The Novelist (PC)

Mais uma rapidinha, invariavelmente para um indie de PC pois é o que mais tenho jogado nos últimos tempos, quanto mais não seja para abater um pouco do enorme backlog que tenho no steam. Este The Novelist é um joguinho interessante onde vamos guiando, de uma forma muito peculiar, a vida de uma família com vários problemas. Entrou na minha conta de steam por intermédio de algum indie bundle a preços irrisórios como sempre.

The Novelist - PC

Basicamente nós somos um espírito que habita uma bonita casa de campo, algures nos Estados Unidos, aparentemente durante os anos 60. É o início do Verão e entra na casa uma família algo disfuncional, os Kaplan. Dan, o pai de família, é um autor literário que está sem ideias para escrever o seu próximo livro. A sua esposa Linda gostaria de recomeçar a sua carreira como artista e salvar o casamento que estaria a atravessar dificuldades e por fim temos o filho Tommy que tem dificuldades de adaptação sociais, é um menino que requer sempre a atenção do pai que por sua vez tem mais que fazer com o novo livro.

 

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Podemos entrar na mente dos intervenientes e reviver algumas das suas memórias recentes

Então nós temos um papel de observador, seguindo os 3 elementos da família pela casa, penetrar nos seus pensamentos, pesquisar por pistas que possam ter deixado pela casa, como os desenhos de Tommy, as mensagens escritas nos diários de Dan e Linda, ou outras mensagens que possam estar espalhadas pela casa, como cartas de entes queridos ou apenas alguns memorandos, para depois guiarmos Dan a tomar uma decisão. Basicamente em cada capítulo temos uma série de acontecimentos, por exemplo num deles a avó de Linda falece, por outro lado Dan tem uma oportunidade de ouro para ajudá-lo no seu livro e Tommy queria muito ir assistir a um show espacial. Escolher uma decisão em detrimento de outras irá afectar o relacionamento entre os 3 membros da família e por conseguinte o desenrolar da história e o final. Para além de uma “escolha”, poderemos fazer ainda uma outra escolha adicional, embora com menos peso para o jogo, mas que ainda poderá ter algum reforço positivo com a personagem alvo.

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Se estivermos no stealth mode temos de ter cuidado em situações como estas em que podemos ser vistos

Por outro lado, entre capítulos e antes de sussurrarmos ao ouvido de Dan Kaplan as nossas escolhas, poderemos vaguear pela mansão e encontrar mensagens escritas dos vários antigos habitantes da casa, algumas até nos dão a antever o que raio nós estaríamos a fazer por lá, mas isso sempre fica algo abstrato, pelo menos foi o que aconteceu na minha playthrough. Mas há mais nas mecânicas deste jogo. Antes de iniciarmos uma nova aventura é-nos perguntado se queremos jogar como “stealth” ou “exploration”. No primeiro teremos de ter cuidado ao vaguear pela casa, pois se alguns dos Kaplans nos virem podem ficar de tal forma assustados que não conseguimos saber quais as suas resoluções para esse capítulo. Uma forma de andar escondido é saltar de candeeiro em candeiro, onde poderemos inclusivamente interagir com as luzes de forma a distrair os Kaplans para que nos consigamos esgueirar por outros lados sem sermos vistos. Nalguns capítulos certos candeeiros estão desligados, então por vezes temos mesmo de arriscar em ir “a pé” para certas divisórias. Ou então descarta-se por completo o modo stealth e aventuramo-nos no modo de exploração e deixamos de ter essas preocupações.

No que diz respeito aos audiovisuais, a nível gráfico é um jogo algo simples, mas acaba por cumprir o seu propósito. As músicas são na sua maioria melodias suaves de piano, que acabam por causar uma atmosfera agradável, se bem que bem deprimente por vezes. O voice acting até o achei bom, algumas das cartas e/ou mensagens dos diários são narradas de forma bem convicta dos sentimentos que tentam transparecer.

No fim de contas, apesar de até ter achado uma boa ideia este conceito de jogo, pareceu-me um pouco mal executado. Isto porque muitas vezes os compromissos que temos de tomar acabam por ser bastante radicais quando na vida real, as coisas bem faladas muitas das vezes acabariam por se chegar a um consenso que pelo menos não fosse tão disruptivo para a estabilidade familiar. Isso e a nossa interação com os Kaplans, a ideia de haver um fantasma “stealth” a assombrar uma casa e que influencia a vida dos que por lá passam poderia ter sido muito melhor aproveitada a meu ver.

