Bomberman (PC-Engine)

Vamos voltar à PC-Engine para mais um clássico: o primeiro Bomberman para esta consola! Lançado em 1990, é o primeiro de muitos Bomberman que a Hudson foi lançando ao longo da década de 90 e diria mesmo que é o primeiro que já tem aquele look mais moderno e cartoony que todos conhecemos hoje em dia. O meu exemplar veio de um lote de uns 11 jogos que importei do Japão por pouco mais de 20€. Já as despesas de transporte e alfândega… é melhor não falar nisso. Fica a lição que usar a DHL para envios de fora da UE, apesar de ser um serviço super rápido, fica também muito dispendioso principalmente pelos custos associados ao desalfandegamento.

Jogo com caixa e um papel que deve ser um spine card.

Este foi também um jogo que saiu no ocidente para a Turbografx-16, mas felizmente o lançamento japonês é muito import friendly pois os menus estão todos em inglês e a jogabilidade é bastante intuitiva, pelo que a barreira de linguagem não existe. Temos então o modo de história single player, consistindo em 64 níveis espalhados por 8 zonas diferentes onde temos de levar o Bomberman herói a salvar uma rapariga que tinha sido raptada por uns monstros. Temos também uma forte vertente multiplayer que infelizmente não cheguei a testar, mas esta está aqui representada em duas vertentes: a primeira é o modo battle que permite até 5 jogadores em simultâneo (com recurso a um multi-tap), já a segunda é uma curiosidade interessante, pois é direccionada para a portátil PC-Engine GT (ou Turbo Express no ocidente). Essa consola é literalmente uma TG-16/PC-Engine portátil e esta opção permite ligar 2 sistemas entre si e jogar multiplayer com outro jogador.

Acho que todos sabemos bem como isto se joga

A nível de mecânicas de jogo creio que todos conhecem o Bomberman. Vamos tendo ecrãs com blocos indestrutíveis num padrão de axadrezado e pelo meio algumas blocos destrutíveis, bem como inimigos. Com um dos botões plantamos bombas e a ideia é a de eliminar todos os inimigos em cada nível e depois procurar a sua saída, que está escondida por detrás de um dos blocos destrutíveis. Quando limpamos o ecrã de inimigos o jogo indica-nos sempre onde poderemos encontrar um power up escondido por detrás de algum bloco destrutível. Estes podem ampliar o poder de fogo, aumentar o número de bombas que podemos plantar em simultâneo ou mesmo poderes bem mais valiosos como o de detonar as bombas remotamente ou a capacidade de atravessar os blocos destrutíveis. Claro que se perdermos uma vida infelizmente perdemos alguns destes power ups e, apesar de à medida em que formos avançando no jogo os inimigos vão ficando mais rápidos e letais, o maior perigo somos sempre nós próprios. Cair nas nossas próprias armadilhas, principalmente quando já temos um grande poder de fogo, acaba por ser algo frequente. Mas isso também faz parte da magia e simplicidade da fórmula Bomberman!

Outra regra a relembrar, não explodir nenhuma bomba perto do portal de saída. Caso o mesmo seja atingido por fogo, traz uma série de inimigos adicionais para enfrentar!

Graficamente é um jogo simples, com cenários e sprites simples e pequenas, mesmo quando enfrentamos os bosses. Mas lá está, é suposto que assim seja e os níveis até que vão sendo algo variados entre si nos seus cenários, mas esperem sempre pelos habituais padrões axadrezados de blocos indestrutíveis. Ao menos é um jogo super colorido e as músicas, apesar de não serem muitas, são bastante agradáveis e facilmente ficam no ouvido.

Portanto este Bomberman é um jogo bem sólido e agradável de se jogar e uma forte razão para arranjar um multitap para este sistema, visto que uma das maiores limitações desta consola para mim sempre foi o facto de só ter uma porta para um comando. De resto existem muitos outros Bomberman lançados para a PC-Engine, pelo que estou um pouco curioso em ver em que as suas sequelas inovaram.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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