cenas violentas, mais na sua segunda metade. Ainda assim pensei que fosse bem pior nesse aspecto.

No entanto isto acaba mais por parece um filme interactivo do que outra coisa. Apesar de termos de interagir com objectos e pessoas como num point and click normal, essas interacções não são assim tão frequentes e o grande desafio dos “puzzles” é saber onde temos de ir e clicar no ecrã para fazer qualquer coisa. Felizmente o ponteiro do rato muda consoante passemos com o mesmo em alguma zona onde podemos interagir com algo, ou simplesmente nos deslocar para outra sala. De qualquer das formas para os que estejam perdidos podem sempre usar as dicas que se obtém ao clicar na caveira no nosso menu na parte inferior do ecrã.

E sendo esta aventura quase um filme interactivo, o que importa mais num filme? A sua representação. E como em todos os videojogos desta época baseados em FMV que joguei até agora (e admito que ainda me faltam jogar uns quantos), a representação é terrível. A Adrienne nem é assim tão má, mas a do seu marido chega a ser até cómca de tão má que é, assim como a mãe e filho vagabundos que ocupavam o celeiro, entre outras. Mas ainda assim, o jogo foi um sucesso de vendas, devido ao conteúdo adulto que promete. Cenas com algum gore podem ser vistas (se bem que poucas), mas Adrienne apenas pode morrer já perto do final do jogo e  o facto de ter uma cena de violação deixou este Phantasmagoria nas bocas do mundo e como tal acabou por ser banido numa série de países. Só que a cena em questão é absurdamente má que nem se entende o porquê de tanto alarido. Quer dizer, para a altura era algo chocante vindo de um videojogo AAA de uma produtora conceituada, isso é compreensível. As músicas não são nada de especial, tirando o tema principal que com os seus imponentes e tenebrosos cantos gregorianos fizeram-me antever que ia passar um óptimo bocado ao descobrir este Phantasmagoria. As restantes músicas são bem mais contidas e com qualidade MIDI.

screenshot
A mítica rape scene, que até parece começar bem, mas depois atinge níveis estratosféricos de muito má representação

Por incrível que pareça, para além da versão PC original, a outra plataforma que viu um lançamento deste jogo foi… a mítica Sega Saturn, mas esse lançamento ficou-se pelo Japão. Como seria de esperar a qualidade das FMVs é ainda pior devido à máquina da Sega não ter embutido um codec decente de MPEG video e, embora exista um acessório oficial para o efeito, o jogo não é compatível com o mesmo. De resto, e apesar de compreender o porquê deste jogo ter recebido um estatuto de culto ao longo dos anos pelo seu conteúdo bizarro e provocador para a época, no final de contas acabou por me desiludir pois esperava algo com melhor gameplay e claro, história e acting competente. Mas o sucesso de vendas fez com que uma sequela fosse lançada e, mesmo sem a Roberta Williams estar envolvida, dizem que tecnicamente é um jogo muito superior. Estou curioso, mas ficará para um próximo artigo.