The Witcher Enhanced Edition (PC)

The WitcherNa última PUSHSTART aproveitamos para escrever um especial da franchise The Witcher, com análises aos 3 RPGs da polaca CD Projekt Red. Eu aproveitei e escrevi um artigo sobre o primeiro jogo, cujo até tinha terminado recentemente. A série The Witcher foi algo que apenas descobri há relativamente poucos anos atrás, já com o Witcher 2 no mercado. O que me chamou à atenção, após ter visto um ou outro trailer e vídeo de gameplay, foi a maturidade que o jogo nos apresentava, tanto nos seus reinos repletos de intrigas políticas, como pela narrativa abordar temas não muito usuais, politicamente correctos e claro está, a violência e erotismo. Não quis ver mais nenhum vídeo enquanto não me enveredasse pelo menos pelo primeiro jogo, pois tive mesmo a sensação que iria adorar.

The Witcher - PC
Jogo completo com caixa, manual e mapa

E lá acabei por comprar esta edição do jogo, a Enhanced Edition que já traz uma série de patches, melhorias e algum conteúdo extra digital. Se a memória não me falha, ficou algo aproximado dos 10€ através de algum site britânico, já a contar com os portes. Poderão ler o artigo na íntegra aqui.

Tengami (PC)

Tengami PCO jogo que cá trago hoje é mais um daqueles artísticos, algo vagos na mensagem que tentam passar, mas bastante originais na sua apresentação. Tengami é uma representação na forma de videojogo de um daqueles livros em que à medida que se ia desfolheando as páginas, as suas figuras iam sendo construídas como um pop-up que surgiam das próprias páginas. Certamente já terão visto livros assim. Este meu exemplar foi comprado num humble bundle por um óptimo preço, mesmo como manda a lei.

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Este screenshot trabalhado talvez seja ilustrativo da interação que temos nos cenários

Aqui somos transportados para um Japão feudal, mas o nosso propósito não é lá muito certo. No início do jogo vemos uma cerejeira japonesa desprovida de flores, e com o decorrer do mesmo vai ficando cada vez mais colorida… Vamos viajando entre jardins, templos antigos, cavernas ou mesmo pela costa marítima, mas todas as nossas iterações acabam por ter estes actos simbólicos de “mudar de página” e ver o mundo a ganhar vida. Mas este não é apenas um jogo de exploração, lá vamos tendo alguns puzzles para resolver bem à moda dos point and clicks, até objectos temos de transportar. Os puzzles mais chatos para mim foram os que temos de ir mudando partes do cenário de forma a conseguir construir um caminho para prosseguir. A nossa personagem apenas atravessa caminhos sem quaisquer obstáculos e as escadas têm de ser bem definidas, não basta serem folhas de papel sobrepostas e por vezes acaba por ser um bocadinho frustrante construirmos um caminho que tem um desnível de 20 centímetros e o nosso personagem não conseguir avançar.

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Os pontos luminosos geralmente indicam o local onde podemos “mudar de página”

Mas isso é apenas um pequeno detalhe, pois o encanto deste jogo está precisamente na sua apresentação e atmosfera. A arte é lindíssima e realmente parece estarmos envolvidos numa obra cuidadosa dos mestres japoneses do papel, repleta de pequenos detalhes e com uma temática do Japão feudal que sinceramente me agrada muito. As músicas também se adequam perfeitamente ao propósito do jogo, vamos ouvir muito folclore nipónico por aqui, algo que também me agradou. Este é também um jogo muito curto e numa ou duas horas no máximo já estamos despachados. É um desses jogos artísticos interessantes e por vezes de difícil discrição, pelo que recomendo vivamente que o experimentem. Claro que, pela sua curtíssima duração é melhor esperarem por uma boa promoção do steam entretanto.

The Book of Unwritten Tales: The Critter Chronicles (PC)

Invariavelmente, vamos lá a mais uma rapidinha pois se por um lado o tempo teima em não dar para muito mais, por outro esta é uma sequela a um jogo que eu adorei, mas acaba por não trazer nada de especial, o que é pena. E também tal como o primeiro The Book of Unwritten Tales, esta minha cópia digital do steam foi comprada por um preço muito apetecível nalgum Humble Bundle.

The Book of Unwritten Tales the Critter Chronicles - PCAqui somos uma vez mais levados ao mundo fantasioso e bem humorado de Aventasia, num jogo cuja história serve de prequela ao lançamento original, com Nate e o estranho, mas adorável Critter a assumirem os papéis principais. Infelizmente não há sinal nem do pequeno Wilbur nem a princesa Ivonora, personagens que para mim foram bem mais carismáticas que Nate. No entanto, outras personagens conhecidas como a orc Ma’zaz (ainda a perseguir Nate), o feiticeiro Munkus ou o Arch Mage ainda vão dando o ar da sua graça. E temos muitos mais critters para interagir, embora o original para mim ainda continue a ser o melhor pelo seu dialecto estranho e linguagem corporal bastante cómica.

