Ready 2 Rumble Boxing: Round 2 (Sega Dreamcast)

Dos vários jogos que completaram o elenco de lançamento da Dreamcast por cá, o Ready 2 Rumble Boxing era um dos mais divertidos, joguei-o bastante sempre que ia a algum centro comercial com um quiosque da Dreamcast por perto. Aliás, de todos os demos que poderíamos experimentar, o Ready 2 Rumble era sem dúvida aquele que mais pessoas escolhiam. Um ano depois, a Midway apresentou naturalmente uma sequela que introduz algumas coisas novas mas o núcleo da jogabilidade mantém-se muito semelhante. O meu exemplar foi comprado algures no passado mês de Setembro a um particular, tendo-me custado 5€.

Jogo com caixa e manuais

Tal como o seu predecessor, aqui temos principalmente um jogo de boxe bastante arcade, com personagens muito cómicas (e esteriotipadas, mas quem se sentir ofendido que vá viver para debaixo de uma rocha). Temos vários modos de jogo, a começar pelo arcade, onde escolhemos um lutador e defrontamos uma série de outros oponentes. É jogando este modo várias vezes que poderemos também desbloquear lutadores secretos como é o caso de Shaquille O’Neal, um Michael Jackson todo bombado, ou mesmo Hillary ou Bill Clinton, na altura presidente e primeira dama norte-americanos. Tal como o seu predecessor, os botões faciais da Dreamcast despoletam diferentes socos que, quando pressionados em conjunto com uma direcção do D-Pad, podem despoletar alguns golpes mais poderosos. Os botões de cabeceira servem para defender e desviar dos socos dos adversários. À medida que vamos desferindo golpes mais fortes (ou provocamos o nosso adversário), vamos começando a construir a palavra RUMBLE. Uma vez completa, podemos activá-la, dando ao nosso pugilista a possibilidade de, temporariamente, desferir algumas combos fortes e rápidas. Desta vez podemos atingir 3 níveis diferentes de Rumble, sendo que no terceiro, quando activado, podemos mandar o nosso oponente fora do ringue, ganhando o combate instantâneamente. Ora isto torna a jogabilidade bastante divertida, principalmente quando jogamos contra um amigo.

Como seria de esperar, temos muitas personagens bizarras e outras secretas para desbloquear

Nos outros modos de jogo temos o Tournament Mode, ideal para multiplayer, o Team Battle, onde cada jogador escolhe uma equipa de vários lutadores e depois temos de os defrontar de forma sequencial e por fim, temos o Championship mode. Confesso que não perdi muito tempo neste modo de jogo, mas o conceito parece-me ser similar ao do primeiro jogo. Escolhemos um lutador dos que já desbloqueamos, treinámo-lo ao fazer uma série de exercícios de forma a melhorar as suas características, como agilidade, força, resistência, entre outros. E vamos combatendo outros oponentes, ganhando dinheiro com os combates (se os vencermos claro!) e melhorando o nosso próprio ginásio. Parece-me um modo de jogo interessante e que até dê alguma longevidade ao jogo, mas sinceramente sempre vi os Ready to Rumble como party games, pelo que nunca perdi muito tempo neste modo de jogo. Até porque parece-me que a única coisa que desbloqueiam são uniformes extra para os lutadores!

Michael Jackson contra Bill Clinton. Porque não?

De resto, a nível audiovisual é mais um bom jogo, tal como o seu predecessor o foi. As arenas possuem um bom nível de detalhe, tanto das arenas em si como do público à sua volta e os lutadores vão ganhando marcas na cara à medida que os combates vão decorrendo. O voice acting e efeitos sonoros parecem-me bem convincentes, já as músicas são practicamente inexistentes, soando apenas nos menus e pouco mais.

A versão Dreamcast do original era de longe a melhor pois foi a única que tinha saído numa consola de nova geração. Nesta sequela já não é bem assim pois temos também uma versão PS2 que sinceramente não sei se adiciona algo novo ou não. Mas também temos versões PS1 e Nintendo 64, esta última infelizmente sem uns quantos lutadores por questões de hardware.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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