Castlevania Portrait of Ruin (Nintendo DS)

Portrait of Ruin é o segundo Castlevania para a Nintendo DS, que herda as mecânicas de jogo base introduzidas no Symphony of the Night, ou seja, misturando conceitos de action RPG com os de exploração e backtracking típicos de um Metroid. Mas ao contrário dos  últimos dois lançamentos da série (Aria of Sorrow e Dawn of Sorrow), o soul system foi descartado, dando origem a novas mecânicas de jogo. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi adquirido algures no verão de 2017, através de uma troca feita com um coleccionador privado.

Jogo completo com caixa e manual

Este jogo decorre algures na Europa no ano de 1944, ou seja, em plena Segunda Guerra Mundial. Acaba também por ser uma sequela directa do Castlevania The New Generation para a Mega Drive, pois um dos protagonistas é Jonathan Morris, filho de John Morris, um dos heróis desse jogo. A acompanhar Jonathan está a jovem Charlotte Aulin, especialista em magia. Ambos decidem explorar o castelo de Dracula, agora controlado pelo vampiro Brauner e suas filhas Stella e Loretta, que curiosamente não tentam ressuscitar o Drácula, mas sim herdar o seu poder.

Tal como no Dawn of Sorrow também temos uma ou outra cutscene em full motion video para ver

Ao contrário do Castlevania da Mega Drive, onde poderíamos controlar John Morris ou Eric Lecarde, aqui acabamos mesmo por controlar ambas as personagens em simultâneo, podendo alternar entre ambas livremente. Tal como referido acima, Charlotte é quem possui mais afinidade com magias, pelo que Jonathan acaba por ser a personagem mais forte em ataques físicos. Ao explorar o mapa poderemos encontrar itens que nos conferem habilidades para cada uma das personagens e que podem ser equipados livremente. Coisas como o duplo salto, ou a capacidade de nos transformarmos num animal como um sapo que se consegue esgueirar por espaços apertados, ou uma coruja que consegue voar livremente pelo mapa. Podemos também controlar cada personagem individualmente, algo que por vezes é necessário para resolver alguns puzzles. Para além disso, existem também habilidades como poderosos ataques conjuntos – as Dual Crush, ideais para “limpar” uma sala de inimigos, ou para causar dano considerável nalgum boss.

Os Dual Crushs são golpes poderosos, que usam uma grande parte da barra de magia, mas dão resultados

Outra novidade aqui implementada é o sistema de side quests que podemos cumprir, aumentando assim a longevidade do jogo. Para além disso, depois de terminar o jogo, e por terminar leia-se obter o final verdadeiro, teremos também modos de jogo adicionais para explorar. Um deles é o Sisters Mode, onde controlamos Stella e Loretta, servindo de prólogo à aventura principal. Aqui os controlos são diferentes, usando as capacidades de touch screen da DS para causar dano aos inimigos. Outros modos de jogo podem também ser desbloqueados como o Ritcher mode, onde controlamos  a dupla Ritcher Belmont e Maria Renard, uma vez mais com as suas habilidades a serem diferentes. Por fim, ou quase, podemos desbloquear também o Old Axe Armor mode, onde jogamos com o inimigo de mesmo nome.

Ainda na vertente single player podemos também experimentar o Boss Rush que, conforme o nome indica é uma prova de fogo, colocando-nos a enfrentar todos os bosses do jogo sequencialmente, sendo recompensados quanto mais rápido formos. No multiplayer, que sinceramente não testei, tínhamos o Shop Mode que nos permitia comprar/vender itens e um Co-Op mode. Este sim, muito mais interessante e era uma versão cooperativa para 2 jogadores do Boss Rush.

Como habitual, os bosses estão muito bons!

A nível de audiovisuais, esta é também uma entrada sólida na série Castlevania. O motor gráfico é o mesmo, pelo que esperem na mesma por cenários bem detalhados, assim como os inimigos embora as sprites sejam relativamente pequenas, o que é normal tendo em conta o hardware. Nota-se aqui e ali alguns gráficos poligonais, mas sinceramente prefiro que se mantenham pelas sprites em 2D. Para além do óptimo detalhe, há também uma maior variedade de cenários, pois uma das mecânicas chave do jogo é a de atravessar portais na forma de pinturas que nos levam para cenários inteiramente diferentes, como pirâmides egípcias ou cidades vitorianas. Por outro lado, embora ache os visuais muito bons, a escolha de arte acaba por mais uma vez recair numa vertente mais anime vulgar, ao contrário da arte mais sombria típica da série, entre o Symphony of the Night até ao Aria of Sorrow. No que diz respeito aos efeitos sonoros e música no geral, estes continuam excelentes, não tenho nada a apontar!

Devido ao sistema de portais, iremos explorar cenários inéditos na série, como pirâmides egípcias

No fim de contas este Castlevania é mais uma sólida entrada na franchise, que, pelo menos no seu modo de jogo principal, abandona alguns gimmicks que recorriam ao touch screen, tornando-se numa experiência mais tradicional. Introduz no entanto as mecânicas de alternar entre 2 personagens, bem como a de explorar cenários variados, pelo que acaba por se tornar também numa entrada refrescante na série.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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