Sam and Max: The Devil’s Playhouse (PC)

Voltando ao PC, hoje vamos àquele que até agora é o último videojogo na saga dos divertidíssimos Sam & Max, Freelance Police, onde teremos mais um mistério estapafúrdio para desvendar. Ao contrário dos outros jogos da saga desenvolvidos pela Telltale Games, este é o único que não possuo, pelo menos para já, em qualquer suporte físico. O meu exemplar foi então comprado algures durante este ano, num dos vários Humble Bundles, por um preço bem em conta.

A história leva-nos inicialmente a enfrentar o Skunk-a-Pe, um gorila extraterrestre que visita a Terra, aparentemente de forma inofensiva, mas que na verdade procura os Toys of Power, brinquedos que aparentam ser inofensivos, mas possuem poderosos poderes mágicos conferindo habilidades psíquicas ao seu portador. Curiosamente, logo no início do jogo vemos Max a encontrar por mero acaso um desses brinquedos, uma máscara que nos permite ver o futuro. Para defrontar o gorila, acabamos por vir a utilizar outros brinquedos como um telefone que nos permite teleportar para o lado de qualquer telefone ou telemóvel que conheçamos o número, um baralho de cartas que nos permite ouvir os pensamentos de alguém à nossa volta. Finalizando esse primeiro capítulo, a história vai continuando pelos misteriosos brinquedos mágicos, as suas origens e claro, as aventuras vão escalando cada vez mais de intensidade à medida em que vamos avançando nos capítulos do jogo. Agora iremos também jogar com os antecessores de Sam & Max no início dos anos 20, bem como descortinar uma conspiração muito lovecraftiana, envolvendo divindades há muito esquecidas, mesmo à Cthullu. E com o gorila do espaço também metido ao barulho!

Os diálogos que podemos escolher agora aparecem num menu circular

As mecânicas e o motor de jogo foram também 2 coisas que foram bastante melhoradas face aos jogos anteriores. A nível de mecânicas de jogo, as mesmas mantêm a identidade clássica de um point and click, permitindo-nos interagir com pessoas e objectos, resolver puzzles e afins. No entanto, quiseram também deixar o jogo mais jogável numa consola e num comando, pelo que clicar num espaço vazio, não faz com que Sam se desloque automaticamente até lá. Só mesmo se conseguirmos levar o cursor até alguma pessoa com a qual podemos dialogar ou algum objecto para interagir, é que fazemos com que Sam e Max se movam automaticamente. De resto temos de usar as teclas das setas ou as WASD, sendo que nos comandos da PS3 ou X360 essa tarefa recairia no analógico. Por mim tudo bem, mas não vejo o porquê de terem retirado algumas funcionalidades básicas a quem quiser jogar apenas com rato e teclado. Mas adiante, de resto temos também algumas novas mecânicas de jogo. Os brinquedos que vamos encontrando ao longo do jogo vão nos conferir diversas habilidades que são usadas de forma inteligente para prosseguir no jogo, como a possibilidade de antever o futuro ou escutar os pensamentos, como já referido acima. Mas também poder usar um nariz de borracha para copiar objectos e fazer o Max transformar-se nesse mesmo objecto. Ou um boneco de ventriloquismo, que pode ser usado para enganar os NPCs.

Ao longo do segundo capítulo vamos alternando entre o passado e o presente, onde poderemos jogar com os antepassados de Sam & Max, numa aventura de caça ao tesouro.

O sistema de diálogos também mudou um pouco, com as diferentes hipóteses de diálogo a não aparecerem mais em “lista”, mas sim ao longo de um menu circular que apenas traz algo mais esteticamente bonito. O que está também mais bonito são os gráficos, que usam um motor de jogo mais avançado. Os cenários e as personagens estão agora muito melhor detalhados, com melhores gráficos no geral, daí também se perceber perfeitamente porque é que desta vez a Wii ficou de fora. O voice acting continua excelente, repleto de sentido de humor e com personagens carismáticas, muitas delas recorrentes. Só tenho pena que Bosco, o vendedor paranóico, não apareça, sendo substituído pelo fantasma da sua mãe, que na minha opinião não é uma personagem tão marcante. De resto, as músicas são também agradáveis, adaptando-se bem aos diferentes ambientes que o jogo vai tentando transparecer. Desde aquela música mais jazzy típica de filmes de detectives mais clássicos, a outras mais festivas ou folclóricas, dependendo do sítio que estejamos a visitar.

O uso dos Toys of Power representa alguma inovação nos puzzles e nas abordagens que podemos dar ao jogo.

Portanto, para quem for fã de jogos de aventura point and click repletos de bom humor, temos aqui mais uma sólida entrada na série Sam & Max. Apesar das suas mecânicas de jogo que tiram mais partido dos donos de consolas do que o público clássico de PC com rato e teclado, o motor gráfico melhorado, a história repleta de bizarrices e reviravoltas, o humor, acabam por fazer deste título uma entrada bem sólida para os fãs do género.

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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