Harvester (PC)

O jogo que trarei cá hoje é pura e simplesmente o videojogo mais sádico, pervertido e bizarro que eu alguma vez joguei. E se por um lado acho isso excelente porque eu gosto de coisas estranhas, por outro lado quase que acho que atravessaram um bocadinho o risco. Mas… I don’t give a crap about that. Este é mais um daqueles point and click com trechos em full motion video e com a temática do horror, como Phantasmagoria ou The 7th Guest. Ele esteve disponível num indie bundle por uma bagatela, mas creio que o recebi num sorteio.

harvesterEntão e em que consiste Harvester? A nossa personagem é o jovem Steve Mason que certo acorda num quarto que não conhece, e uma família que também não. Confuso, fica a achar que tem amnésia, mas ninguém se acredita nele. O setting é uma aldeia no interior norte-americano em plenos anos 50. O nosso irmão mais novo é um irritante puto mimado viciado em programas violentos que está “doente” em frente à V e a fazer gazeta à escola. A mãe está ocupada na cozinha (where else, diz ela) a preparar dezenas de biscoitos para um suposto evento dentro de vários dias, e tomar conta de uma pequena bébé no meio de vespas e aranhas bem gordinhas. O pai supostamente está doente, mas se tentarmos ir falar com ele vemos que a porta do seu quarto está trancada e bem trancada. A mãe também nos diz que vamos casar com uma Stephanie, dentro de poucas semanas. Saímos porta fora e não reconhecemos quaisquer uma das personagens, embora todas elas tenham um feitio peculiar. Os bombeiros passam o dia a pintar quadros de um modelo masculino semi-nu – que não restem dúvidas quanto à sua sexualidade, o ajudante do xerife é um pervertido de todo o tamanho que até nos pede para ir buscar uma revista erótica a uma papelaria visto a dona da papelaria se dar bem com a sua mulher e não lhas vender. O que acontece quando finalmente lhe entregamos a revista… isso fica para vocês descobrirem.

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São poucas as personagens minimamente normais em Harvester. Esta não é uma delas.

O xerife é outro idiota que desde cedo nos apercebemos que deve estar envolvido em alguns esquemas manhosos. A certa altura quando descobrimos o que resta de um cadáver, nomeadamente a caveira e a coluna agarrada, o xerife brilhantemente conclui que a pessoa morreu de causas naturais. Afinal, ninguém consegue viver sem a coluna. Mas a lista de personagens bizarras continua. Na escola temos uma dupla de professores. A professora é bastante autoritária e prima pela disciplina dos seus alunos, não tendo quaisquer problemas em mandar-lhes com um sangrento taco de baseball na cabeça caso não se comportem. Já o professor é todo “love is what the matters” e sinceramente duvido muito do que ele quer dizer com o “quality time” que tanto gosta de passar com os alunos. No meio de toda essa salganhada a única pessoa sã acaba por ser a nossa noiva Stephanie, que também não tem qualquer recordação da sua família e tal como nós também quer fugir. De resto toda a vila gira à volta da “The Lodge”, uma misteriosa sociedade secreta da qual todos querem fazer parte, até porque parece controlar em background toda o desenrolar da região. Convictos que será lá que iremos encontrar as nossas respostas, a primeira parte do jogo é passada a tentar ganhar admissão na ordem como iniciado e a segunda parte do jogo já é passada connosco lá dentro, onde as coisas levam uma volta muito diferente.

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Stephanie, a nossa noiva, é a única pessoa que se encontra na mesma situação que nós. E depois coisas acontecem. Com alguém a ver.

Na vila, a jogabilidade é a de um point and click tradicional. Já sabem, clicar em coisas para interagir ou ficar com elas, ou clicar em pessoas para dialogar com as mesmas. Aqui muitas vezes temos a hipótese de escolher quais os tópicos que queremos abordar, e as respostas para dar, embora sinceramente não fiz muito trial and error para ver até que ponto é que diferentes respostas iriam influenciar o desenrolar da história. Por alguma razão, por vezes os tópicos que temos para falar desaparecem, mas podemos escrever numa caixa de texto algumas palavras chave para abordar, o que pode incluir alguns easter eggs. Ao passar para a The Lodge, aqui o jogo entra numa de acção, mas point and click. Podemos equipar várias armas e matar criaturas ou outros humanos que se atravessem à nossa frente (ou não). As armas tanto podem ser brancas, como de maior alcance, como uma caçadeira ou uma arma de pregos, ambas com munição limitada. Aqui o combate é um pouco estranho, pois este também não é um jogo com muito boas animações.

