Back to the Future: The Game (PC)

Os filmes da saga “Regresso ao Futuro” são dos mais populares da década de 80. A dupla do jovem Marty McFly e do cientista maluco Doc Emmet Brown fizeram as delícias de uma geração, ao longo de 3 filmes que tinham as viagens no tempo como tema central. E se por um lado foram muitos os videojogos lançados nessa época, para os mais variados sistemas 8 e 16 bit no mercado, a verdade é que a maioria desses mesmos jogos eram muito mauzinhos. Muitos anos depois, com o sucesso que a Telltale Games tem vindo a adquirir no renascimento do género de jogos de aventura point and click, eles obteram os direitos da série e fizeram um novo jogo, não baseado nos filmes. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado, num dos Humble Bundles temáticos da Telltale. Ficou-me por uma bagatela, portanto!

O jogo começa por Marty ver o seu amigo Doc a partir no seu DeLorean para um período desconhecido no tempo e nunca mais voltar. 6 meses passam, o banco local decide penhorar a casa do cientista, devido ao seu desaparecimento. Entretanto, enquanto exploramos a casa do Doc de forma a tentar salvar alguns dos seus objectos pessoais, o DeLorean regressa do nada, mas sem o Doc lá dentro, apenas o seu cão Einstein. Após mais alguma exploração, lá conseguimos adivinhar que o Doc voltou atrás no tempo, para o ano de 1931, em plena Lei Seca na mesma cidade local chamada Hill Valley. Lá voltamos nós para o ano de 1931 para resgatar o cientista e saber o porquê de ele lá ter ido em primeiro lugar. Claro que nada é assim tão simples e as nossas acções vão dar muitas reviravoltas, incluindo criar realidades paralelas e erros que teremos posteriormente de corrigir.

Em 1931, para além dos nossos antepassados, encontramos também um jovem Emmet Brown, ainda antes de se tornar cientista e inventor

As mecânicas de jogo são as de um jogo de aventura point and click, onde teremos de falar com pessoas, observar os cenários, coleccionar e interagir com os objectos que vamos encontrando, de forma a desbloquear situações e fazer progredir a história. Nada de novo aqui, excepto talvez pela forma como nos movimentamos no ecrã. Tal como em jogos com The Walking Dead, este foi desenvolvido a pensar nas consolas como plataformas principais. Ao contrário da Wii, a PS3 ou X360 não são propriamente boas alternativas ao uso do rato e teclado, pelo que usaríamos um dos joysticks para movimentar as personagens (embora não de uma forma tão livre pois os ângulos de câmara são fixos), e o outro joystick serviria para mover o cursor. No PC, o rato serve para interagir com pessoas e objectos, e o teclado (seja através das teclas WASD ou setas) para movimentar a personagem. É também possível usar o rato para movimentar o Marty, mas não é lá muito conveniente.

Vamos tendo alguns diálogos, mas este ainda é um jogo completamente linear, onde progredimos por tentativa/erro.

A narrativa felizmente está muito bem conseguida com várias personagens carismáticas. O Doc é inclusivamente narrado pelo próprio actor que o personificou nos filmes e, apesar de Michael J. Fox não dar a voz a Marty McFly no jogo, a sua personagem continua muito semelhante ao actor e quem lhe dá a voz no jogo também faz um bom papel. Portanto a narrativa está óptima e os gráficos, apesar de não serem propriamente excelentes, não estão maus de todo pois conseguiram representar bem as diferentes expressões faciais e sentimentos das personagens. A maior parte do tempo de jogo irá ser passado em 1931 e 1986 mas mesmo assim vai havendo variedade até porque vamos visitar diferentes realidades paralelas do presente de 1986.

Portanto para quem for fã da saga, tem finalmente aqui um jogo que lhe faça justiça!

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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