F1 Circus ’91 (PC Engine)

Tempo para mais uma rapidinha e quando cá trouxe o primeiro F1 Circus no passado referi que apesar de eu não ter gostado muito do jogo, alguma coisa a Nichibutsu deve ter feito bem, pois nos anos 90 foram inúmeras as sequelas que o jogo recebeu para múltiplas plataformas distintas. Só ecossistema PC Engine temos 4 jogos desta série, sendo que este F1 Circus ’91 é a primeira sequela. E o meu exemplar foi comprado a um particular algures em Novembro deste ano, por cerca de 10€.

Jogo com caixa e manual embutido. Algures no tempo foi um jogo que custou uns meros 130 Yen, um valor muito, muito em conta.

No que diz respeito aos modos de jogo temos aqui uns quantos e vou começar pela novidade: um modo de treino. Este é na verdade uma espécie de tutorial onde devemos practicar vários desafios para nos habituarmos aos controlos peculiares do jogo. São desafios com vários tipos de curvas, onde inclusivamente temos de os completar dentro de um tempo limite para que os completemos. A única customização que podemos fazer antes de cada desafio é escolher que tipo de direcção queremos usar: leve, média ou pesada e isto faz toda a diferença. É que tal como o seu predecessor, este F1 Circus 91 é um jogo de corridas com uma perspectiva vista de cima, tal como os jogos Micromachines da era 8/16 bit, por exemplo. E apesar de o jogo nos avisar sempre que vem uma curva, é difícil antecipar quanto falta para esta chegar e qual a sua a curvatura, pelo que até memorizarmos os circuitos iremos bater constantemente. Para agravar as coisas, o F1 Circus original tinha uns controlos demasiado precisos, onde o quanto viramos o volante depende de quanto tempo mantivermos o botão direccional pressionado e por vezes uma fracção de segundo a mais (ou a menos) é o suficiente para curvar em demasia ou pouco, projectando-nos para fora do circuito. Portanto poder optar por diferentes graus de “sensibilidade” para a direcção faz toda a diferença! O jogo continua difícil, principalmente quando competimos contra outros oponentes, mas ao menos pode-se tornar menos frustrante escolhendo o grau de sensibilidade para a direcção.

Antes de cada corrida podemos sempre customizar o carro à nossa medida

De resto, para além do modo de jogo que nos permite participar em corridas livres, o principal modo de jogo é mesmo o campeonato. No entanto, independentemente do modo de jogo escolhido temos na mesma de escrever o nosso nome e seleccionar em qual das equipas (fictícias) queremos competir. Depois lá somos levados para o ecrã de preparação da próxima corrida, onde para além de participar em voltas de treino podemos também customizar vários parâmetros do nosso carro em cada uma das fases da corrida, desde pneus, transmissão, travões, suspensão, etc. O tipo de direcção que mencionei no parágrafo acima é também possível de ser seleccionado aqui, felizmente. Mas também tal como referi acima, o jogo continua bastante desafiante, por vezes até para o próprio CPU! O jogo é tão rápido e frenético que colisões são constantes, não só com o nosso carro, mas também com os restantes! Acelerar, fazer bem as curvas neste jogo e ultrapassar os oponentes é uma arte difícil de ser dominada aqui.

Como seria de esperar, o jogo não tem qualquer licença, mas emula os construtores e pilotos reais da época

No que diz respeito aos gráficos, o jogo não difere muito (ou practicamente nada) do seu antecessor, visto que usa a mesma perspectiva vista de cima. Os cenários são então renderizados com detalhes minimalistas, mas que resultam bem devido à velocidade frenética com que corremos (isto se não batermos em nada, claro). No entanto há pequenas coisas que eu melhoraria. Durante as corridas, no canto inferior direito temos sempre uma caixa com informação das rotações do motor, qual a mudança engrenada e o estado geral do nosso carro, como pneus, suspensão e afins. No entanto não há no ecrã mais nenhuma indicação visual útil como a nossa posição na corrida, a velocidade a que vamos ou mesmo os tempos. A posição, tempos e voltas que faltam surgem no ecrã sempre que passamos a meta, mas a meu ver não é suficiente. Nada de especial a apontar aos efeitos sonoros, já a banda sonora até achei uma boa surpresa pois é bastante agradável.

Graficamente é um jogo muito idêntico ao seu antecessor

Portanto este F1 Circus apesar de continuar a ser um jogo bastante exigente pela sua jogabilidade e, perspectiva apresentada e velocidades frenéticas, não deixa também se ser uma melhoria face ao seu antecessor, precisamente por apresentar melhorias nos controlos. O facto de também não ter aquele modo de jogo inútil (constructors) também é um bónus!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a F1 Circus ’91 (PC Engine)

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