Klonoa (Nintendo Wii)

Vamos continuar pelos jogos da Nintendo Wii, desta vez com um remake de um jogo clássico da Namco lançado originalmente na Playstation, o primeiro Klonoa! Ora eu nunca cheguei a jogar o original, pelo que não poderei fazer grandes comparações entre ambas as versões, pelo que este artigo será inteiramente focado no remake, lançado em 2008/2009. O meu exemplar foi comprado numa CeX algures em Janeiro de 2020, onde após umas trocas me terá ficado apenas por 10€.

Jogo com caixa, manual e papelada

A história leva-nos ao mundo de Phantomile, onde controlamos Klonoa, um estranho animal com umas orelhas gigantes. A narrativa é muito ligeira, mas basicamente os sonhos são um tema muito importante e Klonoa há muito que sonhava com uma avioneta despenhar-se numa montanha lá perto. Até que chega um dia em que isso acontece e lá decidem ir investigar. Lá descobrem o vilão misterioso Ghadius, que anda à procura de uma jóia na forma de lua para transformar Phantomile num mundo de pesadelos. Claro que iremos ter de o impedir, como Klonoa e o seu fiel amigo Huepow, um espírito que habita no seu anel.

Libertando 6 habitantes de cada nível, irá-nos desbloquear um nível adicional no final do jogo.

Klonoa é um jogo de plataformas simples nas suas mecânicas, mas muito divertido. Este é então um jogo que possui uma jogabilidade tipicamente 2D, mas num mundo inteiramente tridimensional. Ou seja, vamos seguindo um caminho linear ao longo dos níveis, mas esse caminho pode seguir em múltiplas direcções e sentidos. Os controlos são simples e felizmente este remake do Klonoa suporta múltiplos comandos diferentes, podendo ser jogado apenas com um wiimote, a dupla wiimote e nunchuck, mas suporta também comandos de GameCube ou Classic Controller, que acabou por ser a opção que eu usei por conforto. E aqui temos de ter em conta apenas 3 botões: um para saltar, outro para atacar e um outro para a habilidade do whirlwind, capaz de abrandar temporariamente os inimigos. O ataque em questão consiste em Klonoa usar o tal anel que tem o espírito Huepow, que é a mecânica fulcral em todo o jogo. Com esse anel podemos sugar (e agarrar) inimigos, sendo que com o mesmo botão podemos posteriormente atirá-los, não só contra outros inimigos, mas também contra certos objectos, quanto mais não seja para resolver alguns pequenos puzzles e que nos permitam progredir no nível. Pressionando o botão de salto uma segunda vez faz com que Klonoa bata as suas orelhas gigantes, flutuando por breves segundos ou, caso tenhamos um inimigo na nossa posse, ao pressionar o botão de salto novamente faz com que usemos esse mesmo inimigo como plataforma para um segundo salto. Alguns desafios de platforming vão-nos mesmo obrigar a usar esta técnica múltiplas vezes para conseguir realizar uma série de saltos consecutivos ao saltar, agarrar um novo inimigo, saltar outra vez e por aí fora. Ao longo dos níveis vamos vendo também inúmeros itens que poderemos apanhar. Alguns como os cristais coloridos, chaves ou corações que nos restabelecem a barra de vida são apanhados simplesmente tocando nos mesmos. Outros itens como relógios (que servem de checkpoints) ou uma fada que nos duplica temporariamente o valor dos cristais coloridos estão envoltos numa bolha, pelo que têm de ser atacados primeiro. Itens por detrás de ovos já precisam de serem atacados com inimigos para que os mesmos partam e revelem os seus segredos!

Graficamente o jogo levou um remake completo, tornando-se muito mais bonito e detalhado que o lançamento original de PS1

De resto, para além de ser um jogo de plataformas divertido e com uma jogabilidade muito sólida, é também um jogo curto, com apenas 13 níveis no total. São 6 mundos de dois níveis cada, onde o segundo nível possui sempre um boss no final, mais o nível final onde iremos defrontar o último boss. Mas temos também uma série de conteúdo desbloqueável. A Balue’s Tower, que também existia na versão original de PS1, é desbloqueada se conseguirmos libertar todos os 72 habitantes, que por sua vez espalhados e escondidos em cada nível (6 em cada). Essa torre é um nível extra com uma dificuldade acima da média e que nos vai apresentar uma série de desafios de platforming mais exigentes. Exclusivos deste remake estão alguns modos de jogo adicionais que são também desbloqueados quando terminamos o jogo principal, como um modo time attack e um reverse mode. O primeiro leva-nos a enfrentar todos os bosses do jogo e o objectivo é o de fazer o melhor tempo possível. O último tem um pouco mais que se lhe diga. Para além de reintroduzir todos os níveis de forma espelhada, poderemos também encontrar portais que nos levam a salas com desafios bem exigentes de platforming. Outro conteúdo bónus, como a possibilidade de vestir Klonoa com diferentes roupas, são também desbloqueados ao terminar o jogo.

Graficamente esta é uma grande evolução face ao original da Playstation.

Graficamente é um jogo bastante interessante até porque foi completamente refeito face ao lançamento original de 1997 para a primeira Playstation. Enquanto esse possuía gráficos em 3D poligonal para os cenários e sprites 2D para Klonoa, inimigos e itens, este remake é completamente em 3D e com gráficos muito bonitos para uma Nintendo Wii. Os níveis são bastante variados entre si e com cenários muito bonitos como a típica aldeia de Klonoa e os seus moinhos, florestas, montanhas, cavernas ou os imponentes templos do Sol e Lua, com este último a ser particularmente interessante. A acompanhar os bonitos gráficos temos uma banda sonora muito relaxante e um voice acting simples, que poderemos optar por ouvi-lo em inglês, ou em phantomilian, a língua fictícia daquele mundo. Naturalmente que escolhi esta opção!

Portanto este Klonoa é um clássico de plataformas. Agora entendo perfeitamente o porquê do original da Playstation ser um jogo muito querido pelos fãs do género, pois é um título que possui uma jogabilidade simples, mas aliciante e acima de tudo que funciona. Este remake para a Wii mantém essa jogabilidade base, mas moderniza bastante os seus gráficos, pelo que será uma alternativa muito boa ao original, até porque esse tem vindo cada vez mais a escalar de preço, infelizmente. O próprio Klonoa da Wii também não tem ficado muito barato mas recentemente foi anunciada uma compilação com remakes/remasters dos dois Klonoas principais para sistemas recentes, pelo que essa será seguramente a versão definitiva a ter em conta.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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