Inspector Zé e Robot Palhaço em o Assassino do Intercidades (PC)

Depois da muito agradável surpresa que foi o Inspector Zé e Robot Palhaço em Crime no Hotel Lisboa, por parte dos nacionais Nerdmonkeys, eis que chegou a sua sequela, onde a dupla tem em mãos um novo mistério para resolver: algum assassino anda a matar passageiros no intercidades entre Lisboa e Porto! O meu exemplar digital veio de um indie bundle que comprei no início deste mês de Setembro por uma bagatela.

Ora tal como o original este é uma aventura gráfica clássica do estilo point and click, onde poderemos falar com várias pessoas e coleccionar objectos que serão mais tarde necessários para completar alguns puzzles. A história começa com a entrada explosiva do polícia Garcia, que nos atribui um novo caso de investigação: encontrar o misterioso assassino que viaja no intercidades Porto-Lisboa. Uma vez fora do escritório do Zé, vamos directos para a estação de comboios e eventualmente lá apanhamos o intercidades, onde iremos passar a maior parte da aventura e vamos conhecendo muitas personagens bizarras entre outras caras conhecidas do primeiro jogo.

Tal como no primeiro jogo, o bom humor é uma constante

Depois de conhecer todas as personagens relevantes, a história lá vai ficando mais apimentada, e lá vemos o assassino a entrar em acção. Então é tempo de recolher todas as pistas (e teremos aqui um grande número de itens para apanhar, incluindo uns quantos dentes de um velhote), para depois podermos confrontar os nossos suspeitos. E aqui o jogo tem um sistema de entrevistas muito similares ao seu antecessor, que sempre achei o ponto mais forte de todas as mecânicas de jogo pela sua originalidade. Aqui temos de confrontar os suspeitos com uma série de perguntas e respectivo item que serve de prova, sendo que teremos de seleccionar tanto a pergunta a fazer, como o objecto. Acertando 3 perguntas e objectos terminamos o interrogatório com sucesso, embora tal como no primeiro jogo algumas personagens são apenas intimidadas se fizermos as perguntas com o Inspector Zé, ou com o Robot Palhaço respectivamente.

De novidades esperem por alguns mini-jogos ocasionais que teremos de completar para avançar na história

Ocasionalmente também teremos alguns mini jogos para participar, todos eles mandatórios para concluir a aventura. Seja descobrir o código para abrir uma mala, um mini-jogo rítmico ou mesmo montar uma dentadura para o velhote Duarte, são apenas alguns dos exemplos. Apesar destas novidades, este continua a ser um jogo bem curto, infelizmente. Até menos sidequests temos desta vez, o que é uma pena. O facto de termos menos zonas para explorar também não contribui para aumentar a longevidade do jogo e, apesar da introdução de alguns minijogos estava à espera que esta sequela fosse um pouco mais longa.

Mas se a longevidade deste novo caso é bastante reduzida, felizmente o sentido de humor e todas as referências portuguesas continuam lá. A narrativa continua repleta de humor tanto parvo, como brejeiro (o que para mim não é necessariamente um problema) e a maneira como o jogo é apresentado, como se fosse uma peça de teatro ou uma daquelas sitcoms onde o público vai soltando algumas gargalhadas ou outras reacções, está uma vez muito bem implementada. Os cenários continuam a ser uma homenagem à cultura portuguesa da década de 80 e as personagens possuem todas um certo charme e são muito variadas entre si.

Os interrogatórios estão de volta e devo dizer que gostei bastante das animações que aqui colocaram!

Graficamente esperem pelo mesmo estilo retro e repleto de pixel art que nos foi introduzido no primeiro jogo (embora  tenhamos uma surpresa ainda mais retro já perto do final). As sequências das entrevistas são as que têm a meu ver o pixel art mais original, especialmente à medida que vamos avançando com sucesso nos interrogatórios, os suspeitos começam a ficar mais stressados e as suas animações vão ficando cada vez mais hilariantes. Claro que no caso do Paulo nada acontece, mas isso é um outro pequeno detalhe que também achei muito bem conseguido. A banda sonora é novamente algo variada, com algumas músicas mais jazz que contribuem bem para um jogo de detectives, mas também teremos algumas outras sonoridades.

Portanto esta nova aventura do Inspector Zé e Robot Palhaço deixou-me com sentimentos algo mistos. Por um lado continuo a gostar bastante do sentido de humor e todas as referências ao nosso Portugal, mas confesso que estava à espera de um jogo um pouco mais longo. Os mini jogos foram uma boa novidade, mas a meu ver não é suficiente pois terminei o jogo em poucas horas. Outra coisa que me desiludiu um pouco é o facto do intercidades viajar entre Lisboa e Porto e no final do jogo não haver sequer uma referência à cidade Invicta, o que é pena.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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