Global Defense (Sega Master System)

Vamos voltar para a Master System com mais uma conversão de um jogo arcade da própria Sega. Lançado originalmente em arcade em 1987 como SDI: Strategic Defense Initiative e posteriormente na Master System como Global Defense este é um shmup muito peculiar onde controlamos um satélite. Strategic Defense Initiative é também o nome de um programa militar lançado pelo governo Norte Americano que visava em montar um sistema de defesa contra mísseis balísticos a partir do espaço, portanto este foi um jogo largamente inspirado por esse conceito. O meu exemplar comprei-o numa loja online por alturas do black friday, tendo-me custado algo em volta dos 6€.

Jogo com caixa e manual

Tal como referi acima, este é um shmup onde controlamos um satélite com o objectivo de abater todas as ameaças inimigas que surjam no ecrã, sejam elas mísseis balísticos, satélites, bases inimigas ou outros. Mas temos algumas mecânicas de jogo particulares, pois cada nível está dividido em duas fases, uma ofensiva e outra defensiva. Começamos sempre na fase ofensiva com as mecânicas a assemelharem-se mais a um shmup horizontal tradicional. Bem, é quase isso, pois as mecânicas de disparo assemelham-se mais a um Forgotten Worlds do que a um R-Type. Ou seja, não só podemos controlar o movimento do satélite pelo ecrã, mas também a sua mira. O lançamento original nas arcades era composto por um Joystick com um botão no topo para a movimentação do satélite e disparo, bem como uma track ball para a mira. Já na Master System tiveram de fazer alguns compromissos, pois mesmo que o jogo tivesse suporte ao Sports Pad, ficaria a faltar na mesma o método de controlo da nave. Portanto aqui o d-pad é usado para mover a mira, já se quisermos mover o satélite temos de pressionar o botão 1 em simultâneo com a direcção pretendida. Já o botão 2 serve para disparar. Um detalhe curioso é que nas últimas páginas do manual é-nos explicado que podemos usar um esquema de controlo que usa dois comandos, onde um d-pad controla a nave, outro controla a mira e a nave tem auto-fire. É um workaround interessante que infelizmente não cheguei a experimentar, mas duvido que seja um método confortável para jogar.

Ocasionalmente vamos vendo alguns power ups na forma de cápsulas coloridas. Devemos apanhá-los sempre que possível!

Mas as mecânicas de jogo não se ficam aqui. Qualquer inimigo que deixemos escapar vai em direcção à Terra e na parte inferior do ecrã vemos uma barra de dano que se vai preenchendo com cada objecto que deixamos escapar. Se essa barra for totalmente preenchida a vermelho é game over. Basta deixar escapar um inimigo que no final da fase ofensiva transitamos para a fase defensiva que é um shmup mais parecido com o Missile Command, pois decorre num ecrã estático e a ideia é uma vez mais a de destruir qualquer míssil inimigo que se aproxime da base. Mas mesmo que na fase ofensiva apenas tenhamos deixado para trás um ou dois mísseis ou bases inimigas, na fase defensiva teremos uma vez mais de enfrentar dezenas de mísseis inimigos. Para além disso, a barra de dano transita entre a fase ofensiva e a defensiva e uma vez mais se a deixarmos alcançar o máximo é game over. Por outro lado, se conseguirmos limpar todos os inimigos na fase ofensiva, recebemos um belo bónus de pontos e transitamos automaticamente para a fase ofensiva do nível seguinte. Para além de tudo isto teremos ainda de ter em conta que poderemos apanhar 3 tipos de power ups diferentes, uns aumentam o nosso poder de dano, outros a agilidade e por fim outros reduzem o dano sofrido em 5 unidades.

Na fase defensiva o jogo já se comporta mais como um Missile Command, onde temos de abater todos os mísseis que se aproximem do planeta

A nível audiovisual a versão original arcade saiu para o hardware Sega System-16, uma placa de 16bit superior à própria Mega Drive pelo que esta versão é bem mais modesta graficamente. As paisagens serão sempre o espaço, seja à orbita do planeta Terra, da Lua, da faixa de asteróides após Marte, ou em órbita do planeta Saturno, com os níveis finais a apresentarem um cenário mais sinistro. De resto confesso que não sou o maior fã do design que deram à grande parte dos inimigos que enfrentamos. Pessoalmente também não gostei das músicas mas, sendo este um jogo que teve um lançamento no Japão, tem também uma banda sonora em FM que é bastante superior na qualidade do som, mas não necessariamente nas suas composições.

No final de cada nível temos sempre uma estatística da nossa performance

Portanto este Global Defense até que é um jogo algo curioso pelas suas mecânicas de jogo, mas para mim já é uma experiência bastante frustrante. Eu já não sou um jogador exímio no que diz respeito a shmups, num jogo onde não só tenho de manobrar a nave para evitar o fogo inimigo mas também ir rodando a mira, acaba por ser um trabalho redobrado e ingrato. Muito como o Forgotten Worlds, apesar de pelo menos esse ser mais apelativo.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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