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Abuso de crianças inocentes? Harvester tem! Qual Mortal Kombat qual quê

E isso leva-me a abordar a parte técnica. Este é um jogo que me faz lembrar o Phantasmagoria, mas com um orçamento bem mais low budget. Isto porque apesar de as personagens serem filmagens de actores reais, todos os backgrounds, cenários e objectos são animados por CGs. No entanto, e ao contrário de Phantasmagoria onde cada movimentação e interacção com objectos era minuciosamente gravada, aqui não. As personagens são muito estáticas, apresentando os movimentos mínimos. Nos diálogos então temos as personagens practicamente paradas no ecrã, com os seus retratos a surgirem no topo do ecrã em conjunto com os diálogos, e as suas expressões faciais a alterarem-se de vez em quando. Claro que de vez em quando lá temos alguma cut-scene mais elaborada e a nível de gore, ou pura e simplesmente bizarrice, deixam qualquer um dos Phantasmagoria a léguas. O voice acting é um misto de bom, razoável e tão mau que até se torna bom, como tem vindo a ser habital nos jogos deste género. Há personagens cujas vozes não têm aquele clique necessário a caberem melhor na personagem, mas outras que ficaram mesmo no ponto, com o ajudante do xerife a levar a coroa.

Por todas estas razões, se são apreciadores de jogos point and click, filmes de terror série B (ou C), ou pura e simplesmente estão curiosos para jogar uma das obras mais bizarras e potencialmente perturbadoras para quaisquer pessoas mais sensíveis que eu, este Harvester é certamente algo a testar. Fiquem atentos às próximas steam sales! Agora se conseguiram ler até aqui, vão ao youtube e pesquisem por “Mistery of motherly love” e “Harvester”, para verem bem o nível da coisa!

Star Wars (Nintendo Gameboy)

Star WarsO artigo que cá trarei hoje é uma rapidinha, mas daquelas mesmo à blitzkrieg. Isto porque este Star Wars é nada mais nada menos que uma conversão do jogo de mesmo nome lançado originalmente na NES, tendo sido também convertido para a Sega Master System e cuja versão eu já a analisei por aqui. O jogo foi comprado há umas semanas atrás na cash converters de S. Sebastião em Lisboa, creio que me custou cerca de 3€.

 

Star Wars - Nintendo Gameboy
Jogo, apenas cartucho

Como o jogo é essencialmente o mesmo da versão Master System, recomendo a sua leitura para mais detalhes. Esta versão, para além dos visuais forçosamente diferentes devido ao ecrã monocromático, peca pelos controlos não serem tão bons, o que num jogo com uma grande dose de platforming é algo grave e afecta bastante a dificuldade. Só por essa razão acabo sempre por preferir a minha versão Master System, embora mesmo essa não seja propriamente o melhor jogo de sempre. Mas ambas valem nem que seja pelo artwork que têm na caixa.

[GHZ] Pickups #02 – Novembro 2014

Mais um mês cheio de coisas interessantes, embora nada de absolutamente transcendente. Infelizmente (ou felizmente) o trabalho tem sido muito pelo que não tive muito tempo para testar muitas das compras que fiz, pelo que vão haver alguns jogos que pouco falarei.
Infelizmente também, o melhor que comprei ficou-se pelo Porto, não houve mesmo tempo de gravar um pequeno vídeo em casa dos meus pais, pelo que ficarão para o próximo mês.

Key of Heaven (Sony Playstation Portable)

Key of HeavenVoltando à portátil da Sony, o jogo que aqui trago hoje é um Action RPG que me parecia bastante interessante e por isso arrisquei a sua compra, mesmo sem o conhecer. Infelizmente acabou por me desiludir, embora não seja um mau jogo de todo. Mas já lá vamos. Este Key of Heaven foi comprado na Cash Converters de Alfragide há cerca de 2 meses, creio que me custou algo como uns 4€.

Key of Heaven - Sony Playstation Portable
Jogo com caixa e manual

Ora este jogo decorre num mundo fictício, mas no entanto com fortes ligações às tradições e lendas asiáticas, mais precisamente as chinesas, a começar pelo óbvio paralelismo nos nomes das personagens. Ouka é o nome da terra que se encontra dividida em 5 diferentes regiões com o seu respectivo clã. Cada clã tem um líder, uma espada mágica e se especializam em diferentes técnicas de espada e magias com um Chi diferente. Ora a nossa personagem é o Shinbu, outrora membro do clá de Seyriu e certo dia é confrontado com a jovem Sui Lin que lhe diz que o clã foi atacado, dizimaram toda a gente e roubaram a poderosa espada do líder, com Shinbu e Sui Lin a serem os únicos sobreviventes actuais do clã. Ao longo do resto do jogo vamos descobrindo que os outros clãs também estão a ser atacados pelo clã Kirin, no centro do continente, que planeia roubar todas as espadas dos líderes e com elas libertar poderes misteriosos e dominar todo o continente.

