Fester’s Quest (Nintendo Entertainment System)

Voltando agora para a NES, o jogo que cá trago hoje tem muito má fama por essa internet fora, mas sinceramente nem o acho assim tão mau quanto isso. Fester’s Quest é um jogo desenvolvido pela Sunsoft, e que faz parte da saga da Família Addams, cujo protagonista principal é o tio Fester. Este tem a missão de defender a cidade de ser invadida por alienígenas, com as outras personagens da série a aparecerem esporadicamente! O meu exemplar custou-me 10€ no mês passado, no evento Oeste Games Festival 2018.

Apenas cartucho

Estão a ver o Zombies? Este jogo é muito parecido, excepto que não andamos aqui a tentar salvar pessoas de serem comidas por zombies. A ideia é mesmo ir percorrendo as ruas da cidade, os seus túneis e esgotos e algumas das casas, de forma a expelir o máximo possível de aliens. Os controlos são simples, com um botão para disparar e um outro para usar o item que tenhamos seleccionado do nosso inventário. O problema com o jogo é que a nossa arma inicial é muito fraca, com pouco alcance, apenas podermos sofrer 2 pontos de dano até perder uma vida e os inimigos serem rápidos. Principalmente no início, devemos então jogar com muita calma e cuidado, e tentar treinar o máximo possível, isto porque os inimigos vão largando vários itens que nos podem ajudar, incluindo power-ups para a nossa arma que a tornam bem mais poderosa com o tempo. Outra das armas que vamos poder desbloquear é um chicote à lá Castlevania, e este também pode ser evoluído com power-ups. Mas também temos de ter cuidado, pois os inimigos também nos dão “power downs” para a arma e o chicote, que, tal como o nome indica, “desevoluem” as nossas armas. Estes devem ser evitados a todo o custo! Outros itens que os inimigos largam podem ser dinheiro, chaves ou lâmpadas.

Embora não seja obrigatório, as lampadas dão jeito para iluminar os túneis

O dinheiro pode ser usado para comprar comida nas barraquinhas de “hot-dog” que vemos espalhadas pela cidade. Essa é uma das maneiras de regenerarmos a nossa vida! As chaves, como seria de esperar, servem para destrancar portas que nos permitem abrir e explorar casas ou outras dungeons. As lâmpadas servem para nos iluminar os túneis ou esgotos que vamos ter de atravessar. Por vezes podemos entrar nalgumas casas, onde somos recebidos por um outro membro da família Addams, que nos oferece alguns outros itens precisosos, como barras de dinamite, mísseis teleguiados, poções de invencibilidade, poções que nos regeneram a barra de vida, entre outros, como nós de forca que podem ser usados para chamar o mordomo, que causa dano a todos os inimigos presentes no ecrã. Ora todos estes itens, excepto o último que mencionei, podem ser usados a qualquer altura, inclusivamente contra os bosses, que tipicamente são bastante fortes, levam uma eternidade a morrer, e facilmente morremos nós, com a reduzida barra de vida que temos. Por sua vez os bosses são, na sua maioria precedidos de um labirinto em 3D na primeira pessoa, sempre que entramos nalgum prédio. É uma coisa que não estava mesmo nada à espera, e mesmo não sendo labirintos tão fluídos quanto os de Phantasy Star, não estão maus de todo.

Convém evoluir a nossa arma o mais rápido possível pois os inimigos são rápidos e facilmente sofremos dano

A nível audiovisual, este é um jogo também com alguns altos e baixos. Se por um lado não tenho muito a apontar à qualidade dos gráficos em si, creio que poderia haver um bocadinho mais de variedade. Isto porque vamos estar a maioria do tempo a vaguear na mesma cidade, com o mesmo tipo de edifícios, estruturas e florestas. Só mesmo no final é que vemos alguns cenários mais alienígenas. No que diz respeito ao som, bom, é verdade que o jogo poderia ter mais músicas, mas as que existem são excelentes, muito boas mesmo, como a Sunsoft nos tem vindo a habituar. Aliás, é para muita gente o único ponto positivo do jogo.

Alguns dos itens que nos oferecem acabam por dar um jeitaço em situações mais apertadas

Portanto este Fester’s Quest, apesar de não ser um jogo perfeito, para mim está longe de ser a abominação que muitos lhe chamam. É certo que a dificuldade está lá, principalemente pela reduzida barra de vida, mas com preserverança, os upgrades às armas, e com os outros itens que vamos apanhando, as coisas vão se fazendo. Creio que seria uma mais valia para o jogo ter mais elementos de RPG, tornando-se num RPG de acção. A possibilidade de subir de nível, fortalecendo o Fester, ou pelo simples facto que várias vezes temos de “farmar” à espera que nos caia uma chave ou uma lâmpada para progredir no jogo, estes teriam sido elementos benvindos na jogabilidade.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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