Sega Extreme Sports (Sega Dreamcast)

Voltando às rapidinhas a jogos desportivos, vamos ficar agora com este Sega Extreme Sports para a Dreamcast. Como tem o branding Sega Sports, sempre pensei que este jogo tivesse sido produzido pela própria Sega, o que não foi o caso. Desenvolvido pela Innerloop, o jogo foi publicado pela Sega na Europa e Japão, mas publicado pela Infogrames nos EUA. O meu exemplar foi comprado algures em Agosto, após ter vindo num bundle de uma consola e uns quantos jogos que acabou por me ficar de graça, após ter despachado os repetidos.

Jogo com caixa manual e papelada

Este Sega Extreme Sports possui vários modos de jogo que irão abordar diferentes modalidades radicais, como snowboarding, corridas de BTT ou ATV, asa delta ou mesmo bungee jumping. Mas em vez de termos as corridas separadas por modalidade, teremos antes misturas de diferentes modalidades na mesma corrida. O principal modo de jogo é o campeonato, onde teremos uma série de circuitos para concorrer sendo que quem amealhar mais pontos no final desse conjunto de circuitos ganha a prova e poderemos desbloquear os circuitos seguintes, já com um nível de dificuldade maior. Tal como referi acima, neste modo de jogo teremos vários eventos para competir em cada corrida. A primeira pista nos Himalaias coloca-nos a descer umas montanhas em snowboarding, para depois trocarmos para uma corrida em asa delta, culminando numa corrida em moto-4 (ATV). Cada tipo de evento possui controlos e mecânicas de jogo algo distintas entre si, se bem que temos também o modo Practice precisamente para as treinar. Outros modos de jogo incluem a single race (que também permite multiplayer para 2 jogadores – estranho que não permita 4 também), ou o time trial que como o nome indica é focado em fazer o melhor tempo possível.

Aparentemente o jogo teve o patrocínio de uma marca de roupa qualquer. Isso para mim tem zero interesse, mas poderiam haver mais personagens jogáveis para além de quatro.

Como referi acima, os controlos são ligeiramente diferentes consoante a modalidade que estamos a competir no momento, mas tipicamente andam à volta em usar os turbos no momento certo, se bem que para os recarregar teremos de ir fazendo alguns truques e acrobacias também. Algumas modalidades também nos permitem atacar os oponentes como se fosse um Road Rash, o que dará muito jeito. O snowboard e BTT até que se controlam bem, o bungee jumping é uma questão de ir fazendo truques e estar atento ao timing para parar o salto e soltar a corda. Para o ATV e asa delta infelizmente nem sempre são fáceis de controlar. No caso do ATV convém conhecermos bem os circuitos para não ficarmos presos nalguma subida íngreme e assim perder segundos preciosos que nos irão afastar da concorrência.

Os bonitos efeitos de luz para a época e a draw distance são marcos impressionantes do ponto de vista gráfico

Já no que diz respeito aos audiovisuais, do ponto de vista gráfico este jogo até que me deixou bem surpreendido nalguns pontos. O principal é o grande campo de visão que é especialmente notório quando fazemos alguns saltos, acrobacias ou na asa delta. Aqui teremos uma draw distance bem grande que nos deixa ver as montanhas a uma grande distância, com muito pouco pop-in. Outros detalhes gráficos como as luzes do sol também me pareceram bem implementados. Já a variedade de personagens disponíveis, bem como o detalhe dos seus modelos poligonais deixam um pouco a desejar. A banda sonora é composta principalmente por músicas electrónicas, aparentemente licenciadas de artistas comerciais.

Portanto este Sega Extreme Sports até me agradou pela positiva, seja pela variedade de desportos e a maneira em como os misturam todos. No entanto, naturalmente não é tão completo quanto um jogo inteiramente dedicado a snowboarding, ATV, BTT e por aí fora. No que diz respeito aos audiovisuais acho o balanço francamente positivo tendo em conta as capacidades da Dreamcast, só tenho pena em não haver uma maior variedade de locais a explorar.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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