Uncharted 4: A Thief’s End (Sony Playstation 4)

Depois de ter terminado a trilogia original do Uncharted, comecei a jogar, embora de forma algo alternada, o Uncharted Golden Abyss da PS Vita e este Uncharted 4 para a Playstation 4. Enquanto o jogo da Vita é um capítulo secundário nas aventuras de Nathan Drake, este já é uma sequela a sério. E mesmo tendo jogado a trilogia original nas suas versões remastered para a PS4, o salto qualitativo deste Uncharted 4, mesmo comparando com os remasters dos anteriores, é de facto bastante notável. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado a um vendedor particular. É a edição limitada que traz um steelbook, um livro com artwork e foi comprado novo, por apenas 7€.

Edição limitada com caixa de cartão exterior, steelbook, artwork, papelada e autocolantes

A história leva-nos uma vez mais a explorar a vida de Nathan Drake em mais uma busca a um tesouro, desta vez o do pirata Avery, que aparentemente teria escondido uma fortuna de valor incalculável. É também um jogo onde iremos descobrir mais coisas do passado de Nathan Drake, nomeadamente a sua relação com o seu irmão Samuel Drake, que acaba por ter um grande foco na história do início ao fim. Até porque é o próprio Sam que convence Nathan a abandonar a sua então vida pacata para retomar a busca ao tesouro que começaram muitos anos antes. E claro, uma vez mais não estarão sozinhos nessa busca, pois teremos um exército de mercenários para enfrentar também.

Os combates corpo a corpo são mais brutais, e desta vez sem indicações no ecrã dos botões a pressionar no caso de contra ataque

No que diz respeito à jogabilidade, o básico é o mesmo que a série já nos tem habituado desde a trilogia original, mas acreditem ou não, o resultado é ainda melhor. Temos uma vez mais um excelente balanço entre sequências de acção over the top, a exploração e platforming, tudo associado a uma narrativa ainda mais bem escrita, que nos faz criar uma maior empatia entre todas as personagens principais. Os tiroteios, que continuam a assentar nas mesmas mecânicas cover based, possuem agora um maior foco na furtividade, ao dar-nos mais esconderijos, a possibilidade de “marcar” os inimigos, bem como sermos avisados se estivermos prestes a ser descobertos. Claro que podemos ignorar uma abordagem furtiva e entrar à Rambo, mas isso tem consequências, pois os inimigos são ainda mais agressivos e todos nos vão começar a flanquear e atacar de forma mais voraz que antes. Alguns deles, principalmente os soldados altamente armadurados, são autênticas esponjas de balas, mas felizmente já só perto da recta final é que os começamos a enfrentar. Os combates corpo-a-corpo foram também revistos e, apesar de os controlos serem practicamente idênticos ao que eram antes, agora não temos no ecrã a informação visual que nos avisa quando devemos contra-atacar um golpe inimigo. Teremos mesmo de observar os seus movimentos e agir correctamente quando necessário, algo que será absolutamente vital num certo encontro lá mais para a frente.

Ocasionalmente poderemos conduzir alguns veículos, como as belíssimas paisagens de Madagascar

De resto, tal como os anteriores, teremos à nossa disposição um grande arsenal de armas que poderemos descobrir e utilizar, embora apenas possamos carregar com uma arma leve, uma pesada e algumas granadas. Para além disso contem com alguns puzzles ocasionais, estes sinceramente achei-os um pouco mais desafiantes que os anteriores (e ainda bem!) bem como imensos coleccionáveis, muitos deles muito bem escondidos. Para além do modo história, que é sem dúvida mais longo que os anteriores Uncharted, teremos também um modo multiplayer competitivo que sinceramente não cheguei a perder tempo. Temos também um DLC com um modo co-op de sobrevivência, onde teremos de enfrentar diversas ondas de inimigos, mas também não perdi tempo com ele. A expansão The Lost Legacy acabou por ser lançada como um título standalone, pelo que o irei abordar separadamente, assim que o terminar.

O HDR é muito bem utilizado nos efeitos de luz

A nível audiovisual, tal como eu referi acima, já tinha achado os remasters da trilogia original com óptimo detalhe gráfico, mas quando peguei neste Thief’s End apercebi-me que de facto este Uncharted 4 é um jogo de uma geração acima. O nível de detalhe, tanto nas paisagens (que tal como nos anteriores até que são bastante detalhadas), como nas próprias personagens, os efeitos de luz, fogo, água e por aí fora são de facto de uma qualidade que deixam os Uncharteds da Playstation 3 uns bons furos abaixo. Quando comecei este jogo é que me apercebi que a maior parte dos títulos da PS4 que joguei até agora foram títulos que não foram necessariamente desenvolvidos a pensar nesta plataforma, pelo que me voltei a surpreender com o que esta máquina da Sony é capaz e que ainda tenho muito que jogar! De resto, o voice acting é excelente como antes e, tal como referi acima, os produtores conseguiram construir óptimos diálogos, que não só resultam bem nas cutscenes, como naquelas pequenas conversas que os protagonistas vão tendo ao longo do jogo. São diálogos que parecem completamente naturais e assentam muito bem à personalidade dos protagonistas.

O arsenal à nossa disposição é bastante vasto e teremos de o usar de forma inteligente nos diferentes combates que iremos defrontar

Portanto, este Uncharted 4 é um excelente jogo de acção, na minha opinião o melhor da série até ao momento, pois para além de ser uma produção excelente no campo audiovisual, narrativa e a fluidez com que a história se desenrola, possui também uma jogabilidade ainda mais refinada. Pena que tenham trocado alguns controlos, nomeadamente os botões de recarga e lançar granadas, que me levaram a desperdiçar alguns explosivos de forma bastante estúpida até me habituar.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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