Key of Heaven (1)
O sistema de Kenpus e Bugei scrolls não é muito intuitivo e poderia ser mais simplificado

Ora o que me desiludiu neste jogo foi a complicação desnecessária da jogabilidade. Key of Heaven é na sua essência um RPG de acção, onde podemos explorar várias localizações, interagir com NPCs, comprar coisas em lojas e no overworld podemos encontrar inimigos que combatemos em tempo real e ganhamos experiência para subir de nível. Até aqui tudo bem, mas as complicações começam logo quando o botão de ataque é o mesmo de defesa, bastando para isso o deixar pressionado, ao invés de o carregar alternadamente para atacar em combos. Ora eu como bom português que sou não li o manual e bastou chegar ao primeiro boss para apanhar logo no lombo. Depois existe uma enorme customização dos diferentes ataques. Basicamente temos as Bugei Scrolls e as Kenpu tiles. As primeiras são objectos que identificam um estilo próprio de ataque, que poderemos depois customizar com as Kenpu Tiles, de forma a construirmos os nossos próprios combos. As scrolls vão sendo adquiridas ao avançar na história, já as Kenpu Tiles são encontradas aleatoriamente nas batalhas, cestos e outros objectos ao longo de todo o jogo. Confusos? Também eu. Depois também temos os ataques mágicos (Chi) que podemos utilizar. Para isso basta deixar o botão quadrado carregado durante uns segundos até encher uma barra de energia, e carregar novamente no quadrado para o despoletar. Existem vários tipos diferentes de Chi que podemos desbloquear, cada um com as suas vantagens e desvantagens entre todos, um pouco como nos elementos água, fogo, terra, e por aí fora.

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Temos também alguns ataques mágicos bastante poderosos

Graficamente é um jogo competente, com cidades bastante distintas entre si, apesar de as influências chinesas serem uma constante. Gosto em especial do nível de detalhe que é dado às personagens a nível das cutscenes, principalmente nos detalhes faciais que estão de facto bem melhores que o resto do jogo. A música acabou por me passar um pouco ao lado, os efeitos sonoros cumprem o seu papel. Uma coisa que gostei é o facto de o jogo nos perguntar qual o idioma em que queremos ouvir as falas, se em inglês ou japonês. Claro que escolhi o japonês com as respectivas legendas em inglês, para mim esta é uma opção muito importante, não desmerecendo o trabalho de quem fez o voice acting para inglês, simplesmente prefiro quando é assim em videojogos desenvolvidos por japoneses, sempre é mais fiel ao original.

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Tirando os bosses, os combates de grupo acabam por ser relativamente acessíveis, se escolhermos boas magias

Por estas razões, considero este Key of Heaven um jogo razoável. Para quem gosta de Action RPGs, ou algo até mais hack and slash, esta consola está repleta de jogos melhores, mas também não vou negar que este jogo me tenha servido bem para entreter nas viagens Porto-Lisboa que tenho feito. É um género de jogos abundante na PSP e sinceramente é algo que planeio ir explorando mais ao longo dos tempos.

The Apogee Throwback Pack (PC)

O jogo que trago cá hoje é na verdade uma pequena colectânea digital de 4 jogos (ou 3 +1) que muito joguei quando era mais novo. Aquando das Steam sales do passado Halloween, estive a ver quais os jogos que estavam em promoção e encontrei este pack que muito me surpreendeu, pois não fazia a mínima ideia que existia no steam e comprei-o logo. Creio que me custou pouco mais de 2€. Que jogos tem? Nada mais nada menos que os FPS lançados pela Apogee que usaram o motor gráfico do Wolfenstein 3D, que não o próprio Wolf3D e sua expansão Spear of Destiny, que inicialmente foram também distribuidos pela Apogee. Estou então a referir-me aos 2 Blake Stones (Aliens of Gold e Planet Strike) bem como ao Rise of the Triad e sua expansão Extreme Rise of the Triad.

Apogee Throwback PackComo o Rise of the Triad já foi aqui analisado e o Extreme é essencialmente o mesmo jogo, mas com uma série de novos níveis, vou-me focar nos Blake Stones que até sairam mais cedo. O Aliens of Gold foi até o primeiro FPS que eu joguei no meu primeiro PC, o velhinho Pentium 133MHz que ainda está lá por casa. Sendo assim, é um jogo pelo qual eu tenho um carinho especial. Aqui jogamos como Blake Stone, agente secreto britânico com a missão de se infiltrar em várias instalações da STAR Industries que, liderada pelo vilão Dr. Pyrus Goldfire, se suspeitava que estaria a planear invadir a Terra com recurso a uma força militar notável e criaturas geneticamente modificadas.