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Este Yeti até que tem a sua graça, joguem e percebam o porquê

As mecânicas de jogo são exactamente as mesmas do original, bastante simples e intuitivas para um jogo de aventura point and click, onde mais uma vez poderemos controlar mais que uma personagem (embora de forma alternada), usando as habilidades de cada um para progredir no jogo, bem como muita partilha de itens e objectos entre ambos de forma a resolver alguns desafios. Puzzles mais tradicionais também existem e no geral pareceu-me ser um jogo menos intuitivo no tipo de acções que temos de fazer do que o original. E aqui temos uma dualidade interessante, pois se por um lado os puzzles dão mais que pensar e deixa-nos puxar pelo velho método da tentativa-erro, por outro a aventura em si pareceu-me muito mais curta, com menos regiões a explorar e personagens novas para conhecer. Mas voltando ainda aos puzzles, existem dois graus de dificuldade neste jogo e se escolhermos o difícil então teremos muitos mais itens para apanhar, interagir e combinar do que no modo normal.

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Seastone é das poucas áreas que revisitamos, embora aqui as coisas sejam um nadinha diferentes

Mas também sou sincero, não me incomoda lá muito o facto dos desafios desta vez serem menos intuitivos. Incomoda-me sim pelo curto conteúdo propriamente dito, ou pela falta de personagens carismáticas como havia no primeiro jogo. Aqui o foco parece-me ir para o “Yeti“, a activista de direitos animais chata e casmurra chamada Petra, e claro o Critter, mesmo não percebendo nada do que ele diz acaba por ter uma linguagem corporal e gestual fantásticas. A nível audiovisual o jogo contém uma boa narrativa e voice-acting, os gráficos assentam mais uma vez em cenários 3D, embora algumas localizações sejam muito pobrezinhas em detalhe. As músicas assentam bem ao jogo como sempre.

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É uma pena que 70% do jogo seja passado no pólo norte lá do sítio

Não vou dizer que passei um mau bocado ao jogar este Critter Chronicles pois não o passei, mas estava à espera de um jogo um pouco mais longo, com maior diversidade de cenários, e com mais personagens carismáticas, o que aqui não aconteceu, especialmente pelo foco dado ao Nate. No entanto ficaram as memórias do primeiro jogo, cujos acontecimentos acabam por se encaixar com os deste e me deixam com vontade de jogar a verdadeira sequela, o The Book of Unwritten Tales 2.

World Heroes Anthology (Sony Playstation 2)

World Heroes AnthologyÀ semelhança do que foi escrito no artigo do Art of Fighting Anthology,  este artigo será uma colectânea de rapidinhas pois o género de fighters 2D são daqueles jogos que eu aprecio, mas apenas os jogo de uma forma casual, ou seja, levo porrada de toda a gente. Mas por acaso até acabei por ficar surpreendido com esta série, pois a ideia que tinha é que a mesma era algo de segunda categoria (e na realidade até é), mas tem algumas coisas que acabei por achar imensa piada. Esta minha cópia foi comprada há poucos meses atrás na cash converters de Alfragide por 2€.

World Heroes Anthology - Sony Playstation 2
Colectânea com caixa e manual

Esta série foi desenvolvida pela ADK, ou Alpha Denshi Corp e tem na sua base um estranho torneio organizado pelo cientista Dr. Brown que constrói uma máquina do tempo e recolhe lutadores de vários períodos da história humana de forma a saber quem é o guerreiro mais forte de todos os tempos. Mas aqui começam as inconsistências pois apesar de haverem lutadores de épocas como a idade média europeia, ou do Japão feudal, por vezes nas cutscenes aparecem relacionados com o mundo moderno, como junto de pessoas vestidas normalmente. Mas esta é mesmo uma série para não se levar a sério na parte da história pois o bom humor é uma constante, em especial nas cutscenes de fim de jogo de várias personagens.

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A história destes jogos não é algo que se deva levar muito a sério

Mas falando do primeiro World Heroes a primeira impressão que me dá é que é mais um clone de Street Fighter II, e na realidade até acaba por ser em certo ponto. A jogabilidade é um pouco lenta, a meu ver, utilizando apenas 3 botões frontais, um para socos, pontapés e o outro para throws. A intensidade dos golpes é medida no tempo em que deixamos o dedo pressionado nos ditos botões. O modo de jogo normal coloca-nos a combater todos os nossos oponentes de uma forma aleatória, resultando num combate com um boss final – o ser Gee Gus que consegue ir buscar habilidades de todos os lutadores do jogo. Pelo meio temos alguns níveis de bónus similares aos do SF II: num temos de esculpir uma estátua à base da pancada, no outro temos de partir uns vasos que vão caindo do céu antes de chegarem ao chão. Mas há algo que World Heroes tem de diferente do Street Fighter II (para além dos lutadores sem carisma): o modo deathmatch. Este é similar ao normal, mas em vez de lutarmos nas arenas próprias de cada lutador, vamos lutando numas arenas próprias de luta-livre, mas repletas de obstáculos como paredes com espinhos, redes electrificadas ou com fogo, ou minas espalhadas pelo chão. A nível técnico é um jogo que a meu ver ainda é algo pobrezinho. Sinceramente nunca gostei muito do design das personagens, embora as arenas não sejam más de todo. Mas o som, em especial as vozes que soam bastante abafadas, e as músicas não me cativaram.

