Type:Rider (PC)

Vamos voltar às rapidinhas a jogos indie, com este intrigante Type:Rider que possui um conceito muito peculiar. Este é um jogo de plataformas artístico sobre o mundo da tipografia, onde controlamos dois pontos e teremos uma série de segmentos de platforming, com alguns puzzles à mistura e onde iremos aprender bastante sobre a tipografia, a forma como evoluiu ao longo dos séculos e as origens de muitos dos tipos de letra que usamos actualmente. O meu exemplar digital veio certamente nalgum bunde a um preço bastante reduzido.

Como referi acima, este é um jogo de plataformas com alguns puzzles ocasionais para resolver e onde controlamos 2 pontos numa série de níveis de plataforma cujos visuais fazem lembrar jogos como Limbo. Ao longo do jogo vamos explorar a evolução da arte da tipografia, desde a origem da própria linguagem escrita e suas representações em civilizações antigas como a Suméria ou Egípcia, passando para a idade média e o seu estilo Gótico, o aparecimento das primeiras máquinas que permitiam imprimir livros e o surgimento de vários tipos de letra nos séculos seguintes, alguns deles bastante em voga mesmo nos dias de hoje como Garamond, Helvetica, Times New Roman, entre outros. Também vamos acompanhando a evolução tecnológica da arte de impressão, desde as primeiras impressoras mecânicas que surgiram no renascimento, até à era digital.

Type:Rider possui uns visuais bastante artísticos e interessantes

A jogabilidade é extremamente simples na medida em que apenas usamos as teclas direccionais do teclado para movimentar os 2 pontos pelo nível e o espaço para saltar. Mas teremos inúmeros obstáculos para atravessar, puzzles para resolver e uma série de coleccionáveis, como as diferentes letras do alfabeto num determinado tipo de letra, ou páginas de diferentes livros que nos vão contando as tais coisas da arte da tipografia e tecnologia relacionada. Para além disso temos de contar com a física, pois temos muita inércia a ter em conta para calcular os diferentes saltos. Os puzzles são variados, mas tipicamente consistem em arranjar forma de obter um ponto branco que serve de chave para desbloquear a passagem para o segmento seguinte. E os puzzles têm sempre a algo ver com o que estamos a descobrir no jogo, como interagir com os botões de uma máquina de escrever para fazer com que o ponto salte para onde quisermos. Ou jogar uma partida de Breakout no nível dedicado às tecnologias modernas, por exemplo. Alguns saltos vão ser bastante exigentes devido à inércia e gravidade, mas o jogo felizmente também é generoso nos checkpoints, excepto no nível secreto dedicado à Comic Sans, onde temos de o completar de uma assentada.

Ao longo do jogo teremos também alguns puzzles simples para resolver

Graficamente é um jogo simples mas bastante imersivo. As plataformas por onde passeamos são plataformas ou até letras bastante negras, o que me faz lembrar outros jogos como o Limbo. Mas os ecrãs de fundo são bastante variados e apresentam arte e/ou cenários relacionados com a fase do jogo onde nos encontramos. Por exemplo, no gótico é frequente vermos arte medieval, enquanto que no mundo dedicado ao Clarendon temos cenários dedicados à revolução industrial do século XIX ou aos westerns, que abusavam bastante desse tipo de letra nos posteres típicos dessa era. As músicas e sons também seguem as diferentes eras que vamos explorando e o resultado acaba por ser uma experiência imersiva e relaxante, excepto nalguns segmentos de platforming um pouco mais intensivos.

Ao longo do jogo iremos encontrar páginas de livros que nos vão contando uma série de curiosidades e factos históricos do mundo da tipografia

Portanto este Type:Rider é mesmo um jogo bastante artístico. Confesso que dificilmente o compraria a menos que viesse nalgum indie bundle, que foi o que aconteceu, mas gostei bastante da experiência. Possui alguns segmentos de platforming mais exigentes devido principalmente à inércia do movimento dos pontos, mas mesmo assim acho que o saldo final foi bem positivo. E é um jogo bem curto, dá para entreter numa jogada rápida.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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