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Rise of the Triad foi um dos FPS mais fast paced e doidos já feitos

Ora para quem jogou Wolfenstein 3D, este não é um jogo assim tão diferente, pois os mapas não têm qualquer desnível no solo ou tecto e as paredes são todas ortogonais, não existindo assim quaisquer superfícies curvas ou oblíquas. O objectivo consiste em explorar todos os mapas, procurando chaves para aceder a zonas previamente trancadas até que encontramos a chave vermelha que nos permite voltar ao elevador e subir para o nível seguinte. Só não digo que devemos matar tudo o que se mexa pois também existem NPCs neutros, que nos penalizam se os matarmos inclusivamente. Esses são os cientistas espalhados por todos os níveis. Alguns são tão maus quanto Pyrus Goldfire e seus soldados e criaturas e também disparam contra nós, já outros podem ser interagidos livremente, fornecendo-nos importantes informações, munições, ou moedas para gastar em vending machines. Essas vending machines por sua vez podem ser usadas para se comprar comida que nos regeneram os pontos de saúde.

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A HUD de Aliens of Gold dá-nos muita informação

De resto possuímos um arsenal não muito extenso, com uma pistola com munição infinita, mas fraquinha, ideal para stealth kills de inimigos mais fracos, e outras pistolas, metralhadoras ou armas futuristas bem mais poderosas. Todas as armas usam o mesmo tipo de munição e um pormenor que achei espectacular é o facto de os nossos inimigos poderem ficar sem munições mas vão à procura das que estão espalhadas no chão para usar. Outro aspecto interessante é podermos a qualquer momento meter-nos no elevador e revisitar níveis antigos do mesmo episódio, encontrando-os exactamente da mesma maneira que o deixamos. Podemos fazê-lo essencialmente para tentar descobrir mais tesouros e passagens secretas para os completarmos a 100%.

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Alguns cientistas trabalham contra a sua vontade para o Pyrus e oferecem-nos items ou informação se tentarmos falar com eles

Tecnicamente é um jogo com as limitações básicas do motor gráfico do Wolfenstein 3D, como já referi. Mas tem uma série de melhorias técnicas como chãos e tectos com texturas, melhor qualidade de texturas no geral, sistema de iluminação dinâmica, mas ainda algo rudimentar entre outros como o automap. As músicas são agradáveis e os efeitos sonoros também competentes para a altura. Sinceramente, na minha opinião o maior problema deste Blake Stone foi ter saído mais ou menos na mesma altura do Doom, que arrasou por completo toda a concorrência. E merecidamente.

Passando para o Planet Strike, esse já foi um jogo que apenas vim a jogar muitos anos depois. Isto porque ao contrário do Aliens of Gold, que tinha uma distribuição de shareware, onde tínhamos o primeiro capítulo inteiro para jogar de graça e os outros todos apenas no jogo completo, comprado à parte, este Planet Strike é dos poucos jogos do catálogo da Apogee que não seguiu o modelo de shareware, apenas o jogo por inteiro tinha de ser comprado, coisa que eu “fiz” há alguns anos atrás em sites de abandonware. Aqui temos então de lutar mais uma vez contra o Pyrus Goldfire, e em vez de apanhar elevadores de um lado para o outro, temos mesmo de encontrar uns explosivos e detonar o nível em que estamos antes de avançar para o seguinte. De resto temos aqui novos inimigos (muitos deles apenas pallete swaps), uma arma nova, nomeadamente uma shotgun de 2 canos e algumas funcionalidades adicionais no sistema de automap. Alguns itens podem-nos permitir fazer zoom ao mapa que mostra, para além dos inimigos, as paredes com passagens secretas.

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No Planet Strike temos um pequeno mapa embutido na HUD

Para quem for fã de FPS da velha guarda, este Apogee Throwback Pack é uma pequena colectânea obrigatória. Os Rise of the Triad são óptimos FPS, embora na minha opinão se possam tornar um pouco maçudos pelos enormes e labirínticos mapas e o Aliens of Gold é um excelente “clone” de Wolfenstein 3D cujo único problema foi ser lançado uma semana antes do Doom. O Planet Strike segue a mesma fórmula, não acrescenta nada de muito interessnte, mas não deixa de ser também um bom jogo.