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Sempre adorei as intros bonitinhas dos fighters 2D e a partir do World Heroes 2 já temos algum eye candy desse.

O World Heroes 2 saiu nem um ano depois do primeiro, tal era a moda dos fighters 2D por essa altura. As suas principais mudanças incluiam 6 novos lutadores, já os modos de jogo permaneceram idênticos ao anterior. No entanto, com o elenco de lutadores agora maiorzinho, já não era necessário lutar contra todos, mas apenas contra os 6 novos e 4 dos antigos 8 lutadores do primeiro World Heroes, escolhidos aleatoriamente. O modo death match tem agora uma única barra de vida partilhada entre ambos os lutadores. Quanto mais porrada damos (ou levamos), a barra de vida vai pender para um lado ou para o outro. Se a coisa ficar feia para o nosso lado, temos 10 segundos para nos levantarmos, onde durante esse tempo teremos de carregar em todos os botões como um maluco, só para termos mais uma hipótese… isto porque o relógio está sempre a contar. De resto a jogabilidade é idêntica, embora os lutadores antigos tenham agora alguns golpes novos. A nível técnico é também um jogo melhor, com arenas e personagens bem detalhadas e as músicas são mais cativantes. No entanto as vozes continuam mázinhas…

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Há aqui personagens de imensas nações como a Mongólia ou um pirata cujo país é o alto-mar

World Heroes 2 Jet está para o anterior como o Super Street Fighter II está para a sua prequela. É mais que um mero update ao jogo anterior, pois para além de trazer mais dois ou três novos lutadores, inclui também algumas novidades nas mecânicas de jogo (como a capacidade de correr, num jogo que por si só já é bem mais rápido e dinâmico), bem como 2 modos de jogo distintos do que existiu anteriormente. Aqui temos o Entry to the Tournament e o Forging of Warriors, este último deixa-nos escolher o nosso lutador e o nosso oponente, no entanto o jogo termina após conseguirmos vencer 3 oponentes de seguida. O primeiro modo de jogo é ligeiramente parecido ao tradicional modo arcade, mas em segmentos de 3 combates seguidos. Inicialmente (após uma bela cutscene em 2D a introduzir o início do jogo) combatemos um grupo de 3 oponentes, um de cada vez, com a obrigatoriedade de vencer pelo menos dois para prosseguir. Vamos combatendo alguns grupos dessa forma até surgirem alguns grupos “especiais” , ou constituídos por um oponente apenas que temos a hipótese de o combater 3 vezes, ou por um conjunto de bosses pelo fim. A nivel gráfico, sons e músicas este é um salto muito grande em comparação com os anteriores, com lutadores e arenas bem detalhados, música rock em grande estilo e os clipes de voz com mais qualidade.

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Tanto o World Heroes 2 Jet como o Perfect já sairam numa altura em que a SNK conseguia fazer pequenos milagres com o HW Neo Geo

No último jogo da saga, o World Heroes Perfect mais uma vez mudaram bastantes coisas. A começar pela jogabilidade que agora usa uma base de 4 botões faciais, ao contrário do contexto sensitivo de pressão dos 3 botões. Novos golpes, novas personagens e uma série de novos especiais são o prato do dia para os aficcionados do género. O modo de jogo singleplayer obriga-nos a lutar contra 10 oponentes escolhidos aleatoriamente, em arenas também escolhidas aleatoriamente, e mais um ou outro boss como manda a lei. A nível técnico é também um jogo que evolui dos anteriores, mais uma vez com bons gráficos e audio no geral. Só que ainda acho que não tem personagens propriamente carismáticas, embora o bom humor continue lá.

Resumindo esta é mais uma boa colectânea para coleccionar e felizmente a PS2 está repleta delas, da SNK e não só. Todos os jogos são emulados directamente da Neo Geo MVS com algumas features adicionais, como a possibilidade de podermos customizar os lutadores de todos os jogos, podermos ver a lista dos seus movimentos nos menus de pausa e ainda temos um modo de jogo para treino. No entanto ainda me pareceu notar um ou outro problema de performance aqui e ali. Ainda assim é um bom título, embora a série World Heroes continue a ser, para mim, de segunda linha quanto mais não seja pelo seu elenco sem grande carisma, mas ganhou o meu respeito por alguns modos de jogo originais que o tornavam um pouco diferente do típico clone de Street Fighter II.