Jill of the Jungle (PC)

Voltando às rapidinhas, mas agora no PC, vamos ficar com mais um título que marcou a minha infância, a Jill of the Jungle da Epic, quando ainda se chamava Epic MegaGames. Este é um jogo de plataformas com uma protagonista feminina, dividido em 3 capítulos distintos onde o objectivo final será o de salvar um príncipe que tinha sido aprisionado por uns vilões quaisquer. É um twist diferente da habitual fórmula da damsel in distress. O meu exemplar foi adquirido no site do GOG, algures no mês passado. É um título que está (ou estava) gratuito na plataforma, pelo que recomendo que o vão lá buscar.

Jill of the Jungle é um jogo de plataformas algo simples, onde temos um botão para saltar e um outro para atacar, mas apenas podemos atacar quando encontrarmos alguma arma, que pode ser uma faca ou uma espécie de shuriken, que tanto uma como a outra são atiradas e acabam por voltar para as nossas mãos, tal como um bumerangue. Na verdade até podemos ter mais que uma arma ao mesmo tempo e lançá-las consecutivamente! De resto, contem também com a habitual exploração dos níveis à procura de chaves que nos desbloqueiem outras passagens, bem como alguns puzzles que envolvem alavancas ou interruptores. Para além disso, ocasionalmente teremos de nos transformar noutros animais, como um peixe para explorar zonas subaquáticas, um pássaro de fogo que nos permite explorar zonas com lava, ou um sapo que, para além de ser anfíbio, também nos permite saltar mais alto.

Graficamente é um jogo que apesar de colorido, é muito peculiar no seu design

Um outro detalhe interessante é a forma como é feita a progressão entre níveis. No primeiro episódio, temos um nível que serve de hub, onde iremos encontrar e desbloquear as entradas para os restantes níveis. Já no segundo episódio, os níveis vão-se desenrolando de forma sequencial, com passagem directa de uns para os outros. Por fim, no último capítulo, poderemos explorar o mapa mundo numa vista aérea, encontrando e desbloqueando as entradas para os níveis em si.

Ocasionalmente encontramos ícones que nos transformam em animais com diferentes habilidades

No que diz respeito aos audiovisuais, bom este é um jogo algo estranho nesse aspecto. Por um lado já é um jogo que suportava sistemas VGA, com uma palete de cores bem mais rica. Por outro os mundos que podemos explorar são muito… quadrados, com criaturas e cenários algo bizarras. Sinceramente acho que títulos como os últimos Commander Keen ou o Cosmo’s Cosmic Adventure, lançado pela Apogee no mesmo ano que este Jill of the Jungle, apesar de serem títulos que suportem apenas sistemas EGA, logo com uma paleta de cores bem mais reduzida, acabam por possuir níveis bem mais bem desenhados na minha opinião. Os efeitos sonoros e músicas tanto têm de bom, como de bizarro. Por vezes temos algumas músicas que são algo absurdas, outras já acabam por soar muito melhor. É um jogo algo inconsistente nos seus audiovisuais, mas confesso que os meus óculos de nostalgia também me podem toldar um pouco a minha opinião, pois no fundo eu continuo a gostar muito do jogo!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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