Power Golf (PC-Engine)

Vamos voltar às rapidinhas na PC Engine e sim, a mais um jogo de golfe que veio no mesmo bundle de 15 jogos de PC-Engine que importei do Japão ao preço da chuva. Mas claro, depois dos custos de envio e alfândega já não ficou tão ao preço da chuva quanto isso, mas ainda assim cada jogo ficou a menos de 5€ o que não foi nada mau.

Jogo com caixa, manual embutido e registration card

E este foi um título produzido pela própria Hudson, um dos seus vários Power Sports que foram sendo lançados ao longo do tempo na PC-Engine/Turbografx-16 e não só, que possuem títulos de vários desportos como futebol, golfe, ténis, mas a esmagadora maioria são mesmo os de baseball. Este Power Golf foi também lançado na Turbografx-16 e, sendo também um jogo disponível na mini, o seu manual em inglês está disponível no próprio site da Konami, o que foi uma grande ajuda pois inicialmente não me estava mesmo a habituar aos controlos, mas já lá vamos.

Cada um dos golfistas que podemos seleccionar possuem atributos distintos

O jogo oferece 3 modos de jogo, o stroke play, para um jogador, match play para dois jogadores e o competition que poderá ter um máximo de 3 jogadores. Fiquei-me pelo stroke play, mas de acordo com o manual o modo competition parece ter ainda alguns desafios extra como o driving contest (ver quem consegue a tacada inicial mais longa) ou o Pin Contest que sinceramente não entendi muito bem como funciona. E porquê só suportar 3 jogadores? Porque existem 3 golfistas prédefinidos com diferentes stats que podemos escolher. O primeiro é razoável em tudo, a menina tem um tempo de swing mais lento mas as suas tacadas são mais curtas e o terceiro é o profissional, o que tem maior capacidade de alcance, mas que nos obriga também a tempos de reacção bem mais curtos ao preparar as tacadas. E pronto, escolhendo o jogador a representar e o modo de jogo, teremos apenas um circuito de golf com 18 buracos e o objectivo é “emburacar” a bola no menor número de tacadas possível.

Quanto mais para a esquerda for o cursor, mais potente será o disparo. Mas a menos que joguemos com a menina, o tempo de reacção será bastante curto para obter bons resultados!

E esperem pelos conceitos habituais de ter atenção à força e direcção do vento, bem como que taco utilizar em cada jogada. Infelizmente teremos mesmo de consultar o manual para ter uma ideia dos alcances. A nível de jogabilidade é o típico deste tipo de jogos. Começamos por seleccionar a direcção da tacada, que taco utilizar e por fim vamos para o swing, onde nos surge uma barra de energia no ecrã. Quando iniciamos a tacada o cursor começa a andar para a esquerda e quanto mais para a esquerda nós pressionarmos o botão I, mais potente será a tacada. Depois o cursor começa a andar para a direita e o objectivo é pressionarmos o botão I novamente o mais próximo possível das barrinhas vermelhas, que indicarão a precisão da tacada. Muito à esquerda ou à direita dessas barrinhas vermelhas, o disparo terá uma curvatura bem grande e irá estragar tudo. Até aqui tudo bem, mas eu demorei um bom bocado até atinar com todos os timings.

Quando chegamos ao green temos também de ter em atenção o declive do terreno, assinalado pelas setas

De resto, a nível audiovisual o jogo é bastante colorido (dentro dos possíveis visto ser tudo em tons verdes com os ocasionais azuis da água e amarelos de areia), mas ainda pouco detalhado. Nota-se bem que é ainda um produto dos anos 80! A perspectiva é sempre vista de cima, com uma pequena janela a mostrar o nosso golfista a surgir sempre que preparamos uma tacada. Essa janela já renderiza o campo à nossa volta num pseudo-3D e é engraçado ver a curvatura da bola a sair de lá disparada, mas é basicamente isso. As músicas são agradáveis e nada de especial a apontar aos efeitos sonoros.

Portanto este Power Golf, apesar de não ter nada de muito errado nas suas mecânicas de jogo e modos de jogo disponíveis, não deixa de ser um jogo de golfe muito simples e a PC-Engine parece-me ter melhores jogos do género a oferecer.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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